{"id":184983,"date":"2025-12-12T04:43:31","date_gmt":"2025-12-12T04:43:31","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/184983\/"},"modified":"2025-12-12T04:43:31","modified_gmt":"2025-12-12T04:43:31","slug":"8-informacoes-essenciais-para-entender-o-tratamento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/184983\/","title":{"rendered":"8 informa\u00e7\u00f5es essenciais para entender o tratamento"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">A Fertiliza\u00e7\u00e3o in Vitro (FIV) \u00e9 um dos tratamentos mais populares quando o tema \u00e9 dificuldade para engravidar, mas ainda desperta muitas d\u00favidas, expectativas exageradas e ideias equivocadas. Para muita gente, o procedimento acaba sendo interpretado como uma solu\u00e7\u00e3o infal\u00edvel, capaz de assegurar a gravidez em qualquer situa\u00e7\u00e3o, independentemente da idade ou das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade do casal. Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, o tratamento envolve etapas complexas, limites biol\u00f3gicos e fatores individuais que influenciam diretamente as chances de sucesso.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para esclarecer o tema, Viviane Santana, especialista em reprodu\u00e7\u00e3o humana e gerente m\u00e9dica da Organon, empresa global de sa\u00fade, compartilha 8 mitos e verdades que ajudam a desmistificar o tratamento e orientar quem est\u00e1 dando os primeiros passos nessa jornada. Confira!<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo Viviane Santana, o primeiro mito a ser quebrado \u00e9 o de que a FIV \u00e9 indicada automaticamente para qualquer casal com <strong>dificuldade de concep\u00e7\u00e3o.<\/strong> \u201cMuitos casos conseguem bons resultados com tratamentos mais simples, medicamentos orais ou mudan\u00e7as no estilo de vida. Cada indiv\u00edduo \u00e9 \u00fanico, e a indica\u00e7\u00e3o depende totalmente da avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"texto\">Ela refor\u00e7a que n\u00e3o h\u00e1 sinais \u201c\u00f3bvios\u201d de que algu\u00e9m v\u00e1 precisar de FIV: \u201cH\u00e1 casais com exames totalmente normais que n\u00e3o engravidam naturalmente, e outros com diversos fatores que conseguem. O ideal \u00e9 buscar orienta\u00e7\u00e3o quando n\u00e3o h\u00e1 sucesso ap\u00f3s o per\u00edodo recomendado de tentativas\u201d. <\/p>\n<p><strong>2. A idade reprodutiva continua sendo determinante<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Casos de celebridades gr\u00e1vidas ap\u00f3s os 40 anos alimentam falsas expectativas. \u201cEsses casos de exce\u00e7\u00e3o acabam se sobressaindo e criando a impress\u00e3o de que a idade n\u00e3o \u00e9 um fator relevante. Mas a realidade \u00e9 que a reserva ovariana cai com o passar dos anos, especialmente ap\u00f3s os 30\u201d, explica Viviane Santana.<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo ela, a idade da mulher \u00e9, possivelmente, o fator de maior impacto para as chances reais de gravidez. \u201cH\u00e1 uma falsa ideia de que a FIV garante gravidez independentemente da idade. Mas, mesmo com alta tecnologia, as chances caem muito ap\u00f3s os 40 anos. \u00c9 fundamental buscar avalia\u00e7\u00e3o o quanto antes para evitar atrasos que agravem o quadro\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>3. A fertilidade masculina tamb\u00e9m importa<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Por muitos anos acreditou-se que a<strong> infertilidade <\/strong>era um tema essencialmente feminino, o que ainda hoje atrasa diagn\u00f3sticos e tratamentos. Segundo Viviane Santana, essa percep\u00e7\u00e3o equivocada continua presente em diversos atendimentos.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u201cMesmo com produ\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de espermatozoides, existem muitos fatores masculinos que podem levar a altera\u00e7\u00f5es de fertilidade. A avalia\u00e7\u00e3o dos dois parceiros \u00e9 essencial para definir o melhor tratamento. Quando apenas a mulher \u00e9 avaliada, perdemos um tempo precioso\u201d, explica.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/teste-de-gravidez-1024x683.jpg\" alt=\"M\u00e3o segurando um teste de gravidez branco e azul\" class=\"wp-image-538790\"  \/>Cada paciente responde de maneira diferente ao ciclo de FIV (Imagem: PeopleImages | Shutterstock)<\/p>\n<p><strong>4. O ciclo da FIV n\u00e3o \u00e9 igual para todos<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Um ciclo de FIV costuma acompanhar o ritmo do ciclo menstrual, mas cada paciente responde de maneira diferente. \u201cUm ciclo convencional leva de 10 a 14 dias at\u00e9 a coleta dos \u00f3vulos, mas a resposta aos est\u00edmulos hormonais \u00e9 individual. Em alguns casos, sobretudo com reserva ovariana baixa, \u00e9 esperado que mais de um ciclo seja necess\u00e1rio\u201d, explica Viviane Santana. <\/p>\n<p class=\"texto\">Esse ponto \u00e9 fundamental para evitar frustra\u00e7\u00f5es. \u201cMuitas situa\u00e7\u00f5es interpretadas como \u2018fracasso\u2019 s\u00e3o, na verdade, parte natural do processo. O alinhamento de expectativas evita abandono e sofrimento emocional desnecess\u00e1rio\u201d, completa.<\/p>\n<p class=\"texto\">Viviane Santana refor\u00e7a que tamb\u00e9m n\u00e3o existe uma \u201ctaxa de sucesso\u201d universal. \u201cOs fatores s\u00e3o m\u00faltiplos e individuais. N\u00e3o h\u00e1 uma taxa de sucesso \u00fanica que se aplique a todos os casos\u201d, diz.<\/p>\n<p><strong>5. Desconfortos e riscos: nem tudo \u00e9 t\u00e3o grave ou t\u00e3o leve quanto parece<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">As redes sociais podem amplificar medos ou minimizar riscos. \u201cH\u00e1 pacientes que sentem mais desconfortos, outras menos. \u00c9 muito individual. Os efeitos mais comuns s\u00e3o incha\u00e7o, dor nas aplica\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es de humor\u201d, diz Viviane Santana. <\/p>\n<p class=\"texto\">Ela explica que alguns medos ficaram ultrapassados. \u201cO <strong>receio de gravidez<\/strong> gemelar ap\u00f3s FIV \u00e9 muito superdimensionado. Hoje, a transfer\u00eancia de embri\u00f5es \u00e9 ajustada e, na maioria dos casos, \u00e9 feita com apenas um embri\u00e3o\u201d, destaca.<\/p>\n<p class=\"texto\">Por outro lado, alguns riscos merecem mais aten\u00e7\u00e3o. \u201cComplica\u00e7\u00f5es como rea\u00e7\u00f5es exageradas aos horm\u00f4nios ou tor\u00e7\u00f5es ovarianas existem e precisam de acompanhamento rigoroso. Seguir a orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica \u00e9 crucial para evitar problemas\u201d, orienta.<\/p>\n<p><strong>6. Custos: avan\u00e7os tornaram o acesso mais diverso, mas ainda limitado<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Os avan\u00e7os recentes trouxeram novas op\u00e7\u00f5es de medicamentos e t\u00e9cnicas, permitindo adaptar o tratamento \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de cada paciente. \u201cHoje existem alternativas para reduzir custos, sempre conforme a indica\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Alguns centros tamb\u00e9m t\u00eam programas com valores mais acess\u00edveis para determinados perfis\u201d, explica Viviane Santana. <\/p>\n<p class=\"texto\">Mas ela lembra que o cen\u00e1rio ainda \u00e9 desafiador no Brasil. \u201cInfelizmente, temos poucos centros p\u00fablicos e a maioria dos planos n\u00e3o reembolsa o tratamento. A amplia\u00e7\u00e3o do acesso ainda \u00e9 um ponto importante a ser desenvolvido\u201d, afirma.<strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>7. A tecnologia evoluiu, mas nem toda novidade \u00e9 solu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O avan\u00e7o da <strong>reprodu\u00e7\u00e3o assistida <\/strong>nos \u00faltimos anos \u00e9 significativo. \u201cHoje temos medicamentos mais seguros, laborat\u00f3rios de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o e maior individualiza\u00e7\u00e3o dos tratamentos, o que aumenta as chances de sucesso\u201d, explica Viviane Santana.<\/p>\n<p class=\"texto\">Mas \u00e9 importante cautela com supostas \u201cinova\u00e7\u00f5es\u201d populares nas redes. \u201cModismos que prometem resultados milagrosos n\u00e3o t\u00eam respaldo cient\u00edfico. Cada caso deve ser avaliado para entender o que realmente agrega ao tratamento\u201d, alerta.<\/p>\n<p><strong>8. O fator emocional \u00e9 t\u00e3o importante quanto o cl\u00ednico<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Viviane Santana destaca que a jornada da infertilidade traz forte impacto emocional. \u201cH\u00e1 altos \u00edndices de ansiedade, estresse e depress\u00e3o entre pacientes que enfrentam dificuldades para engravidar. Esses sentimentos aparecem em todas as etapas, desde as tentativas naturais \u00e0s fases da FIV\u201d, explica.<\/p>\n<p class=\"texto\">O acompanhamento psicol\u00f3gico pode ser decisivo para o sucesso. \u201cA taxa de abandono do tratamento \u00e9 alta, e a maior causa \u00e9 o esgotamento emocional. Quando o casal tem apoio psicol\u00f3gico, enfrenta melhor o processo e tem mais chance de permanecer at\u00e9 o fim, o que aumenta as chances de sucesso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Import\u00e2ncia da avalia\u00e7\u00e3o precoce<\/p>\n<p class=\"texto\">Viviane Santana refor\u00e7a que informa\u00e7\u00e3o e tempo s\u00e3o aliados fundamentais ao longo de toda a jornada reprodutiva. \u201cMulheres com at\u00e9 35 anos e sem hist\u00f3rico de problemas reprodutivos podem tentar engravidar naturalmente por at\u00e9 um ano, porque esse \u00e9 o tempo considerado normal de tentativas. J\u00e1 para mulheres acima de 35 anos ou com hist\u00f3rico familiar, o ideal \u00e9 buscar orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica ap\u00f3s seis meses sem sucesso. Quanto mais cedo vier a avalia\u00e7\u00e3o, maiores s\u00e3o as chances de um tratamento assertivo e de transformar o sonho em realidade\u201d, conclui.<\/p>\n<p class=\"texto\">Por Flavia Flores <\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Fertiliza%C3%A7%C3%A3o+in+Vitro%3A+8+informa%C3%A7%C3%B5es+essenciais+para+entender+o+tratamento%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/revista-do-correio\/2025\/12\/7312111-fertilizacao-in-vitro-8-informacoes-essenciais-para-entender-o-tratamento.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2025%2F12%2F7312111-fertilizacao-in-vitro-8-informacoes-essenciais-para-entender-o-tratamento.html&amp;text=Fertiliza%C3%A7%C3%A3o+in+Vitro%3A+8+informa%C3%A7%C3%B5es+essenciais+para+entender+o+tratamento\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Frevista-do-correio%2F2025%2F12%2F7312111-fertilizacao-in-vitro-8-informacoes-essenciais-para-entender-o-tratamento.html&amp;text=Fertiliza%C3%A7%C3%A3o+in+Vitro%3A+8+informa%C3%A7%C3%B5es+essenciais+para+entender+o+tratamento\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1762975755_52_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Fertiliza\u00e7\u00e3o in Vitro (FIV) \u00e9 um dos tratamentos mais populares quando o tema \u00e9 dificuldade para engravidar,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":184984,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[538,4913,1041,116,2558,32,33,117,10991],"class_list":{"0":"post-184983","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-bem-estar","9":"tag-edicase","10":"tag-gravidez","11":"tag-health","12":"tag-maternidade","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-saude-bem-estar"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115704772420658621","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184983","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=184983"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/184983\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/184984"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=184983"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=184983"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=184983"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}