{"id":182969,"date":"2025-12-10T15:58:28","date_gmt":"2025-12-10T15:58:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182969\/"},"modified":"2025-12-10T15:58:28","modified_gmt":"2025-12-10T15:58:28","slug":"o-espaco-e-seu-clube-de-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/182969\/","title":{"rendered":"O Espa\u00e7o \u00e9 Seu &#8211; Clube de Cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Mulherada saiu de moda? (Renata Say\u00e3o)<\/p>\n<p>\n\t\t\t\t03\/12\/2025\n\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/clubedecriacao.com.br\/wp-content\/themes\/clube-criacao-1.0\/images\/icon-time.svg\" alt=\"\u00cdcone\" width=\"20\" height=\"20\"\/><br \/>\n\t\t\t\t4 min.<\/p>\n<p>\t\t\tCompartilhe essa not\u00edcia:<br \/>\n\t\t\t<a href=\"#\" class=\"btn-copiar\"><br \/>\n\t\t\t\tCopiar link<br \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/clubedecriacao.com.br\/wp-content\/themes\/clube-criacao-1.0\/images\/icon-link.svg\" alt=\"\u00cdcone\" width=\"20\" height=\"20\"\/><br \/>\n\t\t\t<\/a><\/p>\n<p>Semana passada, algumas amigas diretoras me escreveram inconformadas: um <strong>lan\u00e7amento de filme\u2014<\/strong> focado, ironicamente, em seguran\u00e7a para mulheres \u2014 foi <strong>dirigido por um homem<\/strong>. A quest\u00e3o n\u00e3o era a <strong>qualidade do filme ou a ideia central. <\/strong>Era sobre <strong>lugar de fala.\u00a0<\/strong>Esse conceito, que aprendi com o tempo e, muitas vezes, com erros, me ensinou a <strong>import\u00e2ncia de saber ouvir<\/strong>, de <strong>reconhecer quando n\u00e3o se tem a viv\u00eancia<\/strong> necess\u00e1ria para ocupar um determinado espa\u00e7o. E mais do que isso: entender o <strong>privil\u00e9gio e agir sobre ele<\/strong>. Ao longo da minha carreira, especialmente quando fui <strong>head de produ\u00e7\u00e3o na Publicis<\/strong> \u2014 ag\u00eancia que por cinco anos consecutivos foi a que mais<strong> filmou com mulheres<\/strong> \u2014 fiz quest\u00e3o de <strong>trazer mulheres para lugares historicamente negados a elas.<br \/><\/strong><br \/>E n\u00e3o foi simb\u00f3lico: colocamos mulheres dirigindo filmes <strong>de carro, de motos<\/strong> (n\u00e9 Al\u00ea?), filmes de <strong>esportes<\/strong>, filmes de<strong> final de ano.\u00a0<\/strong>Projetos que tradicionalmente <strong>ca\u00edam no colo dos homens<\/strong>. E isso deu certo, n\u00e3o s\u00f3 pela representatividade, mas porque a <strong>perspectiva delas entregou um frescor criativo real, potente. <\/strong>Mais do que isso: a cada campanha no ar, sab\u00edamos que <strong>est\u00e1vamos fazendo mais do que um job<\/strong>. Est\u00e1vamos <strong>abrindo portas.<\/strong> Criando futuros.<strong><br \/><\/strong><br \/>Recentemente, soube que o movimento \u201c<strong>Free The Bid\u201d chegou ao fim.<\/strong> Para quem n\u00e3o conhece, ele nasceu nos EUA e veio ao Brasil com o objetivo simples, por\u00e9m transformador: <strong>garantir pelo menos uma diretora mulher em cada concorr\u00eancia de filme publicit\u00e1rio.<\/strong> A ideia n\u00e3o era garantir cotas nem privil\u00e9gios \u2014 era s\u00f3 <strong>oportunidade<\/strong>. Um lugar na mesa.\u00a0O movimento poderia at\u00e9 ter acabado por j\u00e1 n\u00e3o ser mais necess\u00e1rio. Mas n\u00e3o. Ele <strong>terminou porque perdeu for\u00e7a.<\/strong> Porque <strong>perdemos o interesse<\/strong>. E, olhando o mercado hoje, vejo <strong>cada vez menos projetos com mulheres \u00e0 frente na dire\u00e7\u00e3o.<br \/><\/strong><br \/>Isso, num setor que aparentemente est\u00e1 <strong>mais feminino do que nunca<\/strong>. Hoje, muitas ag\u00eancias t\u00eam <strong>lideran\u00e7as femininas<\/strong>, <strong>boards <\/strong>com presen\u00e7a de <strong>mulheres<\/strong>, e algumas <strong>presididas por elas.<\/strong> Mas o que est\u00e1 acontecendo com a <strong>cadeia de produ\u00e7\u00e3o?<\/strong> Por que o topo n\u00e3o est\u00e1 <strong>puxando<\/strong> o resto?\u00a0Ser\u00e1 que a conversa de \u201c<strong>uma sobe e puxa a outra<\/strong>\u201d ficou s\u00f3 no discurso?\u00a0Ser\u00e1 que a<strong> pauta da inclus\u00e3o saiu mesmo de moda?<\/strong><\/p>\n<p>O audiovisual \u00e9 apenas um<strong> exemplo<\/strong>. Mas essa sensa\u00e7\u00e3o se repete em <strong>v\u00e1rias conversas de bastidores<\/strong>, em reuni\u00f5es, em botecos. A pauta da <strong>diversidade vem perdendo espa\u00e7o \u2014 silenciosamente. <\/strong>E isso assusta.<strong><br \/><\/strong><br \/>De acordo com relat\u00f3rio mais recente da <strong>Unesco<\/strong> sobre <strong>igualdade de g\u00eanero na ind\u00fastria do cinema<\/strong> (2024), apenas<strong> 17% dos filmes comerciais no mundo s\u00e3o dirigidos por mulheres.<\/strong> No Brasil, segundo dados da <strong>Ancine,<\/strong> de 2025, esse n\u00famero cai para cerca de<strong> 10%.<\/strong> E quando se trata de grandes campanhas publicit\u00e1rias, especialmente nas \u00e1reas de autom\u00f3veis, finan\u00e7as ou esportes, esse n\u00famero \u00e9 ainda menor.<\/p>\n<p>E a\u00ed eu pergunto: <strong>vamos deixar isso acontecer?\u00a0<\/strong>Vamos aceitar esse <strong>retrocesso silencioso<\/strong>, que tira espa\u00e7o de talentos incr\u00edveis s\u00f3 porque \u201cn\u00e3o d\u00e1 mais Ibope defender a equidade de g\u00eanero\u201d?\u00a0Vamos mesmo <strong>andar 10 anos pra tr\u00e1s?<\/strong><\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma <strong>provoca\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 e tamb\u00e9m <strong>um convite <\/strong>para que a gente <strong>volte a olhar para quem est\u00e1 por tr\u00e1s das c\u00e2meras.<\/strong> Para que, em vez de discursos prontos sobre diversidade, a gente volte a pratic\u00e1-la com inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E que <strong>cada mulher em posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a<\/strong> possa olhar para o lado e se perguntar: <strong>quem eu estou puxando comigo?<\/strong><\/p>\n<p>Porque <strong>talento n\u00e3o falta.<\/strong> O que falta, mais uma vez, \u00e9<strong> oportunidade.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Renata Say\u00e3o \u2013 CBO Boiler Hub<\/strong><\/p>\n<p>Leia texto anterior da se\u00e7\u00e3o \u201c<strong>O Espa\u00e7o \u00e9 Seu<\/strong>\u201c<a href=\"https:\/\/www.clubedecriacao.com.br\/ultimas\/o-espaco-e-seu-686\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\"><strong> aqui.<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Siga o<strong>\u00a0Clube\u00a0<\/strong>nas redes sociais:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/clubedecriacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Instagram<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/clube.clubedecriacao\/?locale=pt_BR\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Facebook<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/x.com\/CCSPoficial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">X<\/a>,\u00a0<\/strong><strong><a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/clube-de-criacao\/?originalSubdomain=br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">LinkedIn<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@clubedecriacao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">TikTok<\/a>\u00a0<\/strong>e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/channel\/UCrTx443isikwaZgeKLIAZ3Q\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">YouTube (TV Clube de Cria\u00e7\u00e3o)<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Clube de Cria\u00e7\u00e3o 50 Anos<\/strong><\/p>\n<p>\t\t\t\t\t<script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><script async src=\"\/\/www.tiktok.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mulherada saiu de moda? 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