{"id":177430,"date":"2025-12-06T07:14:24","date_gmt":"2025-12-06T07:14:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/177430\/"},"modified":"2025-12-06T07:14:24","modified_gmt":"2025-12-06T07:14:24","slug":"e-de-portugal-que-sai-o-calor-para-aquecer-o-norte-da-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/177430\/","title":{"rendered":"\u00c9 de Portugal que sai o calor para aquecer o norte da Europa"},"content":{"rendered":"<p>        Bosch de Aveiro come\u00e7ou por produzir os cl\u00e1ssicos esquentadores a g\u00e1s, mas j\u00e1 est\u00e1 a apostar num futuro mais verde do aquecimento dos lares. Unidade volta a atingir vendas recorde.    <\/p>\n<p>\u00c9 de uma f\u00e1brica portuguesa que sai o quentinho para aquecer as casas do norte da Europa quando o frio atinge temperaturas negativas naquelas paragens durante os longos meses de inverno. No ver\u00e3o, \u00e9 o sol portugu\u00eas que aquece os turistas. No inverno, s\u00e3o as bombas de calor \u2018made in Portugal\u2019 que levam o calor do sol luso ao frio sentido no norte da Europa.<br \/>A Bosch de Aveiro come\u00e7ou por produzir esquentadores a g\u00e1s, com marcas cl\u00e1ssicas das casas portuguesas a sair desta f\u00e1brica durante d\u00e9cadas, como Vulcano ou Junkers. Pelo meio, apostou em caldeiras a g\u00e1s, mas a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica bateu \u00e0 porta e obrigou o ch\u00e3o de f\u00e1brica a apostar na produ\u00e7\u00e3o de bombas de calor.<br \/>S\u00e3o uma esp\u00e9cie de Tesla ou BYD do aquecimento das casas: consomem menos, deixaram o f\u00f3ssil para tr\u00e1s, com recurso a eletricidade (se o eletr\u00e3o for verde, melhor).<br \/>Este ano a f\u00e1brica volta a bater recorde de vendas: 526 milh\u00f5es de euros, contra os 451 milh\u00f5es registados em 2024, que tamb\u00e9m foi um recorde.<br \/>O disparo nas vendas tem tido lugar \u00e0 boleia do crescimento da unidade de neg\u00f3cio das bombas de calor, depois de um investimento de 100 milh\u00f5es de euros no ano passado para desenvolver a unidade de engenharia e os laborat\u00f3rios.<br \/>\u201cFizemos um investimento \u00fanico, brutal, dos quais 35 milh\u00f5es est\u00e3o relacionados com engenharia e laborat\u00f3rios. A Bosch investe em linhas de produ\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m em engenharia que \u00e9 uma \u00e2ncora perfeita de 20 ou 30 anos para Aveiro e Portugal\u201d, destaca J\u00f3nio Reis, diretor da Bosch Aveiro.<br \/>A primeira unidade de bombas de calor arrancou em 2023 com os mercados principais a serem a Europa Central, incluindo Alemanha, Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Reino Unido, entre outros.<br \/>\u201cS\u00f3 para ter uma ideia da import\u00e2ncia que Aveiro tem, somos respons\u00e1veis por quase 50% de todas as bombas de calor produzidas\u201d pela Bosch, disse, por seu turno, Jo\u00e3o Lagarto, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o em Aveiro.<br \/>E o vento sopra de fei\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ao final da d\u00e9cada, est\u00e1 previsto que o mercado europeu duplique, com um crescimento anual na casa dos 10%.<br \/>Mas h\u00e1 desafios pela frente. Uma das desvantagens das bombas de calor s\u00e3o os pre\u00e7os elevados, deixando de fora muitos consumidores. A ideia agora \u00e9 produzir estes equipamentos a pre\u00e7os mais competitivos, com o ganho de escala e com mais inova\u00e7\u00e3o \u2018made in Aveiro\u2019. Para o mercado do sul da Europa, est\u00e1 a ser preparado um modelo mais barato, uma bomba latina, que dever\u00e1 chegar ao mercado no pr\u00f3ximo ano.<br \/>Por ano, est\u00e3o a ser vendidos 1,2 milh\u00f5es de unidades, esperando-se que supere os 2 milh\u00f5es de unidades anuais j\u00e1 na d\u00e9cada de 30.<br \/>A companhia tamb\u00e9m continua a produzir esquentadores que continuam a dar cartas, apesar de alguma desacelera\u00e7\u00e3o.<br \/>\u201cIdentificamo-nos como uma empresa multi-tecnologia. A nossa responsabilidade n\u00e3o \u00e9 oferecer apenas bombas de calor, mas tamb\u00e9m todo um portef\u00f3lio de produtos aos nossos clientes, dependendo da sua capacidade financeira, do tamanho das suas casas, dos perfis de consumo\u201d, afirmou, por sua vez, Evandro Amorim, respons\u00e1vel pelos neg\u00f3cios da Bosch Aveiro. Os esquentadores continuam a ser vendidos para os pa\u00edses europeus, mas tamb\u00e9m para o norte de \u00c1frica, incluindo a Arg\u00e9lia, e Am\u00e9rica Latina. Esquentadores el\u00e9tricos e caldeiras a g\u00e1s continuam a sair das linhas desta unidade.<br \/>Atualmente, est\u00e1 a ter lugar a constru\u00e7\u00e3o de um novo edif\u00edcio em Aveiro para albergar uma nova linha de produ\u00e7\u00e3o, de bombas de calor num investimento de 2 milh\u00f5es de euros.<br \/>Mas nem tudo foi um mar de rosas. Em 2018, a companhia entrou em modo cruzeiro para adaptar os seus esquentadores e reconverter a linha de produ\u00e7\u00e3o para garantir que os produtos obedeciam a novas regras europeias de emiss\u00f5es de gases poluentes e de efici\u00eancia energ\u00e9tica.<br \/>\u201cN\u00e3o fomos capazes de responder rapidamente. Perdemos quota de mercado. J\u00e1 se estava a dar os primeiros sinais de eletrifica\u00e7\u00e3o. Tivemos muitas dificuldades. E pens\u00e1mos: porque n\u00e3o produzir e desenvolver outros produtos? \u00c9 a\u00ed que se d\u00e1 o grande \u2018boom\u2019 e \u00e9 quando passamos a ter as primeiras bombas de calor\u201d, conclui J\u00f3nio Reis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Bosch de Aveiro come\u00e7ou por produzir os cl\u00e1ssicos esquentadores a g\u00e1s, mas j\u00e1 est\u00e1 a apostar num futuro&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":177431,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[21920,88,2834,89,90,445,32,33],"class_list":{"0":"post-177430","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-bosch","9":"tag-business","10":"tag-calor","11":"tag-economy","12":"tag-empresas","13":"tag-europa","14":"tag-portugal","15":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115671391602501533","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=177430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/177430\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/177431"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=177430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=177430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=177430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}