{"id":1828,"date":"2025-07-26T00:06:19","date_gmt":"2025-07-26T00:06:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1828\/"},"modified":"2025-07-26T00:06:19","modified_gmt":"2025-07-26T00:06:19","slug":"editora-roncarati-noticias-amb-em-25-07-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/1828\/","title":{"rendered":"Editora Roncarati &#8211; Not\u00edcias AMB, em 25.07.2025"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.editoraroncarati.com.br\/v2\/Artigos-e-Noticias\/Artigos-e-Noticias\/Noticias-AMB-em-25-07-2025\/Imprimir.html\" title=\"Imprimir\" onclick=\"window.open(this.href,&#039;win2&#039;,&#039;status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no&#039;); return false;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/printButton.png\" alt=\"Imprimir\" \/><\/a>\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/www.editoraroncarati.com.br\/v2\/pdf\/Artigos-e-Noticias\/Artigos-e-Noticias\/Noticias-AMB-em-25-07-2025.pdf\" title=\"PDF\" onclick=\"window.open(this.href,&#039;win2&#039;,&#039;status=no,toolbar=no,scrollbars=yes,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=640,height=480,directories=no,location=no&#039;); return false;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/pdf_button.png\" alt=\"PDF\" \/><\/a>\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t<a href=\"https:\/\/www.editoraroncarati.com.br\/v2\/Artigos-e-Noticias\/Artigos-e-Noticias\/Noticias-AMB-em-25-07-2025.html\/javascript:history.go(-1)\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Voltar<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/envato-mitos-envelhecimento-saudavel_widexl.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo, 25\/07\/2028 \u2013 Estimular o cuidado centrado na funcionalidade e na qualidade de vida deve ser um dos pilares de atendimento de sa\u00fade \u00e0 pessoa idosa. \u00c9 o que defendeu a m\u00e9dica geriatra Alessandra Tieppo, membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), durante palestra no primeiro dia do\u00a0<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/saude-e-bem-estar\/olhar-para-pessoas-60-vai-alem-da-preocupacao-medica-e-um-ato-de-cidadania.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">3\u00ba Congresso de Medicina Geral da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB).\u00a0<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a especialista, o primeiro ponto da reflex\u00e3o de cuidado com pessoas idosas parte da necessidade de compreender o envelhecimento e a abordagem geri\u00e1trica de forma ampla, estimulando um cuidado centrado na funcionalidade e na qualidade de vida do idoso, e n\u00e3o nas doen\u00e7as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cCada indiv\u00edduo envelhece de forma \u00fanica, o que torna a abordagem padronizada da medicina insuficiente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a mesa de debate, o tamb\u00e9m geriatra Eduardo Canteiro-Cruz, diretor administrativo da SBGG, observou que idade cronol\u00f3gica e idade biol\u00f3gica n\u00e3o s\u00e3o sempre compat\u00edveis. \u201cN\u00e3o h\u00e1 pessoa tipicamente velha. As popula\u00e7\u00f5es idosas s\u00e3o caracterizadas por grande diversidade de heterogeneidade\u201d. Por isso, defende que o foco do atendimento m\u00e9dico do paciente idoso deve observar a idade funcional do paciente.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, Tieppo destacou o que existem oito mitos do envelhecimento comuns e que s\u00e3o propagados at\u00e9 mesmo em atendimentos m\u00e9dicos. Ela defende que \u00e9 preciso derrub\u00e1-los para uma abordagem mais ampla de sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA avalia\u00e7\u00e3o global \u00e9 necess\u00e1ria porque pessoas da mesma idade podem ter perfis totalmente diferentes. Um senhor de 80 anos pode fazer maratona e outro, na mesma idade, ser completamente acamado. Mas o estere\u00f3tipo do idoso ainda \u00e9 recorrente, mesmo entre m\u00e9dicos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/foto-palestra-congresso-amb-768x432.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">M\u00e9dica Alessandra Tieppo durante o 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira. (Cr\u00e9dito: Bianca Bibiano)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Conhe\u00e7a os 8 mitos do envelhecimento<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 1: \u201c\u00c9 normal o idoso ficar deprimido.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: A depress\u00e3o n\u00e3o \u00e9 parte natural do envelhecimento. Sentimentos de tristeza prolongada, apatia ou perda de interesse merecem aten\u00e7\u00e3o e tratamento adequado. O risco \u00e9 subestimar sinais de transtornos mentais e deixar o idoso sem suporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 2: \u201cTodo idoso vai ter perda de mem\u00f3ria.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: Envelhecer n\u00e3o significa, obrigatoriamente, desenvolver d\u00e9ficits cognitivos significativos. Pequenas falhas de mem\u00f3ria podem acontecer, mas a dem\u00eancia \u00e9 uma doen\u00e7a, n\u00e3o uma consequ\u00eancia inevit\u00e1vel da idade. Est\u00edmulo cognitivo, sono de qualidade, boa alimenta\u00e7\u00e3o e controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas ajudam a preservar a fun\u00e7\u00e3o cerebral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 3: \u201cIdoso n\u00e3o pode fazer atividade f\u00edsica.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: A pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos \u00e9 altamente recomendada em todas as idades, inclusive na velhice. Os benef\u00edcios v\u00e3o desde o controle de doen\u00e7as cr\u00f4nicas at\u00e9 a preven\u00e7\u00e3o de quedas e melhora da autonomia. A prescri\u00e7\u00e3o deve ser individualizada, mas \u00e9 o sedentarismo que representa risco real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 4: \u201cIncontin\u00eancia urin\u00e1ria \u00e9 normal na velhice.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: A perda involunt\u00e1ria de urina \u00e9 comum, mas nunca deve ser considerada \u201cnormal\u201d ou ignorada. H\u00e1 diversas causas trat\u00e1veis (como infec\u00e7\u00f5es, medicamentos, problemas musculares e neurol\u00f3gicos) e abordagens terap\u00eauticas eficazes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/saude-e-bem-estar\/pesquisa-analisa-impacto-de-tratamentos-esteticos-na-percepcao-do-envelhecimento.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Pesquisa analisa impacto de tratamentos est\u00e9ticos na percep\u00e7\u00e3o do envelhecimento<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 5: \u201cIdoso tem que comer menos.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: Com o envelhecimento, h\u00e1 mudan\u00e7as no metabolismo, mas isso n\u00e3o significa que a alimenta\u00e7\u00e3o deva ser mais restrita. Ao contr\u00e1rio, muitos idosos desenvolvem defici\u00eancias nutricionais e precisam de uma dieta rica em prote\u00ednas, vitaminas e minerais. A desnutri\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema grave e muitas vezes negligenciado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 6: \u201cA dor \u00e9 parte do envelhecimento.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: Nenhuma\u00a0<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/saude-e-bem-estar\/pesquisa-mostra-que-falta-empatia-com-a-dor-alheia.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">dor<\/a>\u00a0deve ser considerada \u201cnatural\u201d. Dor cr\u00f4nica em idosos tem impacto direto na mobilidade, no humor, no sono e na qualidade de vida. Deve sempre ser investigada e tratada de forma adequada.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:\u00a0<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/saude-e-bem-estar\/pesquisa-mostra-que-falta-empatia-com-a-dor-alheia.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Pesquisa mostra que falta empatia com a dor alheia<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 7: \u201cN\u00e3o vale a pena tratar doen\u00e7as no idoso.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: Essa vis\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/carreira-e-educacao\/transformar-no-lugar-de-rejuvenescer-conheca-o-vocabulario-antietarista.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">etarista<\/a>\u00a0(discriminat\u00f3ria por idade) ainda aparece na pr\u00e1tica cl\u00ednica. O tratamento no idoso deve ser baseado em crit\u00e9rios de funcionalidade, progn\u00f3stico individual e qualidade de vida, e n\u00e3o apenas na idade cronol\u00f3gica. Muitas vezes, interven\u00e7\u00f5es simples trazem grandes benef\u00edcios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Leia tamb\u00e9m:<a href=\"https:\/\/viva.com.br\/saude-e-bem-estar\/olhar-para-pessoas-60-vai-alem-da-preocupacao-medica-e-um-ato-de-cidadania.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">\u00a0Presidente da AMB defende que cuidar de pessoas 60+ \u00e9 ato de cidadania.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mito 8: \u201cIdoso n\u00e3o aprende coisas novas.\u201d<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fato: O c\u00e9rebro do idoso \u00e9 capaz de aprender e se adaptar durante toda a vida, \u00e9 a chamada neuroplasticidade. Com est\u00edmulo, motiva\u00e7\u00e3o e oportunidades adequadas, idosos podem aprender idiomas, tecnologias, habilidades novas e at\u00e9 voltar a estudar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-18.28.14.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim da tarde desta sexta-feira (25\/7), no 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da AMB, especialistas discutiram, na mesa -redonda que abordou a Mastologia, os avan\u00e7os e desafios no combate ao c\u00e2ncer de mama. O Dr. Gil Facina, vice-presidente da Academia Brasileira de Mastologia, destacou a import\u00e2ncia do diagn\u00f3stico precoce e do acesso r\u00e1pido \u00e0 mamografia. \u201cOnde h\u00e1 rastreamento efetivo e acesso garantido, a mortalidade cai pela metade\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Abrindo o debate, o Dr. Joaquim Teodoro de Ara\u00fajo Neto, mastologista da UNIFESP\/IBCC\/Hospital Maternidade Escola Cachoeirinha, defendeu a revis\u00e3o das diretrizes nacionais. Ele criticou a recomenda\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade de iniciar a mamografia apenas aos 50 anos. \u201cDe 40% a 50% dos casos n\u00e3o seriam detectados se segu\u00edssemos esse protocolo. Nossa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente da americana e europeia\u201d, explicou. Ele defendeu o rastreamento personalizado, especialmente para mulheres com mamas densas, com uso precoce de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, o Dr. Eduardo Carvalho Pessoa, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia \u2013 Regional S\u00e3o Paulo (SBM-SP), alertou para o uso criterioso dos m\u00e9todos invasivos. A bi\u00f3psia com agulha grossa, segundo ele, \u00e9 o padr\u00e3o-ouro, mas envolve maior custo, desconforto e risco. J\u00e1 a pun\u00e7\u00e3o com agulha fina pode ser indicada em n\u00f3dulos pequenos, embora seja menos precisa. Ele tamb\u00e9m chamou a aten\u00e7\u00e3o para o uso indiscriminado do ultrassom em servi\u00e7os com profissionais pouco capacitados, o que aumenta o risco de erros no diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Contribuindo com a discuss\u00e3o, a Dra. Fabiana Baroni Alves Makdissi abordou o impacto do estilo de vida na preven\u00e7\u00e3o e no controle do c\u00e2ncer de mama. Ela destacou que h\u00e1bitos saud\u00e1veis, como a pr\u00e1tica regular de atividade f\u00edsica, reduzem a incid\u00eancia da doen\u00e7a e melhoram a resposta ao tratamento. \u201c\u00c9 preciso orientar a popula\u00e7\u00e3o de forma cont\u00ednua. Estamos falhando com as pacientes, principalmente ap\u00f3s o tratamento\u201d, afirmou. O sedentarismo avan\u00e7a principalmente entre mulheres de baixa renda, exigindo a\u00e7\u00f5es efetivas de incentivo, ressaltou a m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o Dr. Jos\u00e9 Mauro Secco, presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira do Amap\u00e1 e membro titular da SBM-AP, refor\u00e7ou o papel do m\u00e9dico como exemplo. \u201cProfissionais que mant\u00eam h\u00e1bitos saud\u00e1veis estimulam mais suas pacientes a fazerem o mesmo. Precisamos ser exemplo\u201d, concluiu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_1-150-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 muito importante um evento como este, porque nos permite aprender um pouco daquilo que n\u00f3s n\u00e3o fazemos\u2026 Mas somos consultados sobre eles pelos pacientes\u201d. Assim foi aberta uma das palestras especiais trazendo o tema do tratamento do C\u00e2ncer Colorretal e como convidado o m\u00e9dico cirurgi\u00e3o Dr. Raul Cutait, \u2060Professor do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP, Membro da Academia Nacional de Medicina Cirurgi\u00e3o do Hospital S\u00edrio Liban\u00eas e Presidente do Conselho Superior de Responsabilidade Social da FIESP. Um painel que teve como anfitri\u00e3o na coordena\u00e7\u00e3o o Dr. Jos\u00e9 Eduardo Lutaif Dolci, Professor titular de Otorrinolaringologia da FCMSCSP e Diretor Cient\u00edfico da AMB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema foi destaque em um dos quatro encontros especiais que integraram a programa\u00e7\u00e3o do 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da AMB. A escolha se justifica: trata-se de uma doen\u00e7a cuja relev\u00e2ncia vem crescendo em todo o mundo, tanto pelo aumento no n\u00famero de casos quanto pela r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o das alternativas terap\u00eauticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem parou de se atualizar h\u00e1 cinco anos pode tomar decis\u00f5es equivocadas\u201d, alertou o cirurgi\u00e3o, que j\u00e1 ocupou os cargos de Secret\u00e1rio Municipal da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo e presidente de sociedades m\u00e9dicas nacionais e internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, \u201co c\u00e2ncer colorretal \u00e9 o terceiro tipo mais comum no Brasil, atr\u00e1s apenas dos c\u00e2nceres de mama e de pr\u00f3stata. Em 2023, foram estimados 46 mil casos\u201d. O especialista tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para uma caracter\u00edstica marcante: \u201cestudos apontam maior incid\u00eancia da doen\u00e7a em pa\u00edses mais ricos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro dado preocupante apresentado na palestra foi o crescimento de casos entre pessoas com menos de 50 anos de idade \u2013 um grupo em que a doen\u00e7a, segundo pesquisas, tende a evoluir de forma ainda mais agressiva do que em pacientes mais velhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos pontos altos da apresenta\u00e7\u00e3o do Dr. Cutait foi a linha do tempo ilustrativa, que mostrou a evolu\u00e7\u00e3o do tratamento ao longo das d\u00e9cadas. O percurso vai desde o tempo em que a \u00fanica alternativa era a amputa\u00e7\u00e3o do reto \u2013 sem protocolos padronizados \u2013 at\u00e9 os avan\u00e7os mais recentes, que incluem t\u00e9cnicas com preserva\u00e7\u00e3o esfincteriana, controle da recidiva local, terapias adjuvantes e neoadjuvantes, e cirurgias laparosc\u00f3picas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSa\u00edmos de um conceito centrado na amputa\u00e7\u00e3o do reto para uma abordagem que prioriza a preserva\u00e7\u00e3o, com ressec\u00e7\u00f5es locais menos agressivas, menor \u00edndice de complica\u00e7\u00f5es, melhores resultados funcionais e mais recursos t\u00e9cnicos dispon\u00edveis\u201d, destacou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar dos avan\u00e7os, o especialista lembrou que o tratamento ainda envolve cirurgias extensas, com riscos de complica\u00e7\u00f5es, impacto sobre as fun\u00e7\u00f5es evacuat\u00f3rias e genitourin\u00e1rias, limita\u00e7\u00f5es para pacientes com comprometimento esfincteriano e a exig\u00eancia de um cirurgi\u00e3o experiente, al\u00e9m de estrutura hospitalar adequada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, pesquisas j\u00e1 indicam resultados promissores com o uso exclusivo de imunoterapia, al\u00e9m de esquemas que combinam imunoter\u00e1picos e quimioter\u00e1picos. Ainda assim, o Dr. Cutait concluiu refor\u00e7ando:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cJ\u00e1 existem muitas op\u00e7\u00f5es, mas as cirurgias extensas ainda s\u00e3o o padr\u00e3o ouro, enquanto seguimos buscando condutas que preservem o reto sempre que poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_ABERTURA-082-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesa que discutiu a forma\u00e7\u00e3o e o exerc\u00edcio profissional do m\u00e9dico durante o segundo dia do 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), especialistas apontaram falhas na regula\u00e7\u00e3o e na qualidade do ensino m\u00e9dico no Brasil, e defenderam a cria\u00e7\u00e3o de um exame nacional de licenciamento como forma de garantir profissionais mais bem preparados, proteger a popula\u00e7\u00e3o e ofertar uma assist\u00eancia m\u00e9dica efetiva e de qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico Dr. Jos\u00e9 Eduardo Lutaif Dolci, diretor cient\u00edfico da AMB, foi direto ao ponto ao moderar e palestrar sobre a forma\u00e7\u00e3o no Brasil, com a provocativa pergunta: \u201cPrecisamos de mais m\u00e9dicos?\u201d. Ao apresentar o panorama atual \u2013 com 472 faculdades de Medicina no pa\u00eds \u2013, ele alertou para a falta de crit\u00e9rios rigorosos de avalia\u00e7\u00e3o. \u201cTemos hoje um n\u00famero elevado de cursos, muitos com estrutura prec\u00e1ria. \u00c9 urgente discutir a qualidade da forma\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas a quantidade de m\u00e9dicos\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m defendeu a ado\u00e7\u00e3o de um exame de licenciamento m\u00e9dico, ao estilo do que ocorre em outros pa\u00edses. \u201cBoa parte dos m\u00e9dicos e estudantes entende que precisamos de uma prova de sufici\u00eancia. Isso dialoga com os alunos, com as fam\u00edlias e, principalmente, com o bem-estar do paciente\u201d, argumentou. Segundo Dolci, o objetivo n\u00e3o \u00e9 punir, mas assegurar que quem recebe o t\u00edtulo de m\u00e9dico esteja, de fato, preparado para atender a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O tema foi aprofundado pelo Dr. Fernando Sabia Tallo, membro titular da Comiss\u00e3o Nacional de Resid\u00eancia M\u00e9dica (CNRM) e diretor Segundo Tesoureiro da AMB, que apresentou um panorama internacional dos processos de licenciamento. Ele destacou que, ao contr\u00e1rio do Brasil, onde o diploma permite automaticamente o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, em pa\u00edses como a China \u00e9 obrigat\u00f3rio passar por uma prova nacional para obter o registro. \u201cNa \u00cdndia, o sistema exige duas provas complementares, e na R\u00fassia o processo \u00e9 ainda mais restritivo\u201d, exemplificou. Para Tallo, o Brasil precisa seguir esse caminho. \u201cO licenciamento deve ser entendido como um instrumento de seguran\u00e7a p\u00fablica em sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dica Viviane Cristina Uliana Pertele, professora titular do curso de Medicina e diretora-geral da Escola Superior de Ci\u00eancias da Sa\u00fade (ESCS), da Universidade do Distrito Federal, tamb\u00e9m participou da mesa e destacou que a discuss\u00e3o sobre o ensino m\u00e9dico deve ir al\u00e9m da expans\u00e3o de vagas e incluir, de forma urgente, a qualidade da forma\u00e7\u00e3o e seus reflexos na assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade. Segundo ela, enfrentar os desafios da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica no Brasil exige coragem para rever o modelo atual e assegurar que o futuro m\u00e9dico esteja, de fato, preparado para atender as demandas da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-16.31.09-1024x1024.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme Dra. Alexandrina Maria Augusto da Silva Meleiro na Mesa Redonda de Psiquiatria, ao abordar \u201cBurnout na Profiss\u00e3o M\u00e9dica\u201d, o m\u00e9dico pode ter stress por causas gerais, da vida e ao trabalho \u2013 lembrando sempre que ele pode ser multifatorial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao citar um caso fict\u00edcio como exemplo, ela contou que excesso de carga hor\u00e1ria com muitas horas em muitos plant\u00f5es gerou um burnout em um m\u00e9dico. Segundo ela, apesar de seguro no que fazia, ele se sentia muito cobrado. Era muito prestativo e isso causou uma sobrecarga gradativa, que gerou ins\u00f4nia, sobrepeso, aumento de triglic\u00e9rides, baixa autoestima e medo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, o burnout come\u00e7a com entusiasmo e satisfa\u00e7\u00e3o, mas a realidade frustra e d\u00e1 raiva, gerando desilus\u00e3o e a pessoa trabalha com efici\u00eancia, mas sem vontade, e isso vai gerando a diminui\u00e7\u00e3o da produtividade e a vulnerabilidade da pessoa. Nisso surgem m\u00faltiplos sintomas at\u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de esvaziamento, de \u201cn\u00e3o ligar mais\u201d. \u201cO burnout vai al\u00e9m do cansa\u00e7o, a pessoa passa a querer fazer r\u00e1pido para se livrar daquilo, come\u00e7a a criticar tudo e todos, inclusive a institui\u00e7\u00e3o onde trabalha, terminando a empatia com todos\u201d. Com isso, a pessoa se automedica, sendo que cada um possui um \u201c\u00f3rg\u00e3o-alvo\u201d. \u201cMuitas vezes a pr\u00f3pria pessoa n\u00e3o se d\u00e1 conta do que tem\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Burnout n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 depress\u00e3o e ansiedade, mas tamb\u00e9m consequ\u00eancias de um modelo\/estilo de vida estressante no trabalho. Para tal, as recomenda\u00e7\u00f5es s\u00e3o de alguns especialistas, tais como psiquiatra, psic\u00f3logo, nutricionista, fisioterapeuta ou personal trainer, assistente social e m\u00e9dico do trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cM\u00e9dico: aprenda a sonhar, chorar, conversar, amar, dan\u00e7ar, cantar, sorrir, descansar, brincar e, principalmente, aprender a dizer \u2018n\u00e3o\u2019 e ajustar o seu sono, que \u00e9 o grande maestro do humor\u201d, finaliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm breve teremos a nova diretriz que diz que o m\u00e9dico precisa cuidar da pr\u00f3pria sa\u00fade. A compet\u00eancia do autocuidado se n\u00e3o for exigida, ela acaba batendo na inseguran\u00e7a do atendimento ao paciente e isso vale para o conv\u00eanio m\u00e9dico, para o SUS, para todos. O m\u00e9dico vai precisar aprender a se autocuidar\u201d, finaliza Dr. Sergio Pedro Baldassin.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-14.58.59-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesa redonda sobre Nutrologia, coordenada pela Dra. Alba Let\u00edcia Peixoto Medeiros e pelo Dr. Durval Ribas Filho, a Dra. Marcella Garcez Duarte trouxe o tema \u201cOs Nutrac\u00eauticos e rela\u00e7\u00e3o com doen\u00e7as cr\u00f4nicas: novas fronteiras\u201d, no qual a quest\u00e3o da falta ou excesso de micronutrientes e explicou que os nutrac\u00eauticos s\u00e3o todos os nutrientes que, al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o nutral\u00f3gica b\u00e1sica, tamb\u00e9m possuem alguma fun\u00e7\u00e3o farmacol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme explicado, entre os alimentos funcionais h\u00e1 o \u201cSuperalimento\u201d, que \u00e9 o alimento natural ou enriquecido que, al\u00e9m das fun\u00e7\u00f5es nutral\u00f3gicas b\u00e1sicas, tamb\u00e9m contribuem para a manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e redu\u00e7\u00e3o do risco de doen\u00e7as. \u201cO que confere saudabilidade a um alimento \u00e9 a sua composi\u00e7\u00e3o e n\u00e3o o n\u00edvel de processamento dele\u201d, diz. \u201cExemplo disso \u00e9 o whey protein, por exemplo, que \u00e9 ultraprocessado e muitas vezes necess\u00e1rio ao paciente, ao contr\u00e1rio do a\u00e7\u00facar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Dra. Sandra L\u00facia Fernandes, ao tratar sobre \u201cSuplementa\u00e7\u00e3o com agentes farmacol\u00f3gicos injet\u00e1veis p\u00f3s-cirurgia bari\u00e1trica na cl\u00ednica\u201d come\u00e7ou falando que \u201choje vivemos tempos de soroterapia, mas isso precisa de aten\u00e7\u00e3o e cuidado para ser indicado apenas para os pacientes que realmente apresentam essa necessidade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, a principal defici\u00eancia p\u00f3s cirurgia bari\u00e1trica \u00e9 a de ferro, principalmente mulheres. Para tal, \u00e9 preciso fazer um perfil de ferro bem detalhado do paciente bari\u00e1trico. Segundo ela, h\u00e1 um consenso brasileiro do manejo nutricional de pacientes com anemia p\u00f3s cirurgia bari\u00e1trica, principalmente em mulheres em idade f\u00e9rtil. \u201cH\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o do uso de DIU em mulheres em idade f\u00e9rtil por at\u00e9 dois anos ap\u00f3s a cirurgia bari\u00e1trica\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme explicou Dr. Durval, 95% da nossa microbiota est\u00e1 no intestino. \u201cJ\u00e1 dizia Hip\u00f3crates: \u2013 as doen\u00e7as come\u00e7am no intestino\u201d, disse. \u201cSe no seu dia a dia, voc\u00ea ingerir poucas frutas, legumes e verduras e ingerindo gordura saturada, isso resulta numa disbiose\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuem quer que seja a doen\u00e7a, a m\u00e3e foi uma dieta ineficiente\u201d, diz o especialista. Ele ainda acrescenta que as estrat\u00e9gias terap\u00eauticas para o tratamento da disbiose s\u00e3o atividade f\u00edsica e alimentos como frutas, legumes e verduras que proporcionam uma boa quantidade de fibras ao organismo. \u201cNada \u00e9 proibido, \u00e9 proibido proibir, mas coibir, sim\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA nutrologia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de interven\u00e7\u00e3o terap\u00eautica, mas tamb\u00e9m de preven\u00e7\u00e3o e o manejo da microbiota intestinal \u00e9 o futuro do tratamento de muitas doen\u00e7as. Cada um tem a sua microbiota\u201d, finaliza Dr. Durval.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_6-67-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a programa\u00e7\u00e3o da manh\u00e3 do audit\u00f3rio 6 do Congresso de Medicina Geral 2025, nesta sexta-feira (25), membros da Comiss\u00e3o Nacional de M\u00e9dico Jovem (CNMJ) discutiram temas voltados para o m\u00e9dico generalista de todo o Brasil. Por meio de suas experi\u00eancias, os profissionais dialogaram com os congressistas presentes, com o objetivo de orient\u00e1-los sobre a import\u00e2ncia do associativismo para m\u00e9dicos generalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNossa fun\u00e7\u00e3o, como integrantes da Comiss\u00e3o Nacional de M\u00e9dico Jovem da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira \u00e9 dialogar e orientar voc\u00eas, m\u00e9dicos em in\u00edcio de carreira como n\u00f3s, para que busquem se associar \u00e0 AMB para que tenham todo o suporte que necessitam\u201d, explicou o m\u00e9dico Dr. Gabriel Senise.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um outro ponto apresentado pelos m\u00e9dicos Dr. Jo\u00e3o Zahdi e pelo Dr. Caio Botelho foi sobre a diferen\u00e7a entre a finalidade do mestrado e do doutorado e a obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de especialista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPara se tornar um m\u00e9dico especialista \u00e9 necess\u00e1rio fazer a prova de t\u00edtulo da AMB, por meio das sociedades de especialidades m\u00e9dicas. Algo bem diferente da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. E mestrado e doutorado n\u00e3o torna o m\u00e9dico especialista. O m\u00e9dico trabalha voltado para pesquisa ou para se tornar professor\u201d, destacou Dr. Caio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mercado de Trabalho<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua fala, Dr. Expedito Barbosa sinalizou aos congressistas sobre a preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade dos m\u00e9dicos formados. \u201cPe\u00e7o a voc\u00eas, colegas m\u00e9dicos jovens como eu, que sejam competitivos. Se capacitem para que possamos exercer a medicina no nosso pa\u00eds com conhecimento, treinamento e sensibilidade para proporcionar um atendimento de qualidade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Defesa profissional<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Remunera\u00e7\u00e3o, calotes e ass\u00e9dio tamb\u00e9m foram pontos debatidos durante o painel. Dr. Yuri Franco destacou a import\u00e2ncia sobre o que colocar na hora de preencher o prontu\u00e1rio. \u201cPrecisa ser bem escrito, com riqueza de detalhes para que possa servir de prova e auxiliar o m\u00e9dico no caso de um processo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O painel contou ainda com participa\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico Dr. Zeus Trist\u00e3o, que mediou o debate.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-11.42.50.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a 3\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Congresso de Medicina Generalista (CMG), a mesa-redonda \u201cAMB, Associativismo e \u00c9tica M\u00e9dica\u201d reuniu representantes de entidades m\u00e9dicas de todo o pa\u00eds para debater os rumos da profiss\u00e3o em um cen\u00e1rio marcado por expans\u00e3o desordenada de escolas m\u00e9dicas, press\u00e3o sobre os sistemas de sa\u00fade e desafios \u00e9ticos crescentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O secret\u00e1rio-geral da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB) e ex-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM), Florisval Mein\u00e3o, ressaltou a necessidade de fortalecer o papel das associa\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas para garantir qualidade na forma\u00e7\u00e3o e na pr\u00e1tica m\u00e9dica. \u201cEssa mesa tem uma import\u00e2ncia fundamental. N\u00e3o existe medicina sem uma associa\u00e7\u00e3o forte e unida. \u00c9 por meio dela que conseguimos enfrentar os desafios coletivos da categoria\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Etelvino de Souza Trindade, presidente da Academia de Medicina de Bras\u00edlia e vice-presidente da AMB na regi\u00e3o Centro-Oeste, alertou para os riscos da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica acelerada e sem crit\u00e9rios. \u201cPrecisamos de mais \u00e9tica. O pa\u00eds n\u00e3o pode continuar criando vagas de resid\u00eancia m\u00e9dica sem planejamento. Hoje, muitos jovens terminam a faculdade inseguros e sem a forma\u00e7\u00e3o adequada para atender com qualidade\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O m\u00e9dico Marun David Cury, diretor de defesa profissional da APM, tratou do papel do associativismo na defesa da profiss\u00e3o, tanto no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) quanto na sa\u00fade suplementar. Chamou aten\u00e7\u00e3o para a desigualdade na distribui\u00e7\u00e3o de m\u00e9dicos e para a forma\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria de generalistas. \u201cTemos regi\u00f5es com excesso de m\u00e9dicos e outras com car\u00eancia, como o Norte e o Nordeste. E 90% dos problemas de sa\u00fade se resolvem na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, mas o m\u00e9dico rec\u00e9m-formado n\u00e3o est\u00e1 preparado para isso\u201d, alertou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Antonio Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, presidente da APM, o associativismo \u00e9 essencial para garantir representatividade e qualidade na medicina. \u201cA APM cresceu por meio da uni\u00e3o dos m\u00e9dicos. Sem isso, n\u00e3o h\u00e1 defesa profissional s\u00f3lida, nem compromisso com a qualidade do atendimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou. Ele defendeu a valoriza\u00e7\u00e3o das sociedades de especialidades e criticou modelos de forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o priorizam a pr\u00e1tica e a responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Carlos Henrique Mascarenhas, diretor de Defesa Profissional da AMB, destacou a import\u00e2ncia da articula\u00e7\u00e3o da entidade com \u00f3rg\u00e3os como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e a Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS). \u201cA AMB representa os m\u00e9dicos nas grandes inst\u00e2ncias. Precisamos estar unidos para influenciar pol\u00edticas p\u00fablicas e garantir condi\u00e7\u00f5es dignas de trabalho e forma\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fechando a mesa, Miyuki Goto, consultora t\u00e9cnica da CBHPM \u2013 AMB, abordou a import\u00e2ncia da Classifica\u00e7\u00e3o Brasileira Hierarquizada de Procedimentos M\u00e9dicos na valoriza\u00e7\u00e3o do ato m\u00e9dico. Segundo ela, houve avan\u00e7os, mas ainda falta reconhecimento. \u201cA CBHPM \u00e9 uma ferramenta importante, mas precisamos continuar trabalhando para que ela seja aplicada de forma justa, refletindo a complexidade e a responsabilidade dos procedimentos m\u00e9dicos\u201d, avaliou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa refor\u00e7ou a necessidade de fortalecer o associativismo m\u00e9dico, unindo profissionais em torno da valoriza\u00e7\u00e3o \u00e9tica, t\u00e9cnica e institucional da medicina no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-13.17.16.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa-redonda sobre Cirurgia Oncol\u00f3gica, realizada durante o 3\u00ba Congresso de Medicina Generalista da AMB, destacou a import\u00e2ncia do m\u00e9dico generalista na preven\u00e7\u00e3o, encaminhamento e acompanhamento de pacientes com c\u00e2ncer, al\u00e9m da necessidade de tratamento em centros especializados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dr. Rodrigo Nascimento Pinheiro, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncol\u00f3gica (SBCO), afirmou que o c\u00e2ncer n\u00e3o deve ser encarado como uma heran\u00e7a inevit\u00e1vel. \u201cC\u00e2ncer n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a de fam\u00edlia, \u00e9 uma doen\u00e7a evit\u00e1vel\u201d, declarou. Ele ressaltou que o m\u00e9dico generalista pode atuar de forma decisiva ao acompanhar o paciente em sua rotina, solicitar exames preventivos a partir dos 45 anos e orientar sobre fatores de risco como sedentarismo, tabagismo, obesidade, alimenta\u00e7\u00e3o inadequada, consumo de \u00e1lcool e uso de drogas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m pontuou que o paciente oncol\u00f3gico deve ser tratado em centros especializados. \u201cN\u00e3o devemos tratar o paciente oncol\u00f3gico em qualquer local. Em centros oncol\u00f3gicos, o custo \u00e9 mais baixo e o resultado \u00e9 melhor.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Dra. Jaqueline Menezes, membro da Diretoria Nacional da SBCO e vice-diretora de Rela\u00e7\u00f5es com a AMB, abordou os princ\u00edpios da cirurgia no tratamento do c\u00e2ncer, destacando a import\u00e2ncia de uma assist\u00eancia cir\u00fargica organizada, como parte de uma iniciativa brasileira constru\u00edda por entidades m\u00e9dicas para fortalecer a jornada do paciente nas emerg\u00eancias e na aten\u00e7\u00e3o oncol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. Igor Correia de Farias, cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico e titular da SBCO, tratou do papel da cirurgia no tratamento dos tumores s\u00f3lidos e lembrou que c\u00e2ncer \u00e9 a segunda principal causa de morte no mundo, perdendo apenas para as doen\u00e7as cardiovasculares. Ele mencionou os cinco tipos de neoplasias mais comuns e alertou que a incid\u00eancia est\u00e1 aumentando a cada ano. Segundo o especialista, a cirurgia participa de cerca de 90% dos tratamentos oncol\u00f3gicos, pode ser indicada para diagn\u00f3stico, cuidados paliativos, tendo um papel fundamental para o tratamento do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, o Dr. Alexandre Ferreira Oliveira, diretor cient\u00edfico da SBCO e membro do Conselho Cient\u00edfico da AMB, tamb\u00e9m falou sobre os princ\u00edpios cir\u00fargicos no tratamento do c\u00e2ncer, detalhando os crit\u00e9rios de indica\u00e7\u00e3o e o impacto da cirurgia bem planejada nos desfechos cl\u00ednicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A discuss\u00e3o mostrou como o tratamento cir\u00fargico do c\u00e2ncer exige planejamento, especializa\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o entre diferentes n\u00edveis de cuidado, garantindo mais seguran\u00e7a, efic\u00e1cia e qualidade de vida aos pacientes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/abertura-1.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira iniciou, na \u00faltima quinta-feira, 24 de julho, a terceira edi\u00e7\u00e3o do seu Congresso de Medicina Geral. O evento, realizado no Distrito Anhembi, em S\u00e3o Paulo, \u00e9 voltado para m\u00e9dicos generalistas e conta com a participa\u00e7\u00e3o das 54 especialidades m\u00e9dicas, no intuito de proporcionar atualiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e aprimorar a qualidade dos profissionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a cerim\u00f4nia de abertura, as autoridades presentes reafirmaram o seu compromisso com a Sa\u00fade. Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina, Antonio Jos\u00e9 Gon\u00e7alves, as discuss\u00f5es proporcionadas pelo Congresso s\u00e3o fundamentais para a forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. \u201cEste evento mostra a for\u00e7a da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira e quem assistiu as aulas p\u00f4de constatar isso. S\u00e3o os especialistas que, hoje, det\u00eam o conhecimento m\u00e9dico do nosso Pa\u00eds, ensinando e discutindo ombro a ombro com os generalistas. Estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos Minist\u00e9rios, da Secretarias e dos \u00f3rg\u00e3os que ditam as pol\u00edticas nacionais para ajud\u00e1-los.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, C\u00e9sar Eduardo Fernandes, demonstrou que a realiza\u00e7\u00e3o do Congresso permite que os m\u00e9dicos tenham conhecimento das diversas \u00e1reas da Medicina. \u201cEste evento \u00e9 um desdobramento natural da miss\u00e3o institucional da AMB, motivada pela necessidade premente de fomentar atualiza\u00e7\u00e3o profissional e, especialmente, reconhecer e valorizar o papel essencial dos m\u00e9dicos que atuam na Medicina Geral. Este \u00e9 o Congresso para todos os m\u00e9dicos brasileiros, independente da sua pr\u00e1tica di\u00e1ria no cotidiano.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o diretor Cient\u00edfico da AMB, Jos\u00e9 Eduardo Lutaif Dolci, \u00e9 essencial reconhecer a vital import\u00e2ncia da atualiza\u00e7\u00e3o para todos os profissionais \u2013 sejam eles generalistas ou especialistas. \u201cUm m\u00e9dico atualizado \u00e9 mais eficiente e reduz a probabilidade de equ\u00edvocos, por isso que a AMB luta incansavelmente por essa causa. Trazer o m\u00e9dico que est\u00e1 na linha de frente para a atualiza\u00e7\u00e3o de seus conhecimentos e, assim, aprimorar a qualidade do atendimento \u00e0 nossa popula\u00e7\u00e3o, especialmente no Sistema \u00danico de Sa\u00fade, nos estimula e fortalece a continuar trabalhando em busca de formar m\u00e9dicos cada vez melhores.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1_25072025.jpg\" alt=\"1 25072025\" width=\"100%\" height=\"NaN\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Autoridades presentes<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O secret\u00e1rio Municipal de Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo, Luiz Carlos Zamarco, tamb\u00e9m participou da solenidade, destacando as principais a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo feitas no munic\u00edpio, buscando alavancar a Sa\u00fade. \u201cCom a ajuda de todas as associa\u00e7\u00f5es e entes federativos, conseguimos avan\u00e7ar neste sentido. S\u00e3o Paulo tem investido nas linhas de cuidado da urg\u00eancia e emerg\u00eancia, fazendo a porta de entrada com qualidade. Assim, precisamos ter profissionais preparados para trabalhar nesse grande n\u00famero de servi\u00e7os, e temos feito treinamento, investimentos e criamos v\u00e1rias linhas de cuidado. Isso \u00e9 um grande avan\u00e7o e d\u00e1 seguran\u00e7a aos nossos profissionais.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Felipe Proen\u00e7o, secret\u00e1rio de Gest\u00e3o do Trabalho e da Educa\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, salientou que a realiza\u00e7\u00e3o do CGM \u00e9 uma atividade que precisa estar no calend\u00e1rio anual da pasta. \u201cPara o Minist\u00e9rio, olhar para a qualidade da forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 debater desafios muito atuais da forma\u00e7\u00e3o, a necessidade de novas diretrizes curriculares e quais s\u00e3o os efeitos regulat\u00f3rios para cursos de Medicina cujo corpo docente, instala\u00e7\u00f5es e estudantes t\u00eam tido algum tipo de desempenho abaixo do esperado. Falar em qualidade da forma\u00e7\u00e3o \u00e9, al\u00e9m de estimular atividades como esta, refor\u00e7ar que os profissionais fa\u00e7am as provas de t\u00edtulo das sociedades de especialidades vinculadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Ana Estela Haddad, secret\u00e1ria de Informa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade Digital do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a transforma\u00e7\u00e3o digital no SUS contribuir\u00e1 para maior assertividade no atendimento. \u201cJuntos, podemos fazer o desenho da transforma\u00e7\u00e3o digital, que melhore e que inove na forma de integra\u00e7\u00e3o para os nossos cidad\u00e3os, mas que, simultaneamente, aproveite todas as oportunidades em potencial que o digital traz e compreenda os riscos, trazendo seguran\u00e7a, ampliando o acesso, reduzindo deslocamentos e dando continuidade no cuidado do paciente, qualificando cada vez mais o nosso Sistema \u00danico de Sa\u00fade.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andr\u00e9 Longo, diretor presidente da Ag\u00eancia Brasileira de Apoio \u00e0 Gest\u00e3o do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (AgSUS), destacou que a entidade foi criada para apoiar as pol\u00edticas p\u00fablicas desenvolvidas no SUS, com foco em provimento m\u00e9dico nas regi\u00f5es mais vulner\u00e1veis. \u201cNos \u00e9 gratificante apoiar este congresso da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira, com toda a sua pujan\u00e7a, as suas federadas, as sociedades de especialidades, de onde emana boa parte da comiss\u00e3o cient\u00edfica. Acreditamos fortemente nesta iniciativa e esperamos que isso possa se consolidar como um espa\u00e7o muito forte para a educa\u00e7\u00e3o m\u00e9dica brasileira.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hisham Mohamed Hamida, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Sa\u00fade (Conasems), refor\u00e7ou que o Congresso de Medicina Geral descreve a for\u00e7a da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira. \u201cEu acho que isso demonstra o comprometimento de voc\u00eas, que est\u00e3o na ponta, em se qualificar e melhorar a vida de mais de 200 milh\u00f5es de brasileiros por meio da Sa\u00fade. \u00c9 isso que vai fazer a diferen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/2_25072025.jpg\" alt=\"2 25072025\" width=\"100%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_3-69-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao iniciar a Mesa Redonda sobre Pneumologia e Tisiologia, Dr. Renato Prescinotto ao tratar o tema \u201cRonco e Apneia \u2013 Diagn\u00f3stico e manejo da apneia obstrutiva do sono trouxe ao 3\u00ba Congresso da AMB explicou que o paciente com apneia obstrutiva do sono apresenta colapso ou estreitamento da VAS e, com todo ciclo de fragmenta\u00e7\u00e3o do sono causada por ela, acaba gerando desde sonol\u00eancia diurna at\u00e9 se tornar um fator de risco de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No quadro cl\u00ednico, \u00e9 poss\u00edvel graduar essa sonol\u00eancia por tudo que o paciente conta. Com isso, \u00e9 feito a gradua\u00e7\u00e3o das tonsilas palatinas, que variam de grau I ao IV e um dos principais tratamentos \u00e9 com o uso do CPAP. Para tal, \u00e9 feito o exame de polissonografia, n\u00e3o podendo ser com sono induzido, e, atrav\u00e9s dele, \u00e9 feito um estudo objetivo de uma noite inteira de sono. Ap\u00f3s isso, o tratamento \u00e9 feito com higiene de sono, controle de peso, evitar \u00e1lcool, cuidado com algumas medica\u00e7\u00f5es e manejo da posi\u00e7\u00e3o de dormir, n\u00e3o recomendando a \u201cde barriga para cima\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, ainda, em alguns casos a indica\u00e7\u00e3o de aparelho intraoral, feito por um dentista, que consegue diminuir o colapso. Para outros, existem indica\u00e7\u00f5es de cirurgias nasais e far\u00edngeas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 ao tratar \u201cDiagn\u00f3stico e manejo das apenais centrais na pneumologia\u201d, Dr. Pedro Rodrigues Genta explicou que cada indiv\u00edduo tem um limiar de apneia. Ao abordar apneia central, ele explicou que n\u00e3o h\u00e1 um gatilho para se tratar, mas \u00e9 importante considerar que quando o \u00edndice \u00e9 baixo n\u00e3o h\u00e1 grande relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme explica, o paciente que tem insufici\u00eancia card\u00edaca, por exemplo, pode ter apneia central ou apneia obstrutiva conforme exame da polissonografia. Quando se pensa em usar CPAP, os indiv\u00edduos com respira\u00e7\u00e3o Cheyne-Stokes podem ou n\u00e3o responder ao tratamento e, aos que n\u00e3o respondem, a indica\u00e7\u00e3o \u00e9 retirar o CPAP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao falar \u201cQuando e como indicar o uso do CPAP, o Dr. Paulo Afonso Mei, neurologista, explicou que no caso da Apneia Obstrutiva do Sono o aparelho \u00e9 o principal tratamento. Segundo ele, ao ser feita a polissonografia basal que confirma a apneia, pode-se fazer um segundo exame para se certificar sobre a apneia. Neste segundo exame, inicia-se a press\u00e3o e \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 recomendado o uso do CPAP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, h\u00e1 um exemplo de protocolo para pacientes que n\u00e3o se sentem confort\u00e1veis ao saber que necessitam usar o CPAP. H\u00e1 algumas alternativas, inclusive a cirurgia com interven\u00e7\u00e3o em ossos e\/ou partes moles, mas o CPAP \u00e9 o padr\u00e3o-ouro para AOS moderada\/grave em adultos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_6-20-1536x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O dif\u00edcil acesso \u00e0 Medicina Paliativa para pacientes no fim da vida no Brasil foi assunto em destaque no debate da mesa-redonda da especialidade, realizada na manh\u00e3 desta sexta-feira (25), no segundo dia do 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB). A discuss\u00e3o foi coordenada pelos m\u00e9dicos Dr. Carlos Eduardo Guimar\u00e3es, especialista em Medicina Paliativa e em Pneumologia Pedi\u00e1trica, e pelo Dr. Luis Felipe de Barros, especialista em Cirurgia Geral, Cabe\u00e7a e Pesco\u00e7o, e Medicina Paliativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua apresenta\u00e7\u00e3o, a Dra. Ana Paula de Oliveira Ramos, especialista em Cl\u00ednica M\u00e9dica e Medicina Paliativa trouxe o tema \u2018Desafios \u00c9ticos e T\u00e9cnicos nos Cuidados de Fim de Vida, na Aten\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria e na Aten\u00e7\u00e3o Hospitalar\u2019. A m\u00e9dica pontuou sobre a autonomia do paciente x benefic\u00eancia, e a comunica\u00e7\u00e3o com o paciente e sua fam\u00edlia. \u201c\u00c9 muito importante que a comunica\u00e7\u00e3o de progn\u00f3stico seja adequada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dra. Ana Paula ainda destacou sobre o acesso desigual dos pacientes aos cuidados paliativos na rede de sa\u00fade do pa\u00eds. \u201cExiste uma desigualdade no pa\u00eds inteiro, n\u00e3o s\u00f3 na zona rural como dizem. O acompanhamento prolongado \u00e9 um desafio no tratamento paliativo, j\u00e1 que n\u00e3o temos m\u00e3o de obra suficiente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa tamb\u00e9m contou com debate sobre o tema \u2018Controle de Sintomas no fim da vida: o que o paliativista pode agregar\u2019, apresentado pela Dra. Rosmary Arias, m\u00e9dica geri\u00e1trica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro tema discutido foi a \u2018Abordagem nos Cuidados de Fim de Vida na Aten\u00e7\u00e3o Domiciliar e no Hospital\u2019, explanado pela Dra. Raissa Arghelho, m\u00e9dica de Fam\u00edlia e Comunidade. A especialista ressaltou os tr\u00eas pilares fundamentais para os cuidados ao final da vida: desejo do paciente, capacidade de assist\u00eancia e sintomas controlados ou compensados.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_4-7-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a manh\u00e3 do segundo dia do 3\u00ba Congresso de Medicina Generalista da Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Brasileira (AMB), o Dr. Carlos Vicente Serrano J\u00fanior, diretor de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da AMB, liderou a mesa de Infectologia e destacou o papel fundamental do m\u00e9dico generalista no diagn\u00f3stico precoce das doen\u00e7as infecciosas por ser, geralmente, o primeiro profissional a atender o paciente. \u201cReconhecer os sinais iniciais, saber conduzir exames e identificar os casos que devem ser encaminhados com agilidade ao especialista pode ser determinante para o progn\u00f3stico\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa discutiu os desafios atuais no combate \u00e0s infec\u00e7\u00f5es, com \u00eanfase no crescimento das arboviroses e na necessidade de capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais da linha de frente. Entre os temas abordados, o avan\u00e7o da febre Oropouche, a dengue e a import\u00e2ncia da vacina\u00e7\u00e3o foram centrais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Dr. Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), enfatizou que a dengue tem apresentado formas mais graves em jovens e adultos, e que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas contribuem diretamente para o aumento de casos. \u201c\u00c9 essencial que os m\u00e9dicos estejam atualizados quanto ao diagn\u00f3stico cl\u00ednico, tratamento e tamb\u00e9m quanto \u00e0 indica\u00e7\u00e3o da vacina, que tem um papel crucial na preven\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alertando sobre a dissemina\u00e7\u00e3o da febre Oropouche, transmitida por mosquitos do g\u00eanero Culicoides, Dr. Ralcyon Teixeira, diretor da SBI, destacou que o combate ao vetor \u00e9 ainda mais dif\u00edcil do que no caso do Aedes aegypti. Afirmou que quanto mais precocemente a popula\u00e7\u00e3o for orientada e o m\u00e9dico generalista estiver preparado, maiores s\u00e3o as chances de conter surtos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por fim, a m\u00e9dica Roberta Schiavon Nogueira, coordenadora Cl\u00ednica e Sub-investigadora da Casa da Pesquisa do CRT-DST\/AIDS, destacou o papel do m\u00e9dico generalista no diagn\u00f3stico e cuidado das pessoas que vivem com HIV (PVHIV) e Aids, dizendo, inclusive que, ressaltando o aumento de casos e a import\u00e2ncia do teste precoce, do tratamento e da preven\u00e7\u00e3o combinada, como o uso de preservativos, PEP e PrEP.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa-redonda reafirmou a import\u00e2ncia do m\u00e9dico generalista como pe\u00e7a fundamental na linha de frente da sa\u00fade, especialmente diante dos desafios atuais em infectologia. Como ressaltou o Dr. Carlos, \u201cdiante da circula\u00e7\u00e3o de diversos v\u00edrus e quadros infecciosos simult\u00e2neos, o preparo do profissional da aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e9 essencial para identificar precocemente, orientar corretamente e evitar agravamentos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_1-51-1536x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa redonda de Obstetr\u00edcia do 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da AMB trouxe discuss\u00f5es fundamentais sobre a sa\u00fade da mulher e do rec\u00e9m-nascido, com destaque para as melhores pr\u00e1ticas na assist\u00eancia pr\u00e9-natal, um panorama sobre as urg\u00eancias hipertensivas na gesta\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es sobre como manejar esses desafios e garantir uma amamenta\u00e7\u00e3o bem-sucedida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na coordena\u00e7\u00e3o do painel estiveram a Dra. Rosiane Mattar, Professora Titular do Departamento de Obstetr\u00edcia da Escola Paulista de Medicina da UNIFESP, Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada de Gesta\u00e7\u00e3o de Alto Risco da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo) e Diretora Cient\u00edfica da Associa\u00e7\u00e3o De Obstetr\u00edcia E Ginecologia Do Estado De S\u00e3o Paulo (SOGESP); e Maria Rita De Souza Mesquita, \u2060Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Obstetr\u00edcia e Ginecologia do Estado de SP (SOGESP), Primeira Secret\u00e1ria da AMB, \u2060Secret\u00e1ria Geral Adjunta da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Medicina (APM) e Diretora de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Rede Brasileira de Estudos sobre Hipertens\u00e3o na Gravidez (RBEHG).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Assist\u00eancia pr\u00e9-natal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem abriu o painel foi a Dra. Lilian de Paiva Rodrigues Hsu, Diretora do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia da Santa Casa de S\u00e3o Paulo, Professora Adjunta da Faculdade de Ci\u00eancias M\u00e9dicas da Santa Casa de S\u00e3o Paulo e Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada em Assist\u00eancia Pr\u00e9-Natal da FEBRASGO. Ela iniciou sua fala destacando que \u201ca assist\u00eancia pr\u00e9-natal envolve um per\u00edodo de promo\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade que deve ser aproveitado para abordar, orientar e avaliar a mulher como um todo: seus h\u00e1bitos de vida, sua condi\u00e7\u00e3o nutricional, os fatores de risco que ela apresenta e suas queixas, tudo isso, necessariamente, acompanhado de um atendimento multidisciplinar.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s essa introdu\u00e7\u00e3o, a especialista se dedicou a falar mais especificamente sobre a defici\u00eancia de nutrientes, um problema de sa\u00fade p\u00fablica global. Destacou que isso \u201cnem sempre est\u00e1 conectado apenas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas da paciente, mas tamb\u00e9m pode ser um reflexo de seus h\u00e1bitos alimentares espec\u00edficos ou de condi\u00e7\u00f5es patol\u00f3gicas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seguida, elencou diversos cen\u00e1rios e as suplementa\u00e7\u00f5es indicadas com base em estudos cient\u00edficos, al\u00e9m de comentar sobre as imuniza\u00e7\u00f5es, exames e manejo de doen\u00e7as cr\u00f4nicas recomendados durante o processo gestacional para garantir a qualidade da assist\u00eancia pr\u00e9-natal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Urg\u00eancias hipertensivas na gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dr. Jos\u00e9 Paulo De Siqueira Guida, Professor do Departamento de Tocoginecologia da Unicamp, foi o convidado que deu continuidade \u00e0s aulas m\u00e9dicas do painel. Trouxe para o debate a pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia que tem se tornado mais comum no Brasil devido ao comportamento e escolhas das mulheres em grupos de risco para a doen\u00e7a estarem gestando, como obesidade (13% de risco), acima de 35 anos (2%), hipertens\u00e3o cr\u00f4nica (2,9%) e gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla (se tornando mais comuns pelos tratamentos de fertilidade, 3,7%). E destacou que \u201cdist\u00farbios hipertensivos s\u00e3o a principal causa de morte materna no Brasil\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o especialista, \u201co diagn\u00f3stico-cl\u00ednico de pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia deve ser realizado ao identificar a hiperten\u00e3o associada a alguma les\u00e3o de qualquer \u00f3rg\u00e3o alvo, e n\u00e3o apenas a protein\u00faria, como acreditava-se anteriormente, que, inclusive, pode estar negativa e ainda assim a doen\u00e7a deve ser diagnosticada\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aleitamento materno<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Dra. Silvia Regina Piza, Assistente do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia do IMSCSP e Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada em Aleitamento Materno da FEBRASGO, iniciou sua fala apresentando dados estat\u00edsticos sobre o aleitamento materno no Brasil. Ela destacou um avan\u00e7o significativo, considerando que, na d\u00e9cada de 80, as taxas eram extremamente baixas, e, em 2019, alcan\u00e7amos uma taxa de aleitamento materno exclusivo de 45% (dados mais atualizados dispon\u00edveis). No entanto, ela ressaltou que essa taxa ainda deveria ser muito mais alta, chegando a cerca de 100%, pelo menos na primeira hora de vida do rec\u00e9m-nascido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar disso, o Brasil \u00e9 reconhecido mundialmente como refer\u00eancia em amamenta\u00e7\u00e3o. At\u00e9 os seis meses de vida, 41% das m\u00e3es brasileiras alimentam seus filhos exclusivamente com leite materno, o que representa o dobro da taxa registrada em pa\u00edses como os EUA e o Reino Unido.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A especialista tamb\u00e9m alertou que a principal causa de desmame precoce s\u00e3o as complica\u00e7\u00f5es mam\u00e1rias locais, por isso \u00e9 t\u00e3o importante o tema estar na programa\u00e7\u00e3o de um encontro m\u00e9dico com profissionais de todas as especialidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/WhatsApp-Image-2025-07-25-at-10.01.56.jpeg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da AMB teve em sua programa\u00e7\u00e3o a mesa redonda de ginecologia, que foi marcada por temas cruciais para a medicina contempor\u00e2nea. Os presentes assistiram aulas sobre as principais inova\u00e7\u00f5es e desafios e avan\u00e7os da ginecologia e obstetr\u00edcia no Brasil, al\u00e9m de uma apresenta\u00e7\u00e3o sobre a medicina regional e as pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica com foco nas particularidades do Centro-Oeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O encontro foi coordenado pelo Dr. C\u00e9sar Eduardo Fernandes, Professor Titular de Ginecologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e Presidente da AMB; Dr. Etelvino De Souza Trindade, Presidente da Academia de Medicina de Bras\u00edlia e Vice-Pesidente da regi\u00e3o Centro-Oeste da AMB; e Dra. Maria Celeste Os\u00f3rio Wender, Professora Titular de Ginecologia e Obstetr\u00edcia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Presidente da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia (Febrasgo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Infec\u00e7\u00f5es genitais e sangramento uterino anormal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O painel foi aberto pela Dra. Iara Moreno Linhares, Professora Livre Docente do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia da FMUSP, Chefe do Servi\u00e7o de Imunologia, Gen\u00e9tica e Infec\u00e7\u00f5es do Trato Reprodutivo da Divis\u00e3o de Ginecologia do Hospital das Cl\u00ednicas da FMUSP e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Doen\u00e7as Sexualmente Transmiss\u00edveis da Regional S\u00e3o Paulo. A m\u00e9dica abordou as infec\u00e7\u00f5es que afetam os \u00f3rg\u00e3os reprodutivos, especialmente os femininos, destacando que \u201cas mulheres s\u00e3o mais suscet\u00edveis \u00e0s infec\u00e7\u00f5es, com maiores complica\u00e7\u00f5es e sequelas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos alertas mais importantes durante sua palestra foi sobre o fato de que \u201cas infec\u00e7\u00f5es genitais, causadas por bact\u00e9rias, v\u00edrus, protozo\u00e1rios, parasitas e candid\u00edase, podem evoluir e afetar outros \u00f3rg\u00e3os e sistemas, al\u00e9m de causarem neoplasias malignas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os sintomas, Dra. Iara mencionou corrimentos, \u00falceras, sangramentos durante a rela\u00e7\u00e3o sexual e intermenstruais, dor abdominal, durante a rela\u00e7\u00e3o sexual e ao urinar, entre outros. No entanto, ela ressaltou que essas infec\u00e7\u00f5es \u201cs\u00e3o assintom\u00e1ticas na maioria dos casos, o que faz com que os pacientes n\u00e3o busquem ajuda. Contudo, elas podem gerar complica\u00e7\u00f5es posteriores e continuam a ser transmitidas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dando continuidade, para falar especificamente sobre o sangramento uterino anormal, assumiu o palco, com um caso cl\u00ednico de uma paciente de 38 anos, o Dr. Jos\u00e9 Maria Soares Junior. Ele \u00e9 Professor Livre-Docente da Disciplina de Ginecologia, Chefe do Departamento de Obstetr\u00edcia e Ginecologia e Supervisor do Setor de Ginecologia na Inf\u00e2ncia e na Adolesc\u00eancia, Ginecologia End\u00f3crina e Climat\u00e9rio do Hospital das Cl\u00ednicas da FM-USP, Presidente da A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Obstetr\u00edcia e Ginecologia da Inf\u00e2ncia e Adolesc\u00eancia (SOGIA-BR) e Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada em Ginecologia End\u00f3crina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Planejamento familiar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dra. Ilza Maria Urbano Monteiro, Livre Docente pela Ginecologia da Unicamp Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Anticoncep\u00e7\u00e3o da Febrasgo, fez sua colabora\u00e7\u00e3o ao trazer para o painel a import\u00e2ncia do planejamento familiar que, n\u00e3o se trata de uma doen\u00e7a, mas em algum momento pode ter uma conex\u00e3o com elas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO m\u00e9todo contraceptivo n\u00e3o \u00e9 o m\u00e9dico que escolhe, trata-se de uma tomada de decis\u00e3o compartilhada (quando existem duas ou mais escolhas terap\u00eauticas medicamente razo\u00e1veis), por isso a paciente precisa de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o adequada sobre os m\u00e9todos contraceptivos dispon\u00edveis e riscos\u201d, destacou a especialista durante sua exposi\u00e7\u00e3o tipos de m\u00e9todos e seus mecanismos de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_1-21-scaled.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00edndromes Cl\u00ednicas para o m\u00e9dico generalista: atendendo um paciente com edema, como devo agir? foi o tema introdut\u00f3rio apresentado pelo Dr. Benjamin Franklin Lira de Ara\u00fajo Jr. Segundo ele, \u00e9 preciso conhecer a fisiopatologia do edema para a devida etiologia. Sendo assim, \u00e9 preciso uma boa anamnese e um bom exame f\u00edsico, sendo este \u00faltimo primordial para saber se ele \u00e9 sim\u00e9trico ou n\u00e3o, dentre outras especifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDispneia hipoxemia, edema s\u00fabito, dor intensa sinais flog\u00edsticos, hipperfus\u00e3o perda de consci\u00eancia s\u00e3o sinais de alerta para encaminhamento\u201d, mostra ele. \u201cA conduta \u00e9 reconhecer as causas do edema e trat\u00e1-las da melhor maneira e n\u00e3o receitar diur\u00e9tico. Ter um diagn\u00f3stico assertivo e saber quando encaminhar \u00e9 essencial na pr\u00e1tica do m\u00e9dico generalista\u201d, conclui.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a Dra Maria Stella Figueiredo em sua apresenta\u00e7\u00e3o sobre \u201cDiagn\u00f3stico de Pancitopenia\u201d come\u00e7ou questionando \u201cat\u00e9 que ponto eu classifico um paciente com pancitopenia?\u201d. Segundo ela, a pancitopenia n\u00e3o \u00e9 uma doen\u00e7a em si, mas uma altera\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria conforme n\u00fameros abaixo dos limites coletados no hemograma, al\u00e9m de sintomas como fadiga, sangramento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, ela mostra que a etiologia varia conforme o pa\u00eds, ou seja, esse contexto \u00e9 importante antes do diagn\u00f3stico, tamb\u00e9m. \u201cOutra quest\u00e3o s\u00e3o as causas secund\u00e1rias, como, por exemplo, mistura de rem\u00e9dios. Precisamos chamar a aten\u00e7\u00e3o para a leishmaniose visceral, pois o Brasil \u00e9 um dos sete pa\u00edses com a doen\u00e7a\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para o Dr. Jo\u00e3o Otavio Ribas Zahdi em sua palestra sobre \u201cO paciente com anemia\u201d explica que, de 50% a 60% de pacientes com anemia s\u00e3o assintom\u00e1ticos, ou seja, um exame necess\u00e1rio \u00e9 o hemograma, pois ele tem uma grande import\u00e2ncia. \u201cO hemograma \u00e9 um exame que mostra muitos resultados e um n\u00famero consider\u00e1vel de casos de anemia s\u00e3o pass\u00edveis de condu\u00e7\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria\u201d. Sendo assim, \u201co encaminhamento ao especialista deve ser quando o tratamento precisar ser urgente ou n\u00e3o estiver respondendo ao tratamento\u201d. Por fim, ele aborda sobre a quest\u00e3o da transfus\u00e3o sangu\u00ednea e diz que se trata de algo muito particular de cada paciente.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_1-2-1536x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesa redonda de Obstetr\u00edcia e Pediatria do 3\u00ba Congresso de Medicina Geral da AMB trouxe \u00e0 tona quest\u00f5es cruciais sobre as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o da asfixia perinatal durante o per\u00edodo pr\u00e9-natal e intraparto, as melhores pr\u00e1ticas para a assist\u00eancia neonatal imediata, destacando as t\u00e9cnicas pedi\u00e1tricas fundamentais no momento cr\u00edtico do nascimento e discutiu as particularidades no seguimento de rec\u00e9m-nascidos pr\u00e9-termo tardio, com foco nas indica\u00e7\u00f5es pedi\u00e1tricas essenciais para o acompanhamento adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O evento refor\u00e7ou a import\u00e2ncia da atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e da aplica\u00e7\u00e3o de protocolos baseados em evid\u00eancias para garantir o cuidado de qualidade ao rec\u00e9m-nascido e foi coordenado por tr\u00eas grandes nomes nessas especialidades: Dr Cor\u00edntio Mariani Neto, Professor Titular do Curso de Medicina da Universidade Cidade de S\u00e3o Paulo \u2013 Unicid e Vice-Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Aleitamento Materno da (Febrasgo); Dra. Rossiclei de Souza Pinheiro, Presidente do Departamento Cient\u00edfico de Aleitamento Materno da SBP; e Dr. Eduardo de Souza, Professor Associado, Livre Docente do Departamento de Obstetr\u00edcia da Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de S\u00e3o Paulo e Vice-Presidente da Comiss\u00e3o Nacional Especializada de Perinatologia da Febrasgo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Asfixia pr\u00e9-natal<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com foco espec\u00edfico na preven\u00e7\u00e3o pr\u00e9-natal e intraparto, a Dra. Roseli Mieko Yamamoto Nomura, Professora Adjunta do Departamento de Obstetr\u00edcia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (UNIFESP), Professora Livre Docente da Faculdade de Medicina da USP e Diretora Administrativa da FEBRASGO, abriu as aulas. A palestrante definiu a asfixia perinatal na medicina como \u201cuma condi\u00e7\u00e3o que resulta na priva\u00e7\u00e3o de oxig\u00eanio ao feto durante o processo de nascimento, com dura\u00e7\u00e3o suficiente para causar danos f\u00edsicos, geralmente ao c\u00e9rebro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante sua fala, Dra. Roseli apresentou propostas de detec\u00e7\u00e3o para identificar riscos baixos ou altos, indicando os monitoramentos e exames necess\u00e1rios para direcionar os pacientes a uma aten\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria ou terci\u00e1ria, com o objetivo de prevenir a asfixia perinatal intraparto. Al\u00e9m disso, listou poss\u00edveis medidas de recupera\u00e7\u00e3o fetal para garantir a oxigena\u00e7\u00e3o e alertou que o \u201coligoidr\u00e2mnio \u00e9 um diagn\u00f3stico de risco para asfixia perinatal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda dentro desse tema, Dra. Maria Fernanda Branco de Almeida, Professora Associada da Disciplina de Pediatria Neonatal da EPM-Unifesp, Coordenadora do Programa de Reanima\u00e7\u00e3o Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria e Coordenadora Cient\u00edfica da Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais, subiu ao palco para destacar que \u201cas complica\u00e7\u00f5es durante o parto s\u00e3o a causa mais comum de asfixia perinatal e a terceira maior causa de mortes de rec\u00e9m-nascidos durante o parto\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela tamb\u00e9m enfatizou que \u201co atendimento ao parto por profissionais de sa\u00fade habilitados pode reduzir de 20% a 30% as taxas de mortalidade neonatal, e o conhecimento das t\u00e9cnicas de anima\u00e7\u00e3o potencializa ainda mais essa taxa de resultados\u201d. Dra. Maria Fernanda ressaltou os pr\u00e9-requisitos para uma melhor assist\u00eancia ao nascimento, conforme especificado em norma t\u00e9cnica pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e pela Sociedade Brasileira de Pediatria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao final, Lilian Dos Santos Rodrigues Sadeck, Neonatologista do Centro Neonatal do Hospital das Clinicas (FMUSP), abordou as particularidades no acompanhamento de rec\u00e9m-nascidos pr\u00e9-termo tardio. Esses rec\u00e9m-nascidos, embora aparentemente saud\u00e1veis, apresentam riscos espec\u00edficos devido ao desenvolvimento incompleto dos \u00f3rg\u00e3os e sistemas, o que pode exigir cuidados adicionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\" align=\"center\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CMG_25_AUDITORIO_2-21-1536x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"80%\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a mesa redonda de Gastroenterologia, o Dr. Isaac Altikes apresentou em seu tema \u201cCirrose Hep\u00e1tica \u2013 Manejo do paciente na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade\u201d, ele apresentou dados nos quais a cirrose hep\u00e1tica vem aumentando muito nos \u00faltimos anos, de 1990 at\u00e9 2017 o n\u00famero de pacientes praticamente dobrou, sendo ela a respons\u00e1vel de aproximadamente 2,5% de pacientes no mundo. No Brasil, ela \u00e9 a s\u00e9tima causa de morte, muito provavelmente por busca tardia do tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, o f\u00edgado \u00e9 o grande maestro da homeostase e o consumo de \u00e1lcool de forma frequente, al\u00e9m de piercings e tatuagens feitos em locais n\u00e3o-seguros e comportamento sexual de risco em pacientes que apresentam excesso de gordura no f\u00edgado devem ser investigados quando possuem esses fatores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTratar a etiologia da doen\u00e7a hep\u00e1tica quando o paciente apresenta cirrose \u00e9 extremamente importante pois h\u00e1 casos que chega a ser poss\u00edvel a regress\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 para a Dra. D\u00e9bora Raquel Benedita Terrabuio, ao tratar \u201cDoen\u00e7as inflamat\u00f3rias intestinais \u2013 como aumentar o grau de suspei\u00e7\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade?\u201d, ela explica que para ser feito o diagn\u00f3stico \u00e9 preciso avaliar no paciente h\u00e1 algum fator de risco cardiometab\u00f3lico e, para tal, s\u00e3o necess\u00e1rios avaliar desde o IMC dele, seus n\u00edveis de colesterol e glicemia at\u00e9 o quanto \u00e9 a sua ingest\u00e3o de \u00e1lcool.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA doen\u00e7a esteat\u00f3tica do f\u00edgado \u00e9 uma das doen\u00e7as silenciosas que levam ao \u00f3bito na popula\u00e7\u00e3o mundial. \u00c9 important\u00edssima a participa\u00e7\u00e3o do cl\u00ednico na doen\u00e7a, pois h\u00e1 a recomenda\u00e7\u00e3o do ultrassom de abd\u00f4men para essa identifica\u00e7\u00e3o, um exame de baixo custo e acess\u00edvel\u201d, diz a especialista. \u201cAs enzimas hep\u00e1ticas n\u00e3o refletem a gravidade da doen\u00e7a, mas para encontrar os pacientes de risco \u00e9 preciso ir at\u00e9 os que apresentam maiores riscos de fibrose hep\u00e1tica\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme explanou a Dra. Karoline Soares Garcia em sua palestra sobre \u201cDoen\u00e7as Inflamat\u00f3rias intestinas \u2013 como aumentar a suspei\u00e7\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade? que a Doen\u00e7a Inflamat\u00f3ria Intestinal (DII) n\u00e3o \u00e9 rara, mas subdiagnosticada. \u201cO tempo de diagn\u00f3stico \u00e9 tardio e isso se deve a maior variedade de sintomas que o paciente apresenta\u201d. Exemplo disso foi o caso de uma paciente, cuja diarreia come\u00e7ou sendo tratada como virose, depois ansiedade, s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel at\u00e9 o resultado final, depois de quatorze meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cDiarreia cr\u00f4nica com mais de quatro semanas, perda ponderal, dor abdominal persistente, anemia ferropriva, febre recorrente de origem indeterminada, fadiga, hist\u00f3rico familiar, manifesta\u00e7\u00f5es extraintetinais s\u00e3o sinais de alerta para a DII\u201d, diz a especialista. \u201cPrecisamos tratar com muito carinho a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, a porta de entrada precisa receber sua devida import\u00e2ncia\u201d, explica o Presidente da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Gastroenterologia (FBG), Dr. \u00c1ureo de Almeida Delgado. \u201cNecessitamos manejar esses pacientes, acompanh\u00e1-los desde o m\u00e9dico prim\u00e1rio, ele n\u00e3o precisa ser encaminhado ao especialista. Este paciente precisa ser orientado sobre suas comorbidades desde a aten\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria para que esta doen\u00e7a n\u00e3o evolua at\u00e9 um poss\u00edvel transplante hep\u00e1tico\u201d, finaliza.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Fonte: <\/strong><a href=\"https:\/\/amb.org.br\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">AMB<\/a>, em 25.07.2025.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Voltar S\u00e3o Paulo, 25\/07\/2028 \u2013 Estimular o cuidado centrado na funcionalidade e na qualidade de vida deve ser&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":108,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[133,116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-1828","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-editora-roncarati","9":"tag-health","10":"tag-portugal","11":"tag-pt","12":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1828","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1828"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1828\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1828"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1828"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1828"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}