{"id":186044,"date":"2025-12-12T23:08:08","date_gmt":"2025-12-12T23:08:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/186044\/"},"modified":"2025-12-12T23:08:08","modified_gmt":"2025-12-12T23:08:08","slug":"por-que-a-dor-nas-costas-virou-uma-epidemia-silenciosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/186044\/","title":{"rendered":"por que a dor nas costas virou uma epidemia silenciosa"},"content":{"rendered":"<p><strong>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que oito em cada dez pessoas sentir\u00e3o dor na coluna em algum momento da vida.<\/strong> Apesar de t\u00e3o comum, esse sintoma ainda \u00e9 frequentemente tratado como algo \u201cnormal\u201d da idade ou da rotina de trabalho. Para especialistas, por\u00e9m, trata-se de um importante sinal de alerta do corpo, e o modo de vida atual tem intensificado esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u00c9 o que explica Rossano Paim, s\u00f3cio diretor da Sou Coluna, cl\u00ednica especializada em problemas na coluna vertebral. Ele refor\u00e7a que<strong> a dor nas costas \u00e9 apenas um sintoma, n\u00e3o o problema em si. <\/strong>Logo, tratar apenas a dor sem investigar sua origem \u00e9 como desligar o alarme de inc\u00eandio sem apagar o fogo.<\/p>\n<p>Os tr\u00eas pilares do problema <\/p>\n<p>Segundo Paim, as causas das dores na coluna podem ser divididas em tr\u00eas pilares:<\/p>\n<p><strong>Qu\u00edmica:<\/strong> ligada a h\u00e1bitos como <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/comportamento\/como-a-rotina-intensa-e-desgastante-fez-crescer-a-busca-de-mulheres-por-ajuda-nos-alco%C3%B3licos-an%C3%B4nimos-1.1625384\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>consumo frequente de \u00e1lcool<\/strong><\/a>, cigarro e alimenta\u00e7\u00e3o rica em ultraprocessados ou gorduras em excesso.<\/p>\n<p><strong>F\u00edsica:<\/strong> relacionada \u00e0 postura e ao tempo que se passa em posi\u00e7\u00f5es ruins: muitas horas sentado, computador mal ajustado, celular usado sempre com a cabe\u00e7a baixa.<\/p>\n<p><strong>Emocional: <\/strong>envolve estresse, ansiedade, rotina corrida, preocupa\u00e7\u00e3o constante e <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/not%C3%ADcias\/sa%C3%BAde\/entenda-como-a-priva%C3%A7%C3%A3o-do-sono-pode-prejudicar-a-imunidade-1.1617081\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>priva\u00e7\u00e3o de sono<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p><strong>O ritmo acelerado da vida contempor\u00e2nea tem sido um dos principais respons\u00e1veis pelo agravamento desse quadro. <\/strong>Conforme observa Rossano, a sociedade atual parece estar cada vez mais ansiosa, o que leva ao negligenciamento do cuidado com o pr\u00f3prio corpo, gerando uma cascata de problemas de sa\u00fade.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se intensificou ainda mais ap\u00f3s a pandemia, quando o <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/bellacasa\/6-ideias-de-home-office-para-diferentes-estilos-de-casa-1.1669427\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>home office<\/strong><\/a> deixou de ser uma possibilidade para se tornar a \u00fanica op\u00e7\u00e3o para diversos trabalhadores. O problema, explica Paim, \u00e9 que muitas pessoas n\u00e3o tinham a estrutura adequada para se adaptar ao novo modelo de trabalho, utilizando sof\u00e1s, mesas de sala e notebooks sem suportes apropriados. \u201cIsso, mantido por meses e anos, cobra um pre\u00e7o da coluna\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 fundamental adotar cuidados di\u00e1rios que v\u00e3o al\u00e9m do mobili\u00e1rio de estrutura. Para reduzir o impacto do trabalho sentado, Rossano indica alguns cuidados b\u00e1sicos. Confira:<\/p>\n<p>deixar o monitor na altura dos olhos;<\/p>\n<p><strong>\u2022<\/strong> usar uma cadeira ajustada \u00e0 altura do corpo;<br \/><strong>\u2022<\/strong> manter os p\u00e9s bem apoiados, sem ficarem soltos no ar;<br \/><strong>\u2022<\/strong> se esfor\u00e7ar para fazer pequenas pausas ao longo do dia para levantar e se alongar.<\/p>\n<p>No entanto, o que se observa na pr\u00e1tica \u00e9 bem diferente. <strong>Com a sobrecarga de demandas profissionais, essas pausas, por mais que sejam recomendadas, raramente acontecem.<\/strong> Fora do expediente, o uso excessivo do celular tamb\u00e9m mant\u00e9m o corpo em posi\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas ficam o dia inteiro com a cabe\u00e7a para baixo olhando para o celular. A cada gera\u00e7\u00e3o que passa, o celular \u00e9 mais comum. J\u00e1 vemos crian\u00e7as pequenas com esse h\u00e1bito, o que pode gerar problemas futuros\u201d, alerta Paim.<\/p>\n<p>Essa combina\u00e7\u00e3o de fatores cria o que especialistas chamam de <strong>\u201cefeito cascata\u201d<\/strong>: um problema que se intensifica progressivamente.<\/p>\n<p>A dor como ponta do iceberg <\/p>\n<p><strong>Um dos enganos mais comuns \u00e9 achar que dor nas costas \u00e9 algo \u201cnatural\u201d com o passar dos anos. Para Paim, na maioria dos casos, a dor \u00e9 s\u00f3 o \u00faltimo sinal de um problema que come\u00e7ou bem antes.<\/strong><\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cMuitas vezes, as pessoas s\u00f3 buscam tratamento quando a dor j\u00e1 est\u00e1 instalada. Mas o problema pode ter come\u00e7ado muito antes, de forma silenciosa\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A coluna vertebral desempenha papel fundamental no corpo humano, muito al\u00e9m da sustenta\u00e7\u00e3o. O especialista esclarece que ela \u00e9 respons\u00e1vel por proteger a medula, por onde passam as informa\u00e7\u00f5es que o c\u00e9rebro envia para os \u00f3rg\u00e3os. Quando h\u00e1 desalinhamento, essa comunica\u00e7\u00e3o pode ser prejudicada.<\/p>\n<p>Paim utiliza uma analogia para facilitar o entendimento: &#8220;\u00c9 como um fio com mau contato. Se a coluna est\u00e1 desalinhada, pode estar inibindo a transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es para o est\u00f4mago, por exemplo, gerando problemas digestivos que aparentemente n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com a coluna\u201d, explica.<\/p>\n<p>Por que quase ningu\u00e9m pensa em preven\u00e7\u00e3o <\/p>\n<p>Mesmo com tantos casos de dor, Rossano informa que <strong>a cultura de preven\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o consolidada no Brasil<\/strong>, fazendo com que a maioria das pessoas s\u00f3 procure ajuda quando a dor j\u00e1 est\u00e1 presente. \u201cOs dentistas fizeram um bom trabalho educando a popula\u00e7\u00e3o sobre check-ups de seis em seis meses. Nosso objetivo \u00e9 criar essa mesma consci\u00eancia para a sa\u00fade da coluna\u201d, afirma.<\/p>\n<p><strong>Ele lembra ainda que o cuidado deveria come\u00e7ar desde cedo.<\/strong> O parto, as quedas quando o beb\u00ea est\u00e1 aprendendo a andar e, at\u00e9 mesmo o uso precoce de telas j\u00e1 colocam algum n\u00edvel de estresse sobre a coluna. <strong>\u201cA preven\u00e7\u00e3o deveria ser um h\u00e1bito para a vida toda\u201d<\/strong>, recomenda.<\/p>\n<p>Ajustes simples que fazem diferen\u00e7a <\/p>\n<p>Para quem quer come\u00e7ar a cuidar melhor da coluna, Paim sugere mudan\u00e7as poss\u00edveis dentro da rotina:<\/p>\n<p>\u27a1\ufe0f beber \u00e1gua ao longo do dia, e n\u00e3o apenas em grandes quantidades de uma vez;<br \/>\u27a1\ufe0f praticar atividade f\u00edsica com regularidade, seja muscula\u00e7\u00e3o, esporte ou <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/6-exercicios-para-aliviar-dores-causadas-pelo-trabalho-no-computador-1.1653908\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>alongamentos<\/strong><\/a> orientados;<br \/>\u27a1\ufe0f interromper per\u00edodos muito longos sentado, levantando-se para caminhar e se mexer;<br \/>\u27a1\ufe0f cuidar do sono, tentando manter hor\u00e1rios mais regulares e priorizando dormir de lado, com travesseiro e apoio entre os joelhos;<br \/>\u27a1\ufe0f manter a consci\u00eancia sobre a pr\u00f3pria postura ao longo da rotina;<br \/>\u27a1\ufe0f identificar o pr\u00f3prio limite para gerenciar o estresse e n\u00e3o se exigir al\u00e9m dos limites.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/6-mitos-e-verdades-sobre-exerc%C3%ADcios-f%C3%ADsicos-e-massa-muscular-que-voc%C3%AA-precisa-saber-1.1637939\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>fortalecimento muscular<\/strong><\/a> \u00e9 fundamental porque ajuda a manter a coluna alinhada por mais tempo. \u201c\u00c9 como uma academia para a estrutura do corpo&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Veja Tamb\u00e9m<\/p>\n<p>Quando \u00e9 hora de procurar ajuda <\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: <strong>dores frequentes nas costas n\u00e3o devem ser ignoradas.<\/strong> \u201cA dor geralmente aparece por \u00faltimo. \u00c0s vezes o problema j\u00e1 existe, mas a pessoa ainda n\u00e3o sente dor devido \u00e0 sua estrutura f\u00edsica. Quanto antes buscar avalia\u00e7\u00e3o, melhor\u201d, orienta.<\/p>\n<p>E faz um alerta importante: \u201cNosso corpo \u00e9 nosso principal ve\u00edculo. Se ele estragar, paramos. E a coluna n\u00e3o pode ser substitu\u00edda. Por isso, cuidar dela n\u00e3o \u00e9 opcional, \u00e9 essencial\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) estima que oito em cada dez pessoas sentir\u00e3o dor na coluna em&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":186045,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1061,3904,1403,4984,116,32,33,117,2268,15815],"class_list":{"0":"post-186044","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-bella-mais","9":"tag-coluna","10":"tag-comportamento","11":"tag-dor-nas-costas","12":"tag-health","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude","16":"tag-saude-feminina","17":"tag-uso-excessivo-de-telas"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115709116724578352","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186044","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=186044"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186044\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/186045"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=186044"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=186044"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=186044"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}