{"id":178869,"date":"2025-12-07T15:23:20","date_gmt":"2025-12-07T15:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178869\/"},"modified":"2025-12-07T15:23:20","modified_gmt":"2025-12-07T15:23:20","slug":"morreu-o-arquiteto-frank-gehry-autor-do-museu-guggenheim-bilbau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178869\/","title":{"rendered":"Morreu o arquiteto Frank Gehry, autor do Museu Guggenheim Bilbau"},"content":{"rendered":"<p>O arquiteto Frank Gehry, autor do Museu Guggenheim Bilbau, em Espanha, morreu ontem, aos 96 anos, em Santa M\u00f3nica, Calif\u00f3rnia, noticiou o jornal The New York Times. Gehry morreu na sua casa, segundo a chefe de gabinete do atelier Gehry Partners, Meaghan Lloyd, citada pelo jornal nova-iorquino.<\/p>\n<p>Frank Owen Gehry nasceu em 28 de fevereiro de 1929, em Toronto, Canad\u00e1, com o nome de Ephraim Goldberg, e tornou-se cidad\u00e3o norte-americano em 1947, quando os pais se fixaram em Los Angeles. Formou-se em Arquitetura na Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, prosseguindo os estudos na \u00e1rea do planeamento urban\u00edstico na Graduate School of Design da Universidade de Harvard.<\/p>\n<p>Depois de ter trabalhado com outros arquitectos, como Victor Gruen, pioneiro dos centros comerciais, nos Estados Unidos, Gehry optou por abrir um pequeno gabinete em nome pr\u00f3prio, em Santa M\u00f3nica, Calif\u00f3rnia, que viria a transformar-se no grande atelier Frank O. Gehry &amp; Associates, atual Gehry Partners. Inicialmente influenciado por Le Corbusier, Gehry come\u00e7ou a afirmar-se na d\u00e9cada de 1970 pela dimens\u00e3o pessoal das suas obras, caracterizadas pelo uso de materiais pouco convencionais, como o tit\u00e2nio com que cobriu o Guggenheim de Bilbau, e por combina\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas que se afastavam do padr\u00e3o retil\u00edneo, \u201cda imobilidade e do racionalismo\u201d, que recusava.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Entre as suas obras mais recentes contam-se a sede do DZ Bank, em Berlim, na Alemanha, a expans\u00e3o do edif\u00edcio-sede do Facebook, na Calif\u00f3rnia, a sede da InterActiveCorp, em Nova Iorque, e projeto habitacional de 76 andares, no bairro de Chelsea, em Manhattan, inaugurado em 2011.<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A reforma da sua pr\u00f3pria casa em Santa M\u00f3nica, em 1978, transformou-se numa atra\u00e7\u00e3o, ao combinar pain\u00e9is cor-de-rosa, estruturas de metal ondulado e rede de capoeira, transmitindo a impress\u00e3o de algo inacabado e inst\u00e1vel. Do seu trabalho, destacam-se a Faculdade de Direito de Loyola (1981-84), em Los Angeles, o Museu Aerospacial da Calif\u00f3rnia (1983-84), a sucursal da Livraria Francis Howard Goldwyn (1986), tamb\u00e9m em Los Angeles, o restaurante Dan\u00e7a dos Peixes, em Kobe, Jap\u00e3o (1987), o Museu de Design da Vitra Furniture Company, em Weil, Alemanha, a Casa Dan\u00e7ante (1997), em Praga, o Walt Disney Concert Hall (2003), em Los Angeles, e a sede da Funda\u00e7\u00e3o Louis Vuitton (2014), em Paris, al\u00e9m do Museu Guggenheim Bilbau (1997).<\/p>\n<p>Entre as suas obras mais recentes contam-se a sede do DZ Bank, em Berlim, na Alemanha, a expans\u00e3o do edif\u00edcio-sede do Facebook, na Calif\u00f3rnia, a sede da InterActiveCorp, em Nova Iorque, e projeto habitacional de 76 andares, no bairro de Chelsea, em Manhattan, inaugurado em 2011.<\/p>\n<p>Em 2003, o ent\u00e3o presidente da C\u00e2mara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, convidou Frank Gehry a desenvolver um projeto para o Parque Mayer, na capital portuguesa, que n\u00e3o foi concretizado. A vers\u00e3o inicial desse projeto inclu\u00eda um casino, quatro salas de teatro, um clube de jazz, um museu da moda, uma mediateca, dois edif\u00edcios para habita\u00e7\u00e3o, um hotel e zonas comerciais.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es a jornalistas portugueses, nesse ano de 2003, Frank Gehry explicou que n\u00e3o queria fazer \u201cuma reconstru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica\u201d, mas sim transformar o Parque Mayer num \u201cespa\u00e7o moderno do s\u00e9culo XXI\u201d de maneira a que parecesse \u201cque esteve sempre ali\u201d. A proposta previa um edif\u00edcio principal, em pleno Parque Mayer, com duas salas de espect\u00e1culos \u2013 a maior, com capacidade de 800 a mil pessoas, previa uma sala interior e um anfiteatro ao ar livre, na fronteira com o Jardim Bot\u00e2nico.<\/p>\n<blockquote>\n<p><strong>Frank Gehry foi distinguido com mais de uma centena de pr\u00e9mios, entre os quais o Pritzker (1989), o Praemium Imperiale do Jap\u00e3o (1992), o Frederick Kiesler, da \u00c1ustria (1998) e o Pr\u00e9mio Pr\u00edncipe das Ast\u00farias das Artes, de Espanha (2014), al\u00e9m da Medalha de Ouro do American Institute of Architects (1999).<\/strong><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Frank Gehry regressou a Portugal, em 2014, para apresentar na Guarda outro projeto de um hotel de cinco estrelas e de um museu, no contexto de um complexo tur\u00edstico, previsto para a zona de fronteira entre os concelhos da Guarda e de Belmonte. Em 2007, o arquiteto desenhou o cen\u00e1rio para o concerto de Mariza no Walt Disney Concert Hall, que tr\u00eas anos mais tarde acompanhou a fadista na digress\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o do seu \u00e1lbum \u201cFado Tradicional\u201d.<\/p>\n<p>Gehry idealizou ent\u00e3o uma taberna, tal como a concebia, num beco de Lisboa, com o objetivo de real\u00e7ar e apoiar Mariza na sua atua\u00e7\u00e3o em Los Angeles, como o arquiteto ent\u00e3o declarou \u00e0 Associated Press. \u201cN\u00e3o vai ser uma decora\u00e7\u00e3o Frank Gehry. N\u00e3o a v\u00e3o reconhecer\u201d, disse na altura \u00e0 ag\u00eancia norte-americana de not\u00edcias, sublinhando o intimismo do cen\u00e1rio. Em 2011, Gehry regressou como professor \u00e0 Universidade do Sul da Calif\u00f3rnia, onde se formara, depois de ter ensinado nas universidades de Yale e de Columbia.<\/p>\n<p>Embora gostasse de desenhar e construir cidades em miniatura quando era crian\u00e7a, como hoje recorda o Los Angeles Daily News, Gehry contava que s\u00f3 aos 20 anos considerou a possibilidade de seguir a carreira de arquitetura, depois de um professor de cer\u00e2mica ter reconhecido o seu talento: \u201cFoi como se fosse a primeira coisa na minha vida em que me sa\u00ed bem\u201d.<\/p>\n<p>Frank Gehry foi distinguido com mais de uma centena de pr\u00e9mios, entre os quais o Pritzker (1989), o Praemium Imperiale do Jap\u00e3o (1992), o Frederick Kiesler, da \u00c1ustria (1998) e o Pr\u00e9mio Pr\u00edncipe das Ast\u00farias das Artes, de Espanha (2014), al\u00e9m da Medalha de Ouro do American Institute of Architects (1999).<\/p>\n<p>O jornal The New York Times define-o hoje como \u201co titan da arquitetura\u201d. O Los Angeles Times considera-o o mais famoso e conhecido arquiteto norte-americano, depois de Frank Lloyd Wright (1867-1959), o criador do Museu Guggenheim, em Nova Iorque.<\/p>\n<p><strong>(Lusa)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O arquiteto Frank Gehry, autor do Museu Guggenheim Bilbau, em Espanha, morreu ontem, aos 96 anos, em Santa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":178870,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,204,114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-178869","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-design","15":"tag-entertainment","16":"tag-entretenimento","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115678976591807002","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=178869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178869\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/178870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=178869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=178869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=178869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}