{"id":18257,"date":"2025-08-06T11:22:03","date_gmt":"2025-08-06T11:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/18257\/"},"modified":"2025-08-06T11:22:03","modified_gmt":"2025-08-06T11:22:03","slug":"hiroshima-o-sol-explodiu-ha-80-anos-e-ainda-ha-cadeiras-vazias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/18257\/","title":{"rendered":"Hiroshima. &#8220;O sol explodiu&#8221; h\u00e1 80 anos e ainda h\u00e1 cadeiras vazias"},"content":{"rendered":"<p>                    A cerim\u00f3nia decorre num contexto marcado pelas guerras na Ucr\u00e2nia e no M\u00e9dio Oriente e por pedidos de abandono das armas nucleares. <\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO presidente da c\u00e2mara de Hiroshima, Kazumi Matsui, deu voz a isso mesmo h\u00e1 uma semana. &#8220;A exist\u00eancia de l\u00edderes [pol\u00edticos] que querem refor\u00e7ar o poder militar para resolver conflitos, incluindo a posse de armas at\u00f3micas, torna dif\u00edcil o estabelecimento da paz mundial&#8221;, afirmou Kazumi Matsui.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Excecionalmente<\/b>, o Jap\u00e3o n\u00e3o &#8220;selecionou os convidados&#8221; para estas comemora\u00e7\u00f5es, mas <b>&#8220;notificou&#8221; todos os pa\u00edses e regi\u00f5es.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2a5cf46f0983e44443ef405bbcfe394a\"\/>Foto: EPA (tudo preparado no local da cerim\u00f3nia)<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nPor exemplo, a <b>Palestina, pela primeira vez, e Taiwan<\/b>, que o Jap\u00e3o n\u00e3o reconhece oficialmente como pa\u00edses, <b>anunciaram a presen\u00e7a no evento<\/b>.&#13;<br \/>\nO Ir\u00e3o, acusado de procurar ter a bomba, tamb\u00e9m estar\u00e1 representado.&#13;\n<\/p>\n<p>Quando h\u00e1 cerca de um m\u00eas <b>Donald Trump<\/b> <b>comparou <\/b>os recentes <b>ataques a\u00e9reos contra o Ir\u00e3o aos bombardeamentos at\u00f3micos de 1945<\/b>, o autarca de Hiroshima convidou o presidente dos Estados Unidos a visitar a cidade. &#8220;Parece-me que ele [Trump] n\u00e3o compreende bem a realidade dos bombardeamentos at\u00f3micos, que, se utilizados, custam a vida a muitos cidad\u00e3os inocentes, amigos ou inimigos, e amea\u00e7am a sobreviv\u00eancia da humanidade&#8221;, afirmou na altura.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nKazumi Matsui sublinha que h\u00e1 uma crescente consciencializa\u00e7\u00e3o internacional sobre a hist\u00f3ria da cidade.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm 2024, o <b>museu<\/b> que documenta a devasta\u00e7\u00e3o causada pelo bombardeamento nuclear <b>recebeu um recorde de 2,26 milh\u00f5es de visitantes.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>\n&#8220;Uma vez que esta foi a primeira cidade a vivenciar a devasta\u00e7\u00e3o nuclear, pretendemos <b>partilhar o &#8216;esp\u00edrito de Hiroshima&#8217; e promover uma maior consciencializa\u00e7\u00e3o pela paz<\/b>, a come\u00e7ar pelo conhecimento b\u00e1sico entre os jovens&#8221;, explica Matsui, citado pela AFP.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/4c7e2b45b01b1e27d3383ccd85d234ee\"\/>Foto &#8211; EPA (Memorial da Paz em Hiroshima)\u00a0<\/p>\n<p>\n&#8220;\u00c9 importante que muitas pessoas se re\u00fanam nesta cidade atingida pela bomba at\u00f3mica, porque as guerras prosseguem&#8221; no mundo, defende Toshiyuki Mimaki, copresidente da organiza\u00e7\u00e3o Nihon Hidankyo, formada por sobreviventes da bomba e vencedora do Pr\u00e9mio Nobel da Paz de 2024. &#8220;Quero que os representantes estrangeiros visitem o Museu Memorial da Paz e compreendam o que aconteceu&#8221; sob a nuvem at\u00f3mica em forma de cogumelo, disse Mimaki.<br \/>\nTransmitir a mem\u00f3ria dos <b>hibakusha<\/b> e as li\u00e7\u00f5es aprendidas com a cat\u00e1strofe \u00e9 um <b>desafio cada vez maior<\/b> para a organiza\u00e7\u00e3o, uma vez que a idade m\u00e9dia dos sobreviventes \u00e9 atualmente de 86 anos. Hibakusha \u2014 termo em japon\u00eas para \u201csobreviventes da bomba at\u00f3mica\u201d.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nJunko Watanabe tamb\u00e9m sobreviveu \u00e0 bomba em Hiroshima apesar de ent\u00e3o ter apenas dois anos. \u201cN\u00f3s, hibakusha, <b>sabemos f\u00edsica e psicologicamente o que s\u00e3o essas armas<\/b>. Os l\u00edderes mundiais continuam a fabricar esse arsenal, chamando-o de <b>&#8216;dissuasivo&#8217;<\/b>. <b>As armas nucleares s\u00e3o invis\u00edveis, inodoras, intang\u00edveis e cont\u00eam radia\u00e7\u00e3o. <\/b>Se fossem usadas, as <b>pessoas que as lan\u00e7aram tamb\u00e9m sofreriam<\/b>, e seria imposs\u00edvel trazer a paz para a humanidade&#8221;, avisa.&#13;\n<\/p>\n<p>Kunihiko Sakuma, de 80 anos, que tinha 9 meses de idade em 1945 e estava a tr\u00eas quil\u00f3metros do ponto de impacto. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/e4db4a97de70558d87cd3a077c0ff47c\"\/>Foto: EPA (na imagem, as fotografias de\u00a0Shinichi Tetsutani, que estava a brincar com o triciclo quando a bomba caiu e o que restou do brinquedo preferido da crian\u00e7a de tr\u00eas anos que n\u00e3o sobreviveu)<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNa cerim\u00f3nia desta quarta-feira, tenciona <b>apelar a T\u00f3quio para que adira ao tratado da ONU sobre a proibi\u00e7\u00e3o de armas nucleares<\/b>, assinado em 2017. T\u00f3quio recusou-se a assinar o tratado, alegando que o objetivo \u00e9 inating\u00edvel sem a ajuda dos Estados com armas nucleares.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Acredito que a tend\u00eancia global para um mundo sem armas nucleares vai continuar. A <b>gera\u00e7\u00e3o mais jovem est\u00e1 a trabalhar arduamente para o conseguir<\/b>&#8220;, afirma Sakuma, que dever\u00e1 encontrar-se com o primeiro-ministro japon\u00eas, Shigeru Ishiba, ap\u00f3s a cerim\u00f3nia em Hiroshima.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nH\u00e1 mais de 12 mil ogivas nucleares no mundo atualmente, de acordo com a Campanha Internacional para Aboli\u00e7\u00e3o de Armas Nucleares (Ican, na sigla em ingl\u00eas).&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA 6 de agosto de 1945, os Estados Unidos lan\u00e7aram uma <b>bomba at\u00f3mica sobre a cidade de Hiroshima<\/b>, matando cerca de 140.000 pessoas. Tr\u00eas dias depois, uma <b>bomba semelhante atingiu Nagasaki<\/b>, matando cerca de 74 mil pessoas.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros definitivos sobre quantas pessoas morreram no total<\/b>, seja pela explos\u00e3o imediata ou nos meses seguintes devido a ferimentos e aos efeitos da radia\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>As <b>estimativas mais conservadoras indicam cerca de 110 mil mortos<\/b> nas duas cidades at\u00e9 dezembro de 1945.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOutros estudos sugerem que o n\u00famero total de v\u00edtimas <b>pode ter ultrapassado 210 mil at\u00e9 o fim daquele ano<\/b>.&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A cerim\u00f3nia decorre num contexto marcado pelas guerras na Ucr\u00e2nia e no M\u00e9dio Oriente e por pedidos de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18258,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[6809,1843,27,28,2683,15,16,14,6808,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-18257","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-atomica","9":"tag-bomba","10":"tag-breaking-news","11":"tag-breakingnews","12":"tag-cerimonia","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-hiroshima","17":"tag-latest-news","18":"tag-latestnews","19":"tag-main-news","20":"tag-mainnews","21":"tag-mundo","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-principais-noticias","27":"tag-principaisnoticias","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias","33":"tag-world","34":"tag-world-news","35":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18257","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18257"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18257\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18258"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18257"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18257"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18257"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}