{"id":187110,"date":"2025-12-13T22:36:09","date_gmt":"2025-12-13T22:36:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/187110\/"},"modified":"2025-12-13T22:36:09","modified_gmt":"2025-12-13T22:36:09","slug":"nobel-da-paz-entre-os-prisioneiros-libertados-pela-bielorrussia-apos-acordo-com-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/187110\/","title":{"rendered":"Nobel da Paz entre os prisioneiros libertados pela Bielorr\u00fassia ap\u00f3s acordo com os EUA"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\nDe acordo com organiza\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos,<b> os 123 prisioneiros foram libertados em troca do levantamento de san\u00e7\u00f5es norte-americanas contra a Bielorr\u00fassia.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nUm dos ativistas libertados \u00e9 Ales Bialiatsk, laureado com o Nobel da Paz em 2022.\u00a0Em declara\u00e7\u00f5es na chegada a Vilnius ap\u00f3s ter sido libertado,<b> Bialiatsk sublinhou que ainda na noite passada se encontrava &#8220;no beliche de uma cela&#8221; com outros 40 prisioneiros.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;E agora estou em liberdade. \u00c9 claro que as sensa\u00e7\u00f5es que tenho agora s\u00e3o um pouco confusas&#8221;, afirmou o ativista, citado pela ag\u00eancia EFE.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNa chegada a Vilnius, na Litu\u00e2nia, o ativista libertado encontrou-se com a l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o bielorrussa,\u00a0Sviatlana Tsihanouskaya. &#8220;Maravilhoso receber [o] defensor dos direitos humanos e laureado com o Pr\u00e9mio Nobel da Paz, Ales Bialiatski, finalmente em liberdade&#8221;, escreveu nas redes sociais.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nTamb\u00e9m o Comit\u00e9 Nobel noruegu\u00eas reagiu \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o, expressando &#8220;profundo al\u00edvio e sincera alegria&#8221; com a not\u00edcia de Ales Bialiatski.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA liberta\u00e7\u00e3o de Ales Bialistski e dos restantes ativistas &#8220;\u00e9 um momento profundamente bem-vindo e h\u00e1 muito esperado&#8221;, referiu Jorgen Watne Frydnes, presidente do comit\u00e9 noruegu\u00eas em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia France Presse.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>&#8220;Mais de 1.200 prisioneiros pol\u00edticos continuam atr\u00e1s das grades na Bielorr\u00fassia, e a sua deten\u00e7\u00e3o \u00e9 uma ilustra\u00e7\u00e3o clara da repress\u00e3o sist\u00e9mica que ainda decorre no pa\u00eds&#8221;<\/b>, acrescentou, apelando \u00e0s autoridades bielorrussas para que libertem &#8220;todos os presos pol\u00edticos&#8221;.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAgradecimento a Washington&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA conta Poul Pervogo, afiliada \u00e0 presid\u00eancia bielorrussa na plataforma Telegram, adianta que <b>o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, perdoou &#8220;123 cidad\u00e3os de diferentes pa\u00edses&#8221; ap\u00f3s conversa\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos, que anunciaram hoje o levantamento de algumas san\u00e7\u00f5es comerciais contra a Bielorr\u00fassia, nomeadamente ao setor do pot\u00e1ssio.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO enviado especial dos EUA para a Bielorr\u00fassia, John Coale reuniu-se na sexta-feira e hoje com Alexander Lukashenko para conversa\u00e7\u00f5es na capital bielorrussa, Minsk.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nLukashenko governa a Bielorr\u00fassia <b>desde 1994, sendo o primeiro e at\u00e9 hoje o \u00fanico presidente do pa\u00eds. Tem sido repetidamente sancionado n\u00e3o s\u00f3 devido \u00e0 repress\u00e3o pol\u00edtica de opositores, mas tamb\u00e9m pela rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com Moscovo, sobretudo por ter permitido a utiliza\u00e7\u00e3o do seu territ\u00f3rio na invas\u00e3o da Ucr\u00e2nia, em 2022.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNo entanto, Minsk est\u00e1 \u00e0 procura de melhorar as rela\u00e7\u00f5es com Washington e j\u00e1 tinha libertado centenas de prisioneiros desde julho de 2024.\u00a0<b><br \/>&#13;<br \/>\n<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm declara\u00e7\u00f5es \u00e0 ag\u00eancia Reuters, o enviado especial dos Estados Unidos para a Bielorr\u00fassia, John Coale, indicou que <b>os cerca de 1.000 prisioneiros pol\u00edticos que continuam detidos na Bielorr\u00fassia poder\u00e3o ser libertados num grande grupo no decorrer dos pr\u00f3ximos meses.\u00a0<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Acho mais do que poss\u00edvel que alcancemos isso, acho prov\u00e1vel. Estamos no bom caminho, o \u00edmpeto est\u00e1 a\u00ed&#8221;, considerou.\u00a0\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAcrescentou ainda que, sem qualquer prisioneiro pol\u00edtico no pa\u00eds, grande parte das san\u00e7\u00f5es poderia ser suspensa. &#8220;Penso que \u00e9 uma troca justa&#8221;, acrescentou o enviado norte-americano.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNuma mensagem publicada na rede social X, a l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o bielorrussa,\u00a0Sviatlana Tsihanouskaya agradeceu aos Estados Unidos pelos esfor\u00e7os na liberta\u00e7\u00e3o destes ativistas.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>&#8220;Agrade\u00e7o ao Presidente Trump e ao enviado especial John Coale e a toda a Administra\u00e7\u00e3o dos EUA pelos seus grandes e incans\u00e1veis esfor\u00e7os que levaram \u00e0 liberta\u00e7\u00e3o de 123 presos pol\u00edticos hoje &#8211; bielorrussos e cidad\u00e3os estrangeiros<\/b>&#8220;, vincou.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nSviatlana Tsihanouskaya vive no ex\u00edlio e foi candidata presidencial nas elei\u00e7\u00f5es de 2020 ap\u00f3s a deten\u00e7\u00e3o do marido. Foi for\u00e7ada a sair da Bielorr\u00fassia no dia seguinte ao escrut\u00ednio.\u00a0\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nQuem s\u00e3o os ativistas libertados?&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Ales Bialiatski<\/b>, de 63 anos, foi um dos ativistas libertados. Tornou-se um s\u00edmbolo da resist\u00eancia ao regime autorit\u00e1rio de Lukashenko ao receber o Pr\u00e9mio Nobel da Paz em 2022, numa altura em que j\u00e1 se encontrava detido.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nBialiatski tinha sido detido em 2021 e dois anos depois foi condenado a dez anos de pris\u00e3o por alegado contrabando relacionado com o financiamento da Viasna, uma organiza\u00e7\u00e3o de Direitos Humanos da qual \u00e9 fundador.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO ativista negou todas as acusa\u00e7\u00f5es, insistindo que tinham motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA ativista <b>Maria\u00a0Kalesnikav<\/b>, de 43 anos, foi tamb\u00e9m libertada ap\u00f3s as negocia\u00e7\u00f5es com os Estados Unidos. Destacou-se em 2020 nos protestos nas ruas aquando a \u00faltima reelei\u00e7\u00e3o de Alexander Lukashenko.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm setembro desse ano, foi\u00a0colocada \u00e0 for\u00e7a numa carrinha, levada at\u00e9 \u00e0 fronteira com a Ucr\u00e2nia e amea\u00e7ada de expuls\u00e3o &#8220;viva ou em peda\u00e7os&#8221;.\u00a0A ativista respondeu ao rasgar o passaporte para impedir a tentativa de deporta\u00e7\u00e3o.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm 2021, Maria Kalesnikav foi condenada a 11 anos de pris\u00e3o numa col\u00f3nia penal devido a &#8220;atividade extremista&#8221; e &#8220;conspira\u00e7\u00e3o para tomar o poder&#8221;. Foi ainda inclu\u00edda numa lsita de &#8220;pessoas envolvidas em atividades terroristas&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Viktar Babaryka<\/b>, de 62 anos, \u00e9 um ex-banqueiro que foi detido sob acusa\u00e7\u00e3o de &#8220;corrup\u00e7\u00e3o&#8221; meses antes da elei\u00e7\u00e3o presidencial de 2020, ap\u00f3s ter tentado concorrer contra Lukashenko.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Maxim Znak<\/b>, de 44 anos, fazia parte da campanha de Viktar Babaryka, foi condenado em 2021 a dez anos de pris\u00e3o por &#8220;atividades extremistas&#8221; e &#8220;conspira\u00e7\u00e3o para tomar o poder&#8221;. Tal como\u00a0Maria Kalesnikav, foi posteriormente adicionado a uma lista de &#8220;terroristas&#8221; pelos servi\u00e7os de seguran\u00e7a.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Maryna Zolatava<\/b>, de 48 anos, era a editora-chefe do site independente tut.by e foi detida em maio de 2021. Dois anos depois, foi condenada a 12 anos numa col\u00f3nia penal por incitamento ao \u00f3dio e a a\u00e7\u00f5es que visavam prejudicar a seguran\u00e7a nacional.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>Uladzimir Labkovich<\/b>, advogado de 47 anos, foi detido em 2021 e julgado com\u00a0Bialiatski. Em 2023 foi condenado a sete anos numa col\u00f3nia penal.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEntretanto, a Ucr\u00e2nia confirmou que ir\u00e1 receber a quase totalidade dos 114 prisioneiros libertados pelo presidente bielorrusso, incluindo\u00a0Maria Kalesnikav, Viktar Babaryka e\u00a0Maryna Zolatava.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n(com ag\u00eancias)&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; De acordo com organiza\u00e7\u00f5es de Direitos Humanos, os 123 prisioneiros foram libertados em troca do levantamento de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":187111,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[37948,22626,2870,27,28,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-187110","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-ales-bialiatski","9":"tag-alexander-lukashenko","10":"tag-bielorrussia","11":"tag-breaking-news","12":"tag-breakingnews","13":"tag-featured-news","14":"tag-featurednews","15":"tag-headlines","16":"tag-latest-news","17":"tag-latestnews","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115714653020672959","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187110\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187111"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}