{"id":188420,"date":"2025-12-14T21:47:11","date_gmt":"2025-12-14T21:47:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/188420\/"},"modified":"2025-12-14T21:47:11","modified_gmt":"2025-12-14T21:47:11","slug":"por-quanto-tempo-voce-pode-tomar-antidepressivos-14-12-2025-equilibrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/188420\/","title":{"rendered":"Por quanto tempo voc\u00ea pode tomar antidepressivos? &#8211; 14\/12\/2025 &#8211; Equil\u00edbrio"},"content":{"rendered":"<p>Quando Marjorie Isaacson come\u00e7ou a tomar medica\u00e7\u00e3o para <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/depressao\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">depress\u00e3o<\/a> no fim dos seus 20 anos, ela considerou isso como algo que salvou sua vida.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, ela lidava com um <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/casamento\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">casamento<\/a> inst\u00e1vel e tinha dificuldades para se alimentar. O <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/medicamentos\/#20\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">medicamento<\/a> a ajudou a recuperar o equil\u00edbrio. &#8220;Eu estava realmente grata s\u00f3 por conseguir funcionar&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Mas recentemente, aos 69 anos, Isaacson tem considerado se quer continuar tomando <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/10\/a-comparacao-dos-efeitos-colaterais-de-diferentes-antidepressivos-segundo-pesquisa.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">antidepressivos<\/a> pelo resto da vida. Ela se pergunta sobre os efeitos a longo prazo da medica\u00e7\u00e3o, um inibidor da recapta\u00e7\u00e3o de serotonina-norepinefrina que \u00e9 conhecido por aumentar a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2024\/10\/veja-novas-diretrizes-para-controlar-a-pressao-arterial-que-passou-a-ser-considerada-elevada-a-partir-de-12-por-8.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">press\u00e3o arterial<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;Com o passar dos anos, as coisas mudaram de &#8216;Tome e veja como ser\u00e1, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de se preocupar agora&#8217; para &#8216;Bem, as coisas podem ser meio complicadas'&#8221;, diz. &#8220;Isso \u00e9 preocupante.&#8221;<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>Os antidepressivos est\u00e3o entre os medicamentos mais prescritos e facilmente acess\u00edveis nos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/estados-unidos\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Estados Unidos<\/a>, e muitas pessoas os tomam por anos.<\/p>\n<p>Mas mesmo que existam h\u00e1 d\u00e9cadas \u2014a FDA aprovou o Prozac para tratamento de depress\u00e3o em 1987\u2014 h\u00e1 pouca informa\u00e7\u00e3o sobre o uso a longo prazo. Os medicamentos foram aprovados com base em ensaios que duraram, no m\u00e1ximo, alguns meses, e ensaios controlados randomizados normalmente abrangeram apenas dois anos ou menos.<\/p>\n<p>As diretrizes cl\u00ednicas atuais n\u00e3o especificam o tempo ideal que eles devem ser tomados. A falta de dados pode dificultar para as pessoas saberem quando \u2014ou se\u2014 devem parar.<\/p>\n<p>Quais fatores voc\u00ea deve considerar?<\/p>\n<p>Os psiquiatras dizem que \u00e9 uma decis\u00e3o melhor tomada junto com seu m\u00e9dico. A resposta depende dos sintomas, diagn\u00f3stico, resposta \u00e0 medica\u00e7\u00e3o, efeitos colaterais e outros fatores.<\/p>\n<p>Mas muitas vezes essas conversas n\u00e3o acontecem, diz Awais Aftab, psiquiatra em Cleveland. E antidepressivos continuam sendo prescritos para pessoas com baixo risco de reca\u00edda na depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Sabe-se que eles t\u00eam efeitos adversos que muitas vezes desaparecem \u00e0 medida que o corpo se ajusta. Mas alguns efeitos colaterais, como ganho de peso e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrio\/2024\/09\/o-que-fazer-em-casos-de-disfuncao-eretil-e-ejaculacao-precoce.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">disfun\u00e7\u00e3o sexual<\/a>, podem persistir.<\/p>\n<p>O que os cl\u00ednicos recomendam?<\/p>\n<p>Para depress\u00e3o maior, as diretrizes cl\u00ednicas sugerem tomar medica\u00e7\u00e3o at\u00e9 que os pacientes se sintam &#8220;de volta a si mesmos&#8221;, diz Jonathan E. Alpert, chefe do departamento de psiquiatria da Montefiore Einstein, em <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nova-york\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Nova York<\/a>.<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rios fatores a considerar no uso a longo prazo. H\u00e1 quanto tempo o paciente est\u00e1 doente? Ele teve m\u00faltiplos epis\u00f3dios depressivos? Pessoas que tiveram depress\u00e3o por dois ou mais anos ou pelo menos dois epis\u00f3dios depressivos s\u00e3o muito mais propensas a ter epis\u00f3dios adicionais, mostram as pesquisas.<\/p>\n<p>Alpert considera a gravidade da doen\u00e7a. O paciente foi internado no hospital? Teve problemas para funcionar em sua vida di\u00e1ria ou precisou tentar v\u00e1rios medicamentos antes de encontrar um que funcionasse? Uma doen\u00e7a que \u00e9 grave e dif\u00edcil de tratar sugeriria a necessidade de uso a longo prazo, diz.<\/p>\n<p>Por fim, ele analisa a efic\u00e1cia: o medicamento est\u00e1 funcionando? Algumas pessoas melhoram, mas ainda t\u00eam sintomas residuais. Continuar o medicamento muitas vezes faz sentido, diz, para prevenir &#8220;o risco de uma reca\u00edda&#8221;.<\/p>\n<p>Os antidepressivos tamb\u00e9m s\u00e3o usados para tratar outras condi\u00e7\u00f5es, como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ansiedade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">ansiedade<\/a>, transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno de estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico e dor cr\u00f4nica. Para esses problemas, o tratamento a longo prazo \u00e9 frequentemente necess\u00e1rio, dizem os especialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 mais dif\u00edcil parar os antidepressivos ap\u00f3s uso prolongado?<\/p>\n<p>Mais dados s\u00e3o necess\u00e1rios, mas alguns estudos sugerem que o uso a longo prazo pode produzir fortes sintomas de abstin\u00eancia.<\/p>\n<p>Em geral, estima-se que uma a cada seis pessoas que descontinuam o antidepressivo experimenta sintomas adversos. Estes podem incluir tonturas, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/07\/entenda-o-que-e-a-sindrome-da-fadiga-cronica-doenca-que-causa-cansaco-extremo.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">fadiga<\/a> e choques cerebrais. Para um em cada 35 pacientes, os sintomas parecem graves. Em alguns casos, s\u00e3o t\u00e3o problem\u00e1ticos que tentar parar se torna muito dif\u00edcil.<\/p>\n<p>Reduzir gradualmente a dose pode ajudar, dizem os m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Existe algum perigo em tomar os medicamentos a longo prazo?<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil dizer. Estudos observacionais sugerem que os antidepressivos s\u00e3o geralmente seguros.<\/p>\n<p>Dado que um grande n\u00famero de pessoas toma antidepressivos (cerca de 11% dos adultos dos EUA), se houvesse problemas relacionados ao seu uso &#8220;seria bastante dif\u00edcil n\u00e3o perceber&#8221;, diz Paul Nestadt, diretor m\u00e9dico do Centro de Preven\u00e7\u00e3o ao Suic\u00eddio da Escola de Sa\u00fade P\u00fablica Bloomberg de Johns Hopkins.<\/p>\n<p>Os medicamentos n\u00e3o s\u00e3o isentos de riscos, que variam dependendo da medica\u00e7\u00e3o. Certos antidepressivos foram associados a aumentos na press\u00e3o arterial, frequ\u00eancia card\u00edaca e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/09\/nova-diretriz-brasileira-para-colesterol-redefine-metas-diagnosticos-e-tratamento-para-prevenir-infartos-e-avc.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">colesterol<\/a>. Eles tamb\u00e9m podem<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/11\/medicamentos-utilizados-por-bolsonaro-sao-seguros-mas-podem-ter-efeitos-colaterais-em-casos-especificos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> diminuir os n\u00edveis de s\u00f3dio <\/a>e aumentar o risco de co\u00e1gulos sangu\u00edneos.<\/p>\n<p>Um estudo dinamarqu\u00eas publicado em maio descobriu que pessoas que tomaram antidepressivos por um a cinco anos tinham um risco maior de morrer repentinamente de uma condi\u00e7\u00e3o card\u00edaca do que aquelas que n\u00e3o tinham hist\u00f3rico de tomar medicamentos. No entanto, n\u00e3o est\u00e1 claro se as mortes foram causadas pela medica\u00e7\u00e3o ou pela pr\u00f3pria doen\u00e7a psiqui\u00e1trica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Quando Marjorie Isaacson come\u00e7ou a tomar medica\u00e7\u00e3o para depress\u00e3o no fim dos seus 20 anos, ela considerou isso&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":188421,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[4843,4844,1031,1029,1531,236,116,32,33,2418,117,1030,1822,9690,38124,2969],"class_list":{"0":"post-188420","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-ansiedade","9":"tag-antidepressivo","10":"tag-autocuidado","11":"tag-cuide-se","12":"tag-depressao","13":"tag-folha","14":"tag-health","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-remedios","18":"tag-saude","19":"tag-saude-mental","20":"tag-the-new-york-times","21":"tag-transtorno-bipolar","22":"tag-transtorno-de-panico","23":"tag-tristeza"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115720122717160074","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188420","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188420"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188420\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/188421"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188420"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188420"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188420"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}