{"id":179282,"date":"2025-12-07T22:32:13","date_gmt":"2025-12-07T22:32:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179282\/"},"modified":"2025-12-07T22:32:13","modified_gmt":"2025-12-07T22:32:13","slug":"cientistas-registram-51-imagens-de-exoplanetas-em-formacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179282\/","title":{"rendered":"Cientistas registram 51 imagens de exoplanetas em forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"fitec-embcmp\"><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgsvZy8xMjFqY2oxMw\" target=\"_blank\" class=\"ftecmp-button\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o Olhar Digital no Google Discover<\/a><\/p>\n<p>Usando o\u00a0Very\u00a0Large Telescope (VLT), pesquisadores observaram 161 estrelas pr\u00f3ximas e identificaram 51 sistemas repletos de an\u00e9is de poeira. As estruturas, chamadas de discos de detritos, surgem de colis\u00f5es entre asteroides ou cometas e oferecem um retrato raro de como sistemas planet\u00e1rios se desenvolvem al\u00e9m do nosso.\u00a0Os resultados foram publicados na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/articles\/aa\/full_html\/2025\/12\/aa54953-25\/aa54953-25.html#top_full\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Astronomy\u00a0and\u00a0Astrophysics<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>Em entrevista ao<a href=\"https:\/\/www.space.com\/astronomy\/stars\/scientists-capture-51-images-showing-exoplanets-coming-together-around-other-stars-this-data-set-is-an-astronomical-treasure\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"> Space.com<\/a>, Ga\u00ebl Chauvin, coautor do estudo e cientista do projeto SPHERE, afirmou: \u201cEste conjunto de dados \u00e9 um tesouro astron\u00f4mico\u201d. Segundo ele, as imagens permitem deduzir a presen\u00e7a de corpos menores, como asteroides e cometas, imposs\u00edveis de observar diretamente.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"835\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/aa54953-25-fig33-1-835x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1228940\"  \/>Imagens da intensidade total da luz espalhada por discos de detritos <br \/>(Imagem: Engler et al.\/SPHERE Consortium\/ESO)A poeira que revela a hist\u00f3ria dos planetas\u00a0<\/p>\n<p>Os cientistas estudam discos de detritos porque eles representam uma fase-chave da evolu\u00e7\u00e3o de sistemas jovens. Estrelas rec\u00e9m-nascidas se formam em nuvens de g\u00e1s e poeira que, ao colapsarem, originam discos protoplanet\u00e1rios. Com o tempo, parte desse material se une para formar planetas, enquanto o restante colide e gera poeira fina, produzindo os discos observados hoje.\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Em sistemas jovens, colis\u00f5es entre asteroides e cometas produzem a poeira dos discos.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>A an\u00e1lise de como essa poeira reflete a luz estelar ajuda a reconstruir a forma\u00e7\u00e3o de planetas.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>\u00c0 medida que os sistemas amadurecem, o disco desaparece: a poeira \u00e9 soprada pela radia\u00e7\u00e3o, capturada por planetas ou absorvida pela estrela.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Nosso sistema solar \u00e9 um exemplo desse est\u00e1gio final, com apenas o cintur\u00e3o de asteroides, o Cintur\u00e3o de\u00a0Kuiper\u00a0e poeira zodiacal remanescente.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p>Instrumentos como o SPHERE tornam poss\u00edvel observar sistemas nos primeiros 50 milh\u00f5es de anos. O equipamento bloqueia a luz das estrelas com um coron\u00f3grafo e utiliza \u00f3ptica adaptativa para corrigir distor\u00e7\u00f5es da atmosfera, al\u00e9m de filtros de polariza\u00e7\u00e3o que aumentam a sensibilidade \u00e0 luz refletida pela poeira.\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"680\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/VLT-1024x680.webp.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-1228941\"  \/>Imagens capturadas pelo Very Large Telescope revelam estruturas detalhadas em discos de detritos ao redor de jovens estrelas (Imagem: ESO)<\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p>Diversidade surpreendente de formas e pistas sobre planetas invis\u00edveis\u00a0<\/p>\n<p>O levantamento mostrou uma variedade not\u00e1vel de estruturas: an\u00e9is estreitos, cintur\u00f5es difusos, discos assim\u00e9tricos e sistemas vistos tanto de lado quanto de frente. Quatro deles foram registrados com esse n\u00edvel de detalhe pela primeira vez.\u00a0<\/p>\n<p>Imagens de algumas estrelas revelam fluxos de material estendendo-se para al\u00e9m do plano do sistema, enquanto outras mostram discos quase perfeitamentos.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"632\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/51-Pegasi-b-1024x632.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1195849\"  \/>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica de um exoplaneta (Cr\u00e9dito: ESO\/M. Kornmesser\/Nick Risinger)<\/p>\n<p>Os pesquisadores observaram padr\u00f5es claros: estrelas mais massivas tendem a ter discos mais massivos, e sistemas em que o material se concentra mais longe da estrela tamb\u00e9m apresentam maior quantidade de detritos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cTodas essas estruturas parecem estar associadas \u00e0 presen\u00e7a de planetas gigantes limpando suas vizinhan\u00e7as\u201d, afirmaram os autores. Alguns detalhes, como bordas internas definidas ou assimetrias, sugerem planetas ainda invis\u00edveis aos instrumentos atuais.\u00a0<\/p>\n<p>Pistas para futuras descobertas\u00a0<\/p>\n<p>Embora alguns desses gigantes j\u00e1 tenham sido identificados, o levantamento com o SPHERE estabelece uma lista de alvos promissores para observa\u00e7\u00f5es mais detalhadas com telesc\u00f3pios como o James Webb e o\u00a0Extremely\u00a0Large Telescope do ESO. Esses instrumentos poder\u00e3o revelar os exoplanetas respons\u00e1veis por esculpir os discos.\u00a0<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Siga o Olhar Digital no Google Discover Usando o\u00a0Very\u00a0Large Telescope (VLT), pesquisadores observaram 161 estrelas pr\u00f3ximas e identificaram&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":179283,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-179282","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115680663870115716","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179282\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/179283"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}