{"id":182253,"date":"2025-12-10T02:28:14","date_gmt":"2025-12-10T02:28:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182253\/"},"modified":"2025-12-10T02:28:14","modified_gmt":"2025-12-10T02:28:14","slug":"russia-explica-por-que-rescindiu-acordo-militar-com-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182253\/","title":{"rendered":"R\u00fassia explica por que rescindiu acordo militar com Portugal"},"content":{"rendered":"<p>\t                Acordo em causa visava &#8220;a promo\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o entre as partes no dom\u00ednio militar para o aprofundamento da confian\u00e7a m\u00fatua e da seguran\u00e7a internacional&#8221;<\/p>\n<p>A embaixada da R\u00fassia em Lisboa justificou esta ter\u00e7a-feira a decis\u00e3o de rescindir um acordo militar assinado entre os dois pa\u00edses no ano 2000 com o apoio dado por Portugal \u201c\u00e0 guerra h\u00edbrida da Uni\u00e3o Europeia\u201d contra Moscovo.<\/p>\n<p>\u201cFoi Portugal que deu in\u00edcio ao processo de rutura de la\u00e7os, ao apoiar incondicionalmente a guerra h\u00edbrida da UE [Uni\u00e3o Europeia] contra o nosso pa\u00eds\u201d, afirmou o adido de imprensa da embaixada da R\u00fassia em Portugal, Aleksei Chekmarev, em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa.<\/p>\n<p>O representante explicava a decis\u00e3o, anunciada recentemente por Moscovo, de rescindir um acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar com Portugal, assinado em 2000, ao mesmo tempo que revogou tamb\u00e9m acordos na \u00e1rea da Defesa com a Fran\u00e7a e o Canad\u00e1.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi formalizada atrav\u00e9s de um decreto emitido pelo primeiro-ministro da R\u00fassia, Mikhail Mishustin, na sexta-feira, citado pela ag\u00eancia de not\u00edcias oficial russa TASS.<\/p>\n<p>O acordo em causa visava \u201ca promo\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o entre as partes no dom\u00ednio militar para o aprofundamento da confian\u00e7a m\u00fatua e da seguran\u00e7a internacional\u201d, nomeadamente atrav\u00e9s da troca de opini\u00f5es e de informa\u00e7\u00e3o sobre problemas pol\u00edtico-militares, consultas sobre quest\u00f5es jur\u00eddicas ligadas ao servi\u00e7o e ensino de militares em estabelecimentos de cada um dos pa\u00edses.<\/p>\n<p>Segundo a embaixada russa, n\u00e3o est\u00e1 nenhum acordo bilateral em vigor neste momento.<\/p>\n<p>\u201cAs a\u00e7\u00f5es hostis das autoridades portuguesas paralisaram todo o sistema das nossas rela\u00e7\u00f5es e afetaram tamb\u00e9m o quadro jur\u00eddico destas\u201d, sublinhou o respons\u00e1vel russo.<\/p>\n<p>\u201cNenhum dos documentos bilaterais funciona agora. Alguns foram denunciados pela parte russa, outros pela parte portuguesa, como, por exemplo, o protocolo de coopera\u00e7\u00e3o e amizade entre a cidade de Moscovo e a cidade de Lisboa, que vigorava desde 1997\u201d, indicou.<\/p>\n<p>Aleksei Chekmarev referia-se a um protocolo cuja rescis\u00e3o foi aprovada pela Assembleia Municipal de Lisboa em fevereiro do ano passado, para exigir a retirada do ex\u00e9rcito da Federa\u00e7\u00e3o Russa de territ\u00f3rio ucraniano.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o de rescindir o acordo de coopera\u00e7\u00e3o militar \u201cn\u00e3o \u00e9 de natureza conjuntural e n\u00e3o foi motivada pelos acontecimentos recentes\u201d, garantiu o adido de imprensa, alegando que foi uma \u201c\u2018evolu\u00e7\u00e3o\u2019\u201d das rela\u00e7\u00f5es bilaterais nos \u00faltimos anos\u201d.<\/p>\n<p>A R\u00fassia \u201creserva-se o direito de determinar as medidas a tomar dependendo da pol\u00edtica hostil das autoridades portuguesas\u201d, disse o diplomata, sublinhando que \u201cas rela\u00e7\u00f5es russo-portuguesas est\u00e3o no n\u00edvel mais baixo da sua hist\u00f3ria contempor\u00e2nea\u201d.<\/p>\n<p>Portugal apoiou esta semana um plano apresentado pela Comiss\u00e3o Europeia para canalizar para Kiev receitas provenientes dos cerca de 235 mil milh\u00f5es de euros de ativos russos congelados na UE.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, o embaixador russo na Alemanha, Serguei Nechayev, avisou que a utiliza\u00e7\u00e3o de ativos soberanos russos congelados na Europa para financiar a Ucr\u00e2nia teria \u201cconsequ\u00eancias consider\u00e1veis\u201d e considerou que \u201cqualquer transa\u00e7\u00e3o com ativos soberanos da R\u00fassia sem o consentimento do pa\u00eds \u00e9 um roubo\u201d.<\/p>\n<p>A Ucr\u00e2nia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a R\u00fassia invadiu o pa\u00eds, em 24 de fevereiro de 2022.<\/p>\n<p>Os aliados de Kiev tamb\u00e9m t\u00eam decretado san\u00e7\u00f5es contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esfor\u00e7o de guerra na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>A ofensiva militar russa no territ\u00f3rio ucraniano mergulhou a Europa naquela que \u00e9 considerada a crise de seguran\u00e7a mais grave desde a II Guerra Mundial.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Acordo em causa visava &#8220;a promo\u00e7\u00e3o da coopera\u00e7\u00e3o entre as partes no dom\u00ednio militar para o aprofundamento 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