{"id":176824,"date":"2025-12-05T16:37:27","date_gmt":"2025-12-05T16:37:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/176824\/"},"modified":"2025-12-05T16:37:27","modified_gmt":"2025-12-05T16:37:27","slug":"russia-enviou-criancas-ucranianas-raptadas-para-a-coreia-do-norte-segundo-as-autoridades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/176824\/","title":{"rendered":"R\u00fassia enviou crian\u00e7as ucranianas raptadas para a Coreia do Norte, segundo as autoridades"},"content":{"rendered":"<p>V\u00e1rias crian\u00e7as ucranianas raptadas pelas for\u00e7as russas foram transferidas \u00e0 for\u00e7a para a Coreia do Norte, afirmaram as autoridades ucranianas na quarta-feira.<\/p>\n<p>Kateryna Rashevska, jurista do Centro Regional de Direitos Humanos da Ucr\u00e2nia, disse a uma subcomiss\u00e3o do Congresso dos EUA sobre o rapto de crian\u00e7as ucranianas pelas for\u00e7as russas que Kiev registou pelo menos dois casos de crian\u00e7as do Leste da Ucr\u00e2nia deportadas por Moscovo para a Coreia do Norte.<\/p>\n<p>Durante a audi\u00e7\u00e3o, Rashevska afirmou que &#8220;Misha, de 12 anos, da regi\u00e3o ocupada de Donetsk, e Liza, de 16 anos, da regi\u00e3o ocupada de Simferopol (na Crimeia), foram enviados para o campo de Songdowon, na Coreia do Norte, a 9.000 km de casa&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;L\u00e1, as crian\u00e7as foram ensinadas a &#8216;destruir os militaristas japoneses&#8217; e conheceram veteranos coreanos que, em 1968, atacaram o navio Pueblo da Marinha dos EUA, matando e ferindo nove soldados americanos&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Desde o in\u00edcio da guerra da R\u00fassia, no in\u00edcio de 2022, Pyongyang tem prestado apoio a Moscovo, incluindo o fornecimento de armas e o envio de tropas.<\/p>\n<p>No ano passado, a Coreia do Norte enviou at\u00e9 12.000 soldados para a R\u00fassia para refor\u00e7ar as tropas.<\/p>\n<p><strong>Deporta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada de crian\u00e7as ucranianas pela R\u00fassia<\/strong><\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 data, Kiev trouxe de volta cerca de 1.800 crian\u00e7as das mais de 19.500 raptadas pela R\u00fassia desde o in\u00edcio da sua invas\u00e3o em grande escala.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros representam as crian\u00e7as para as quais existem informa\u00e7\u00f5es pormenorizadas, incluindo o seu local de resid\u00eancia na Ucr\u00e2nia e a sua localiza\u00e7\u00e3o na R\u00fassia. \u00c9 prov\u00e1vel que o n\u00famero real seja muito mais elevado.<\/p>\n<p>A comiss\u00e1ria russa para os Direitos da Crian\u00e7a, Maria Lvova-Belova, afirmou anteriormente que a R\u00fassia &#8220;aceitou&#8221; 700.000 crian\u00e7as ucranianas entre fevereiro de 2022 e julho de 2023.<\/p>\n<p>Testemunhando na subcomiss\u00e3o do Congresso dos EUA, o diretor-executivo do Laborat\u00f3rio de Pesquisa Humanit\u00e1ria de Yale (HRL), Nathaniel Raymond, disse que, de acordo com a pesquisa da sua equipa, pelo menos 35.000 crian\u00e7as ucranianas &#8211; cujas idades no momento da captura variavam de 8 meses a 17 anos &#8211; est\u00e3o tempor\u00e1ria ou permanentemente sob cust\u00f3dia da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Muitas delas s\u00e3o levadas para campos de concentra\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rios temporariamente ocupados na Ucr\u00e2nia e na R\u00fassia.<\/p>\n<p>&#8220;Ali, enfrentaram a chamada &#8216;reeduca\u00e7\u00e3o patri\u00f3tica&#8217;, que inclu\u00eda a proibi\u00e7\u00e3o de falar ucraniano e uma lavagem cerebral com uma vers\u00e3o alternativa da hist\u00f3ria, na qual a na\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia e a sua cultura n\u00e3o existiam&#8221;, afirmou Raymond.<\/p>\n<p>Em setembro, o HRL concluiu que existem mais de 210 instala\u00e7\u00f5es onde as crian\u00e7as est\u00e3o a ser doutrinadas, muitas delas com treino militar, e mantidas incomunic\u00e1veis.<\/p>\n<p>Raymond insistiu no seu testemunho que o regresso de todas as crian\u00e7as ucranianas raptadas pela R\u00fassia deveria ser &#8220;uma condi\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para qualquer solu\u00e7\u00e3o negociada para esta guerra&#8221;.<\/p>\n<p><strong>ONU apela ao regresso de menores raptados pela R\u00fassia<\/strong><\/p>\n<p>A Assembleia Geral da ONU aprovou na quarta-feira uma resolu\u00e7\u00e3o que exige o regresso de todas as crian\u00e7as ucranianas que a R\u00fassia deportou ilegalmente.<\/p>\n<p>Um total de 91 pa\u00edses, incluindo os EUA, votaram a favor, enquanto 12, incluindo a R\u00fassia, a Bielorr\u00fassia e o Ir\u00e3o, votaram contra.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o exige que Moscovo devolva todas as crian\u00e7as ucranianas deslocadas \u00e0 for\u00e7a ou deportadas desde 2014.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o apela tamb\u00e9m ao fim de novas deporta\u00e7\u00f5es, separa\u00e7\u00f5es familiares, mudan\u00e7as de cidadania, adop\u00e7\u00f5es, acolhimento e doutrina\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o haver\u00e1 uma paz justa na Ucr\u00e2nia sem o regresso incondicional das crian\u00e7as ucranianas. Esta resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem a ver com pol\u00edtica. \u00c9 uma quest\u00e3o de humanidade&#8221;, afirmou a vice-ministra dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da Ucr\u00e2nia, Mariana Betsa, durante o debate na Assembleia Geral da ONU.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"V\u00e1rias crian\u00e7as ucranianas raptadas pelas for\u00e7as russas foram transferidas \u00e0 for\u00e7a para a Coreia do Norte, afirmaram as&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":176825,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,838,15,16,889,14,6390,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-176824","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-criancas","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-guerra-na-ucrania","14":"tag-headlines","15":"tag-invasao-da-ucrania-pela-russia","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115667942989456975","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=176824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/176824\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/176825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=176824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=176824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=176824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}