{"id":17934,"date":"2025-08-06T04:17:08","date_gmt":"2025-08-06T04:17:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/17934\/"},"modified":"2025-08-06T04:17:08","modified_gmt":"2025-08-06T04:17:08","slug":"um-lugar-de-oracao-e-silencio-no-coracao-da-suecia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/17934\/","title":{"rendered":"Um lugar de ora\u00e7\u00e3o e sil\u00eancio no cora\u00e7\u00e3o da Su\u00e9cia"},"content":{"rendered":"<p>Desde 1997, as monjas beneditinas vivem no mosteiro sueco Heliga Hj\u00e4rtas, nascido de uma comunidade de religiosas evang\u00e9licas. Num ambiente secularizado, as irm\u00e3s consideram o local um ref\u00fagio espiritual para aqueles que est\u00e3o \u00e0 procura, para quem se sente exausto, para todos que querem estar perto de Deus.<\/p>\n<p><b>Mario Galgano &#8211; Omberg (Su\u00e9cia)<\/b><\/p>\n<p>\u00abGostar\u00edamos de levar Jesus ao mundo como Maria\u00bb. Essa frase da Irm\u00e3 Katharina, prioresa do mosteiro beneditino Heliga Hj\u00e4rtas, no sul da Su\u00e9cia, resume o que impele a comunidade: uma vida no seguimento de Cristo, caraterizada pelo sil\u00eancio, pela hospitalidade e por um profundo enraizamento espiritual. O mosteiro n\u00e3o \u00e9 uma funda\u00e7\u00e3o secular, mas um lugar relativamente jovem com uma hist\u00f3ria especial.<\/p>\n<p>O seu in\u00edcio remonta \u00e0 comunidade evang\u00e9lica Irm\u00e3 \u201cMarient\u00f6chter\u201d, uma funda\u00e7\u00e3o sueca. Nos anos 80, algumas religiosas come\u00e7aram a confrontar-se mais intensamente com a tradi\u00e7\u00e3o mon\u00e1stica. \u00abQuanto mais aprofund\u00e1vamos a quest\u00e3o, tanto mais claro nos tornava: estas s\u00e3o as nossas ra\u00edzes\u00bb, afirmou a Ir. Katharina. Em 1988, a comunidade entrou na Igreja cat\u00f3lica de modo unit\u00e1rio, num processo que durou quase 10 anos, real\u00e7ou. \u00abQuer\u00edamos viver na reconcilia\u00e7\u00e3o e no amor. N\u00e3o deveria haver fraturas\u00bb.<\/p>\n<p>Em 1997, as religiosas mudaram-se para o seu mosteiro, rec\u00e9m-edificado, do convento Heliga Hj\u00e4rtas quando as casas anteriores se tornaram demasiado pequenas. A escolha recaiu deliberadamente sobre a regra beneditina. \u00abPudemos visitar muitos mosteiros, sobretudo na Alemanha, para aprender com pessoas que j\u00e1 levavam esta vida\u00bb, recordou a prioresa. Receberam um apoio especial do mosteiro nos arredores de G\u00fctersloh (arquidiocese de Paderborn), na Alemanha. Esse contato mant\u00e9m-se at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Atualmente no mosteiro vivem 14 religiosas, quase todas suecas, com exce\u00e7\u00e3o de uma polaca de nascimento. A idade varia de 40 a 85 anos. A vida quotidiana segue o ritmo beneditino da ora\u00e7\u00e3o, do trabalho e da comunidade. \u00abO nosso objetivo \u00e9 procurar Deus nas pessoas, no mundo, onde quer que estejamos\u00bb.<\/p>\n<p>O mosteiro tamb\u00e9m \u00e9 um lugar para h\u00f3spedes <\/p>\n<p>H\u00e1 muitos anos que as religiosas gerem uma \u201cCasa do Sil\u00eancio\u201d, onde s\u00e3o acolhidos indiv\u00edduos e pequenos grupos, muitas vezes pessoas sem v\u00ednculos religiosos mas animadas por um desejo espiritual. \u00abMuitos nem sequer sabem o que procuram, mas aqui encontram algo que os sensibiliza\u00bb, declarou a Irm\u00e3 Katharina. \u00abMuitas vezes dizem que v\u00eam para descansar e ouvir a ora\u00e7\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>A procura \u00e9 grande, superior \u00e0 capacidade. H\u00e1 18 quartos para os h\u00f3spedes, tr\u00eas dos quais s\u00e3o na clausura para sacerdotes ou religiosos. O mosteiro \u00e9 deliberadamente pequeno, a fim de que haja tempo para conversas pessoais. \u00abMuitos dos nossos h\u00f3spedes trabalham no setor da sa\u00fade ou da educa\u00e7\u00e3o, sentem-se exaustos, vazios. Dizem: \u201cAqui podemos falar de coisas importantes\u201d. \u00c9 uma grande d\u00e1diva!\u00bb.<\/p>\n<p>O convento Heliga Hj\u00e4rtas tornou-se conhecido inclusive entre as ordens religiosas. Religiosas provenientes da Dinamarca, dos Pa\u00edses Baixos e de outros pequenos mosteiros da Escandin\u00e1via v\u00eam regularmente aqui para fazer interc\u00e2mbios. As monjas beneditinas de Omberg mant\u00eam contato tamb\u00e9m com o mosteiro de Alexanderdorf, nos arredores de Berlim, numa rede de rela\u00e7\u00f5es espirituais que se estende muito al\u00e9m da Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>Embora atualmente n\u00e3o haja novi\u00e7as, a esperan\u00e7a de novas voca\u00e7\u00f5es est\u00e1 viva. As jovens mostram interesse pela vida mon\u00e1stica. A tarefa da Irm\u00e3 Katharina consiste em testemunhar, n\u00e3o com palavras grandiosas, mas com a simples vida de todos os dias. \u00abN\u00e3o devemos fazer grandes coisas. \u00c9 suficiente viver com Cristo e irradi\u00e1-lo atrav\u00e9s da nossa vida\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Desde 1997, as monjas beneditinas vivem no mosteiro sueco Heliga Hj\u00e4rtas, nascido de uma comunidade de religiosas evang\u00e9licas.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17935,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[6667,27,28,15,16,14,3373,25,26,21,22,62,12,13,19,20,6666,6668,23,24,5928,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-17934","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-sistersproject","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-irmas","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mundo","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-oracao","25":"tag-ordens-religiosas","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-suecia","29":"tag-top-stories","30":"tag-topstories","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias","34":"tag-world","35":"tag-world-news","36":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17934","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17934"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17934\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17935"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17934"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17934"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17934"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}