{"id":17591,"date":"2025-08-05T21:02:05","date_gmt":"2025-08-05T21:02:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/17591\/"},"modified":"2025-08-05T21:02:05","modified_gmt":"2025-08-05T21:02:05","slug":"carmen-e-marcia-as-mulheres-que-coloriram-o-nascimento-do-grafite-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/17591\/","title":{"rendered":"Carmen e Marcia: as mulheres que coloriram o nascimento do grafite em S\u00e3o Paulo\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><strong>Por Alexandre Teixeira (texto) e Maialu Ferlauto (fotos)<\/strong><\/p>\n<p>Marcia Chicaoka \u00e9 formada em design. Trabalhou por muito tempo na \u00e1rea editorial. Atualmente cria flores de papel, para eventos e vitrines, com a marca Chicaoka Papel em Flor. Carmen Fukunari \u00e9 editora de arte numa media tech. Trabalha com edi\u00e7\u00e3o de fotos, gr\u00e1ficos e infogr\u00e1ficos. Quem hoje v\u00ea as duas em seus trabalhos (ou fora deles) n\u00e3o desconfia que elas formam uma dupla fundamental na hist\u00f3ria da arte urbana em S\u00e3o Paulo. Pouca gente sabe que, nos anos 1980, Carmen e Marcia foram, at\u00e9 onde se sabe, as primeiras mulheres a empunhar latas de spray na quase inteiramente masculina cena do grafite na cidade. \u201cA gente sofreu um apagamento, pra falar a real\u201d, afirma Carmen. Na \u00e9poca em que a dupla come\u00e7ou a grafitar, nos idos de 1988, n\u00e3o existia rede social. N\u00e3o existia site. N\u00e3o existia internet. No caso do grafite, portanto, o apagamento \u00e9 literal. A obra n\u00e3o sobrevive. Essa efemeridade do meio \u00e9 da natureza da arte urbana. Como boa parte de seus pares, a dupla n\u00e3o tinha registros de sua obra \u2013 exceto por algum material no Centro Cultural S\u00e3o Paulo, gra\u00e7as ao trabalho de Maria Olimpia Vass\u00e3o, pesquisadora de artes visuais para a Cole\u00e7\u00e3o de Arte da Cidade. A produ\u00e7\u00e3o delas come\u00e7a para valer quando Carmen entra na faculdade de Design, em 1990. \u201cA gente at\u00e9 brincava um pouco antes\u201d, afirma Marcia. \u201cMas n\u00e3o sabia nada da t\u00e9cnica.\u201d<\/p>\n<p><strong><\/p>\n<p class=\"custom_subtext\">Assine nossa newsletter para ficar por dentro de tudo o que rola no centro<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p>Ela e Carmen s\u00e3o primas. Cresceram juntas e despertaram para a vida na segunda metade dos anos 80. \u201cCome\u00e7ava a ter coisas diferentes na cidade. Muito al\u00e9m do grafite. Tinha m\u00fasica, come\u00e7aram a surgir bandas. A gente ia muito a shows no Centro Cultural, no Madame Sat\u00e3\u201d, conta Carmen. Inocentes era uma refer\u00eancia para a cena, mas elas gostavam mesmo era das Mercen\u00e1rias, pioneira banda punk feminina, que a dupla depois passaria a grafitar \u2013 em especial, a silhueta da baixista Sandra Coutinho. O come\u00e7o da hist\u00f3ria delas \u00e9 ambientado nesse cen\u00e1rio musical. As artes visuais v\u00e3o surgindo aos poucos. Um marco importante \u00e9 a exposi\u00e7\u00e3o Trama do Gosto, de 1987, na Bienal de S\u00e3o Paulo, com obras de artistas como Guto Lacaz e o incontorn\u00e1vel Alex Vallauri. \u201cA gente at\u00e9 levou uns cartazes pra casa\u201d, lembra Marcia, com 14 anos \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n<p>A dupla come\u00e7ou a se perguntar: \u201cComo \u00e9 que se faz isso?\u201d. E logo tratou de desenvolver t\u00e9cnica por conta pr\u00f3pria. Com formas simples e materiais baratos. Papel\u00e3o desenhado e recortado fazia \u00e0s vezes do est\u00eancil, numa tentativa de emular o que viam nas ruas de S\u00e3o Paulo nas f\u00e9rias que passaram juntas em Registro, no Vale do Ribeira.<\/p>\n<p>Foi a primeira vez que Carmen, Marcia e suas respectivas irm\u00e3s viajaram sozinhas \u2013 \u201cnum fusquinha, que n\u00e3o tinha nem som. A gente levou um boom-box, meia d\u00fazia de pilhas e um monte de fitas cassete\u201d. Ca\u00edram na estrada ouvindo Legi\u00e3o Urbana e Ira!.<\/p>\n<p>\u00a0Em Registro, onde vivia a fam\u00edlia da dupla, elas conseguiram espa\u00e7o (na casa de um tio, com \u201cum mur\u00e3o gigante\u201d) e liberdade para brincar com as tintas e os papel\u00f5es. Foi o primeiro muro do resto de suas vidas. \u201cA gente n\u00e3o sabia nem apertar o spray.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 nessa altura que Ozi entra na cena delas. Pioneiro do grafite, mestre do est\u00eancil, (mais um) disc\u00edpulo de Vallauri, Ozeas Duarte ministrava uma oficina na Faap quando Carmen come\u00e7ou o curso de design. Foi ele quem lhe transmitiu a t\u00e9cnica que tanta falta fazia. Rapidamente, a dupla passou a ousar com formas mais complexas e composi\u00e7\u00f5es mais elaboradas. Em paralelo, dava-se o boom dos quadrinhos, que virariam refer\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Meninas no muro<\/strong><\/p>\n<p>A Editora Abril come\u00e7ou a publicar HQs (ou graphic novels) gringas, com personagens rapidamente incorporadas ao repert\u00f3rio de artistas urbanos locais. Essa foi uma influ\u00eancia que Carmen e Marcia adicionaram a seu trabalho. Era o mesmo movimento feito por Maur\u00edcio Villa\u00e7a, J\u00falio Barreto e Numa (famoso pelo seu Batman).<\/p>\n<p>Naquele momento, na virada das d\u00e9cadas de 1980 para 1990, o grafite era, ao mesmo tempo, uma brincadeira e uma transgress\u00e3o. \u201c\u00c9 s\u00f3 olhar para a hist\u00f3ria dos meninos. Eles foram presos na \u00e9poca do J\u00e2nio\u201d, diz Carmen, referindo-se \u00e0s recorrentes deten\u00e7\u00f5es de pichadores e grafiteiros durante a prefeitura de J\u00e2nio Quadros (1986-89).<\/p>\n<p>\u00a0N\u00e3o havia murais em empenas, grandes obras a c\u00e9u aberto. Ao contr\u00e1rio, o primeiro grande espa\u00e7o ocupado por artistas urbanos era subterr\u00e2neo, o \u201cBuraco da Paulista\u201d. Carmen e Marcia grafitaram l\u00e1, depois de um bom tempo desenvolvendo seu estilo perto de onde moravam, na Aclima\u00e7\u00e3o. A dupla circulava pela regi\u00e3o no indefect\u00edvel fusquinha de M\u00e1rcia. Quando um bom peda\u00e7o de muro se oferecia, uma saltava do carro com est\u00eancil e lata de tinta nas m\u00e3os; a outra ficava no volante, com o motor ligado. \u201cE a gente tinha as nossas irm\u00e3s, na retaguarda, o tempo todo\u201d, explica Carmen. As m\u00e1scaras (moldes), com os contornos do que ser\u00e1 desenhado numa parede grudam se forem jogadas umas sobre as outras. Cabia \u00e0s irm\u00e3s aplicar talco entre elas.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"692\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"\" class=\"wp-image-18964\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/whatsapp-image-2025-07-30-at-14.27.26-1024x692.jpeg\"\/>Carmen e Marcia no IMS, admirando o \u201cBuraco da Paulista\u201d, um dos pontos fundamentais para seus grafites em S\u00e3o Paulo. Foto: Maialu Ferlauto<\/p>\n<p>\u00a0A presen\u00e7a daquele cl\u00e3 de grafiteiras era vista sob duas camadas de estranhamento. \u201cUma por a gente ser menina; outra por a gente ser oriental\u201d, diz Carmen. Isso n\u00e3o necessariamente era um problema. \u201c\u00c0s vezes a pol\u00edcia passava, mas olhava duas japonesinhas e deixava pra l\u00e1\u201d, conta ela. No m\u00e1ximo, lhes diziam: \u201cRecolham suas coisas e v\u00e3o embora\u201d. A dupla nunca sofreu nenhum tipo de viol\u00eancia, a n\u00e3o ser em Salvador, onde moradores incomodados com uma grafitagem jogaram latas na dire\u00e7\u00e3o delas. E na turma do grafite, como era rela\u00e7\u00e3o com as duas meninas do grupo?<\/p>\n<p>\u201cSempre respeitaram\u201d, diz Carmen. \u201cValorizavam nosso trabalho\u201d, completa Marcia. Bem no in\u00edcio, era curioso que n\u00e3o houvesse outras mulheres na cena. Mas elas logo come\u00e7aram a surgir. Alguns meses ap\u00f3s a estreia de Carmen e Marcia nas ruas, j\u00e1 havia outras meninas grafitando. Todavia, depois do workshop com Ozi, do aprendizado de t\u00e9cnicas e do in\u00edcio da pr\u00e1tica, a dupla estava mesmo era focada em desenvolver um estilo pr\u00f3prio e personagens. Essas caracter\u00edsticas surgiam, num primeiro momento, pela escolha das imagens. Em seguida, elas foram convidadas a trabalhar com Maur\u00edcio Villa\u00e7a. Com ele, fizeram a capa de um disco da Rita Lee, num projeto de que tamb\u00e9m participaram Juneca, o pioneiro da picha\u00e7\u00e3o em S\u00e3o Paulo, e Cl\u00e1udio Donato, outro dos precursores do Est\u00eancil Graffiti no Brasil. Os quatro foram com Villa\u00e7a para Salvador, montar uma exposi\u00e7\u00e3o de arte urbana. Na volta, fizeram uma em S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>\u00a0O grafite come\u00e7ou a chamar a aten\u00e7\u00e3o, e algumas casas noturnas convidavam artistas urbanos para pintar seus espa\u00e7os. Quem conseguia os trabalhos era Villa\u00e7a, que os compartilhava com seus muitos parceiros \u2013 e com suas duas parceiras. \u201cA gente se juntava na casa do Villa\u00e7a. Tanto \u00e9 que tinha a Dona Concei\u00e7\u00e3o, que fazia comida pra gente\u201d, conta Carmen. Esse quartel-general improvisado da vanguarda paulistana do grafite ficava num pequeno sobrado do Planalto Paulista. N\u00e3o era um ateli\u00ea. Era a casa dele. \u201cEra uma sala, pequena, e eu lembro que ficava o maior cheiro de tinta. Voc\u00ea sa\u00eda tonta at\u00e9\u201d, diz ela. \u201cE tinha um quintalzinho na frente\u201d, completa Marcia. Julio Barreto vivia por l\u00e1. Ricardo Tatoo, que tamb\u00e9m grafita at\u00e9 hoje, era outro visitante frequente.<\/p>\n<p>\u00a0Muita coisa tamb\u00e9m era produzida num sal\u00e3o na casa do pai de Marcia, em Diadema. Para os mais diferentes meios. Em uma ocasi\u00e3o, o grupo grafitou placas de madeirite e compensados, que foram recortadas e aplicadas num carro aleg\u00f3rico de uma escola de samba da segunda divis\u00e3o do Carnaval de S\u00e3o Paulo cujo nome elas esqueceram. Conforme a dupla foi ficando mais conhecida, a clientela interessada em grafite come\u00e7ou a entrar em contato direto com elas. A dupla pegou, por exemplo, um trabalho da Editora Abril, para divulga\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o com figurinhas da boneca Barbie.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fim de ciclo e revival<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A fase em que elas estiveram mais ativas, durante a qual acontecem essas v\u00e1rias aventuras, vai apenas do final dos anos 1980 at\u00e9 o in\u00edcio dos 1990. Carmen era menor de idade. Quando foi a Salvador, sua m\u00e3e teve de ir ao juizado de menores, autorizar formalmente a viagem da filha de 16 anos. Na mesma \u00e9poca, ela abriu sua primeira conta banc\u00e1ria, para receber sua parte nos pagamentos por grafites comissionados. Marcia estava na faculdade. Formou-se em 1992. Em 1993, mudou-se para o Jap\u00e3o e parou de grafitar. Sem a parceira, Carmen tamb\u00e9m pendurou as latas de tinta. \u201cA gente fazia os trabalhos juntas\u201d, justifica. Foi estagiar na Prefeitura de S\u00e3o Paulo, depois come\u00e7ou a trabalhar numa empresa de embalagens, e o grafite ficou para tr\u00e1s. Trinta anos depois, com a arte urbana em voga em S\u00e3o Paulo, a dupla se reuniu para trabalhos espor\u00e1dicos.<\/p>\n<p>Em maio deste ano, por exemplo, Simone Siss e K\u00e1tia Lombardo, duas grafiteiras conhecidas em S\u00e3o Paulo, as convidaram para uma colabora\u00e7\u00e3o. As quatro se conheceram h\u00e1 um ano e meio, quando Celso Gitahy, outro pioneiro da arte de rua, as convocou para um trabalho com Ozi: uma exposi\u00e7\u00e3o comemorativa do Dia do Grafite dentro de uma pizzaria chamada Cristal, onde h\u00e1 um muro com uma obra de Villa\u00e7a.<\/p>\n<p>Detalhe: o Dia do Grafite \u00e9 celebrado em 27 de mar\u00e7o, data que homenageia Alex Vallauri, o maior dos pioneiros da arte urbana no Brasil. A data foi escolhida j\u00e1 em 1988 para marcar o anivers\u00e1rio da morte de Vallauri, que faleceu em 27 de mar\u00e7o de 1987.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"815\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns=\" http:=\"\" alt=\"\" class=\"wp-image-18965\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/whatsapp-image-2025-07-30-at-14.28.04-1024x815.jpeg\"\/>A dupla durante a entrevista, no caf\u00e9 do Instituto Moreira Salles. Foto: Maialu Ferlauto<\/p>\n<p>Foi no Dia do Grafite de 2024 que a dupla Carmen e Marcia ressurgiu, causando rea\u00e7\u00f5es do tipo: \u201cOlha, as meninas existem!\u201d. Nas tr\u00eas d\u00e9cadas de \u201capagamento\u201d, quem mais contribuiu para manter seu status de \u201clenda urbana\u201d foi Ozeas Duarte, que falava da dupla sempre que tinha oportunidade. \u201cOs meninos que continuam na ativa sempre falam de n\u00f3s\u201d, diz Carmen. Ricardo Tatto, por exemplo, d\u00e1 aulas na Belas Artes, faz oficinas em v\u00e1rias escolas e costuma contar a hist\u00f3ria delas. O mesmo vale para Gitahy.<\/p>\n<p>Com Simone e K\u00e1tia, Carmen e Marcia participaram de uma grafitagem coletiva apenas de mulheres na regi\u00e3o da Freguesia do \u00d3, na Zona Norte de S\u00e3o Paulo. A a\u00e7\u00e3o reuniu v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es. As mais novas, como regra, pintam obras maiores, que as duas veteranas tratam n\u00e3o como grafite, mas como muralismo. A ideia de interven\u00e7\u00f5es art\u00edsticas autorizadas no espa\u00e7o urbano s\u00f3 n\u00e3o \u00e9 totalmente estranha para elas por uma experi\u00eancia na virada dos anos 1980 para os 1990. Em uma ocasi\u00e3o, Carmen e Marcia receberam autoriza\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o prefeita Luiza Erundina (1989 \u2013 1992) para grafitar o \u201cBuraco da Paulista\u201d. A dupla fez alguma coisa tamb\u00e9m nas pilastras do Minhoc\u00e3o. Fora isso, grafite para elas era uma atividade marginal, da qual \u00e0s vezes fugia-se correndo.<\/p>\n<p>Pintar murais, com muitos toques e retoques, n\u00e3o \u00e9 para elas. \u201cA gente faz uma interven\u00e7\u00e3o em cima dos elementos da pr\u00f3pria cidade\u201d, afirma Carmen. \u201cA gente vai at\u00e9 um poste. Se tiver uma plaquinha l\u00e1 \u2018Vendem-se ovos\u2019, a gente desenha galinhas subindo no poste.\u201d Marcia tem os direitos para grafitar o N\u00edquel N\u00e1usea, personagem do cartunista brasileiro Fernando Gonsales lan\u00e7ado na Folha de S. Paulo em 1985. Como se trata de um rato de esgoto que tem como melhor amiga a barata Fliti, viciada em inseticida, a dupla o grafitava em bueiros. Era sempre uma brincadeira com os elementos que a cidade proporciona. Com isso em mente, voltar a grafitar nas ruas de S\u00e3o Paulo depois desse tempo todo \u00e9 divertido, mas n\u00e3o revive a adrenalina dos velhos tempos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Alexandre Teixeira (texto) e Maialu Ferlauto (fotos) Marcia Chicaoka \u00e9 formada em design. Trabalhou por muito tempo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17592,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,6594,206,203,201,202,204,114,115,6595,32,33],"class_list":{"0":"post-17591","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-arte-urbana","11":"tag-artedesign","12":"tag-arts","13":"tag-arts-and-design","14":"tag-artsanddesign","15":"tag-design","16":"tag-entertainment","17":"tag-entretenimento","18":"tag-grafite","19":"tag-portugal","20":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17591","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17591"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17591\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17592"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}