{"id":179008,"date":"2025-12-07T17:40:17","date_gmt":"2025-12-07T17:40:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179008\/"},"modified":"2025-12-07T17:40:17","modified_gmt":"2025-12-07T17:40:17","slug":"comer-ou-esperar-as-normas-dos-restaurantes-estao-a-deixar-nos-mais-infelizes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179008\/","title":{"rendered":"Comer ou esperar? As normas dos restaurantes est\u00e3o a deixar-nos mais infelizes"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/hungry-girl-in-a-restaurant-9841639.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">AlikeYou  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-715569\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/8cbd06d90453cb5625442fbd80b5f9bf-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Um novo estudo revela que a maioria dos clientes se sente desconfort\u00e1vel ao come\u00e7ar a comer antes de todos \u00e0 mesa terem sido servidos \u2013 apesar de, na realidade, os restantes quase nunca se importarem com isso.<\/strong><\/p>\n<p>Restaurantes e anfitri\u00f5es de jantares em casa podem criar experi\u00eancias mais confort\u00e1veis se garantirem que toda a gente \u00e0 mesa \u00e9 <strong>servida ao mesmo tempo<\/strong>, sugere um novo <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0195666325001746?via%3Dihub\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">estudo<\/a>, recentemente publicado na revista Appetite.<\/p>\n<p>Quase todos reconhecemos aquela situa\u00e7\u00e3o t\u00edpica num restaurante ou jantar: o nosso prato chega, mas hesitamos em come\u00e7ar porque <strong>os outros ainda est\u00e3o \u00e0 espera<\/strong>.<\/p>\n<p>Este <strong>costume profundamente enraizado<\/strong> foi o foco do novo estudo, conduzido por investigadoras da City University de Londres, no Reino Unido, e da Tilburg University, nos Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n<p>O estudo, que analisou a forma como as pessoas avaliam o seu comportamento em <strong>compara\u00e7\u00e3o com o que esperam dos outros<\/strong>, mostrou que as pessoas se preocupam muito mais em quebrar essa norma <strong>quando s\u00e3o elas pr\u00f3prias<\/strong> a faz\u00ea-lo do que quando s\u00e3o os outros.<\/p>\n<p>O trabalho baseou-se em <strong>seis experi\u00eancias distintas<\/strong>. Os participantes foram convidados a imaginar que estavam a partilhar uma refei\u00e7\u00e3o com um amigo. Em alguns cen\u00e1rios, recebiam a comida primeiro; noutros, viam o companheiro de refei\u00e7\u00e3o ser servido antes.<\/p>\n<p>Quem era servido em primeiro lugar <strong>tinha de indicar<\/strong>, numa escala num\u00e9rica, quanto tempo achava que <strong>devia esperar ou se seria aceit\u00e1vel come\u00e7ar a comer<\/strong>. Quem ainda estava \u00e0 espera avaliava o que considerava que o outro devia fazer.<\/p>\n<p>Os resultados revelaram um <strong>desfasamento claro<\/strong> entre a forma como as pessoas julgam a si pr\u00f3prias e como julgam os outros. Quem era servido primeiro achava que <strong>devia esperar significativamente mais tempo<\/strong> do que o que os parceiros de refei\u00e7\u00e3o realmente esperavam.<\/p>\n<p>Experi\u00eancias adicionais tentaram <strong>perceber porqu\u00ea<\/strong>. Os participantes foram questionados sobre c<strong>omo se sentiriam<\/strong> caso o companheiro de refei\u00e7\u00e3o come\u00e7asse a comer ou esperasse, e como achavam que esse companheiro se sentiria se a situa\u00e7\u00e3o fosse ao contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que as pessoas <strong>esperavam sentir-se melhor ao esperar<\/strong> \u2013 e <strong>pior ao come\u00e7ar a comer<\/strong> \u2013 quando eram servidas primeiro, do que previam que os outros sentissem na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo testou tamb\u00e9m <strong>poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es<\/strong>, como encorajar os participantes a colocar-se no lugar do outro ou dizer-lhes que o companheiro lhes tinha pedido explicitamente para come\u00e7ar a comer.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o sugere que <strong>\u00e9 por isso que continuamos a incentivar os outros<\/strong> a \u201cquebrarem\u201d a norma \u2013 e que os restaurantes deveriam, sempre que poss\u00edvel, evitar colocar os clientes nessa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA decis\u00e3o sobre quando come\u00e7ar a comer na companhia de outras pessoas \u00e9 um dilema muito comum\u201d, explica <strong>Janina Steinmetz<\/strong>, professora de Marketing na City University e co-autora do estudo, citada pelo <a href=\"https:\/\/scitechdaily.com\/restaurant-norms-may-be-making-us-miserable-scientists-say\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">Sci Tech Daily<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cA norma dita que esperemos at\u00e9 que toda a comida esteja na mesa para come\u00e7ar, e ignor\u00e1-la <strong>faz-nos sentir mal-educados e descorteses<\/strong>. Surpreendentemente, esse sentimento <strong>quase n\u00e3o muda<\/strong> mesmo quando a outra pessoa nos pede <strong>explicitamente para avan\u00e7ar\u201d<\/strong>, acrescenta.<\/p>\n<p>Isto acontece porque <strong>temos muito mais acesso aos nossos sentimentos<\/strong> internos \u2013 como a necessidade de parecer atenciosos ou de evitar desconforto social \u2013 do que \u00e0s experi\u00eancias psicol\u00f3gicas dos outros.<\/p>\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, dev\u00edamos ter consci\u00eancia de que estamos a esperar sobretudo <strong>para nosso pr\u00f3prio benef\u00edcio<\/strong> \u2014 e que os restantes \u00e0 mesa provavelmente se <strong>importam muito menos do que imaginamos<\/strong> se decidirmos come\u00e7ar a comer, concluem as autoras do estudo.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"AlikeYou \/ Depositphotos Um novo estudo revela que a maioria dos clientes se sente desconfort\u00e1vel ao come\u00e7ar a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":179009,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,539,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,4740,10227,2503,58,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-179008","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-educacao","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-psicologia","26":"tag-relacionamentos","27":"tag-restauracao","28":"tag-sociedade","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115679515549043037","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179008\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/179009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}