{"id":183969,"date":"2025-12-11T11:25:08","date_gmt":"2025-12-11T11:25:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/183969\/"},"modified":"2025-12-11T11:25:08","modified_gmt":"2025-12-11T11:25:08","slug":"seriam-infeccoes-ocultas-responsaveis-pela-covid-longa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/183969\/","title":{"rendered":"Seriam infec\u00e7\u00f5es ocultas respons\u00e1veis pela Covid longa?"},"content":{"rendered":"\n<p>\n                Ler Resumo<\/p>\n<ul class=\"resume-list\" id=\"resume-list\" aria-hidden=\"true\">\n<li class=\"section-item section-intro\">\n<p>Introdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Nova hip\u00f3tese para Covid longa: pesquisadores sugerem que sintomas persistentes podem ser alimentados pela reativa\u00e7\u00e3o de outras infec\u00e7\u00f5es latentes (como Epstein-Barr e tuberculose) no organismo, enfraquecido ap\u00f3s o Sars-Cov-2. Isso abriria caminho para tratamentos mais eficazes, focados nessas coinfec\u00e7\u00f5es. A hip\u00f3tese ainda precisa ser validada por mais estudos.<\/p>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-topicos\">\n<ul>\n<li>A Covid longa pode ser causada pela reativa\u00e7\u00e3o de v\u00edrus e bact\u00e9rias dormentes no corpo, ap\u00f3s o sistema imunol\u00f3gico ser abalado pelo coronav\u00edrus.<\/li>\n<li>V\u00edrus Epstein-Barr (causador da mononucleose) e tuberculose latente s\u00e3o os principais suspeitos de serem reativados em pacientes com sintomas prolongados.<\/li>\n<li>A infec\u00e7\u00e3o por Sars-Cov-2 pode deixar um \u201crastro\u201d de enfraquecimento imunol\u00f3gico, tornando o corpo mais suscet\u00edvel a outros pat\u00f3genos.<\/li>\n<li>Se a hip\u00f3tese for confirmada, medicamentos j\u00e1 existentes para essas infec\u00e7\u00f5es poderiam ser testados, abrindo caminho para terapias mais eficazes.<\/li>\n<li>A comunidade cient\u00edfica mant\u00e9m a cautela, enfatizando que \u201ccorrela\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 causalidade\u201d e que s\u00e3o necess\u00e1rios mais estudos para comprovar a teoria.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li class=\"section-item section-info\">\n<p style=\"margin: 0;\">Este resumo foi \u00fatil?<\/p>\n<p>\n                            \ud83d\udc4d<br \/>\ud83d\udc4e\n                        <\/p>\n<p>                    Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela reda\u00e7\u00e3o da Editora Abril.\n                <\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Nos \u00faltimos quatro anos, m\u00e9dicos e cientistas do mundo todo t\u00eam tentado decifrar por que milh\u00f5es de pessoas continuam a apresentar sintomas por muito tempo ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o pelo Sars-CoV-2. Fadiga extrema, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o, falta de ar, perda de mem\u00f3ria e dores inexplic\u00e1veis passaram a compor a rotina de pacientes que, mesmo ap\u00f3s meses ou anos do fim da fase aguda da doen\u00e7a, continuam presos a uma condi\u00e7\u00e3o debilitante e misteriosa conhecida como \u201cCovid longa\u201d.<\/p>\n<p>Agora, uma nova linha de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sugere uma hip\u00f3tese para a persist\u00eancia dos sintomas. Em vez de apontar apenas o coronav\u00edrus como o respons\u00e1vel, pesquisadores sugerem que o quadro pode ser alimentado por outras infec\u00e7\u00f5es que permanecem silenciosas no organismo \u2013 e s\u00e3o reativadas quando o sistema imunol\u00f3gico \u00e9 abalado.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese foi apresentada em um artigo escrito por 17 de especialistas em microbiologia e doen\u00e7as infecciosas, que analisaram evid\u00eancias acumuladas desde o in\u00edcio da pandemia e divulgaram a proposta no <a href=\"https:\/\/elifesciences.org\/articles\/106308\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">peri\u00f3dio eLife<\/a>. O argumento central \u00e9 que v\u00edrus e bact\u00e9rias que j\u00e1 estavam presentes no corpo \u2013 muitas vezes de forma latente (adormecidos) \u2013 podem ganhar for\u00e7a ap\u00f3s a Covid-19 e prolongar ou intensificar os sintomas por longos per\u00edodos.<\/p>\n<p>Um dos principais suspeitos \u00e9 o v\u00edrus Epstein-Barr, conhecido por causar a mononucleose. A maioria dos adultos carrega esse v\u00edrus de forma inativa. Estudos recentes indicam que, em muitos pacientes com Covid longa, ele volta a se tornar ativo, coincidindo com quadros de exaust\u00e3o persistente e d\u00e9ficits de mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro poss\u00edvel agravante \u00e9 a tuberculose latente, que permanece adormecida em uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o mundial. Pesquisas sugerem que a infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus pode enfraquecer as defesas respons\u00e1veis por manter essa bact\u00e9ria sob controle, criando condi\u00e7\u00f5es para seu ressurgimento \u2013 muitas vezes sem sinais cl\u00e1ssicos da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m destacam que o momento em que essas infec\u00e7\u00f5es ocorrem pode ser decisivo. Uma infec\u00e7\u00e3o anterior pode deixar o sistema imune vulner\u00e1vel; uma infec\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea pode ampliar o dano aos tecidos; e uma infec\u00e7\u00e3o posterior pode se aproveitar de um organismo que ainda n\u00e3o se recuperou plenamente do impacto da Covid-19.<\/p>\n<p>Dados globais refor\u00e7am essa preocupa\u00e7\u00e3o. Desde o in\u00edcio da pandemia, dezenas de pa\u00edses relataram aumentos expressivos em diversas doen\u00e7as infecciosas. Uma das explica\u00e7\u00f5es levantadas \u00e9 que a pr\u00f3pria infec\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus pode deixar um \u201crastro\u201d de enfraquecimento imunol\u00f3gico, tornando o corpo mais suscet\u00edvel a outros pat\u00f3genos.<\/p>\n<p>Se essa hip\u00f3tese se confirmar, o impacto pode ser imediato na pr\u00e1tica cl\u00ednica. Medicamentos j\u00e1 existentes, hoje usados contra v\u00edrus e bact\u00e9rias espec\u00edficas, poderiam ser testados de forma direcionada para tratar pacientes com Covid longa, abrindo caminho para terapias mais eficazes do que as abordagens atuais, que se limitam a aliviar sintomas.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Apesar do entusiasmo, a comunidade cient\u00edfica mant\u00e9m a cautela. At\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 provas definitivas de que essas coinfec\u00e7\u00f5es causem a Covid longa. O que existe s\u00e3o associa\u00e7\u00f5es consistentes e um conjunto de mecanismos biol\u00f3gicos considerados plaus\u00edveis.<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>\u201cTodos j\u00e1 ouviram isso in\u00fameras vezes, mas \u00e9 preciso repetir: correla\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 causalidade\u201d, alertou Maria Laura Gennaro, microbiologista da Universidade Estadual de Nova Jersey (Rutgers) e uma das autoras do artigo, em <a href=\"https:\/\/www.rutgers.edu\/news\/could-hidden-infections-be-fueling-long-covid\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Demonstrar causa e efeito exigir\u00e1 grandes estudos populacionais e modelos experimentais mais sofisticados, algo que ainda representa um desafio.<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ler Resumo Introdu\u00e7\u00e3o Nova hip\u00f3tese para Covid longa: pesquisadores sugerem que sintomas persistentes podem ser alimentados pela reativa\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":183970,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[116,32,33,117],"class_list":{"0":"post-183969","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-health","9":"tag-portugal","10":"tag-pt","11":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183969","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=183969"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/183969\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=183969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=183969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=183969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}