{"id":181993,"date":"2025-12-09T22:05:10","date_gmt":"2025-12-09T22:05:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181993\/"},"modified":"2025-12-09T22:05:10","modified_gmt":"2025-12-09T22:05:10","slug":"tratamento-inovador-cura-doentes-com-cancro-raro-no-sangue","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/181993\/","title":{"rendered":"Tratamento inovador cura doentes com cancro raro no sangue"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">A leucemia linfobl\u00e1stica, um tipo raro de cancro no sangue, ocorre quando c\u00e9lulas precursoras de linf\u00f3citos passam a multiplicar-se de forma descontrolada, substituindo rapidamente as c\u00e9lulas saud\u00e1veis da medula \u00f3ssea. Nos casos em estudo, os tratamentos convencionais, como quimioterapia e transplante de medula, tinham falhado. Sem alternativas, a medicina experimental tornou-se na \u00faltima esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>&#8220;Eu achava que ia morrer e que n\u00e3o seria capaz de crescer e fazer tudo aquilo que as crian\u00e7as merecem&#8221;, contou \u00e0 BBC a brit\u00e2nica Alyssa Tapley, de 16 anos, natural de Leicester.<\/p>\n<p>Alyssa foi a primeira pessoa no Mundo a receber o tratamento no Great Ormond Street Hospital, em Inglaterra, em 2022, e permanece, at\u00e9 ao momento, livre da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Uma nova abordagem contra o cancro<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">Investigadores da University College London (UCL), a maior universidade de Londres, e do Great Ormond Street Hospital recorreram a uma t\u00e9cnica sofisticada de edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica para transformar c\u00e9lulas T (c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela defesa do organismo) de um dador saud\u00e1vel em verdadeiras &#8220;m\u00e1quinas de combate&#8221;. O objetivo \u00e9 destruir as c\u00e9lulas T cancer\u00edgenas dos pacientes.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica utilizada, denominada BE-CAR7, baseia-se na edi\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica, permitindo alterar com grande precis\u00e3o letras espec\u00edficas do c\u00f3digo gen\u00e9tico. Uma \u00fanica mudan\u00e7a numa dessas &#8220;bases&#8221; do ADN pode alterar profundamente o comportamento de um gene, tal como substituir uma letra numa palavra pode mudar o seu significado.<\/p>\n<p>No total, os cientistas realizaram tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas nas c\u00e9lulas T do dador. Essas altera\u00e7\u00f5es tornam o tratamento &#8220;pronto para uso&#8221;, dispensando a necessidade de compatibilidade entre dador e paciente, e permitem que as novas c\u00e9lulas ataquem e eliminem todas as c\u00e9lulas T do doente, sejam saud\u00e1veis ou cancer\u00edgenas.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">Se a erradica\u00e7\u00e3o total ocorrer at\u00e9 \u00e0 quarta semana, os pacientes podem ent\u00e3o receber um novo transplante de medula \u00f3ssea para reconstruir o sistema imunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 alguns anos, isto seria apenas fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&#8221;, afirmou Waseem Qasim, investigador da UCL e do hospital pedi\u00e1trico londrino: &#8220;\u00c9 um tratamento profundo e exigente, mas quando funciona, os resultados podem ser extraordin\u00e1rios.&#8221; De acordo com os resultados publicados na revista cient\u00edfica &#8220;<a href=\"https:\/\/www.nejm.org\/doi\/full\/10.1056\/NEJMoa2505478?query=featured_home\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">New England Journal of Medicine<\/a>&#8220;, 82% dos pacientes no estudo apresentaram uma &#8220;remiss\u00e3o muito profunda&#8221; ap\u00f3s o tratamento e puderam receber um transplante. Sessenta e quarto por cento permanecem livres da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>O caso de Alyssa<\/p>\n<p>O tratamento de Alyssa implicou destruir por completo o sistema imunit\u00e1rio anterior e reconstruir um novo. Para evitar infe\u00e7\u00f5es, passou quatro meses internada sem poder ver o irm\u00e3o.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">Hoje, precisa apenas de consultas de rotina anuais, leva uma vida normal e est\u00e1 a concluir o ensino secund\u00e1rio. Quer aprender a conduzir e pensa no futuro com entusiasmo.<\/p>\n<p>&#8220;At\u00e9 ir \u00e0 escola era algo com que eu sonhava quando estava doente&#8221;, recorda. &#8220;N\u00e3o dou nada como garantido. O meu objetivo \u00e9 tornar-me cientista e investigadora e fazer parte da pr\u00f3xima grande descoberta que possa ajudar pessoas como eu&#8221;, partilhou, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Sky News.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A leucemia linfobl\u00e1stica, um tipo raro de cancro no sangue, ocorre quando c\u00e9lulas precursoras de linf\u00f3citos passam a&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":181994,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,1207,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,117,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-181993","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-cancro","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-headlines","14":"tag-latest-news","15":"tag-latestnews","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-mundo","19":"tag-news","20":"tag-noticias","21":"tag-noticias-principais","22":"tag-noticiasprincipais","23":"tag-principais-noticias","24":"tag-principaisnoticias","25":"tag-saude","26":"tag-top-stories","27":"tag-topstories","28":"tag-ultimas","29":"tag-ultimas-noticias","30":"tag-ultimasnoticias","31":"tag-world","32":"tag-world-news","33":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115691881944307750","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181993","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/181994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}