{"id":185206,"date":"2025-12-12T10:25:15","date_gmt":"2025-12-12T10:25:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/185206\/"},"modified":"2025-12-12T10:25:15","modified_gmt":"2025-12-12T10:25:15","slug":"soldado-recorda-jornalista-ucraniana-em-prisao-russa-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/185206\/","title":{"rendered":"Soldado recorda jornalista ucraniana em pris\u00e3o russa \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna foi detida durante uma reportagem e morreu ap\u00f3s agress\u00f5es na pris\u00e3o Russa. Um soldado dos Azov que esteve com a jornalista na pris\u00e3o conta como foram \u00faltimos dias e estado em que se encontrava: <strong>\u201cEla estava muito, muito magra. Mal se aguentava de p\u00e9.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Um soldado ucraniano do regimento Azov revelou que Viktoriia Roshchyna morreu depois de ser transportada para a Sizo-3, uma pris\u00e3o na cidade de Kizel, perto dos montes Urais, numa viagem que come\u00e7ou de comboio e terminou em cami\u00e3o.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es s\u00e3o de uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2025\/dec\/11\/eyewitness-viktoriia-roshchyna-final-days-ukraine-russia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">investiga\u00e7\u00e3o do \u201cProjecto Viktoria\u201d<\/a>, uma iniciativa de v\u00e1rios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social internacionais criada para investigar o desaparecimento da jornalista de 27 anos, que procurou saber como foram os \u00faltimos dias de cativeiro da jornalista ucraniana, que morreu em 2026.<\/p>\n<p>O soldado Mykyta Semenov contou que viajou na mesma carruagem do que a jornalista Viktoriia Roshchyna quando foram transportados para uma pris\u00e3o russa. \u201cEu vi-a. Ela passou pelo nosso compartimento\u201d, disse Semenov, descrevendo que a jornalista usava \u201cum vestido de ver\u00e3o azul-claro com flores, uns t\u00e9nis de ver\u00e3o com solas brancas, desportivos e levava um pequeno espelho de maquilhagem\u201d.<\/p>\n<p>Recorda-se que Roshchyna andava com as m\u00e3os atr\u00e1s das costas e numa posi\u00e7\u00e3o de stress. Al\u00e9m disso, fez greve de fome num centro de deten\u00e7\u00e3o e estava visivelmente debilitada. <strong>\u201cParecia que tudo era dif\u00edcil: era dif\u00edcil andar, era dif\u00edcil comer, era dif\u00edcil falar. Parecia que aquele vestido dela\u2026 que o vestido \u00e9 que a sustentava<\/strong>\u201c, recordou Viktoriia Roshchyna.<\/p>\n<p>Antes, a jornalista tinha estado presa quase nove meses na pris\u00e3o preventiva Sizo-2, em Taganrog, considerada uma\u00a0\u201cGuant\u00e1namo russo\u201d pelas condi\u00e7\u00f5es. De acordo com o jornal The Guardian, as tropas russas tinham prometido a Roshchyna que seria libertada em troca de prisioneiros, mas acabou por seguir para leste rumo a outra pris\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEla estava muito, muito magra. Mal se aguentava de p\u00e9. Via-se que tinha sido uma rapariga bonita, mas <strong>tinham-na transformado numa m\u00famia<\/strong>: pele amarela, cabelo que parecia\u2026 sem vida\u201d, descreveu o soldado dos Azov, que revelou que o grupo em que seguia a jornalista saiu da primeira pris\u00e3o a 9 de setembro e chegou \u00e0 seguinte dois dias depois.<\/p>\n<p>Semenov chegou a ser vizinho de cela da jornalista e conseguia identificar a jornalista atrav\u00e9s do som. Ali\u00e1s, lembra-se que n\u00e3o comia carne por \u201cqualquer problema no corpo\u201d e, por isso, trocava a carne por legumes.<\/p>\n<p>Recorda tamb\u00e9m a viagem para a pris\u00e3o como violenta, com guardas a beber \u00e1lcool e ordens para espancamentos. Viu o colega ser levado por 15 ou 20 minutos e contou o que aconteceu: \u201cContou-me que o chefe tinha um adjunto, um paraquedista, e que os dois o tinham espancado na cara e na zona do f\u00edgado. Ambos estavam b\u00eabados.\u201d A agress\u00e3o foi at\u00e9 filmada numa videochamada.<\/p>\n<p>Na chegada ao local, tamb\u00e9m foi colocado um saco na cabe\u00e7a de Mykyta Semenov, foi colocado de joelhos. \u201cFaltava-me o ar. Come\u00e7aram a gritar, a perguntar a nossa unidade, a nossa idade. E gritava-se e ouvia-se gemidos de todos os lados\u201d, referiu, lembrando que foram espancados naquele que era conhecido como um \u201critual\u201d da pris\u00e3o em Kizel. No estabelecimento as regras eram duras, com a necessidade de pedir autoriza\u00e7\u00e3o para os prisioneiros se sentarem, irem \u00e0 casa de banho ou at\u00e9 beberem \u00e1gua.<\/p>\n<p>Semenov recordou que eram obrigados a passar a maior parte do tempo de p\u00e9 e que nem sequer era permitido falar, fazer gestos ou ter as m\u00e3os nos bolsos.<\/p>\n<p>O soldado regressou a casa no ver\u00e3o deste ano e a \u00faltima vez que ouviu falar da jornalista continuava em greve de fome, mas soube que estava noutro edif\u00edcio.\u00a0<strong> \u201cSoube que tinha problemas de sa\u00fade e que at\u00e9 lhes tinham permitido sentar-se na cela\u201d<\/strong>, recordou, sublinhando que\u00a0sobreviveu apenas oito dias em Kizel.<\/p>\n<p>No dia 19 de setembro, o Minist\u00e9rio da Defesa russo informou a fam\u00edlia do \u00f3bito da jornalista. Mais tarde, reporta o Guardian, a aut\u00f3psia revelou que sofreu viol\u00eancia, sendo que o corpo tinhas n\u00f3doas negras no pesco\u00e7o e uma fratura num osso causado por estrangulamento. A causa e o local da morte nunca foram oficialmente confirmados.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A jornalista ucraniana Viktoriia Roshchyna foi detida durante uma reportagem e morreu ap\u00f3s agress\u00f5es na pris\u00e3o Russa. 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