{"id":179302,"date":"2025-12-07T22:52:05","date_gmt":"2025-12-07T22:52:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179302\/"},"modified":"2025-12-07T22:52:05","modified_gmt":"2025-12-07T22:52:05","slug":"greve-geral-nao-vai-falhar-diz-ugt-pronta-a-voltar-as-negociacoes-no-dia-seguinte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179302\/","title":{"rendered":"Greve geral \u201cn\u00e3o vai falhar\u201d, diz UGT, pronta a voltar \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es no dia seguinte"},"content":{"rendered":"<p>O secret\u00e1rio-geral da UGT est\u00e1 convicto de que a greve geral convocada para quinta-feira, em converg\u00eancia com a CGTP, <strong>&#8220;n\u00e3o vai falhar&#8221;<\/strong>, antecipando uma resposta &#8220;firme e determinada dos trabalhadores&#8221; face ao anteprojeto de revis\u00e3o da lei laboral.<\/p>\n<p><strong>&#8220;O papel do Governo deve ser de \u00e1rbitro. Deve ser de conciliador, de aproximar as posi\u00e7\u00f5es entre os empres\u00e1rios e os empregadores. E n\u00e3o \u00e9 isso que o Governo faz<\/strong>. O Governo tomou uma posi\u00e7\u00e3o na Concerta\u00e7\u00e3o Social e o lugar que o Governo tomou foi ao lado dos patr\u00f5es&#8221;, afirmou M\u00e1rio Mour\u00e3o em entrevista \u00e0 ag\u00eancia Lusa, a prop\u00f3sito da greve geral convocada para 11 de dezembro.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa expectativa \u00e9 que haja uma resposta firme e determinada dos trabalhadores, porque o que est\u00e1 em cima da mesa com este anteprojeto \u00e9, de facto, uma proposta que tem <strong>um impacto muito negativo na vida das pessoas e na vida das fam\u00edlias em Portugal&#8221;<\/strong>, afirmou M\u00e1rio Mour\u00e3o.<\/p>\n<p>Impasse negocial<\/p>\n<p>Depois dos &#8220;v\u00e1rios plen\u00e1rios&#8221; em que esteve presente e onde verificou que &#8220;os trabalhadores estavam descontentes com a proposta que est\u00e1 em cima da mesa&#8221;, o l\u00edder da UGT <strong>antecipa uma forte ades\u00e3o \u00e0 greve geral, que volta a juntar as duas centrais sindicais 12 anos depois. &#8220;N\u00e3o vai falhar esta greve&#8221;, afirma.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O que a UGT quer \u00e9 que, se for poss\u00edvel, o documento que v\u00e1 para a Assembleia da Rep\u00fablica seja <strong>um documento muito diferente<\/strong> daquele que est\u00e1 hoje em cima da mesa&#8221;, explica.<\/p>\n<p>M\u00e1rio Mour\u00e3o reiterou ainda que a paralisa\u00e7\u00e3o foi convocada \u00e0 luz do impasse negocial vivido, dado que houve &#8220;v\u00e1rias reuni\u00f5es bilaterais com o Governo&#8221; e a proposta mantinha-se igual desde que foi apresentada, em 24 de julho, pelo que a central sindical &#8220;n\u00e3o viu outra alternativa que n\u00e3o fosse vir para a rua&#8221;. <\/p>\n<p>Partidos ter\u00e3o de assumir &#8220;responsabilidades&#8221;<\/p>\n<p>J\u00e1 depois do an\u00fancio da greve geral, a ministra do Trabalho entregou \u00e0 UGT uma nova proposta. <strong>&#8220;A proposta melhorou num ou noutro aspeto&#8221;<\/strong>, admite o l\u00edder da UGT, dando o exemplo das quest\u00f5es ligadas \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o, parentalidade ou do aumento de 14 para 15 dias na compensa\u00e7\u00e3o por despedimento coletivo.<\/p>\n<p>No entanto, considera que as <strong>ced\u00eancias s\u00e3o &#8220;in\u00f3cuas&#8221; e que est\u00e3o, por isso, &#8220;muito longe&#8221; de um acordo<\/strong> com o Governo. Quanto aos partidos pol\u00edticos, ter\u00e3o que assumir &#8220;as consequ\u00eancias e responsabilidades&#8221;, caso a proposta seja aprovada no parlamento tal como est\u00e1, sustenta, prometendo <strong>usar a &#8220;influ\u00eancia&#8221; que tem junto dos partidos para que &#8220;melhorem tamb\u00e9m&#8221; a proposta<\/strong> quando estiver a ser discutida no parlamento.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-geral da UGT volta a apontar o alargamento no prazo dos contratos a termo certo e a termo incerto, o regresso do banco de horas individual &#8220;eliminando o banco de horas grupal&#8221; ou a revoga\u00e7\u00e3o da norma que estabelece restri\u00e7\u00f5es ao \u2018outsourcing\u2019 (contrata\u00e7\u00e3o de trabalho externo), durante um ano, ap\u00f3s despedimentos, como <a href=\"https:\/\/expresso.pt\/economia\/trabalho\/2025-11-19-lei-laboral-governo-vai-dar-mais-tempo-a-negociacao-mas-ugt-avisa-que-nao-ha-condicoes-para-desconvocar-a-greve-nem-para-acordo-2b53a150\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">algumas das medidas que considera mais gravosas<\/a>.<\/p>\n<p>Proposta &#8220;ideol\u00f3gica&#8221; n\u00e3o resolve problemas<\/p>\n<p>No que toca ao alargamento do prazo dos contratos defende que vai aumentar a precariedade e trar\u00e1 mais entraves aos jovens que entrem no mercado de trabalho.&#8221;Como \u00e9 que o trabalhador pode sentir condi\u00e7\u00f5es, por exemplo, para ir pedir um empr\u00e9stimo ao banco para a aquisi\u00e7\u00e3o [de uma casa]\u201d, questiona. <\/p>\n<p>Para a UGT, a atual proposta do Governo, que est\u00e1 ainda a ser discutida na Concerta\u00e7\u00e3o Social, <strong>\u00e9 &#8220;ideol\u00f3gica&#8221; e n\u00e3o resolve os problemas que o mercado laboral e empresarial enfrentam<\/strong>, nomeadamente os baixos sal\u00e1rios ou a necessidade de impulsionar as micro e pequenas empresas a ganhar escala.<\/p>\n<p>&#8220;A nossa economia est\u00e1 a funcionar, as empresas est\u00e3o a funcionar. O problema que o pa\u00eds tem \u00e9 a falta de m\u00e3o-de-obra e os baixos sal\u00e1rios&#8221;, argumenta M\u00e1rio Mour\u00e3o, referindo que esta proposta vem <strong>introduzir &#8220;um fator de instabilidade nas empresas&#8221;<\/strong> e \u00e9 \u201cmais de um ajuste de contas com a Agenda do Trabalho Digno do que uma proposta para resolver os problemas\u201d na \u00e1rea laboral.<\/p>\n<p>E se a proposta for aprovada como est\u00e1?<\/p>\n<p>&#8220;Para haver um acordo tem que haver ced\u00eancias de parte a parte. <strong>Quando uma das partes diz que tem traves mestras, das quais n\u00e3o pode ultrapassar, n\u00e3o est\u00e1 \u00e0 procura de um acordo<\/strong>. Est\u00e1 \u00e0 procura de uma rutura&#8221;, argumenta M\u00e1rio Mour\u00e3o, reiterando a disponibilidade para negociar.<\/p>\n<p>&#8220;Confuso&#8221; com a disponibilidade do Governo para negociar a lei laboral, <strong>questiona se n\u00e3o haver\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de provocar &#8220;uma rutura&#8221; na central sindical.<\/strong> No entanto, assume, esta dispon\u00edvel para negociar logo ap\u00f3s a paralisa\u00e7\u00e3o, apesar das d\u00favidas que tem sobre a abertura do executivo para isso:<strong> &#8220;\u00c9 importante, a partir do dia 12 [de dezembro quando nos sentarmos \u00e0 mesa, saber se as partes continuam dispon\u00edveis ou n\u00e3o, para aprofundar o di\u00e1logo e a negocia\u00e7\u00e3o coletiva\u201d<\/strong>. Da parte da UGT, garante, n\u00e3o haver\u00e1 rutura. S\u00f3 sair\u00e3o da mesa negocial se forem &#8220;empurrados&#8221;, sublinha.<\/p>\n<p>E se a proposta for aprovada tal como est\u00e1? &#8220;A atitude da UGT, a partir desse momento, ser\u00e1 muito diferente da que tem sido&#8221;, afirma sem explicar o que estar\u00e1 em cima da mesa, remetendo as decis\u00f5es para &#8220;o debate interno&#8221; dos sindicatos filiados. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O secret\u00e1rio-geral da UGT est\u00e1 convicto de que a greve geral convocada para quinta-feira, em converg\u00eancia com a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":179303,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-179302","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-main-news","16":"tag-mainnews","17":"tag-news","18":"tag-noticias","19":"tag-noticias-principais","20":"tag-noticiasprincipais","21":"tag-portugal","22":"tag-principais-noticias","23":"tag-principaisnoticias","24":"tag-pt","25":"tag-top-stories","26":"tag-topstories","27":"tag-ultimas","28":"tag-ultimas-noticias","29":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115680742290948013","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179302\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/179303"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}