{"id":178719,"date":"2025-12-07T12:41:23","date_gmt":"2025-12-07T12:41:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178719\/"},"modified":"2025-12-07T12:41:23","modified_gmt":"2025-12-07T12:41:23","slug":"passageiros-desesperam-para-sair-da-venezuela-por-falta-de-voos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178719\/","title":{"rendered":"Passageiros desesperam para sair da Venezuela por falta de voos"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"p_0\">Pessoas que querem viajar da Venezuela desesperam face ao recente bloqueio autoimposto pelo regime, que retirou as licen\u00e7as de opera\u00e7\u00f5es de v\u00e1rias companhias a\u00e9reas europeias e por Washington, que mandou encerrar o espa\u00e7o a\u00e9reo venezuelano.<\/p>\n<p class=\"p_1\">Com a proximidade do Natal, muitos portugueses, tal como venezuelanos, vivem entre a esperan\u00e7a da liberdade com descontentamento e muita raiva, que por vezes se sobrep\u00f5e ao clima de medo local, que n\u00e3o reprime toda a censura ao regime e aos EUA, os respons\u00e1veis pelos constrangimentos.<\/p>\n<p class=\"p_2\">Perante esta nova realidade e com as tens\u00f5es a aumentar, muitos clientes pressionam as ag\u00eancias de viagens para conseguir alternativas e solu\u00e7\u00f5es personalizadas, sendo frequente as respostas de que nada est\u00e1 garantido, nem h\u00e1 previs\u00e3o sobre quando a situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 mudar.<\/p>\n<p class=\"p_3\">V\u00e1rios portugueses relataram \u00e0 ag\u00eancia Lusa que, com a esperan\u00e7a de poder voar para Portugal, t\u00eam tentado com pouco sucesso conseguir voos para Bogot\u00e1, na Col\u00f4mbia, Willemstad no Cura\u00e7au, Cancun no M\u00e9xico, Miami, nos EUA e Manaus, no Brasil.<\/p>\n<p class=\"p_4\">Mas as ofertas s\u00e3o cada vez mais reduzidas e as poucas companhias a\u00e9reas est\u00e3o a reduzir as opera\u00e7\u00f5es por quest\u00f5es de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p class=\"p_5\">Alguns mais \u2018atrevidos\u2019 est\u00e3o a ponderar viajar quase 36 horas por terra, entre Caracas e Bogot\u00e1. Uma viagem de mais de 1.000 quil\u00f3metros que inclui plan\u00edcies, zonas montanhosas e estradas que se tornam sinuosas e de menor velocidade, com subidas, descidas e curvas quanto mais pr\u00f3ximas dos Andes ocidentais venezuelanos.<\/p>\n<p class=\"p_6\">\u201cEstou a pensar seriamente fazer esse percurso pela primeira vez, mas tenho medo do que poderei encontrar. Dizem-me que as estradas s\u00e3o seguras, que antes de chegar a Bogot\u00e1 vou passar por estradas de montanha, com trechos estreitos e sinuosos, mas quando se fala da Col\u00f4mbia, pensa-se logo na guerrilha\u201d, admitiu um luso-descendente \u00e0 Ag\u00eancia Lusa.<\/p>\n<p class=\"p_7\">Na dire\u00e7\u00e3o oposta, para o sudeste da Venezuela at\u00e9 ao Brasil, a procura \u00e9 menor. Com sorte \u00e9 poss\u00edvel conseguir um voo de uma empresa venezuelana entre Caracas e Santa Elena de Uair\u00e9n, a 1.200 quil\u00f3metros da capital.<\/p>\n<p class=\"p_8\">Por terra, at\u00e9 Santa Elena de Uair\u00e9n (La L\u00ednea, fronteira), as preocupa\u00e7\u00f5es s\u00e3o tro\u00e7os com buracos e manuten\u00e7\u00e3o irregular das estradas. De a\u00ed at\u00e9 Boavista (Brasil) a dist\u00e2ncia \u00e9 de mais de 250 quil\u00f3metros e s\u00f3 nessa cidade brasileira \u00e9 poss\u00edvel apanhar um voo para Manaus.<\/p>\n<p class=\"p_9\">No terreno, at\u00e9 Boavista, predominam savanas, \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o para a selva amaz\u00f3nica e plan\u00edcies. Grandes \u00e1reas de cactos do deserto rodeiam parte da estrada, onde grandes extens\u00f5es de terra parecem inabitadas.<\/p>\n<p class=\"p_10\">No passado dia 21 de novembro, a Administra\u00e7\u00e3o Federal de Avia\u00e7\u00e3o (FAA, na sigla em ingl\u00eas) dos Estados Unidos instou as companhias a\u00e9reas a terem \u201cextrema cautela\u201d ao sobrevoarem a Venezuela e o sul das Cara\u00edbas.<\/p>\n<p class=\"p_11\">Em consequ\u00eancia, v\u00e1rias companhias a\u00e9reas internacionais, entre as quais a TAP, cancelaram os respetivos voos na regi\u00e3o, e o Minist\u00e9rio dos Transportes da Venezuela e o Instituto Nacional de Aeron\u00e1utica Civil (INAC) revogaram a concess\u00e3o de voos a v\u00e1rias delas, decis\u00e3o que afetou a companhia a\u00e9rea portuguesa, a Iberia, a Avianca, a Latam Colombia, a Turkish Airlines e a Gol, que Caracas acusou de \u201caderirem \u00e0s a\u00e7\u00f5es de terrorismo\u201d promovidas pelos Estados Unidos.<\/p>\n<p class=\"p_12\">Mais tarde foi tamb\u00e9m revogada a concess\u00e3o \u00e0 Air Europa e Plus Ultra.<\/p>\n<p class=\"p_13\">Na quinta-feira, a Copa Airlines (Panam\u00e1) denunciou que os seus pilotos detetaram \u201cintermit\u00eancias num dos sinais de navega\u00e7\u00e3o\u201d durante uma das opera\u00e7\u00f5es a\u00e9reas e anunciou a suspens\u00e3o tempor\u00e1ria dos voos para Caracas.<\/p>\n<p class=\"p_14\">Tamb\u00e9m a panamiana Wingo, Satena (estatal colombiana) e a Boliviana de Avia\u00e7\u00e3o (da Bol\u00edvia) suspenderam os voos entre Caracas e a Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p class=\"p_15\">Desde setembro que v\u00e1rias companhias a\u00e9reas t\u00eam denunciado interfer\u00eancias nos sinais de posicionamento global por sat\u00e9lite durante os voos para a Venezuela.<\/p>\n<p class=\"p_16\">A tens\u00e3o entre Washington e Caracas tem vindo a aumentar ap\u00f3s o envio de tropas norte-americanas para as Cara\u00edbas, defendido pela Casa Branca como parte da sua estrat\u00e9gia contra o tr\u00e1fico de drogas provenientes da Am\u00e9rica Latina, mas que o Governo venezuelano classifica como uma \u201camea\u00e7a\u201d e uma tentativa de promover uma mudan\u00e7a de regime.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pessoas que querem viajar da Venezuela desesperam face ao recente bloqueio autoimposto pelo regime, que retirou as licen\u00e7as&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":178720,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,11135,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-178719","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-lusa","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias","30":"tag-world","31":"tag-world-news","32":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115678339764852894","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178719","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=178719"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178719\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/178720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=178719"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=178719"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=178719"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}