{"id":181184,"date":"2025-12-09T10:17:09","date_gmt":"2025-12-09T10:17:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181184\/"},"modified":"2025-12-09T10:17:09","modified_gmt":"2025-12-09T10:17:09","slug":"chanceler-alemao-cetico-em-relacao-ao-plano-de-paz-dos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181184\/","title":{"rendered":"Chanceler alem\u00e3o c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o ao plano de paz dos EUA"},"content":{"rendered":"<p>        Volodymyr Zelensky iniciou mais uma semana diplom\u00e1tica intensa esta segunda-feira, em Londres e Bruxelas \u2013 onde ouviu cr\u00edticas alem\u00e3s ao plano de paz dos Estados Unidos. Segue agora para It\u00e1lia, para um encontro com Giorgia Meloni.    <\/p>\n<p>Em mais uma semana de intensa atividade diplom\u00e1tica, o presidente da Ucr\u00e2nia, Volodymyr Zelenskyy esteve com o chanceler alem\u00e3o, Friedrich Merz, com o presidente franc\u00eas, Emmanuel Macron, e com o primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer \u2013 antes de rumar a Bruxelas, onde se encontrou com Ursula von der Leyen, Ant\u00f3nio Costa e o secret\u00e1rio-geral da NATO, Mark Rutte. Para al\u00e9m das repetidas promessas de eterno apoio ouvidas em todo o lado \u2013 que alguns ainda consideram fundamentais \u2013 Zelensky ouviu de Friedrich Merz palavras de claro ceticismo em rela\u00e7\u00e3o ao plano de paz para a Ucr\u00e2nia patrocinado pelos Estados Unidos. N\u00e3o sendo propriamente uma novidade \u2013 desde a primeira hora que os europeus consideraram o plano demasiado lisonjeiro para as a\u00e7\u00f5es da R\u00fassia \u2013 Merz afirmou esta segunda-feira estar \u201cc\u00e9tico\u201d em rela\u00e7\u00e3o a certos aspetos do plano.<\/p>\n<p>O encontro entre Zelensky, Starmer e Macron em Londres ocorreu ap\u00f3s a conclus\u00e3o, no fim-de-semana, da \u00faltima ronda de negocia\u00e7\u00f5es entre representantes ucranianos e norte-americanos sobre o plano. E depois de Donald Trump ter dito que Zelensky \u201cn\u00e3o est\u00e1 pronto\u201d para assinar o acordo de paz apoiado pelos Estados Unidos \u2013 algo que os europeus considerar\u00e3o mais ou menos \u2018sacr\u00edlego\u2019. \u201cEstou c\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o a alguns detalhes que vemos nos documentos vindos dos Estados Unidos, mas precisamos discutir isso, \u00e9 por isso que estamos aqui\u201d, disse Merz. Em causa est\u00e1, logo no topo das queixas europeias, o facto de o plano prever a ced\u00eancia de territ\u00f3rios ucranianos \u00e0 R\u00fassia de forma definitiva.<\/p>\n<p>Falando ao lado de Merz, Emmanuel Macron disse que os europeus \u201ct\u00eam muitas cartas na manga\u201d, incluindo o financiamento da entrega de equipamentos a Kiev, bem como \u201co facto de a Ucr\u00e2nia estar a resistir nesta guerra e o facto de a economia russa estar a come\u00e7ar a sofrer\u201d. Citado pela imprensa europeia, Macron disse ainda que \u201cpenso que a quest\u00e3o principal \u00e9 a converg\u00eancia entre as nossas posi\u00e7\u00f5es comuns, europeias, ucranianas e norte-americanas, para finalizar estas negocia\u00e7\u00f5es de paz e retomar o di\u00e1logo com uma nova confian\u00e7a, nas melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para a Ucr\u00e2nia, para os europeus e para a nossa seguran\u00e7a coletiva\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o primeiro-ministro brit\u00e2nico, Keir Starmer, que copreside com Macron \u00e0 chamada \u2018Coliga\u00e7\u00e3o dos Dispostos\u2019 \u2014 um grupo de na\u00e7\u00f5es europeias que se mostram prontas para fornecer garantias de seguran\u00e7a \u00e0 Ucr\u00e2nia \u2014 tamb\u00e9m prometeu assist\u00eancia cont\u00ednua. \u201cEstamos aqui para apoi\u00e1-los no conflito e nas negocia\u00e7\u00f5es, para garantir que se chegue a um acordo justo e duradouro, se poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Zelensky, cujo encontro em Londres foi a primeira paragem de uma intensa semana diplom\u00e1tica para garantir novos pacotes de apoio e defesa a\u00e9rea, disse que a \u201cunidade\u201d entre a Europa, a Ucr\u00e2nia e Washington \u00e9 \u201cmuito importante\u201d. Os europeus, que dever\u00e3o assegurar a maior parte das garantias de seguran\u00e7a caso um cessar-fogo seja firmado entre os dois pa\u00edses em guerra, t\u00eam-se mobilizado para garantir que a sua posi\u00e7\u00e3o seja ouvida desde que um novo rascunho do plano de paz, elaborado por Washington e Moscovo, favorece amplamente a R\u00fassia. As negocia\u00e7\u00f5es subsequentes em Moscovo entre russos e norte-americanos, e em Miami entre norte-americanos e ucranianos, n\u00e3o fizeram surgir qualquer novidade de alcance em torno do plano inicial.<\/p>\n<p>Entretanto, o presidente ucraniano era esperado em Bruxelas na noite de segunda-feira para conversas com o secret\u00e1rio-geral da NATO, Mark Rutte, e com os l\u00edderes da Uni\u00e3o, Ursula von der Leyen e Ant\u00f3nio Costa. Esta ter\u00e7a-feira, Zelensky est\u00e1 em Roma para uma reuni\u00e3o com a primeira-ministra Giorgia Meloni.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Fundo ucraniano continua bloqueado<\/strong><\/p>\n<p>Um dos temas com certeza abordados por todos tem a ver com o chamado \u2018empr\u00e9stimo para repara\u00e7\u00f5es\u2019 \u00e0 Ucr\u00e2nia \u2013 mas \u00e9 uma mat\u00e9ria em que nenhum dos l\u00edderes eurpppeus tem boas not\u00edcias para transmitir a Zelensky. Os l\u00edderes europeus devem tomar uma decis\u00e3o final sobre o assunto na cimeira de 18 de dezembro \u2013 o que muitos analistas duvidam que aconte\u00e7a \u2013 que tem a ver com a utiliza\u00e7\u00e3o dos ativos russos congelados na Uni\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de um fundo de apoio \u00e0 Ucr\u00e2nia. A press\u00e3o para os 27 aprovarem o \u2018empr\u00e9stimo para repara\u00e7\u00f5es\u2019 entrou na reta final. A B\u00e9lgica continua a opor-se \u00e0 proposta, enquanto a Hungria rejeita o Plano B, a d\u00edvida conjunta.<\/p>\n<p>O objetivo de arrecadar pelo menos 90 mil milh\u00f5es de euros em contribui\u00e7\u00f5es, necess\u00e1rias para a Ucr\u00e2nia \u2018aguentar\u2019 os pr\u00f3ximos dois anos \u2013 pelo menos se, dizem os c\u00ednicos, parte do dinheiro n\u00e3o for desviado pela corrup\u00e7\u00e3o que tem grassado com os dinheiros que entram na Ucr\u00e2nia vindos do estrangeiro.<\/p>\n<p>A B\u00e9lgica, principal detentora dos ativos russos, continua a opor-se ao empr\u00e9stimo, temendo consequ\u00eancias \u2013 como a reputa\u00e7\u00e3o internacional enquanto pra\u00e7a financeira segura e a \u2018vingan\u00e7a\u2019 da R\u00fassia. O pa\u00eds n\u00e3o alterou a sua posi\u00e7\u00e3o inicial, apesar de v\u00e1rios apelos para que as suas preocupa\u00e7\u00f5es fossem atenuadas. A presidente da Comiss\u00e3o, Ursula von der Leyen, tentou isso mesmo prometendo comprometimento de todos se a B\u00e9lgica tiver algum problema, mas n\u00e3o conseguiu convencer os belgas. Se o Plano A falhar, o bloco ter\u00e1 de recorrer \u00e0 d\u00edvida conjunta. Mas isso exigiria aprova\u00e7\u00e3o por unanimidade, e a Hungria j\u00e1 indicou que n\u00e3o consentir\u00e1. At\u00e9 porque, recorda o governo liderado por Viktor Orb\u00e1n, o endividamento comum teria impacto imediato nos or\u00e7amentos nacionais, uma perspetiva que a maioria das capitais europeias, temendo a rea\u00e7\u00e3o dos contribuintes, preferir\u00e1 evitar.<\/p>\n<p>Do outro lado est\u00e3o a Est\u00f3nia, Finl\u00e2ndia, Irlanda, Let\u00f3nia, Litu\u00e2nia, Pol\u00f3nia e Su\u00e9cia, que t\u00eam unido for\u00e7as para pedir a aprova\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do empr\u00e9stimo de repara\u00e7\u00e3o. \u201cAl\u00e9m de ser a solu\u00e7\u00e3o financeiramente mais vi\u00e1vel e politicamente mais realista, a solu\u00e7\u00e3o aborda o princ\u00edpio fundamental do direito da Ucr\u00e2nia \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos causados \u200b\u200bpela agress\u00e3o\u201d, diz uma carta conjunta divulgada esta segunda-feira. \u201cO tempo urge. Ao chegarmos a uma decis\u00e3o sobre o empr\u00e9stimo no Conselho Europeu em dezembro, teremos a oportunidade de colocar a Ucr\u00e2nia numa posi\u00e7\u00e3o mais forte para se defender e numa posi\u00e7\u00e3o melhor para negociar uma paz justa e duradoura\u201d. Alemanha, Fran\u00e7a, Pa\u00edses Baixos e Dinamarca tamb\u00e9m apoiam o empr\u00e9stimo para repara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Volodymyr Zelensky iniciou mais uma semana diplom\u00e1tica intensa esta segunda-feira, em Londres e Bruxelas \u2013 onde ouviu cr\u00edticas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":181185,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[1305,27,28,17228,15,16,37080,208,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,713,839,17,18,840,29,30,31,636,63,64,65],"class_list":{"0":"post-181184","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-alemanha","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-coligacao-dos-dispostos","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-financiamento-a-ucrania","15":"tag-franca","16":"tag-headlines","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-reino-unido","29":"tag-russia","30":"tag-top-stories","31":"tag-topstories","32":"tag-ucrania","33":"tag-ultimas","34":"tag-ultimas-noticias","35":"tag-ultimasnoticias","36":"tag-uniao-europeia","37":"tag-world","38":"tag-world-news","39":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115689097949195402","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181184","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181184"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181184\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/181185"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181184"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181184"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181184"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}