{"id":188735,"date":"2025-12-15T02:30:34","date_gmt":"2025-12-15T02:30:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/188735\/"},"modified":"2025-12-15T02:30:34","modified_gmt":"2025-12-15T02:30:34","slug":"nem-sempre-a-culpa-e-do-gluten","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/188735\/","title":{"rendered":"nem sempre a culpa \u00e9 do gl\u00faten"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Mesmo sem diagn\u00f3stico de doen\u00e7a cel\u00edaca nem alergia alimentar, uma em cada 10 pessoas no mundo relata sintomas atribu\u00eddos ao consumo de gl\u00faten. A conclus\u00e3o \u00e9 do primeiro levantamento mundial, que analisou 25 estudos de 16 pa\u00edses, incluindo o Brasil, com 49 mil participantes, publicada na revista Gut. Segundo os autores, o fen\u00f4meno cresce globalmente e levanta d\u00favidas sobre o quanto da percep\u00e7\u00e3o de intoler\u00e2ncia \u00e0 prote\u00edna do trigo est\u00e1 realmente associada ao ingrediente ou a outros fatores.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Descrita como &#8220;sensibilidade ao gl\u00faten n\u00e3o cel\u00edaca&#8221;, a preval\u00eancia m\u00e9dia da condi\u00e7\u00e3o autorrelatada \u00e9 de 10,3%. Os autores, por\u00e9m, encontraram uma varia\u00e7\u00e3o significativa: pa\u00edses como Chile registram taxas muito baixas (0,7%), enquanto a Ar\u00e1bia Saudita chega a quase 36%. O Brasil segue o padr\u00e3o mundial, com 10,5% da popula\u00e7\u00e3o apontando algum sintoma relacionado ao consumo do trigo sem diagn\u00f3stico fechado.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Os autores do estudo, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, destacam que 40% das pessoas que relatam a condi\u00e7\u00e3o adotaram dietas sem gl\u00faten, mesmo sem orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica nem diagn\u00f3stico confirmado. &#8220;A sensibilidade sem doen\u00e7a cel\u00edaca n\u00e3o tem marcadores laboratoriais reconhecidos e, por isso, o diagn\u00f3stico \u00e9 feito por exclus\u00e3o&#8221;, escreveram.\u00a0<\/p>\n<p>Incha\u00e7o<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar de ser frequentemente relacionada a desconfortos digestivos, a sensibilidade ao gl\u00faten envolve manifesta\u00e7\u00f5es em outras partes do corpo. A revis\u00e3o aponta que os sintomas gastrointestinais mais comuns s\u00e3o incha\u00e7o abdominal (71%), dor (36%), constipa\u00e7\u00e3o e diarreia. Entre os extraintestinais, aparecem fadiga, dores de cabe\u00e7a e articulares.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Fernanda Soubak, m\u00e9dica pediatra especialista em alergia e imunologia da plataforma de consultas Inki, destaca que sensibilidade ao trigo n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que alergia, uma condi\u00e7\u00e3o que afeta 0,8% da popula\u00e7\u00e3o mundial, segundo o artigo publicado na Gut. &#8220;A alergia \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o imediata mediada por anticorpo e ocorre de minutos a at\u00e9 duas horas ap\u00f3s o contato. Pode ser grave&#8221;, diz. &#8220;J\u00e1 a\u00a0 sensibilidade ao gl\u00faten n\u00e3o cel\u00edaca (SGTNc) n\u00e3o tem mecanismo imunol\u00f3gico envolvido, tem sintomas vagos, inespec\u00edficos e algumas vezes subjetivos, e ocorre de horas a dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Muitas vezes, os sintomas associados \u00e0 SGTNc podem estar relacionados a outros nutrientes, incluindo diversos componentes do trigo. &#8220;Nem sempre a culpa \u00e9 do gl\u00faten&#8221;, alerta Gabriel Moliterne, nutricionista do Hospital Albert Sabin, em S\u00e3o Paulo. &#8220;Por exemplo, em um estudo feito na Noruega com pacientes que se diziam com SGTNc, o que causava os sintomas n\u00e3o era o gl\u00faten, mas certos a\u00e7\u00facares chamados fructanos, que existem no trigo&#8221;, observa.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaB1U9a002T64ex1Sy2w\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais not\u00edcias do dia no seu celular<\/a><\/strong><\/p>\n<p>Ferment\u00e1veis<\/p>\n<p class=\"texto\">Os fructanos tamb\u00e9m est\u00e3o em diversos alimentos, como alho, cebola, br\u00f3colis, beterraba, melancia e figos secos, entre outros. Formados por cadeias de frutose n\u00e3o totalmente digeridas pelo intestino delgado, s\u00e3o fermentados no c\u00f3lon por bact\u00e9rias, provocando sintomas como incha\u00e7o e dor abdominal. Fazem parte de um conjunto de grupo de carboidratos ferment\u00e1veis conhecidos como FODMAP.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Tha\u00eds Fernanda Gomes, nutricionista cl\u00ednica especialista em gastroenterologia do Hospital Samaritano Higien\u00f3polis, em S\u00e3o Paulo, esclarece que, para diferenciar a sensibilidade ao gl\u00faten da intoler\u00e2ncia a FODMAPs, \u00e9 preciso fazer uma an\u00e1lise cl\u00ednica minuciosa. &#8220;O m\u00e9todo utilizado para identificar essas condi\u00e7\u00f5es \u00e9 uma abordagem em tr\u00eas fases, compostas por uma triagem inicial e completa, exclus\u00e3o de diagn\u00f3sticos alternativos e avalia\u00e7\u00e3o diet\u00e9tica completa com protocolos de elimina\u00e7\u00e3o e reintrodu\u00e7\u00e3o gradual, sempre com o acompanhamento de um nutricionista&#8221;, diz.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Retirar o gl\u00faten por conta pr\u00f3pria por acreditar ser sens\u00edvel \u00e0 prote\u00edna pode causar mais problemas do que os sintomas iniciais do paciente. &#8220;Entre outras coisas, aderir a uma dieta isenta de gl\u00faten pode provocar aumento de peso, j\u00e1 que os produtos sem gl\u00faten industrializados muitas vezes cont\u00eam mais a\u00e7\u00facar, gorduras saturadas e calorias&#8221;, alerta Tha\u00eds Fernanda Gomes. &#8220;Tamb\u00e9m podem ocorrer efeitos negativos na microbiota, visto que a baixa ingest\u00e3o de fibras, prebi\u00f3ticos e menor diversidade alimentar podem comprometer a sa\u00fade intestinal.&#8221;<\/p>\n<p>Metabolismo<\/p>\n<p class=\"texto\">Por fim, a nutricionista afirma que a dieta sem gl\u00faten feita por conta pr\u00f3pria tamb\u00e9m pode aumentar o colesterol e o triglicer\u00eddeos e ocasionar resist\u00eancia \u00e0 insulina e s\u00edndrome metab\u00f3lica. Gabriel Moliterne, nutricionista do Hospital Albert Sabin, lembra que a retirada da prote\u00edna sem indica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem consequ\u00eancias nutricionais negativas.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo Moliterne, uma revis\u00e3o cient\u00edfica recente constatou que a pr\u00e1tica \u00e9 associada frequentemente \u00e0 defici\u00eancia das vitaminas B12 e B9 (folato) de ferro. &#8220;Isso acontece porque p\u00e3o integral normal \u00e9 rico em vitamina do complexo B. Quando voc\u00ea tira esse alimento sem substituir por algo equivalente \u00e0 sua ingest\u00e3o nutricional, pode acontecer de as taxas desses nutrientes ca\u00edrem bastante.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Algumas das consequ\u00eancias da defici\u00eancia de B12 e folato s\u00e3o exatamente aquelas atribu\u00eddas ao gl\u00faten: fadiga, fraqueza e formigamento. &#8220;N\u00e3o estou dizendo que tem de comer p\u00e3o todos os dias, esse alimento \u00e9 totalmente substitu\u00edvel, mas precisamos de um protocolo de substitui\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o sair cortando as coisas.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Quatro perguntas para <\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Layssa Ribeiro de Oliveira, gastroenterologista do Hospital Bras\u00edlia, da Rede Am\u00e9ricas<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O que explica um n\u00famero t\u00e3o alto de pessoas se identificando como &#8220;sens\u00edveis ao gl\u00faten&#8221;?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Em parte, pelo aumento das discuss\u00f5es sobre sa\u00fade, bem-estar e emagrecimento. Entre as queixas mais comuns est\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de incha\u00e7o\u00a0\u2014 distens\u00e3o abdominal. Nesse cen\u00e1rio, ganhou for\u00e7a a ideia de que o gl\u00faten e a lactose seriam os principais vil\u00f5es, e, por isso, o termo &#8220;sensibilidade ao gl\u00faten n\u00e3o cel\u00edaca&#8221; tem estado em evid\u00eancia.\u00a0Esse termo \u00e9 usado para abranger sinais e sintomas intestinais, que podem estar acompanhados de manifesta\u00e7\u00f5es extraintestinais, e que melhoram quando o gl\u00faten \u00e9 exclu\u00eddo da dieta. Mas a preval\u00eancia pode estar superestimada, j\u00e1 que muitos desses sintomas se confundem com dist\u00farbios gastrointestinais funcionais que n\u00e3o s\u00e3o necessariamente provocados pelo gl\u00faten, como a S\u00edndrome do Intestino Irrit\u00e1vel (SII), que tamb\u00e9m pode ser desencadeada por outros componentes do trigo.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Como \u00e9 feita a diferencia\u00e7\u00e3o entre a sensibilidade n\u00e3o cel\u00edaca ao gl\u00faten de outras condi\u00e7\u00f5es, como a SII?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">A diferencia\u00e7\u00e3o entre essas patologias, que frequentemente compartilham sintomas gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e fadiga, exige uma investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica detalhada.\u00a0A sensibilidade n\u00e3o cel\u00edaca ao gl\u00faten, por n\u00e3o ter marcador biol\u00f3gico, \u00e9 considerada um diagn\u00f3stico de exclus\u00e3o. Ap\u00f3s descartar doen\u00e7a cel\u00edaca e alergia ao trigo com exames espec\u00edficos,\u00a0avalia-se a resposta do paciente a uma dieta sem gl\u00faten e \u00e0 reintrodu\u00e7\u00e3o controlada. \u00c9 importante salientar que, ap\u00f3s\u00a0um ou dois\u00a0anos de restri\u00e7\u00e3o, deve-se tentar a reintrodu\u00e7\u00e3o do gl\u00faten na tentativa de determinar uma dose toler\u00e1vel. E cada vez mais t\u00eam sido estudadas terapias direcionadas ao microbioma.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>O eixo intestino-c\u00e9rebro ajuda a explicar alguns casos de percep\u00e7\u00e3o da sensibilidade n\u00e3o cel\u00edaca ao gl\u00faten?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Sim. Muitos estudos t\u00eam demonstrado as intera\u00e7\u00f5es bidirecionais entre o c\u00e9rebro e o intestino que contribuem para a gera\u00e7\u00e3o, a percep\u00e7\u00e3o e o relato dos sintomas. Compreender o eixo c\u00e9rebro-intestino \u00e9 crucial para o diagn\u00f3stico.<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<strong>\u00c9 comum encontrar pacientes que acreditam ter sensibilidade ao gl\u00faten, mas, na verdade, reagem a FODMAPs?<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, \u00e9 frequente que esses pacientes cheguem ao consult\u00f3rio j\u00e1 com o autodiagn\u00f3stico simult\u00e2neo de s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel e de sensibilidade ao gl\u00faten n\u00e3o cel\u00edaca, o que demonstra como a sobreposi\u00e7\u00e3o de sintomas e o desconhecimento sobre os reais gatilhos diet\u00e9ticos levam \u00e0 confus\u00e3o e \u00e0 restri\u00e7\u00e3o alimentar desnecess\u00e1ria.\u00a0(PO)<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Mais estudos sobre eixo intestino-c\u00e9rebro <\/p>\n<p class=\"texto\">Um dado que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores da Universidade de Sheffield sobre pessoas que se autodeclaram sens\u00edveis ao gl\u00faten foi a predomin\u00e2ncia feminina: mulheres t\u00eam mais que o dobro de probabilidade de acreditarem ter a condi\u00e7\u00e3o, mesmo sem diagn\u00f3stico, na compara\u00e7\u00e3o com homens (14% contra 7,6%, em m\u00e9dia). Al\u00e9m disso, o estudo identificou maior frequ\u00eancia de ansiedade, depress\u00e3o e s\u00edndrome do intestino irrit\u00e1vel entre aqueles que relatam sensibilidade ao ingrediente.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">A associa\u00e7\u00e3o entre sensibilidade autorreferida e transtornos psicol\u00f3gicos refor\u00e7a, segundo os autores do artigo, publicado na revista Gut, a hip\u00f3tese de que mecanismos neurol\u00f3gicos possam ter papel importante no desencadeamento de sintomas. &#8220;Parte importante da literatura recente sugere que fatores psicol\u00f3gicos e mecanismos ligados ao eixo intestino-c\u00e9rebro podem estar envolvidos&#8221;, escreveram.<\/p>\n<p>Nervo vago<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;N\u00e3o \u00e9 que os sintomas sejam fruto da imagina\u00e7\u00e3o, eles s\u00e3o reais&#8221;, esclarece Gabriel Moliterne, nutricionista do Hospital Albert Sabin, em S\u00e3o Paulo. &#8220;O que acontece \u00e9 que o intestino e o c\u00e9rebro est\u00e3o conectados pelo nervo vago. Quando a gente est\u00e1 ansioso, o nosso intestino sofre, e, quando o nosso intestino sofre, a gente fica mais ansioso&#8221;, descreve.<\/p>\n<p class=\"texto\">Em um estudo citado no artigo publicado na Gut, metade dos participantes foi informada que iria comer um alimento com gl\u00faten, embora, na verdade, tenham recebido um placebo. &#8220;O que achou que consumiu gl\u00faten teve piora dos sintomas. Era apenas expectativa. \u00c0s vezes, voc\u00ea precisa de um nutricionista, e \u00e0s vezes voc\u00ea precisa de um psic\u00f3logo, e \u00e0s vezes precisa dos dois trabalhando juntos&#8221;, acredita.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Como a sensibilidade ao gl\u00faten sem doen\u00e7a cel\u00edaca \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o real, os autores do artigo insistem na necessidade de uma investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica rigorosa. &#8220;Tamb\u00e9m h\u00e1 urg\u00eancia de crit\u00e9rios cl\u00ednicos mais objetivos, al\u00e9m da amplia\u00e7\u00e3o das pesquisas sobre a rela\u00e7\u00e3o entre o intestino e o sistema nervoso em doen\u00e7as gastrointestinais&#8221;, conclu\u00edram os pesquisadores da universidade brit\u00e2nica. <strong>(PO)<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<p>Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 gravidade dos sinais <\/p>\n<p class=\"texto\">Fernanda Soubak, m\u00e9dica pediatra, especialista em alergia e imunologia da plataforma Inki, explica os sinais de alerta para um quadro verdadeiramente al\u00e9rgico, diferente da sensibilidade n\u00e3o cel\u00edaca:\u00a0<\/p>\n<p dir=\"ltr\">* Aparecimento r\u00e1pido dos sintomas (em at\u00e9 duas horas) ap\u00f3s o contato com trigo, incluindo inala\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">* Repeti\u00e7\u00e3o do quadro ao consumir qualquer produto que contenha trigo (p\u00e3o, bolos, massas);<\/p>\n<p dir=\"ltr\">* Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 anafilaxia induzida por exerc\u00edcios f\u00edsicos, quando os sintomas s\u00f3 ocorrem quando h\u00e1 o contato seguido de atividade f\u00edsica;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">* Sintomas de pele, como urtic\u00e1ria\u00a0<strong>(foto)<\/strong>\u00a0ou prurido, incha\u00e7o de face\/outros locais, chiado, rouquid\u00e3o, dificuldade para engolir ou respirar, tontura ou desmaio;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">*Sintomas intestinais, como v\u00f4mitos e diarreia intensa;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">*\u00a0Se houver qualquer sinal de dificuldade respirat\u00f3ria ou queda de press\u00e3o, considerar anafilaxia e procurar atendimento de emerg\u00eancia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Desconforto+intestinal%3A+nem+sempre+a+culpa+%C3%A9+do+gl%C3%BAten%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2025\/12\/7309413-desconforto-intestinal-nem-sempre-a-culpa-e-do-gluten.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2025%2F12%2F7309413-desconforto-intestinal-nem-sempre-a-culpa-e-do-gluten.html&amp;text=Desconforto+intestinal%3A+nem+sempre+a+culpa+%C3%A9+do+gl%C3%BAten\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2025%2F12%2F7309413-desconforto-intestinal-nem-sempre-a-culpa-e-do-gluten.html&amp;text=Desconforto+intestinal%3A+nem+sempre+a+culpa+%C3%A9+do+gl%C3%BAten\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/1762975755_52_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/paloma-oliveto\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/paloma-29858324.png\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Paloma Oliveto  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter s\u00eanior<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Formada na Universidade de Bras\u00edlia, \u00e9 especializada na cobertura de ci\u00eancia e sa\u00fade h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Entre as premia\u00e7\u00f5es recebidas, est\u00e3o primeiro lugar no Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna e men\u00e7\u00e3o honrosa no Pr\u00eamio Esso.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mesmo sem diagn\u00f3stico de doen\u00e7a cel\u00edaca nem alergia alimentar, uma em cada 10 pessoas no mundo relata sintomas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":188736,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[38181,8320,116,38182,11529,1863,32,4466,33,117,34091],"class_list":{"0":"post-188735","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-celiaco","9":"tag-gluten","10":"tag-health","11":"tag-noticas-do-dia","12":"tag-noticias-perto-de-mim","13":"tag-nutricao","14":"tag-portugal","15":"tag-proteina","16":"tag-pt","17":"tag-saude","18":"tag-trigo"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115721235865412563","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188735","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=188735"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/188735\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/188736"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=188735"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=188735"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=188735"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}