{"id":182875,"date":"2025-12-10T14:54:10","date_gmt":"2025-12-10T14:54:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182875\/"},"modified":"2025-12-10T14:54:10","modified_gmt":"2025-12-10T14:54:10","slug":"montenegro-garante-que-meta-dos-1600-euros-de-salario-minimo-e-realista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182875\/","title":{"rendered":"Montenegro garante que meta dos 1600 euros de sal\u00e1rio m\u00ednimo &#8220;\u00e9 realista&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>O primeiro-ministro Lu\u00eds Montenegro afirmou esta quarta-feira, 10 de dezembro, que o objetivo de chegar a um sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional de 1.600 euros \u00e9 realista e ser\u00e1 calendarizado &#8220;quando houver alicerces para isso&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9 mesmo realista, \u00e9 mesmo realista, n\u00e3o tenha d\u00favidas nenhumas. Vamos calendariz\u00e1-lo, quando tivermos os alicerces para isso\u201d<\/strong>, disse Lu\u00eds Montenegro em Bai\u00e3o, no distrito do Porto, \u00e0 margem de uma cerim\u00f3nia dedicada \u00e0 atribui\u00e7\u00e3o de equipamento de preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandios rurais e gest\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>No s\u00e1bado, no Porto, o primeiro-ministro e presidente do PSD, Lu\u00eds Montenegro, aumentou os objetivos salariais para o pa\u00eds, afirmando que quer o sal\u00e1rio m\u00ednimo nos &#8220;1.500 ou 1.600 euros&#8221; e o sal\u00e1rio m\u00e9dio nos &#8220;2.500, 2.800 ou 3.000 euros&#8221;, revendo os valores mencionados sexta-feira, quando tinha sugerido aproveitar a mudan\u00e7a das leis laborais para elevar o sal\u00e1rio m\u00ednimo para os 1.500 euros e o m\u00e9dio para 2.000 ou 2.500 euros.<\/p>\n<p>Este an\u00fancio foi j\u00e1 criticado por outros partidos pol\u00edticos e pelas centrais sindicais, nomeadamente a CGTP que, no domingo, considerou que a declara\u00e7\u00e3o do primeiro-ministro \u00e9 \u201cum ato desesperado\u201d e \u201cum insulto\u201d aos 2,5 milh\u00f5es de trabalhadores com menos de 1.000 euros (antes de impostos).<\/p>\n<p>A central sindical tamb\u00e9m considerou as declara\u00e7\u00f5es \u201cum insulto\u201d para \u201cos 1,3 milh\u00f5es de trabalhadores que t\u00eam um v\u00ednculo prec\u00e1rio ou para os 1,9 milh\u00f5es de trabalhadores que trabalham aos s\u00e1bados, domingos ou feriados, ao ser\u00e3o ou pela noite dentro, aos quais falta tempo e melhores condi\u00e7\u00f5es para viver\u201d.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m o candidato presidencial Ant\u00f3nio Filipe, apoiado pelo PCP, afirmou na ter\u00e7a-feira que o objetivo definido pelo primeiro-ministro de chegar a um sal\u00e1rio m\u00ednimo de 1.600 euros entra \u201cflagrantemente em contradi\u00e7\u00e3o com a pr\u00e1tica pol\u00edtica deste Governo\u201d e \u00e9 uma tentativa de desmobilizar a greve geral marcada para quinta-feira.<\/p>\n<p>A CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para 11 de dezembro, em resposta ao anteprojeto de lei da reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral, na primeira paralisa\u00e7\u00e3o a juntar as duas centrais sindicais desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob interven\u00e7\u00e3o da &#8216;troika&#8217;.<\/p>\n<p>Hoje vai ser debatido em plen\u00e1rio o projeto de resolu\u00e7\u00e3o do PCP, no qual o partido prop\u00f5e uma \u201catualiza\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria urgente do valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional para os 1.050 com efeitos a 01 de janeiro de 2026\u201d.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Lusa, a l\u00edder parlamentar comunista, Paula Santos, recordou que h\u00e1 2.500 milh\u00f5es de trabalhadores com um sal\u00e1rio bruto inferior a 1.000 euros, sendo que 800 mil auferem o sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional, que ser\u00e1 atualizado de 870 para 920 euros no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p>\u201cPor isso \u00e9 que n\u00f3s colocamos esta quest\u00e3o de que \u00e9 uma emerg\u00eancia nacional o aumento significativo dos sal\u00e1rios e, por isso, propomos o aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo nacional para 1.050 euros. Obviamente, <strong>consideramos que devem ser aumentados e valorizados, no geral, os sal\u00e1rios, com o objetivo, naturalmente, de melhorar as condi\u00e7\u00f5es de vida dos trabalhadores, de combater a pobreza\u201d<\/strong>, declarou.<\/p>\n<p>Nega intransig\u00eancia e espera &#8220;normalidade poss\u00edvel&#8221; na greve geral\u00a0<\/p>\n<p>Montenegro recusou que o Governo seja intransigente, ap\u00f3s questionado sobre a greve geral convocada para esta quinta-feira, dia em que espera que o pa\u00eds funcione &#8220;com a normalidade poss\u00edvel&#8221;.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c9 mesmo mentira que o Governo seja intransigente no que quer que seja. O Governo n\u00e3o \u00e9 nada intransigente. O Governo respeita o direito \u00e0 greve. O Governo governa e, portanto, tem as suas op\u00e7\u00f5es e tem direito a defend\u00ea-las e execut\u00e1-las.<\/strong> E concerta-as com os parceiros sociais, com os partidos pol\u00edticos na Assembleia da Rep\u00fablica e, sobretudo, concerta-as com o povo portugu\u00eas\u201d, disse Lu\u00eds Montenegro.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro disse n\u00e3o querer falar mais que sobre a greve geral, garantindo apenas que n\u00e3o houve falta de di\u00e1logo. \u201cO Governo tem sido um governo de di\u00e1logo, um governo de concerta\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um governo que tem um esp\u00edrito reformista e transformador e n\u00e3o vai desistir de ser reformista e transformador\u201d, referiu.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Espero que o pa\u00eds funcione com a normalidade poss\u00edvel face a uma greve geral no dia de amanh\u00e3. Que todos aqueles que querem trabalhar possam trabalhar, que todos aqueles que t\u00eam outras tarefas para realizar, sejam os alunos que querem ir para a escola a aprender, os portugueses que t\u00eam cuidados de sa\u00fade e tratamentos agendados que os possam realizar, aqueles que t\u00eam outras intera\u00e7\u00f5es com a administra\u00e7\u00e3o, aqueles que t\u00eam todas as suas vidas profissionais e sociais organizadas, as possam realizar, porque os direitos de uns n\u00e3o devem obstar e obstaculizar os direitos dos outros\u201d<\/strong>, disse Lu\u00eds Montenegro.<\/p>\n<p>Recusando-se falar mais sobre esta greve geral, o primeiro-ministro frisou a convic\u00e7\u00e3o de que Portugal \u00e9 um pa\u00eds \u201conde h\u00e1 estabilidade pol\u00edtica, estabilidade econ\u00f3mica e financeira\u201d, algo que, disse, \u201cali\u00e1s \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 sentida no dia a dia das fam\u00edlias e dos portugueses, como \u00e9 reconhecida a n\u00edvel internacional\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s somos um pa\u00eds onde, tradicionalmente, independentemente das nossas diverg\u00eancias, nos respeitamos. N\u00e3o vale a pena andar com esse jogo, uma sondagem aqui ou amanh\u00e3 vamos andar seguramente com n\u00fameros aqui ou l\u00e1. Portugal \u00e9 um pa\u00eds onde os rendimentos est\u00e3o a crescer, onde os jovens t\u00eam mais oportunidades hoje do que tinham h\u00e1 uns anos, onde as perspetivas de investimento s\u00e3o elevadas, onde a credibilidade e a reputa\u00e7\u00e3o s\u00e3o elevadas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Considerando que Portugal est\u00e1 \u201cno topo da Europa e do mundo\u201d, algo que afirma, descreve, \u201ccom tranquilidade, n\u00e3o com soberba, nem com euforia\u201d, o primeiro-ministro insistiu na ideia de que \u201cPortugal \u00e9 hoje um pa\u00eds com uma elevad\u00edssima reputa\u00e7\u00e3o e credibilidade na Europa e no mundo e deve aproveit\u00e1-la\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSou o primeiro-ministro com o objetivo e uma vontade inquebrant\u00e1vel de deixar o pa\u00eds melhor do que aquilo que encontrei. N\u00e3o vou desistir de ter um pa\u00eds com a ambi\u00e7\u00e3o de estar na frente, de estar na vanguarda da Europa e de lutar por aquilo em que acredito para que isso possa ser poss\u00edvel\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>\u00a0A greve geral de quinta-feira contra o anteprojeto do Governo de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral ser\u00e1 a primeira paralisa\u00e7\u00e3o a juntar as duas centrais sindicais, CGTP e UGT, desde junho de 2013, altura em que Portugal estava sob interven\u00e7\u00e3o da &#8216;troika&#8217;.<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es previstas na proposta do Governo de reforma da legisla\u00e7\u00e3o laboral visam v\u00e1rias \u00e1reas, como a parentalidade, despedimentos, alargamento dos prazos dos contratos e setores que passam a estar abrangidos por servi\u00e7os m\u00ednimos em caso de greve.<\/p>\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o pode afetar v\u00e1rios setores da sa\u00fade aos transportes, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o social, recolha de res\u00edduos e reparti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, e entre outros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O primeiro-ministro Lu\u00eds Montenegro afirmou esta quarta-feira, 10 de dezembro, que o objetivo de chegar a um sal\u00e1rio&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":182876,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[27,28,15,16,14,25,26,1447,21,22,12,13,19,20,32,3610,23,24,33,29521,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-182875","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-headlines","13":"tag-latest-news","14":"tag-latestnews","15":"tag-luis-montenegro","16":"tag-main-news","17":"tag-mainnews","18":"tag-news","19":"tag-noticias","20":"tag-noticias-principais","21":"tag-noticiasprincipais","22":"tag-portugal","23":"tag-primeiro-ministro","24":"tag-principais-noticias","25":"tag-principaisnoticias","26":"tag-pt","27":"tag-salario-minimo-nacional","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ultimas","31":"tag-ultimas-noticias","32":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115695850120391689","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182875","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=182875"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/182875\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/182876"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=182875"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=182875"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=182875"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}