{"id":18361,"date":"2025-08-06T13:14:08","date_gmt":"2025-08-06T13:14:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/18361\/"},"modified":"2025-08-06T13:14:08","modified_gmt":"2025-08-06T13:14:08","slug":"desemprego-volta-a-baixar-barreira-dos-6-em-portugal-emprego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/18361\/","title":{"rendered":"Desemprego volta a baixar barreira dos 6% em Portugal | Emprego"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\">Com a ajuda j\u00e1 habitual da aproxima\u00e7\u00e3o dos meses do Ver\u00e3o, o n\u00famero de empregos continuou, durante o segundo trimestre deste ano, a aumentar em Portugal, voltando a bater os m\u00e1ximos hist\u00f3ricos, com a taxa de desemprego a cair para 5,9%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os dados trimestrais do inqu\u00e9rito do emprego divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica n\u00e3o s\u00e3o corrigidos do efeito da sazonalidade e, por isso, como tem sido h\u00e1bito todos os anos, j\u00e1 era esperada uma melhoria dos indicadores do emprego e do desemprego no segundo trimestre, aquele em que os chamados &#8220;empregos de Ver\u00e3o&#8221;, tempor\u00e1rios e relacionados com o sector do turismo e da restaura\u00e7\u00e3o, voltam a aparecer nas estat\u00edsticas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mais uma vez, no segundo trimestre deste ano, o fen\u00f3meno voltou a acontecer, acentuando uma tend\u00eancia que era j\u00e1 de si positiva no mercado de trabalho portugu\u00eas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com o INE, a taxa de desemprego em Portugal caiu de 6,6% no primeiro trimestre do ano para 5,9% no segundo. Este valor representa ainda uma descida de 0,2 pontos percentuais face ao mesmo per\u00edodo do ano passado, revelando que existe uma ligeira melhoria do indicador que vai al\u00e9m dos efeitos sazonais. \u00c9 tamb\u00e9m o n\u00edvel mais baixo de desemprego registado desde o terceiro trimestre de 2022.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">No que diz respeito ao n\u00famero de empregos, a tend\u00eancia positiva que se tem vindo a registar ao longo da \u00faltima d\u00e9cada manteve-se. Entre o primeiro e o segundo trimestre do ano foram criados mais 66,9 mil empregos, estima o INE, assistindo-se a um acr\u00e9scimo de 148,4 mil postos de trabalho face a igual per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com este resultado, Portugal volta a bater novos m\u00e1ximos no que diz respeito ao n\u00famero de pessoas empregadas, que passou agora a superar os 5,2 milh\u00f5es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O crescimento do emprego foi, em cadeia, de 1,3% e, em termos hom\u00f3logos, de 2,9% no segundo trimestre deste ano, o que significa que o mercado de trabalho est\u00e1 a ter um desempenho mais forte do que o apresentado pelo PIB, que, de acordo com os dados publicados pelo INE no ano passado, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/07\/30\/economia\/noticia\/economia-acelerou-cresceu-06-segundo-trimestre-2142257\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cresceu 0,6% em cadeia e de 1,9% face ao mesmo per\u00edodo do ano passado<\/a>.<\/p>\n<p>Alojamento e restaura\u00e7\u00e3o destacam-se<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O efeito dos empregos tempor\u00e1rios de Ver\u00e3o nos resultados do segundo trimestre \u00e9 evidente quando se observa a forma como evolu\u00edram os v\u00e1rios tipos de emprego face ao primeiro trimestre do ano. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em termos geogr\u00e1ficos, a maior varia\u00e7\u00e3o trimestral em cadeia deu-se no Algarve, com um crescimento de 4,9%, que compara com a m\u00e9dia nacional de 1,3% e com os 1,2% de Lisboa e os 0,3% do Norte, por exemplo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A varia\u00e7\u00e3o do emprego do primeiro para o segundo trimestre tamb\u00e9m aconteceu essencialmente em trabalhos com contrato com termo, que aumentaram 6,5%, enquanto os contratos sem termo cresceram 0,8%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De igual modo, por \u00e1rea de actividade, os servi\u00e7os destacaram-se, com um crescimento do emprego face ao primeiro trimestre de 1,9%, que compara com os 1,7% da agricultura e pescas e com o decr\u00e9scimo de 0,6% registado na ind\u00fastria.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Dentro dos servi\u00e7os, foi nas actividades financeiras e de seguros que se registou o maior crescimento do emprego entre o primeiro e o segundo trimestre, de 13,7%, mas logo a seguir surgem duas actividades relacionadas com turismo: os transportes, com 6,9%, e o alojamento e restaura\u00e7\u00e3o, com 6,7%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando a compara\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com o per\u00edodo hom\u00f3logo do ano anterior, retirando assim da an\u00e1lise os efeitos sazonais criados pela chegada do Ver\u00e3o, algumas coisas mudam, mas outras mant\u00eam-se.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que muda \u00e9 que o emprego criado passa a ser claramente atrav\u00e9s de um incremento dos contratos sem termo, que no segundo trimestre aumentaram 3% face ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os contratos com termo apresentam uma tend\u00eancia anual de redu\u00e7\u00e3o, de 2,7%.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O que n\u00e3o muda \u00e9 a import\u00e2ncia dos servi\u00e7os, e em particular do alojamento e da restaura\u00e7\u00e3o, que viu o n\u00famero de empregos face ao mesmo per\u00edodo do ano passado aumentar 9,4%, o valor mais alto entre todos os sectores de actividade. <\/p>\n<p dir=\"ltr\">No que diz respeito ao n\u00edvel de escolaridade das pessoas empregadas, manteve-se a tend\u00eancia de longo prazo de crescimento do emprego entre aqueles que possuem ou o ensino secund\u00e1rio completo (aumento de 7,8% em termos hom\u00f3logos) ou que conclu\u00edram o ensino superior (aumento de 6,1%), em contraponto com a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de trabalhadores com um n\u00edvel de escolaridade at\u00e9 ao ensino b\u00e1sico (redu\u00e7\u00e3o de 5%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com a ajuda j\u00e1 habitual da aproxima\u00e7\u00e3o dos meses do Ver\u00e3o, o n\u00famero de empregos continuou, durante o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":18362,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[88,3246,4796,476,89,618,90,4860,32,33,5791],"class_list":{"0":"post-18361","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-business","9":"tag-conjuntura","10":"tag-desemprego","11":"tag-economia","12":"tag-economy","13":"tag-emprego","14":"tag-empresas","15":"tag-ine","16":"tag-portugal","17":"tag-pt","18":"tag-trabalho-e-emprego"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18361","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18361\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}