{"id":179529,"date":"2025-12-08T03:20:10","date_gmt":"2025-12-08T03:20:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179529\/"},"modified":"2025-12-08T03:20:10","modified_gmt":"2025-12-08T03:20:10","slug":"criterio-mais-rigoroso-para-diagnostico-da-sarcopenia-melhora-prevencao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/179529\/","title":{"rendered":"Crit\u00e9rio mais rigoroso para diagn\u00f3stico da sarcopenia melhora preven\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                            Crit\u00e9rio mais rigoroso para diagn\u00f3stico da sarcopenia melhora preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"summary\">Com base em dados de 7.065 brasileiros com mais de 50 anos, pesquisadores da UFSCar defendem mudan\u00e7as na nota de corte do teste usado para avaliar a for\u00e7a muscular, de forma a identificar a doen\u00e7a mais\u00a0precocemente<\/p>\n<p>\n                                 Sa\u00fade\n                            <\/p>\n<p>                                                        Crit\u00e9rio mais rigoroso para diagn\u00f3stico da sarcopenia melhora preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p class=\"p-int-resumo summary \">Com base em dados de 7.065 brasileiros com mais de 50 anos, pesquisadores da UFSCar defendem mudan\u00e7as na nota de corte do teste usado para avaliar a for\u00e7a muscular, de forma a identificar a doen\u00e7a mais\u00a0precocemente<\/p>\n<p>                                <img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/56667.jpg\" class=\"img-fluid\" onclick=\"expand(56667,'files\/post\/56667.jpg',true)\"\/><\/p>\n<p class=\"Legenda\">Com pontos de corte mais altos, a preval\u00eancia de sarcopenia prov\u00e1vel quadruplicou (de 10,6% para 40,1%), a sarcopenia diagnosticada aumentou de 1,4% para 5% e a grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8% (imagem: <a href=\"https:\/\/www.freepik.com\/free-photo\/medium-shot-senior-man-with-elastic-band_13402654.htm\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Freepik<\/a>)<\/p>\n<p><strong>Maria Fernanda Ziegler | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) analisaram dados de mais de 7 mil brasileiros e conclu\u00edram que usar crit\u00e9rios mais rigorosos para mensurar a fraqueza dos m\u00fasculos pode melhorar a triagem da sarcopenia, doen\u00e7a associada \u00e0 velhice e caracterizada pela perda progressiva de massa e fun\u00e7\u00e3o muscular. Al\u00e9m de facilitar o diagn\u00f3stico precoce, a abordagem com pontos de corte mais altos ajuda a identificar previamente o risco de morte associado aos estados de sarcopenia.<\/p>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o est\u00e1 ligada \u00e0 perda de funcionalidade da pessoa idosa, maior risco de quedas e mortalidade. De acordo com o consenso atualizado do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2), existem tr\u00eas est\u00e1gios dintintos: prov\u00e1vel sarcopenia, caracterizada apenas por baixa for\u00e7a muscular; sarcopenia propriamente dita, quando h\u00e1 baixa for\u00e7a e massa muscular; e sarcopenia grave, quando al\u00e9m de perda de massa e for\u00e7a muscular tamb\u00e9m h\u00e1 baixo desempenho f\u00edsico.<\/p>\n<p>O trabalho, que utilizou dados do Estudo Longitudinal de Sa\u00fade dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), comparou a preval\u00eancia e os fatores associados \u00e0 sarcopenia utilizando o padr\u00e3o recomendado pelo EWGSOP2 para definir baixa for\u00e7a muscular (for\u00e7a da m\u00e3o menor que 27kg para homens e 16kg para mulheres) com pontos de corte mais altos (menos de 36kg para homens e menos de 23kg para mulheres), que j\u00e1 haviam sido associados \u00e0 mortalidade em pesquisas anteriores.<\/p>\n<p>\u201cMedir a for\u00e7a da m\u00e3o \u00e9 uma forma simples, pr\u00e1tica e barata de rastrear a sarcopenia. E, ao usar crit\u00e9rios mais rigorosos, conseguimos identificar a doen\u00e7a mais cedo, o que aumenta as chances de revers\u00e3o com muscula\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o adequada. Na gerontologia, \u00e9 essencial agir antes que os problemas se agravem. Dessa forma, quanto antes a sarcopenia for detectada, maiores s\u00e3o as chances de evitar quedas, perda de funcionalidade e at\u00e9 a morte\u201d, explica <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/71046\/tiago-da-silva-alexandre\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Tiago da Silva Alexandre<\/strong><\/a>, professor da UFSCar e autor do estudo <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/117216\/interacao-entre-cerebro-musculos-ossos-e-tecido-adiposo-revelando-mecanismos-para-prevenir-a-fragili\/?q=24\/01918-6\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>financiado<\/strong><\/a> pela FAPESP.<\/p>\n<p>No trabalho, a ado\u00e7\u00e3o dos pontos de corte mais altos adicionou mais de 2 mil pessoas na triagem de &#8220;prov\u00e1vel sarcopenia&#8221;. \u201cQuando usamos pontos de corte mais altos, a preval\u00eancia desse est\u00e1gio inicial quadruplicou, passando de 10,6% para 40,1%. A sarcopenia propriamente dita aumentou de 1,4% para 5%. J\u00e1 a sarcopenia grave mais que dobrou, de 3,9% para 8,8%\u201d, conta <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/735302\/sara-souza-lima\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Sara Souza Lima<\/strong><\/a>, bolsista da FAPESP que realizou o estudo como objeto de sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que existem in\u00fameras sugest\u00f5es de pontos de corte para detectar a sarcopenia e que, atualmente, no Brasil tem se adotado como diagn\u00f3stico os crit\u00e9rios internacionais do EWGSOP2. \u201cNo entanto, j\u00e1 v\u00ednhamos percebendo que o ponto de corte padr\u00e3o come\u00e7ou a gerar uma certa dificuldade de diagn\u00f3stico. Em outro estudo realizado pelo nosso grupo de pesquisa, verificamos que o ponto de corte menor, de 36 kg para homens e de 23 kg para mulheres,\u00a0era o \u00fanico que identificava risco de morte para todos os estados de sarcopenia\u201d, explica (leia mais em: <a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/39770\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>agencia.fapesp.br\/39770<\/strong><\/a>)<\/p>\n<p><strong>Desnutri\u00e7\u00e3o e sarcopenia<\/strong><\/p>\n<p>Outra descoberta importante do estudo est\u00e1 relacionada \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o. Ao utilizar os pontos de corte mais altos, a associa\u00e7\u00e3o entre desnutri\u00e7\u00e3o e sarcopenia grave tornou-se ainda mais forte. Na amostra, 41,5% dos participantes estavam em risco nutricional e 10% j\u00e1 estavam desnutridos.<\/p>\n<p>\u201cA nutri\u00e7\u00e3o desempenha um papel fundamental na manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade muscular, especialmente na popula\u00e7\u00e3o idosa. Quando usamos crit\u00e9rios mais sens\u00edveis, conseguimos ver com mais clareza o impacto da desnutri\u00e7\u00e3o na sarcopenia\u201d, explica Alexandre.<\/p>\n<p>Os pesquisadores chamam a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, como os mesmos indiv\u00edduos foram avaliados com os dois crit\u00e9rios de triagem, os fatores cl\u00e1ssicos associados \u00e0 sarcopenia \u2013 como idade avan\u00e7ada, baixa renda e sedentarismo \u2013 continuaram os mesmos. \u201cA diferen\u00e7a \u00e9 que os limites mais altos permitiram identificar o risco da sarcopenia mais cedo. Isso nos leva \u00e0 import\u00e2ncia de que os crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos sejam baseados em desfechos cl\u00ednicos relevantes, como a mortalidade, e n\u00e3o apenas em estat\u00edsticas, como foi o caso do EWGSOP2\u201d, conclui Alexandre.<\/p>\n<p>O artigo How does the cut-off point for grip strength affect the prevalence of sarcopenia and associated factors? Findings from the ELSI-Brazil Study pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1590\/0102-311XEN155624\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>https:\/\/doi.org\/10.1590\/0102-311XEN155624<\/strong><\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sa\u00fade Crit\u00e9rio mais rigoroso para diagn\u00f3stico da sarcopenia melhora preven\u00e7\u00e3o Com base em dados de 7.065 brasileiros com&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":179530,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1490,23320,19086,36910,6138,116,21975,32,1461,33,36911,4967,117],"class_list":{"0":"post-179529","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-envelhecimento","9":"tag-envelhecimento-saudavel","10":"tag-fragilidade","11":"tag-fraqueza-muscular","12":"tag-geriatria","13":"tag-health","14":"tag-musculos","15":"tag-portugal","16":"tag-prevencao","17":"tag-pt","18":"tag-risco-de-quedas","19":"tag-sarcopenia","20":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115681796164811832","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179529","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=179529"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/179529\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/179530"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=179529"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=179529"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=179529"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}