{"id":178978,"date":"2025-12-07T17:08:14","date_gmt":"2025-12-07T17:08:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178978\/"},"modified":"2025-12-07T17:08:14","modified_gmt":"2025-12-07T17:08:14","slug":"estudo-mapeia-como-a-psilocibina-remodela-circuitos-cerebrais-ligados-a-depressao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/178978\/","title":{"rendered":"Estudo mapeia como a psilocibina remodela circuitos cerebrais ligados \u00e0 depress\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional liderada por pesquisadores da Universidade Cornell, nos EUA, usou uma combina\u00e7\u00e3o de psilocibina (componente psicoativo dos cogumelos m\u00e1gicos) e o v\u00edrus da raiva para mapear como \u2014 e onde \u2014 o composto psicod\u00e9lico reconfigura as conex\u00f5es no c\u00e9rebro. Eles demonstraram que a psilocibina enfraquece os circuitos de feedback c\u00f3rtico-cortical que podem prender as pessoas em pensamentos negativos. <\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li><strong>Microdoses de cannabis e Alzheimer:<\/strong> <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/saude\/noticia\/2025\/12\/07\/microdoses-de-cannabis-e-alzheimer-o-que-novo-estudo-revela-sobre-o-uso-de-thc-e-cbd-em-idosos.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">o que novo estudo revela sobre o uso de THC e CBD em idosos<\/a><\/li>\n<li><strong>Para dormir bem:<\/strong> <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/saude\/noticia\/2025\/12\/06\/uma-boa-noite-de-sono-comeca-no-intestino-e-nao-e-so-com-o-que-voce-comeu-no-jantar.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Uma boa noite de sono come\u00e7a no intestino (e n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 com o que voc\u00ea comeu no jantar)<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O composto tamb\u00e9m fortalece as vias para regi\u00f5es subcorticais que transformam percep\u00e7\u00f5es sensoriais em a\u00e7\u00e3o, essencialmente aprimorando as respostas sens\u00f3rio-motoras. As descobertas foram publicadas na revista cient\u00edfica Cell. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A psilocibina \u00e9 uma candidata promissora para o desenvolvimento farmac\u00eautico porque os ensaios cl\u00ednicos mostraram que a droga pode reduzir os sintomas em pessoas com depress\u00e3o por semanas e talvez at\u00e9 meses ap\u00f3s um \u00fanico tratamento. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O v\u00edrus usado no estudo foi criado por colaboradores do Instituto Allen de Ci\u00eancias do C\u00e9rebro em Seattle para se mover e mapear o &#8220;diagrama de circuitos muito complexo&#8221; do c\u00e9rebro, de forma semelhante aos carros de mapeamento do Google que percorrem todas as ruas de um bairro. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> &#8220;Com a psilocibina, \u00e9 como se estiv\u00e9ssemos adicionando todas essas estradas ao c\u00e9rebro, mas n\u00e3o sabemos para onde elas levam&#8221;, diz Alex Kwan, professor de engenharia biom\u00e9dica na Cornell Engineering e autor principal do artigo, em comunicado. &#8220;Aqui, usamos o v\u00edrus da raiva para analisar a conectividade no c\u00e9rebro porque esses v\u00edrus s\u00e3o projetados na natureza para se transmitirem entre neur\u00f4nios. \u00c9 por isso que s\u00e3o t\u00e3o mortais. Ele pula uma sinapse e vai de um neur\u00f4nio para outro.&#8221; <\/p>\n<p>Principais descobertas do mapeamento cerebral<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Primeiro, os pesquisadores injetaram uma dose \u00fanica de psilocibina nos neur\u00f4nios piramidais do c\u00f3rtex frontal de um camundongo. Um dia depois, eles injetaram uma variante do v\u00edrus da raiva que podia se transmitir atrav\u00e9s de uma sinapse e marcar os neur\u00f4nios conectados com prote\u00ednas fluorescentes. Ap\u00f3s o v\u00edrus incubar no camundongo por uma semana, a equipe fez imagens do c\u00e9rebro e comparou os resultados com o c\u00e9rebro de um camundongo controle que havia recebido apenas o v\u00edrus. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> A marca\u00e7\u00e3o fluorescente revelou que a psilocibina enfraqueceu as conex\u00f5es recorrentes dentro do c\u00f3rtex \u2014 circuitos de feedback que podem explicar por que uma pessoa deprimida se fixa em pensamentos negativos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> &#8220;A rumina\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos principais pontos da depress\u00e3o, onde as pessoas t\u00eam um foco doentio e ficam remoendo os mesmos pensamentos negativos&#8221;, explica Kwan. &#8220;Ao reduzir alguns desses ciclos de feedback, nossas descobertas s\u00e3o consistentes com a interpreta\u00e7\u00e3o de que a psilocibina pode reconfigurar o c\u00e9rebro para quebrar, ou pelo menos enfraquecer, esse ciclo.&#8221; <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Os pesquisadores tamb\u00e9m observaram que a \u00e1rea sensorial do c\u00e9rebro se conecta mais fortemente \u00e0 regi\u00e3o subcortical, fortalecendo a liga\u00e7\u00e3o entre percep\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Implica\u00e7\u00f5es para futuras terapias<\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Inicialmente, a equipe esperava encontrar conex\u00f5es entre uma ou duas regi\u00f5es do c\u00e9rebro, mas ficou surpreso ao descobrir que a reconfigura\u00e7\u00e3o causada pela psilocibina envolvia o c\u00e9rebro inteiro. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> &#8220;Estamos realmente analisando mudan\u00e7as em todo o c\u00e9rebro. Essa \u00e9 uma escala com a qual n\u00e3o trabalhamos antes. Muitas vezes, nos concentramos em uma pequena parte do circuito neural.&#8221;, pontua. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> O extenso mapeamento das vias tamb\u00e9m mostrou que a quantidade de atividade neuronal no c\u00e9rebro pode determinar o que \u00e9 reconfigurado pela droga. Isso inspirou os pesquisadores a demonstrarem que, ao perturbar e manipular a atividade neural de uma regi\u00e3o do c\u00e9rebro, eles poderiam de fato alterar a forma como a psilocibina reconfigura os circuitos. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> &#8220;Isso abre muitas possibilidades terap\u00eauticas, como talvez evitar parte da plasticidade negativa e, em seguida, potencializar especificamente aquela que \u00e9 positiva&#8221;, conclui Kwan. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional liderada por pesquisadores da Universidade Cornell, nos EUA, usou uma combina\u00e7\u00e3o de psilocibina (componente psicoativo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":178979,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[319,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-178978","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-hard-news","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115679389698397904","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=178978"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/178978\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/178979"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=178978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=178978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=178978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}