{"id":186377,"date":"2025-12-13T07:49:10","date_gmt":"2025-12-13T07:49:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/186377\/"},"modified":"2025-12-13T07:49:10","modified_gmt":"2025-12-13T07:49:10","slug":"porque-e-que-a-russia-quer-o-donbass-da-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/186377\/","title":{"rendered":"Porque \u00e9 que a R\u00fassia quer o Donbass da Ucr\u00e2nia?"},"content":{"rendered":"<p>Quando a R\u00fassia invadiu a Ucr\u00e2nia pela primeira vez em 2014, rapidamente anexou a Crimeia e enviou as suas tropas para as regi\u00f5es orientais da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>O principal alvo de Moscovo era o Donbass, a \u00e1rea que inclui duas das regi\u00f5es da Ucr\u00e2nia, Donetsk e Luhansk.<\/p>\n<p>Passados mais de dez anos, a R\u00fassia continua a tentar obter o controlo total do Donbass, impondo as suas exig\u00eancias territoriais no &#8220;quadro de paz&#8221;, mediado pelos EUA.<\/p>\n<p>Washington aumentou a press\u00e3o sobre Kiev, for\u00e7ando a Ucr\u00e2nia a fazer concess\u00f5es significativas, enquanto o compromisso da R\u00fassia seria &#8220;simplesmente parar de lutar&#8221;, disse anteriormente o presidente dos EUA, Donald Trump.<\/p>\n<p>&#8220;Eles (os russos) est\u00e3o a fazer concess\u00f5es. A sua grande concess\u00e3o \u00e9 deixarem de lutar e n\u00e3o tomarem mais terras&#8221;, afirmou Trump.<\/p>\n<p>Espera-se que a Ucr\u00e2nia fa\u00e7a concess\u00f5es significativamente maiores, sendo as garantias de seguran\u00e7a, o estatuto da central nuclear de Zapor\u00edjia e o Donbass os pontos mais sens\u00edveis das negocia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Moscovo n\u00e3o reduziu as suas exig\u00eancias e quer que a Ucr\u00e2nia abandone a regi\u00e3o do Donbass, incluindo partes das regi\u00f5es de Donetsk e Luhansk que a R\u00fassia n\u00e3o conseguiu ocupar ao longo de mais de uma d\u00e9cada de guerra.<\/p>\n<p>O assessor de pol\u00edtica externa do Kremlin, Yuri Ushakov, que alegadamente trabalhou na proposta inicial de 28 pontos da R\u00fassia, declarou de forma enganosa, na sexta-feira, que &#8220;todo o Donbass pertence \u00e0 R\u00fassia&#8221;.<\/p>\n<p>De acordo com o plano divulgado, Moscovo n\u00e3o s\u00f3 quer que a Ucr\u00e2nia se retire dos seus pr\u00f3prios territ\u00f3rios, como tamb\u00e9m quer que os EUA reconhe\u00e7am o Donbass como russo**.**<\/p>\n<p><strong>Quem controla o Donbass?<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de ataques das tropas russas, a regi\u00e3o ucraniana de Luhansk est\u00e1 quase totalmente ocupada por Moscovo.<\/p>\n<p>Mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente na regi\u00e3o de Donetsk, onde as for\u00e7as ucranianas det\u00eam atualmente cerca de 6.600 quil\u00f3metros quadrados.<\/p>\n<p>De acordo com o grupo de reflex\u00e3o do Instituto para o Estudo da Guerra (ISW na sigla em ingl\u00eas), sediado nos EUA, mesmo com o ritmo atual dos avan\u00e7os e com o enorme empenhamento de recursos, as for\u00e7as russas s\u00f3 poderiam tomar o resto da regi\u00e3o de Donetsk em agosto de 2027.<\/p>\n<p>Esta zona est\u00e1 tamb\u00e9m fortemente fortificada pelas tropas ucranianas, ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de defesa feroz contra a ofensiva russa.<\/p>\n<p>Kiev tem vindo a refor\u00e7ar continuamente a sua &#8220;cintura de fortaleza&#8221; do Donbass, que se estende por 50 km atrav\u00e9s da parte ocidental de Donetsk.<\/p>\n<p>&#8220;A Ucr\u00e2nia passou os \u00faltimos 11 anos a investir tempo, dinheiro e esfor\u00e7os no refor\u00e7o da cintura de fortaleza e na cria\u00e7\u00e3o de infraestruturas industriais e defensivas significativas&#8221;, afirma o ISW.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a ocupa\u00e7\u00e3o russa de v\u00e1rias cidades na Ucr\u00e2nia, incluindo Avdiivka e Bakhmut, Kiev ajustou a sua linha de defesa e refor\u00e7ou ainda mais a sua rede de fortifica\u00e7\u00f5es, trincheiras, campos minados e barreiras anti-tanque.<\/p>\n<p><strong>Potencial econ\u00f3mico do Donbass<\/strong><\/p>\n<p>Antes da primeira invas\u00e3o russa em 2014, o Donbass era a pot\u00eancia econ\u00f3mica da Ucr\u00e2nia. Esta zona albergava as maiores empresas industriais do pa\u00eds, incluindo f\u00e1bricas metal\u00fargicas, de carv\u00e3o e qu\u00edmicas que exportavam para todo o mundo.<\/p>\n<p>O Centro de Investiga\u00e7\u00e3o Econ\u00f3mica e Empresarial, com sede em Londres, estima que a regi\u00e3o do Donbass representava cerca de 15,7% do PIB da Ucr\u00e2nia e 14,7% da sua popula\u00e7\u00e3o antes de 2014.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a invas\u00e3o russa, entre 2014 e 2021, a Ucr\u00e2nia perdeu mais de 80 mil milh\u00f5es de euros devido \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o deste territ\u00f3rio por Moscovo, ou seja, cerca de 8% do PIB do pa\u00eds antes da guerra, por ano.<\/p>\n<p>No in\u00edcio deste ano, a \u00faltima mina de carv\u00e3o em funcionamento na Ucr\u00e2nia foi for\u00e7ada a encerrar na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, os EUA procuraram estabelecer uma &#8220;zona econ\u00f3mica livre&#8221; em partes do Donbass que a Ucr\u00e2nia controla atualmente, disse o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy, acrescentando que Washington quer que Kiev se retire desses territ\u00f3rios.<\/p>\n<p><strong>A Ucr\u00e2nia vai retirar-se do Donbass?<\/strong><\/p>\n<p>Zelenskyy explicou na quinta-feira que os EUA sugerem que a Ucr\u00e2nia se retire do Donbass e que as tropas russas n\u00e3o avancem para o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe quem vai governar este territ\u00f3rio, que eles chamam de &#8220;zona econ\u00f3mica livre&#8221; ou &#8220;zona desmilitarizada&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Se as tropas de um lado tiverem de recuar e as do outro lado ficarem onde est\u00e3o, o que \u00e9 que vai deter essas outras tropas, os russos? Ou o que os impedir\u00e1 de se disfar\u00e7arem de civis e tomarem conta desta zona econ\u00f3mica livre? Tudo isto \u00e9 muito grave&#8221;, declarou Zelenskyy.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o \u00e9 um facto que a Ucr\u00e2nia concorde com isso, mas se estamos a falar de um compromisso, ent\u00e3o tem de ser um compromisso justo&#8221;.<\/p>\n<p>Zelenskyy explicou que, se a Ucr\u00e2nia concordasse com esse esquema, teria de haver elei\u00e7\u00f5es ou um referendo para o ratificar, dizendo que s\u00f3 &#8220;o povo ucraniano&#8221; poderia tomar decis\u00f5es sobre concess\u00f5es territoriais.<\/p>\n<p>Entre 2014 e 2021, pelo menos dois milh\u00f5es de ucranianos foram for\u00e7ados a fugir das suas casas no Donbass devido aos combates, de acordo com dados da ONU. Aproximadamente o mesmo n\u00famero de pessoas continuou a viver sob ocupa\u00e7\u00e3o russa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando a R\u00fassia invadiu a Ucr\u00e2nia pela primeira vez em 2014, rapidamente anexou a Crimeia e enviou as&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":186378,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,12042,15,16,889,14,6390,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,840,29,30,31],"class_list":{"0":"post-186377","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-donbass","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-guerra-na-ucrania","14":"tag-headlines","15":"tag-invasao-da-ucrania-pela-russia","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-portugal","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-pt","28":"tag-top-stories","29":"tag-topstories","30":"tag-ucrania","31":"tag-ultimas","32":"tag-ultimas-noticias","33":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115711165391706278","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186377","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=186377"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/186377\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/186378"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=186377"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=186377"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=186377"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}