{"id":184137,"date":"2025-12-11T13:49:20","date_gmt":"2025-12-11T13:49:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/184137\/"},"modified":"2025-12-11T13:49:20","modified_gmt":"2025-12-11T13:49:20","slug":"elementos-potencialmente-toxicos-em-bananas-cultivadas-na-regiao-do-desastre-de-mariana-excedem-valores-limite-da-fao-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/184137\/","title":{"rendered":"Elementos potencialmente t\u00f3xicos em bananas cultivadas na regi\u00e3o do desastre de Mariana excedem valores-limite da FAO"},"content":{"rendered":"<p><strong>Karina Ninni | Ag\u00eancia FAPESP<\/strong> \u2013 Cientistas das \u00e1reas de geoqu\u00edmica de solos, engenharia ambiental e sa\u00fade ligados \u00e0 Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), \u00e0 Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo (Ufes) e \u00e0 Universidade de Santiago de Compostela (Espanha) avaliaram os riscos de consumo de banana, mandioca e polpa de cacau plantados em solos impactados pelos rejeitos de minera\u00e7\u00e3o de ferro no estu\u00e1rio do rio Doce, em Linhares (ES). A regi\u00e3o vem recebendo o material desde o rompimento da barragem de rejeitos de Fund\u00e3o (MG), em novembro de 2015.<\/p>\n<p>Nos solos, as concentra\u00e7\u00f5es de c\u00e1dmio, cromo, cobre, n\u00edquel e chumbo ocorrem associadas ao principal constituinte do rejeito \u2013 \u00f3xidos de ferro. A equipe tamb\u00e9m descobriu que h\u00e1 um poss\u00edvel risco \u00e0 sa\u00fade associado ao consumo, por crian\u00e7as de seis anos ou menos, das bananas plantadas em solos impactados pelos rejeitos.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cNosso grupo vem estudando os impactos do rompimento da barragem h\u00e1 anos. Obtivemos a primeira amostragem sete dias ap\u00f3s o acidente e, imediatamente, compreendemos que existia um risco iminente de contamina\u00e7\u00e3o de plantas, solo, \u00e1gua e peixes. Mas persistia a pergunta: essa contamina\u00e7\u00e3o traz risco para a sa\u00fade humana?\u201d, lembra <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/45180\/tiago-osorio-ferreira\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Tiago Os\u00f3rio<\/strong><\/a>, agr\u00f4nomo e professor no departamento de Ci\u00eancia do Solo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de S\u00e3o Paulo (Esalq-USP).<\/p>\n<p>Em artigo <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/journal\/10653\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>publicado<\/strong><\/a> na Environmental Geochemistry and Health, o grupo se dedica a responder a essa pergunta, revelando como as plantas acessam os elementos potencialmente t\u00f3xicos (EPTs) associados ao rejeito, acumulando-os em suas partes comest\u00edveis, e de que maneira esse material chega \u00e0 cadeia tr\u00f3fica. O artigo \u00e9 parte do doutorado de <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/706318\/amanda-duim-ferreira\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Amanda Duim<\/strong><\/a> pela Esalq. Al\u00e9m de j\u00e1 ter rendido sete publica\u00e7\u00f5es em revistas internacionais, a tese de Duim ganhou dois pr\u00eamios em 2025: o Pr\u00eamio USP de Tese, na \u00e1rea de Sustentabilidade, e o Pr\u00eamio Capes de Tese. Ela recebeu apoio da FAPESP por meio de <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/188617\/plantas-estuarinas-e-seu-controle-na-biogeoquimica-de-metais-em-solos-impactados-pelo-desastre-de-m\/?q=19\/14800-5\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>bolsa de doutorado<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>O suporte da FAPESP aos trabalhos do grupo estende-se a duas bolsas de p\u00f3s-doutorado (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/195134\/impactos-do-rejeito-da-mineracao-de-fe-na-bioacessibilidade-oral-de-elementos-potencialmente-toxicos\/?q=20\/12823-5\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>20\/12823-5<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/197834\/de-drenos-a-emissores-vulnerabilidade-de-solos-de-mangue-como-sumidouros-de-carbono-frente-as-mudanc\/?q=21\/00221-3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>21\/00221-3<\/strong><\/a>); dois aux\u00edlios \u00e0 pesquisa (<a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/112815\/avaliacao-dos-impactos-e-riscos-a-saude-humana-causados-pela-exposicao-aos-rejeitos-do-rompimento-da\/?q=23\/01493-2\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>23\/01493-2<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/111536\/desastre-de-mariana-diagnostico-de-contaminacao-estrategias-de-remediacao-e-reaproveitamento-de-reje\/?q=22\/12966-6\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>22\/12966-6<\/strong><\/a>); uma bolsa do programa de fixa\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/215193\/avaliacao-dos-impactos-e-riscos-a-saude-humana-causados-pela-exposicao-aos-rejeitos-do-rompimento-da\/?q=23\/12124-8\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>jovens doutores<\/strong><\/a> e uma bolsa de <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/223766\/avaliacao-de-riscos-a-saude-humana-pelo-consumo-de-alimentos-produzidos-no-estuario-do-rio-doce\/?q=24\/08159-3\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><strong>Concentra\u00e7\u00e3o alta<\/strong><\/p>\n<p>Segundo Duim, primeira autora do artigo, o diferencial do trabalho \u00e9 que a equipe correlacionou o risco \u00e0 sa\u00fade humana com a transfer\u00eancia dos EPTs do solo para a planta. \u201cO teor dos \u00f3xidos de ferro no solo, que s\u00e3o os principais constituintes do rejeito, est\u00e1 correlacionado ao teor deles na planta. Estudamos a passagem de constituintes do rejeito do solo para a \u00e1gua e da \u00e1gua para a planta, incluindo suas folhas e frutos.\u201d<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, \u00e9 preciso saber quais elementos est\u00e3o ali e em que quantidade, para entender a din\u00e2mica bioqu\u00edmica de sua libera\u00e7\u00e3o\u201d, explica Os\u00f3rio.<\/p>\n<p>Duim come\u00e7ou o doutorado em 2019 trabalhando com plantas de regi\u00f5es alagadas para remedia\u00e7\u00e3o de ambientes contaminados. \u201cAvaliamos esp\u00e9cies cultivadas e nativas. No caso das \u00faltimas, quer\u00edamos saber como afetam a dissolu\u00e7\u00e3o do \u00f3xido de ferro e, nesse processo, tentar entender se os EPTs associados a esse rejeito v\u00e3o para dentro da planta, e de que maneira, j\u00e1 que diferentes esp\u00e9cies t\u00eam formas diversas de acumular EPTs\u201d, detalha a pesquisadora. \u201cA ideia era descobrir quais seriam as melhores nativas para remedia\u00e7\u00e3o de ambientes contaminados e chegamos a mais de uma esp\u00e9cie que pode cumprir essa fun\u00e7\u00e3o, com resultados j\u00e1 publicados inclusive. No caso das esp\u00e9cies cultivadas, quer\u00edamos saber se os EPTs seriam transferidos para os frutos e partes comest\u00edveis das plantas\u201d, explica.<\/p>\n<p>\u201cColetamos o solo e a planta, lavamos a planta, pesamos a biomassa fresca, secamos a planta, pesamos a biomassa seca\u00a0e trituramos separadamente ra\u00edzes, caule, folhas e frutos sem a casca. S\u00f3 ent\u00e3o analisamos todas as partes para saber o que havia em cada uma. Dissolvemos o \u2018p\u00f3 de planta\u2019, transformando-o em solu\u00e7\u00e3o com o uso de v\u00e1rios \u00e1cidos, e determinamos a concentra\u00e7\u00e3o na solu\u00e7\u00e3o. Convertemos o c\u00e1lculo da concentra\u00e7\u00e3o de material na solu\u00e7\u00e3o e comparamos com o peso do material que foi dilu\u00eddo, conseguindo, assim, obter a concentra\u00e7\u00e3o do EPT em miligramas por quilo de biomassa seca\u201d, descreve Duim.<\/p>\n<p>Na banana e na mandioca, todos os EPTs (exceto cromo) se acumularam mais nas partes subterr\u00e2neas, como ra\u00edzes e tub\u00e9rculos, do que nas partes a\u00e9reas. J\u00e1 o cacau apresentou alto ac\u00famulo de EPTs nas partes acima do solo (caules, folhas e frutos). Al\u00e9m disso, as concentra\u00e7\u00f5es de cobre e chumbo na polpa do fruto excederam os valores-limite estabelecidos pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura (FAO).<\/p>\n<p>Quando a equipe viu que havia nas plantas cultivadas uma concentra\u00e7\u00e3o de EPTs acima do indicado, inclusive nas partes comest\u00edveis, decidiu fazer uma an\u00e1lise de risco nos frutos e tub\u00e9rculos.<\/p>\n<p><strong>Riscos \u00e0 sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<p>Os cientistas estimaram os riscos do consumo de frutos de banana, rizoma da mandioca e da polpa de cacau calculando o Quociente de Risco (QR), o \u00cdndice de Risco (IR) e o \u00cdndice de Risco Total (IRT) para crian\u00e7as (menores de 6 anos) e adultos (maiores de 18 anos). O QR \u00e9 a raz\u00e3o entre a ingest\u00e3o m\u00e9dia di\u00e1ria de uma subst\u00e2ncia qu\u00edmica e sua dose de refer\u00eancia correspondente. J\u00e1 o IRT \u00e9 uma m\u00e9trica fundamental para avaliar os potenciais riscos n\u00e3o cancer\u00edgenos \u00e0 sa\u00fade ligados \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o aos EPTs (para indicar baixa exist\u00eancia de risco, ele deve ser menor que 1).<\/p>\n<p>\u201cEsses elementos existem naturalmente no ambiente, estamos expostos a eles em uma concentra\u00e7\u00e3o menor, mas\u00a0no caso de um desastre como o de Mariana, quando se espera que a exposi\u00e7\u00e3o aumente, \u00e9 preciso redobrar a aten\u00e7\u00e3o\u201d, conta <a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/730113\/tamires-patricia-souza-cherubin\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>Tamires Cherubin<\/strong><\/a>, doutora em ci\u00eancias da sa\u00fade e tamb\u00e9m autora do trabalho. A metodologia geralmente utilizada \u00e9 a de calcular o risco da biodisponibilidade desses elementos, tendo em vista que a exposi\u00e7\u00e3o a determinadas concentra\u00e7\u00f5es pode causar danos importantes \u00e0 sa\u00fade, como problemas renais, card\u00edacos, desconfortos gastrointestinais, danos pulmonares, quando a exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 respirat\u00f3ria, e outros riscos mais agudos, como problemas na pele ou irrita\u00e7\u00f5es na vis\u00e3o.<\/p>\n<p>No c\u00e1lculo da an\u00e1lise de risco entram fatores como o consumo das plantas cultivadas localmente pela popula\u00e7\u00e3o. Os pesquisadores inclusive estimaram quanto da alimenta\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es locais vinha de fora e quanto ingeriam dos alimentos ali cultivados, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Outros fatores s\u00e3o a dura\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o (por quantos anos a pessoa consome o produto), o teor de consumo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 massa corporal do adulto e da crian\u00e7a e o tempo que leva para que o consumo resulte em algum efeito delet\u00e9rio.<\/p>\n<p>\u201cDe acordo com as doses de refer\u00eancia de ingest\u00e3o di\u00e1ria dos contaminantes chanceladas pela literatura, consideramos os limites de 0,05 mg\/kg-1 para a presen\u00e7a de c\u00e1dmio nas frutas e 0,1 mg\/kg-1 nos tub\u00e9rculos, 0,5 &#8211; 1,0 mg\/kg-1 para a presen\u00e7a de cromo, 20,0 mg\/kg-1 para cobre, 0,5 &#8211; 1,0 mg\/kg-1 para n\u00edquel, 0,8 &#8211; 2,3 mg\/kg-1 para chumbo e 50,0 mg\/kg-1 para zinco\u201d, detalha Cherubin.<\/p>\n<p>Embora os IRTs para a maioria dos elementos analisados tenham ficado abaixo do n\u00edvel de risco (menor que 1), indicando que o consumo desses alimentos cultivados no estu\u00e1rio do rio Doce n\u00e3o apresentava amea\u00e7a significativa para os adultos, o resultado para a banana em crian\u00e7as excedeu o limiar 1, sugerindo potenciais impactos \u00e0 sa\u00fade. O principal fator de risco foi a maior concentra\u00e7\u00e3o de chumbo presente no fruto, que tamb\u00e9m apresentou teor de c\u00e1dmio superior ao preconizado pela FAO. Segundo os cientistas, a exposi\u00e7\u00e3o prolongada ao chumbo, mesmo em baixas doses, est\u00e1 associada a danos irrevers\u00edveis no desenvolvimento neurol\u00f3gico, incluindo redu\u00e7\u00f5es no QI, d\u00e9ficits de aten\u00e7\u00e3o e dist\u00farbios comportamentais.<\/p>\n<p>O grupo alerta que, a longo prazo, o consumo cont\u00ednuo de alimentos cultivados em solos contaminados pode, em alguns casos, significar riscos cumulativos. \u201cCom o passar do tempo de exposi\u00e7\u00e3o, considerando a expectativa de vida do Brasil, de mais ou menos 75 anos, pode surgir o risco carcinog\u00eanico, uma vez que existe a possibilidade de ocorrerem danos diretos e indiretos ao DNA\u201d, diz Cherubin. Essas muta\u00e7\u00f5es t\u00eam o potencial de resultar em maior incid\u00eancia de c\u00e2nceres de diversos tipos como os que afetam o sistema nervoso central, o trato gastrointestinal e o sistema hematol\u00f3gico. \u201cTudo depende da capacidade do organismo humano de absorver e metabolizar esses elementos que est\u00e3o dispon\u00edveis no ambiente\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<p>O artigo From tailings to tables: risk assessment of potentially toxic elements in edible crops cultivated in mine tailing impacted soils pode ser lido em: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10653-025-02770-9\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>https:\/\/doi.org\/10.1007\/s10653-025-02770-9<\/strong><\/a>.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Karina Ninni | Ag\u00eancia FAPESP \u2013 Cientistas das \u00e1reas de geoqu\u00edmica de solos, engenharia ambiental e sa\u00fade ligados&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":183852,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[25730,3087,12561,6510,116,37450,37449,884,1499,4509,119,32,33,37448,19207,117,37451],"class_list":{"0":"post-184137","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-banana","9":"tag-cacau","10":"tag-contaminacao","11":"tag-espirito-santo","12":"tag-health","13":"tag-linhares","14":"tag-mandioca","15":"tag-mariana","16":"tag-minas-gerais","17":"tag-mineracao","18":"tag-poluicao","19":"tag-portugal","20":"tag-pt","21":"tag-rejeitos","22":"tag-rio-doce","23":"tag-saude","24":"tag-saude-das-criancas"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115701256218744410","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184137","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184137"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184137\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/183852"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184137"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184137"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184137"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}