{"id":187824,"date":"2025-12-14T12:37:08","date_gmt":"2025-12-14T12:37:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/187824\/"},"modified":"2025-12-14T12:37:08","modified_gmt":"2025-12-14T12:37:08","slug":"tom-ripley-chega-aos-70-talentoso-como-sempre-13-12-2025-ilustrissima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/187824\/","title":{"rendered":"Tom Ripley chega aos 70 talentoso como sempre &#8211; 13\/12\/2025 &#8211; Ilustr\u00edssima"},"content":{"rendered":"<p><strong>[RESUMO] <\/strong>A literatura policial n\u00e3o foi mais a mesma depois de 1955, quando a americana Patricia Highsmith lan\u00e7ou &#8220;O Talentoso Ripley&#8221;, a primeira hist\u00f3ria do sociopata Tom Ripley. Nas d\u00e9cadas posteriores, outros quatro romances fizeram do personagem um dos \u00edcones do g\u00eanero, t\u00e3o representativo do s\u00e9culo 20 quanto Sherlock Holmes o foi da Inglaterra vitoriana. Interpreta\u00e7\u00f5es no cinema e na TV \u2014a primeira delas de Alain Delon, em 1960, e depois Dennis Hopper (1977), Matt Damon (1999), John Malkovich (2002) at\u00e9 Andrew Scott (2024) na Netflix\u2014 desde ent\u00e3o ajudaram a consolidar Ripley no imagin\u00e1rio popular.<\/p>\n<p>Sociopatia.<\/p>\n<p>so\u00b7ci\u00b7o\u00b7pa\u00b7ti\u00b7a<\/p>\n<p>sf (substantivo feminino). Medicina, psicologia. Doen\u00e7a mental em que o indiv\u00edduo revela comportamento antissocial, associado \u00e0 falta de consci\u00eancia, bem como de senso de responsabilidade moral (&#8220;Michaelis Dicion\u00e1rio Brasileiro da L\u00edngua Portuguesa&#8221;).<\/p>\n<p>Talvez o sociopata mais famoso do mundo da literatura, Tom Ripley completou 70 em fins de novembro, e a ripl\u00edade \u2014como se convencionou chamar o conjunto dos cinco livros do personagem, todos escritos pela americana<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1995\/2\/06\/mundo\/5.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Patricia Highsmith<\/a> (1921-1995)\u2014 volta \u00e0s livrarias brasileiras em novas edi\u00e7\u00f5es pela editora Intr\u00ednseca.<\/p>\n<p>Os dois primeiros t\u00edtulos, &#8220;O Talentoso Ripley&#8221; (1955) e &#8220;Ripley Subterr\u00e2neo&#8221; (1970), j\u00e1 constavam do cat\u00e1logo recente da editora, mas os outros tr\u00eas estavam esgotados h\u00e1 tempos e reaparecem agora em novas tradu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>S\u00e3o eles &#8220;O Jogo de Ripley&#8221; (1974), &#8220;O Garoto que Seguiu Ripley&#8221; (1980) e &#8220;Ripley Debaixo d\u2019\u00c1gua&#8221; (1991). As capas da cole\u00e7\u00e3o espelham as \u00faltimas edi\u00e7\u00f5es su\u00ed\u00e7as, com ilustra\u00e7\u00f5es de Michel Casarramona.<\/p>\n<p>Se a dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal caracter\u00edstica de Sherlock Holmes, assim como o disfarce \u00e9 a de Ars\u00e8ne Lupin, podemos dizer que o modus operandi de Tom Ripley \u00e9 a mentira deslavada.<\/p>\n<p>\u00c9 com ela que o americano de vinte e poucos anos abre caminho em sua escalada para o jet set europeu e \u00e9 nela que ele se enreda cada vez mais, afligindo o leitor, que passa a n\u00e3o ver sa\u00edda poss\u00edvel para o alpinista social.<\/p>\n<p>E, apesar de ser um matador de sangue extremamente frio, que define e executa assassinatos em um piscar de olhos, ele \u00e9 tamb\u00e9m um personagem simp\u00e1tico por quem torcemos.<\/p>\n<p>Highsmith demorou 15 anos para retornar a Ripley ap\u00f3s sua estreia nos anos 1950, mas depois disso revisitou-o periodicamente at\u00e9 morrer.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da ripl\u00edade, o personagem estendeu sua vigarice para as telas, os palcos e mesmo para o r\u00e1dio. No cinema, foi vivido por Alain Delon e filmado por Wim Wenders. Mais recentemente, chegou estrondosamente ao streaming, conquistando novas gera\u00e7\u00f5es de f\u00e3s <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/colunas\/zecacamargo\/2024\/04\/ripley-me-transportou-de-volta-a-exuberancia-da-roma-dos-anos-80.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">com a s\u00e9rie noir &#8220;Ripley&#8221; da Netflix, lan\u00e7ada no ano passado.<\/a><\/p>\n<p>Pacto sinistro<\/p>\n<p>Morta h\u00e1 30 anos, Highsmith escreveu 22 romances em seus 45 anos de carreira, <a href=\"https:\/\/m.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2010\/02\/699646-biografia-mostra-as-obsessoes-da-escritora-patricia-highsmith.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">mas foram os cinco com o sociopata que pavimentaram seu lugar como respeitada escritora de thrillers.<\/a><\/p>\n<p>Antes de Ripley, ela havia adquirido certa fama como autora de suspenses psicol\u00f3gicos, quando seu primeiro romance, &#8220;Strangers on a Train&#8221; (1950), foi adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria, dois desconhecidos se esbarram em um trem e planejam uma troca de assassinatos, ou seja, um mataria a pessoa de quem o outro gostaria de se livrar. <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1204200911.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">O filme recebeu no Brasil o nome &#8220;Pacto Sinistro&#8221;, tamb\u00e9m utilizado hoje no livro.<\/a><\/p>\n<p>De acordo com um dos bi\u00f3grafos de Highsmith, Richard Bradford, foi mesmo Ripley quem se tornou &#8220;para ela o equivalente ao Holmes de Conan Doyle, at\u00e9 mesmo ao Hamlet de Shakespeare, a figura que a definia como escritora&#8221;.<\/p>\n<p>Mas se Holmes e Lupin espelham o mundo europeu do final do s\u00e9culo 19, Ripley \u00e9 um produto do s\u00e9culo 20. Ele n\u00e3o apenas rouba; ele mata. N\u00e3o pensa duas vezes: caso algu\u00e9m se coloque entre ele e seus objetivos, \u00e9 prov\u00e1vel que a pessoa acabe morta.<\/p>\n<p>Apesar da fila de cad\u00e1veres que deixa atr\u00e1s de si, ele n\u00e3o \u00e9 um assassino em s\u00e9rie cl\u00e1ssico. Ripley n\u00e3o mata por maldade nem extrai prazer dos assassinatos. Ao contr\u00e1rio, ele vislumbra o desprazer que ter\u00e1 se vier a comet\u00ea-lo: a necessidade de se livrar do corpo, de limpar o local, de n\u00e3o deixar pistas etc.<\/p>\n<p>Em alguns momentos, Ripley sente remorsos. Considera se era mesmo necess\u00e1rio ter matado este ou aquele sujeito. No segundo livro, por exemplo, sente pena da vi\u00fava de uma de suas v\u00edtimas.<\/p>\n<p>Mas Ripley tem um objetivo simples: tornar-se um membro das elites do Mediterr\u00e2neo, um rica\u00e7o despreocupado que n\u00e3o trabalha e vive de rendas. Um bon-vivant cujo grande desafio di\u00e1rio \u00e9 escolher qual drinque tomar\u00e1 ao cair de cada tarde.<\/p>\n<p>Ele queria ter nascido em ber\u00e7o de ouro, mas, uma vez que isso n\u00e3o aconteceu, vai conquistar esse espa\u00e7o \u00e0 custa de outros. E n\u00e3o \u00e9 exatamente dinheiro o que ele almeja, mas a exclusividade a que os endinheirados t\u00eam acesso, o luxo, a sensa\u00e7\u00e3o de ser objeto de devo\u00e7\u00e3o dos outros.<\/p>\n<p>O que mais o apavora \u00e9 ser visto como um novo rico, uma figura desprezada, objeto de riso das pessoas de estirpe.<\/p>\n<p>As escolhas erradas que faz no in\u00edcio de sua trajet\u00f3ria \u2014como comprar um robe excessivamente colorido, brega aos olhos dos bem-nascidos ao seu redor\u2014 v\u00e3o sendo corrigidas \u00e0 medida que as aventuras se sucedem, e ele sobe de classe social.<\/p>\n<p>Um mist\u00e9rio n\u00e3o resolvido sobre a ripl\u00edade \u00e9 a quest\u00e3o da passagem do tempo. Como na teoria da relatividade, o tempo ali parece el\u00e1stico, se expandindo e se contraindo de formas n\u00e3o intuitivas.<\/p>\n<p>Basta dizer que os cinco livros se passam durante no m\u00e1ximo 11 anos da vida de Tom Ripley. As refer\u00eancias sociais e culturais citadas por Highsmith, contudo, abrangem tr\u00eas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A autora n\u00e3o crava o ano exato de nenhuma das hist\u00f3rias. As cartas assinadas por Ripley no primeiro livro, por exemplo, aparecem sempre datadas de forma incompleta, como em &#8220;Veneza, 3 de junho de 19XX&#8221;.<\/p>\n<p>Mas podemos situar sem erro a primeira hist\u00f3ria na d\u00e9cada de 1950. Al\u00e9m de o livro ter sido lan\u00e7ado em 1955, existe ali a efervesc\u00eancia do jazz e o fato de Ripley fazer a viagem entre EUA e Europa de navio \u2014algo ainda comum nos anos 1950, mas n\u00e3o tanto nos anos 1960, com o advento do avi\u00e3o a jato comercial.<\/p>\n<p>O segundo t\u00edtulo se passa seis anos ap\u00f3s o primeiro, mas s\u00e3o citados acontecimentos e objetos de 1968 \u2014como o casamento de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/banco-de-dados\/2018\/10\/1968-jacqueline-kennedy-casa-se-com-aristoteles-onassis-na-grecia.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Jacqueline Kennedy e Arist\u00f3teles Onassis<\/a> ou um cartaz do filme<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/acontece\/ac19079903.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> &#8220;Romeu e Julieta&#8221;, de Franco Zeffirelli<\/a>\u2014, numa clara impossibilidade temporal.<\/p>\n<p>A trama do quinto livro ocorre cinco anos ap\u00f3s a do segundo. No entanto, um personagem tem uma &#8220;cole\u00e7\u00e3o de CDs&#8221;, o que obviamente s\u00f3 poderia acontecer no final dos anos 1980 ou in\u00edcio dos 1990 (quando o livro foi lan\u00e7ado). Outro esgar\u00e7amento temporal imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>Falando em bens culturais, na terceira obra \u00e9 citado o livro<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2022\/02\/o-poderoso-chefao-aos-50-anos-e-o-monumento-de-francis-ford-coppola.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> &#8220;O Poderoso Chef\u00e3o&#8221;<\/a>, de Mario Puzo, de 1969. E na quarta ouve-se o disco &#8220;Transformer&#8221;, de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2024\/08\/biografia-desnuda-lou-reed-queer-desagradavel-e-humano.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Lou Reed,<\/a> de 1972.<\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o homoer\u00f3tica<\/p>\n<p>O primeiro livro foi o mais adaptado ao audiovisual, portanto tem a hist\u00f3ria mais conhecida. Come\u00e7a em Nova York, onde o jovem Tom Ripley vive sem perspectivas, aplicando fraudes pelos correios, falsificando assinaturas, dormindo em hot\u00e9is imundos e sendo expulso do sof\u00e1 de conhecidos.<\/p>\n<p>A sorte dele muda quando um homem o segue pelos bares e revela ser o enviado de um milion\u00e1rio. O rica\u00e7o quer enviar Ripley para buscar seu filho na It\u00e1lia, uma vez que o rapaz parece n\u00e3o querer voltar para assumir suas responsabilidades na empresa da fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Ripley aceita e segue para Mongibello, vila (fict\u00edcia) na costa pr\u00f3xima a N\u00e1poles. L\u00e1, encontra Dickie Greenleaf e sua amiga Marge Sherwood, ambos na boa rotina de tomar sol de manh\u00e3, dormir de tarde e tomar drinques \u00e0 noite.<\/p>\n<p>Ripley imediatamente antipatiza com Marge e se sente pr\u00f3ximo de Dickie, estabelecendo uma rela\u00e7\u00e3o homoer\u00f3tica que jamais ser\u00e1 concretizada, nem mesmo verbalizada. A din\u00e2mica desse trio n\u00e3o pode dar certo \u2014e n\u00e3o dar\u00e1.<\/p>\n<p>Daqui n\u00e3o passaremos, pois seria spoiler, mas podemos dizer que os melhores momentos da estreia de Tom Ripley s\u00e3o as mentiras que ele contar\u00e1 \u00e0s pessoas ao redor e como ir\u00e1 improvisar criando mais balelas para que as coisas n\u00e3o saiam dos trilhos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1501200619.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">A obra foi adaptada para o cinema j\u00e1 em 1960, pelo diretor franc\u00eas Ren\u00e9 Cl\u00e9ment, e transformou Alain Delon em estrela<\/a>. Highsmith se declarou decepcionada com o fim, que considerou &#8220;moralista&#8221;. Originalmente com o t\u00edtulo &#8220;Plein Soleil&#8221; (sol pleno), o filme chegou ao Brasil como &#8220;O Sol por Testemunha&#8221;.<\/p>\n<p>Em 1999, Hollywood refilmou o livro,<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq2901200006.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> lan\u00e7ado como &#8220;O Talentoso Ripley&#8221;, de Anthony Minghella, com Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow<\/a>. A vers\u00e3o americana n\u00e3o \u00e9 moralista, ao contr\u00e1rio. Traz um final diferente, e talvez mais cruel, que o do romance. Highsmith aparece como colaboradora no roteiro das duas vers\u00f5es.<\/p>\n<p>Finalmente, ainda inspirada no livro inicial, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/04\/como-ripley-adaptacao-da-netflix-rele-sucesso-de-patricia-highsmith-em-serie.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">h\u00e1 a s\u00e9rie &#8220;Ripley&#8221;, da Netflix, de 2024, filmada em preto e branco.<\/a> As interpreta\u00e7\u00f5es de Andrew Scott e Dakota Fanning, como Ripley e Marge, s\u00e3o inesquec\u00edveis. Essa adapta\u00e7\u00e3o p\u00f4de, enfim, ser literal, com todos os vaiv\u00e9ns da hist\u00f3ria original, j\u00e1 que se estende por oito epis\u00f3dios de uma hora, em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Curiosamente, a miniss\u00e9rie exibe logo no in\u00edcio a data de 1961, ou seja, se passaria alguns anos depois do original. Esse detalhe foi creditado \u00e0 vontade do criador do programa, o diretor e roteirista Steven Zaillian, em adequar a hist\u00f3ria aos dias de sua pr\u00f3pria inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Os livros posteriores s\u00e3o um tanto irregulares e pelo menos um traz uma hist\u00f3ria nitidamente esdr\u00faxula, caso de &#8220;O Garoto que Seguiu Ripley&#8221;, no qual, oras bolas, um garoto segue Ripley. E nosso mentiroso se afei\u00e7oa ao rapazola, o leva para viajar etc.<\/p>\n<p>&#8220;O Jogo de Ripley&#8221; \u00e9 bem melhor, tanto que atraiu o alem\u00e3o Wim Wenders, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq0611200717.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">que o transformou no filme &#8220;O Amigo Americano&#8221; (1977)<\/a>, com Dennis Hopper (no papel do sociopata) e Bruno Ganz.<\/p>\n<p>Irritado com o desprezo que percebe em um vizinho brit\u00e2nico, Ripley decide de forma ir\u00f4nica sugeri-lo a um comparsa como potencial assassino. A brincadeira cruel sai do controle quando Jonathan, acreditando falsamente estar \u00e0 beira da morte e convencido de que sua fam\u00edlia precisa de dinheiro, aceita participar.<\/p>\n<p>Uma segunda vers\u00e3o, dirigida pela italiana Liliana Cavani, traz John Malkovich no papel do assassino. <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1604200419.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">L\u00e1 fora, recebeu o nome do livro, mas aqui foi &#8220;O Retorno do Talentoso Ripley&#8221; (2002).<\/a><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/1994\/1\/22\/ilustrada\/20.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Ripley Debaixo d\u2019\u00c1gua&#8221; traz um inventivo jogo de gato e rato<\/a>, enquanto &#8220;Ripley Subterr\u00e2neo&#8221; tem algumas passagens estranhas \u2014Highsmith coloca seu protagonista numa situa\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos disfarces, mais a ver com Holmes e Lupin. Logo no in\u00edcio, nosso her\u00f3i se passa por um pintor exc\u00eantrico, com maquiagem e barba posti\u00e7a, para enganar os clientes de uma galeria.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m nessa segunda obra que descobrimos que Ripley est\u00e1 casado com uma francesa e que mora em uma bela casa de campo no pa\u00eds. Essa nova condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o mudar\u00e1 at\u00e9 o final de sua trajet\u00f3ria conhecida, no quinto livro. Aparentemente, Ripley e sua amada Heloise viveram felizes para sempre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[RESUMO] A literatura policial n\u00e3o foi mais a mesma depois de 1955, quando a americana Patricia Highsmith lan\u00e7ou&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":187825,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[145],"tags":[38055,211,210,114,115,236,4005,32,33,38054],"class_list":{"0":"post-187824","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-celebridades","8":"tag-alain-delon","9":"tag-celebridades","10":"tag-celebrities","11":"tag-entertainment","12":"tag-entretenimento","13":"tag-folha","14":"tag-matt-damon","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-tom-ripley"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115717960041620796","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187824","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=187824"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/187824\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=187824"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=187824"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=187824"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}