{"id":185387,"date":"2025-12-12T13:16:14","date_gmt":"2025-12-12T13:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/185387\/"},"modified":"2025-12-12T13:16:14","modified_gmt":"2025-12-12T13:16:14","slug":"angelica-conta-o-que-aprendeu-com-tragedias-diz-que-falar-ajudou-a-curar-peso-de-abuso-sexual-e-lembra-trauma-com-assalto-aos-tres-anos-medo-de-gente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/185387\/","title":{"rendered":"Ang\u00e9lica conta o que aprendeu com trag\u00e9dias, diz que falar ajudou a curar peso de abuso sexual e lembra trauma com assalto aos tr\u00eas anos: &#8216;Medo de gente&#8217;"},"content":{"rendered":"\n<p class=\" content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Um assalto em que viu, aos tr\u00eas anos de idade, o pai ser baleado. Um pouso for\u00e7ado de avi\u00e3o que p\u00f4s sua fam\u00edlia em risco. Um acidente grave que quase ceifou a vida de um de seus filhos. A vida de <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/personalidade\/angelica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ang\u00e9lica<\/a> \u00e9 marcada por trag\u00e9dias. Mas ela prefere enxergar o copo cheio como mostra em entrevista \u00e0 jornalista Maria Fortuna. Durante o videocast &#8216;<a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/tudo-sobre\/assunto\/conversa-vai-conversa-vem\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Conversa vai, conversa vem<\/a>&#8216; &#8211; no ar no Youtube e nas redes sociais do Globo, al\u00e9m de no Spotify -, a apresentadora conta o que aprendeu em cada uma dessas situa\u00e7\u00f5es de vulnerabilidade. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Voc\u00ea se tornou artista por causa de um trauma. Viu um assalto em que seu pai foi baleado. Para te alegrar, sua m\u00e3e come\u00e7ou a te levar \u00e0 TV. Junto com sua fam\u00edlia, sobreviveu a um pouso for\u00e7ado de avi\u00e3o. Seu filho sofreu um acidente grave. Podemos dizer que a sua vida \u00e9 marcada por renascimentos a partir dessas trag\u00e9dias?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Sim. E agrade\u00e7o a todas elas porque, de alguma forma, me constitu\u00edram assim, me colocaram nessa for\u00e7a, me ensinaram muito. Com tr\u00eas anos viver um assalto \u00e9 um trauma gigantesco. De momentos vulner\u00e1veis, pesados, sa\u00ed mais forte, com mais sagacidade. Claro que isso \u00e9 olhar para o lado bom, busquei isso. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Quando eu era crian\u00e7a, foi intuitivo na minha m\u00e3e&#8230; Eu muito pequena, traumatizada com tudo que tinha vivido. Depois do assalto, do trauma pesad\u00edssimo que estava vivendo, eu n\u00e3o gostava de gente. N\u00e3o podia ver gente. Com tr\u00eas anos, andava na rua embaixo da saia da minha m\u00e3e, literalmente. N\u00e3o olhava para as pessoas, tinha medo de gente. Ela me levou para o programa do Chacrinha porque aquilo me alegrava. Veio a televis\u00e3o que virou um mundo para mim. Foi atrav\u00e9s desse assalto. Se n\u00e3o fosse isso, talvez n\u00e3o tivesse rolado. <\/p>\n<ul class=\"content-unordered-list\">\n<li><strong>Pedro Bial.<\/strong> <a class=\"\" href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/noticia\/2025\/11\/24\/o-melhor-que-tenho-para-dar-e-agora-diz-pedro-bial.ghtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#8216;N\u00e3o escolhi, peguei os bondes&#8217;<\/a>, diz jornalista ao &#8216;Conversa vai, conversa vem&#8217;<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Depois do acidente de avi\u00e3o, fiquei muito mal de cabe\u00e7a, com crise de p\u00e2nico. E a\u00ed comecei a me aprofundar no caminho do autocuidado. A experi\u00eancia com meu filho considero a mais dolorosa. At\u00e9 mais que o acidente do avi\u00e3o porque filho, n\u00e9, \u00e9 visceral&#8230; N\u00e3o d\u00e1 pra explicar o que a gente sente quando v\u00ea um filho numa situa\u00e7\u00e3o de risco de vida. Mas tamb\u00e9m me me ensinou muito sobre amor, for\u00e7a. At\u00e9 a que ele mesmo passou pra gente. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Boto como b\u00ean\u00e7\u00e3o para que eu me tornasse uma pessoa forte e desse valor \u00e0 vida al\u00e9m do que muita gente d\u00e1. Quando se vive uma coisa dessas, a vida ganha um brilho diferente, uma coisa pura e importante. Tudo isso me mostrou o a import\u00e2ncia de viver o momento, de estar presente e com pessoas que importam. N\u00e3o perder tempo com bobeira, com briga. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> <strong>Recentemente, revelou ter sofrido um abuso sexual na \u00e9poca da divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica &#8220;Vou de t\u00e1xi&#8221;, em Paris. Como esse epis\u00f3dio te marcou e qual a import\u00e2ncia de falar sobre ele?<\/strong> <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Tem que falar. S\u00f3 falei h\u00e1 pouco tempo porque n\u00e3o sabia que tinha vivido isso um abuso. Descobri ao entrevistar Luciana Temer, do Instituto Liberta. Ela narrou uma situa\u00e7\u00e3o parecida e eu: &#8220;Mas isso \u00e9 abuso? Ent\u00e3o, quero contar um&#8221;. Na hora, me deu vontade de contar. Depois que falei, tirei um peso gigante que nem sabia que tinha. Estava marcado, printado na minha hist\u00f3ria. <\/p>\n<p class=\" content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"> Achava que abuso era estupro, toque nas partes \u00edntimas. N\u00e3o tinha parado para prestar aten\u00e7\u00e3o que existe o abuso verbal, o abuso sutil, que foi o que vivi. As pessoas ficarem passando a m\u00e3o em mim e ningu\u00e9m fazer nada. Isso \u00e9 muito triste, viver isso em sil\u00eancio. Achar que a culpa \u00e9 sua. Ah, aconteceu com ela porque estava com a saia curta&#8230; Acontece muito, est\u00e1 acontecendo agora. E n\u00e3o \u00e9 pouco. Tem que falar com as meninas, dar nome \u00e0s coisas, ilustrar, fazer visualizarem a cena. N\u00e3o vou dizer que \u00e9 f\u00e1cil chegar para uma menina de 12 e dizer: &#8220;Se o menino chegar e colocar a m\u00e3o aqui, voc\u00ea tem que afastar, gritar&#8221;. Eu j\u00e1 falo mais: &#8220;Chuta ele!&#8221; <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um assalto em que viu, aos tr\u00eas anos de idade, o pai ser baleado. 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