{"id":176491,"date":"2025-12-05T11:20:14","date_gmt":"2025-12-05T11:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/176491\/"},"modified":"2025-12-05T11:20:14","modified_gmt":"2025-12-05T11:20:14","slug":"imunoterapia-pode-ser-caminho-promissor-para-a-cura-do-hiv-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/176491\/","title":{"rendered":"Imunoterapia pode ser caminho promissor para a cura do HIV, aponta estudo"},"content":{"rendered":"\n<p>Uma nova pesquisa de cientistas americanos mostra que a imunoterapia, abordagem que \u201ctreina\u201d o sistema imunol\u00f3gico do paciente para combater uma doen\u00e7a, pode ser uma t\u00e9cnica promissora para desenvolvermos uma cura para o HIV, ou pelo menos um tratamento de longo prazo eficaz.<\/p>\n<p>No estudo, uma combina\u00e7\u00e3o experimental de imunoterapias fez com que o n\u00edvel do v\u00edrus no sangue de sete pacientes ficasse baix\u00edssimo por meses, mesmo sem o uso di\u00e1rio de medicamentos antirretrovirais.<\/p>\n<p>Apesar de ser limitado e n\u00e3o ter descoberto a cura definitiva, o experimento traz um caminho promissor para novos tratamentos, segundo os cientistas respons\u00e1veis. \u201cEu acredito que finalmente estamos fazendo progressos no desenvolvimento de uma terapia que poder\u00e1 oferecer uma vida saud\u00e1vel \u00e0s pessoas sem a necessidade de medicamentos para o resto da vida\u201d, diz Steven Deeks, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em S\u00e3o Francisco e l\u00edder do estudo.<\/p>\n<p>Os resultados foram publicados na revista <a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09929-5\" target=\"_blank\">Nature<\/a> em 1 de dezembro, o Dia Mundial de Combate \u00e0 Aids.<\/p>\n<p><b>Como funciona o tratamento\u00a0<\/b><\/p>\n<p>O HIV \u00e9 um v\u00edrus que infecta as c\u00e9lulas do sistema de defesa do corpo, e exatamente por isso \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil de combater. Hoje, h\u00e1 tratamentos que conseguem controlar muito bem a infec\u00e7\u00e3o, impedindo o desenvolvimento da AIDS e garantindo uma vida normal aos pacientes, mas \u00e9 preciso tom\u00e1-los para a vida inteira \u2013 caso contr\u00e1rio, a infec\u00e7\u00e3o volta a prosperar. Mas curar definitivamente a doen\u00e7a que afeta 40 milh\u00f5es de pessoas ainda \u00e9 um passo dif\u00edcil.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>A nova abordagem combinou tr\u00eas tipos de imunoterapias distintas para tentar turbinar o sistema imunol\u00f3gico de dez pacientes com HIV. Primeiro, os cientistas aplicaram uma vacina que tenta estimular os linf\u00f3citos-T \u2013 c\u00e9lulas de defesa capazes de neutralizar v\u00edrus \u2013 a irem \u00e0 ca\u00e7a do HIV \u201cdormente\u201d no corpo do paciente.\u00a0<\/p>\n<p>Depois, os volunt\u00e1rios receberam um coquetel de anticorpos contra o pat\u00f3geno e um medicamento feito para fortalecer o sistema imunol\u00f3gico. Por fim, veio mais uma aplica\u00e7\u00e3o de anticorpos. Todo o processo levou meses (neste meio-tempo, eles seguiam com a terapia anti-HIV normal).<\/p>\n<p>Depois da interven\u00e7\u00e3o, os participantes do estudo pararam de tomar os medicamentos di\u00e1rios, e os n\u00edveis do v\u00edrus em suas correntes sangu\u00edneas foram medidos continuamente.\u00a0<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Em tr\u00eas dos pacientes, o HIV voltou a subir apenas duas semanas ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do tratamento, indicando que a combina\u00e7\u00e3o de imunoterapias n\u00e3o funcionou.<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>Em seis volunt\u00e1rios, por\u00e9m, os n\u00edveis do HIV continuaram baixos mesmo ap\u00f3s meses. E em uma \u00fanica pessoa a prote\u00e7\u00e3o chegou a durar mais de um ano.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Antes, a t\u00e9cnica j\u00e1 havia sido aplicada em macacos, com <a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-022-31196-5\" target=\"_blank\">resultados promissores<\/a>.<\/p>\n<p>Os resultados indicam que a combina\u00e7\u00e3o testada n\u00e3o \u00e9 milagrosa, mas pode ser um caminho a ser aprimorado para um tratamento de longo prazo, que dispense o uso cont\u00ednuo e di\u00e1rio de medicamentos. Segundo os pesquisadores, que est\u00e3o otimistas, \u00e9 poss\u00edvel que a abordagem possa ser calibrada at\u00e9 para se atingir uma cura no futuro.<\/p>\n<p>De qualquer forma, isso \u00e9 apenas um primeiro passo de muitos \u2013 um eventual tratamento teria que ser estudado e validado em ensaios cl\u00ednicos muito maiores.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Al\u00e9m de ser um estudo pequeno, com apenas 10 participantes, o artigo tamb\u00e9m traz um problema: n\u00e3o contou com grupo controle, ou seja, um conjunto de pacientes que foi tratado apenas com placebo para se comparar os resultados e verificar o que de fato pode ser atribu\u00eddo aos efeitos da imunoterapia.\u00a0<\/p>\n<p>No mundo todo, h\u00e1 sete casos de cura definitiva do HIV ap\u00f3s transplantes de medula \u00f3ssea. N\u00f3s explicamos como isso \u00e9 poss\u00edvel <a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/saude\/cientistas-confirmam-7o-caso-de-cura-do-hiv-desta-vez-com-tecnica-inovadora\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">neste texto<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nova pesquisa de cientistas americanos mostra que a imunoterapia, abordagem que \u201ctreina\u201d o sistema imunol\u00f3gico do paciente&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":176492,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-176491","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115666696501138285","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176491\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/176492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=176491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=176491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}