{"id":181418,"date":"2025-12-09T13:29:08","date_gmt":"2025-12-09T13:29:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181418\/"},"modified":"2025-12-09T13:29:08","modified_gmt":"2025-12-09T13:29:08","slug":"urgencias-do-amadora-sintra-sao-o-principal-problema-do-sns-reconhece-direcao-executiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181418\/","title":{"rendered":"Urg\u00eancias do Amadora-Sintra s\u00e3o &#8220;o principal problema&#8221; do SNS reconhece dire\u00e7\u00e3o-executiva"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n<b>&#8220;Posso dizer que \u00e9 o principal problema neste momento no SNS. Aquilo que mais preocupa a dire\u00e7\u00e3o-executiva neste momento \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o da ULS Amadora Sintra e, em especial, do Hospital Fernando da Fonseca&#8221;<\/b>, disse hoje o diretor-executivo do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade (SNS).&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAo meio da manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira, os doentes urgentes esperam, em m\u00e9dia, cerca de 12 horas por atendimento. O tempo de espera deveria ser de uma hora. Na semana passada os tempos m\u00e9dios de espera no Hospital Amadora-Sintra chegaram a ultrapassar as 18 horas. \u00c0 margem de uma visita ao Hospital P\u00f3voa de Varzim, onde acompanhou a ministra da Sa\u00fade, \u00c1lvaro Almeida disse que est\u00e1 a decorrer uma reuni\u00e3o na ULS Amadora-Sintra para definir medidas de m\u00e9dio e longo prazo para resolver os tempos de espera nas urg\u00eancias.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Temos algumas hip\u00f3teses, mas estamos a ver com o conselho de administra\u00e7\u00e3o quais \u00e9 que s\u00e3o vi\u00e1veis, quais \u00e9 que podem ser implementadas imediatamente. S\u00e3o solu\u00e7\u00f5es de m\u00e9dio prazo e tamb\u00e9m solu\u00e7\u00f5es de longo prazo&#8221;, disse \u00c1lvaro Almeida.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Questionado sobre os tempos de espera nas urg\u00eancias, o diretor-executivo reconheceu que h\u00e1 falta de profissionais na ULS, fator que afeta tanto os servi\u00e7os hospitalares como os cuidados prim\u00e1rios, logo n\u00e3o se resolve exclusivamente com alargamento de hor\u00e1rios nos centros de sa\u00fade.&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;No Amadora Sintra h\u00e1 um problema e h\u00e1 um problema\u00a0s\u00e9rio&#8221;, admitiu.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00c1lvaro Almeida disse que o funcionamento da urg\u00eancia do Hospital Fernando da Fonseca est\u00e1 a ser melhorado e admitiu que a situa\u00e7\u00e3o, neste caso, n\u00e3o se resolve com o alargamento dos hor\u00e1rios dos centros de sa\u00fade.<\/p>\n<p><b>&#8220;No caso do Fernando da Fonseca, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel colmatar as necessidades com recurso aos cuidados prim\u00e1rios, porque tamb\u00e9m nos cuidados prim\u00e1rios n\u00e3o temos esses recursos. Estamos a refor\u00e7ar as equipas do Fernando da Fonseca, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque h\u00e1 uma falta de recursos humanos estrutural&#8221;, referiu.<\/b><\/p>\n<p>Classificando a falta de recursos humanos como &#8220;um problema de fundo&#8221; e &#8220;o principal&#8221;, \u00c1lvaro Almeida disse que existem outros problemas naquele hospital, nomeadamente a organiza\u00e7\u00e3o das urg\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;T\u00eam uma organiza\u00e7\u00e3o das urg\u00eancias diferente de outros hospitais. Alguns contratos de trabalho tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes dos outros hospitais. Portanto h\u00e1 uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que se conjugam para criar ali um problema que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil de resolver&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O diretor-executivo apontou, ainda, que esse \u00e9 o hospital &#8220;com mais internamentos inapropriados&#8221;, os chamados internamentos sociais &#8212; pessoas que j\u00e1 tiveram alta cl\u00ednica, mas permanecem internadas por falta de alternativa.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o problemas que v\u00eam de h\u00e1 anos e que vamos resolvendo dentro do poss\u00edvel, mas n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es milagrosas para esse caso&#8221;, referiu.<\/p>\n<p>Questionado sobre v\u00e1rias medidas dos planos de conting\u00eancia dos hospitais dado o aumento de procura devido \u00e0 gripe e outras doen\u00e7as respirat\u00f3rias, \u00c1lvaro Almeida disse que em alguns casos j\u00e1 est\u00e1 previsto o alargamento de hor\u00e1rios para atender a doen\u00e7a aguda, um alargamento que acontecer\u00e1 onde h\u00e1 servi\u00e7os de atendimento complementar.<\/p>\n<p>&#8220;Esses tamb\u00e9m poder\u00e3o ser refor\u00e7ados, quer em n\u00famero de m\u00e9dicos e, portanto, capacidade de resposta, quer em termos de hor\u00e1rios de funcionamento. O alargamento \u00e9 feito \u00e0 medida das necessidades e tamb\u00e9m das disponibilidades, seja de recursos humanos, seja das unidades em si&#8221;, referiu.<\/p>\n<p><b>\u00c1lvaro Almeida admitiu que os hospitais que t\u00eam maiores tempos de espera s\u00e3o sobretudo em zonas onde a capacidade de resposta dos cuidados prim\u00e1rios \u00e9 limitada por falta de recursos.<\/b><\/p>\n<p>&#8220;E, portanto, nesses casos \u00e9 mais dif\u00edcil alargar o funcionamento dos centros de sa\u00fade. Com certeza que iremos alargar o funcionamento dos servi\u00e7os de atendimento complementar e estamos a trabalhar nesse sentido&#8221;, concluiu.&#13;\n<\/p>\n<p class=\"titletext\">&#13;<br \/>\nTempos de espera superiores a 12 horas\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs doentes classificados como urgentes no hospital Amadora-Sintra enfrentam na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira tempos de espera de cerca de 12 horas para a primeira observa\u00e7\u00e3o, segundo dados do portal do SNS.<\/p>\n<p>De acordo com a informa\u00e7\u00e3o consultada pela ag\u00eancia Lusa, cerca das 11h00 de hoje, 17 doentes triados com a pulseira amarela (urgente) no Hospital Prof. Doutor Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra) tinham de aguardar 11 horas e 25 minutos para uma primeira observa\u00e7\u00e3o, enquanto os quatro considerados muito urgentes (pulseira laranja) tinham de aguardar 55 minutos.No <b>Hospital Santa Maria<\/b>, em Lisboa, 18 doentes urgentes enfrentam um tempo de espera de uma hora e 41 minutos para a primeira observa\u00e7\u00e3o, enquanto no <b>Hospital Garcia de Orta<\/b>, em Almada, os 12 doentes que se encontram no servi\u00e7o de urg\u00eancia geral com pulseira amarela (urgente) tinham de esperar pelo menos uma hora e 30 minutos. Os doentes com pulseira laranja estavam com 24 minutos de espera.<\/p>\n<p>No <b>Hospital Beatriz \u00c2ngelo<\/b>, em Loures, o portal do SNS indicava que, \u00e0s 11h00, nove doentes urgentes aguardavam pouco mais de uma hora para a primeira observa\u00e7\u00e3o, enquanto os dois com pulseira laranja tinham um tempo de espera estimado em 35 minutos.<\/p>\n<p>Por compara\u00e7\u00e3o, a Norte, no <b>Hospital S\u00e3o Jo\u00e3o<\/b>, no Porto, os nove doentes com pulseira amarela aguardavam cerca de uma hora e os dois que tinham recebido pulseira laranja tinham de aguardar 35 minutos. <\/p>\n<p>Segundo o sistema de triagem, as situa\u00e7\u00f5es muito urgentes (pulseira laranja) t\u00eam um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes \u00e0 triagem, enquanto os casos urgentes (amarela) s\u00e3o de 60 minutos e os pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.As autoridades de sa\u00fade apelam aos utentes para que, antes de se dirigirem \u00e0 urg\u00eancia hospitalar, contactem telefonicamente o Centro de Contacto do Servi\u00e7o Nacional de Sa\u00fade &#8211; SNS24 (808242424), de modo a evitarem desloca\u00e7\u00f5es desnecess\u00e1rias \u00e0s urg\u00eancias.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ Lusa\u00a0&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#8220;Posso dizer que \u00e9 o principal problema neste momento no SNS. 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