{"id":190667,"date":"2025-12-16T13:39:23","date_gmt":"2025-12-16T13:39:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/190667\/"},"modified":"2025-12-16T13:39:23","modified_gmt":"2025-12-16T13:39:23","slug":"hiv-aids-e-carga-viral-indetectavel-o-que-voce-precisa-saber-para-viver-com-mais-informacao-e-menos-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/190667\/","title":{"rendered":"HIV, aids e carga viral indetect\u00e1vel: o que voc\u00ea precisa saber para viver com mais informa\u00e7\u00e3o e menos preconceito"},"content":{"rendered":"<p>&#13;<br \/>\n        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                <a href=\"\">16 de dezembro de 2025 &#8211; 09:35<\/a>&#13;<br \/>\n                                      #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/dezembro-vermelho\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">dezembro vermelho<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/doencas-infecciosas\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">doen\u00e7as infecciosas<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/hiv\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">HIV<\/a> #<a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/tag\/hospital-sao-jose\/\" rel=\"tag nofollow noopener\" target=\"_blank\">Hospital S\u00e3o Jos\u00e9<\/a> &#13;<br \/>\n                            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o do HSJ<br \/>&#13;<br \/>\nTexto: Allane Marreiro<br \/>&#13;<br \/>\nFotos:  Allane Marreiro e arquivo pessoal<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-149737 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/dezembro-vermelho-2025.png\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"115\"  \/>\u201cO HIV nunca me parou ou me impediu de fazer algo em nenhum aspecto da minha vida. Ele \u00e9 apenas uma parte de mim, mas n\u00e3o \u00e9 o que define quem eu sou\u201d, afirma, com convic\u00e7\u00e3o, Credileuda Azevedo, de 55 anos. Destes, 32 s\u00e3o convivendo com o HIV.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-149735 alignleft\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/credileuda-600x375.png\" alt=\"\" width=\"392\" height=\"245\"  \/><\/p>\n<p>Credileuda (foto) mora no munic\u00edpio de Horizonte e \u00e9 acompanhada pelo ambulat\u00f3rio de HIV do <strong>Hospital S\u00e3o Jos\u00e9 (HSJ)<\/strong>, unidade da <strong>Secretaria da Sa\u00fade do Cear\u00e1 (Sesa)<\/strong> refer\u00eancia em tratamento de doen\u00e7as infecciosas. Para Credileuda, ser acompanhada pela equipe multiprofissional do HSJ \u00e9 sin\u00f4nimo de sa\u00fade e bem-estar. Ela diz, por\u00e9m, que isso \u00e9 s\u00f3 um dos aspectos da sua rotina.<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">\u201cSou filha, m\u00e3e, esposa, av\u00f3 e bisav\u00f3. No momento, estou intercalando minhas atividades entre o meu trabalho volunt\u00e1rio na Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV\/aids, no Movimento Nacional das Cidad\u00e3s PositHIVas, e em cuidar dos meus pais que j\u00e1 est\u00e3o em idade avan\u00e7ada. Gosto de futebol, ir \u00e0 praia e do interior, meu lugar favorito, pois me traz paz\u201d, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-149719\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/HSJ-DEZEMBRO-VERMELHO-FOTO-3-Credileuda-Mulher-que-vive-com-HIV-600x451.jpg\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"582\"  \/>Por meio do acompanhamento m\u00e9dico e por conseguir atingir a carga viral indetect\u00e1vel, Credileuda p\u00f4de ser m\u00e3e, av\u00f3 e bisav\u00f3 de uma fam\u00edlia saud\u00e1vel<\/p>\n<p style=\"text-align: left\">Diferente de Credileuda, que nunca escondeu seu diagn\u00f3stico e fala abertamente que \u00e9 uma pessoa que vive com HIV, muitos pacientes, com medo dos julgamentos, dos estigmas, da discrimina\u00e7\u00e3o, e principalmente, do abandono, escondem seus diagn\u00f3sticos. Mas a ci\u00eancia avan\u00e7ou, os tratamentos evolu\u00edram e hoje viver com HIV n\u00e3o significa viver doente. Entender a diferen\u00e7a entre HIV\/aids e o <strong>papel da carga viral indetect\u00e1vel<\/strong> \u00e9 um passo essencial para <strong>combater preconceitos<\/strong> e <strong>cuidar melhor da sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n<p>HIV x aids<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-149717 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/HSJ-DEZEMBRO-VERMELHO-FOTO-2-INFECTOLOGISTA-ERICO-ARRUDA-600x450.jpg\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"581\"  \/>De acordo com o infectologista \u00c9rico Arruda, estar com HIV n\u00e3o significa ter aids, com o tratamento adequado o paciente pode nunca chegar a desenvolver aids<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico infectologista do Hospital S\u00e3o Jos\u00e9, \u00c9rico Arruda, a principal diferen\u00e7a entre HIV e aids \u00e9 que<strong> ter HIV significa estar infectado pelo v\u00edrus da imunodefici\u00eancia humana<\/strong>. J\u00e1 a <strong>aids \u00e9 um est\u00e1gio avan\u00e7ado dessa infec\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 que s\u00f3 aparece quando o v\u00edrus j\u00e1 causou grande dano ao sistema imunol\u00f3gico.\u201cEstar com HIV n\u00e3o significa ter aids. A aids aparece quando a pessoa acumula tanta fragilidade imunol\u00f3gica que passa a adoecer por condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o teria se seu sistema imunol\u00f3gico estivesse saud\u00e1vel\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p>Com o <strong>tratamento dispon\u00edvel gratuitamente pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS)<\/strong>, a maioria das pessoas n\u00e3o chega a desenvolver aids, mantendo a sa\u00fade e uma vida completamente ativa, como relata Samuel [nome fict\u00edcio], homem de 54 anos, que teve seu diagn\u00f3stico de HIV aos 18 anos, em 1989. \u201cHIV n\u00e3o \u00e9 nenhum bicho de sete cabe\u00e7as e, <strong>se voc\u00ea cuidar<\/strong>, n\u00e3o mata. <strong>Tem tratamento, medica\u00e7\u00e3o e acompanhamento pelo SUS e pelos grupos de apoio<\/strong>. Seguindo as orienta\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, a gente vive muito e bem. Gra\u00e7as ao tratamento, estou com a carga viral indetect\u00e1vel, me tornei forte, estudei, trabalhei, levei uma vida normal, realizei muitas coisas que quis. E hoje, continuo motivado e fazendo planos para o futuro\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que significa carga viral indetect\u00e1vel?<\/p>\n<p>Talvez o termo seja um dos mais importantes quando falamos de HIV hoje em dia. <strong>Carga viral indetect\u00e1vel<\/strong> significa que o v\u00edrus est\u00e1 t\u00e3o baixo no organismo que os exames n\u00e3o conseguem detect\u00e1-lo. Isso acontece gra\u00e7as ao tratamento. \u201c<strong>Quando a pessoa toma a medica\u00e7\u00e3o corretamente, ela impede que o v\u00edrus se replique<\/strong>. Com isso, protege seu sistema imunol\u00f3gico, reduz inflama\u00e7\u00f5es e ganha muita <strong>qualidade de vida<\/strong>\u201d, detalha o infectologista \u00c9rico Arruda.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de cuidar da pr\u00f3pria sa\u00fade, existe um benef\u00edcio que mudou o rumo da hist\u00f3ria da doen\u00e7a: <strong>indetect\u00e1vel = intransmiss\u00edvel<\/strong>. \u201cA ci\u00eancia j\u00e1 comprovou: pessoas vivendo com HIV e com carga viral indetect\u00e1vel n\u00e3o transmitem o v\u00edrus para outras pessoas, nem em rela\u00e7\u00f5es sexuais. Mas <strong>\u00e9 importante manter o tratamento em dia e realizar os exames regularmente<\/strong>. N\u00e3o basta ter uma \u00fanica carga viral indetect\u00e1vel \u2014 \u00e9 preciso continuidade\u201d, ressalta o infectologista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-149162\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/HSJ-DEZEMBRO-VERMELHO-FOTO-5-600x338.jpeg\" alt=\"\" width=\"775\" height=\"436\"  \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center\">\u00c9 importante manter o tratamento em dia e realizar os exames regularmente<\/p>\n<p>\u201c<strong>Tomar minha medica\u00e7\u00e3o todos os dias. Esse \u00e9 o meu maior ato de autocuidado. E viver, n\u00e9? Ser feliz<\/strong>\u201d, comenta Jo\u00e3o [nome fict\u00edcio], pessoa que vive com HIV acompanhada no ambulat\u00f3rio do HSJ.<\/p>\n<p>Outro avan\u00e7o transformador diz respeito \u00e0s mulheres que vivem com HIV. Hoje, com tratamento adequado e carga viral controlada, \u00e9 poss\u00edvel que a gesta\u00e7\u00e3o, o parto e o nascimento aconte\u00e7am sem transmiss\u00e3o do v\u00edrus para o beb\u00ea. \u201cQuando garantimos que uma gestante que vive com HIV tenha carga viral indetect\u00e1vel, impedimos a replica\u00e7\u00e3o do v\u00edrus e evitamos a transmiss\u00e3o ao filho\u201d, refor\u00e7a o especialista.<\/p>\n<p>Preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante dizer que o ideal \u00e9 <strong>sempre buscar a preven\u00e7\u00e3o do HIV<\/strong>. O uso do preservativo \u2014 tamb\u00e9m conhecido como camisinha \u2014 durante as rela\u00e7\u00f5es sexuais \u00e9 a principal forma de se prevenir, protegendo n\u00e3o s\u00f3 contra o HIV, mas tamb\u00e9m contra outras infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis.<\/p>\n<p>Outras estrat\u00e9gias modernas e eficazes s\u00e3o a PrEP (profilaxia pr\u00e9-exposi\u00e7\u00e3o, recomendada para pessoas que j\u00e1 sabem que v\u00e3o ter exposi\u00e7\u00e3o de risco e querem se prevenir) e a PEP (profilaxia p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o, indicada quando a exposi\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu e voc\u00ea precisa tomar uma medida para evitar que aquela exposi\u00e7\u00e3o resulte em infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus).<\/p>\n<p><strong>Leia tamb\u00e9m:<\/strong> <a href=\"https:\/\/www.saude.ce.gov.br\/2025\/11\/28\/dezembro-vermelho-hiv-aids-adesao-tratamento\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Dezembro Vermelho relembra import\u00e2ncia da preven\u00e7\u00e3o contra HIV\/aids e da ades\u00e3o ao tratamento<\/a><\/p>\n<p>Rela\u00e7\u00e3o do HIV com outras doen\u00e7as<\/p>\n<p>Ter HIV n\u00e3o impede que a pessoa contraia outras infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis, como s\u00edfilis, gonorreia ou hepatites virais. Isso est\u00e1 muito mais relacionado \u00e0s pr\u00e1ticas sexuais desprotegidas do que ao tratamento do HIV, da\u00ed a necessidade de utilizar a camisinha, explica o infectologista \u00c9rico Arruda.<\/p>\n<p>Ele explica que existem, por\u00e9m, doen\u00e7as oportunistas que podem ser mais graves em quem tem HIV. \u201cNo caso da tuberculose, por exemplo, o risco de contrair \u00e9 at\u00e9 40 vezes maior\u201d, informa. Mas esse risco diminui gradualmente conforme o tratamento fortalece o sistema imunol\u00f3gico. Al\u00e9m dela, outras doen\u00e7as oportunistas que podem aparecer quando a imunidade est\u00e1 baixa s\u00e3o criptococose, histoplasmose, neurotoxoplasmose e alguns tipos de c\u00e2ncer. <strong>Por isso, iniciar o tratamento cedo \u00e9 fundamental<\/strong>.<\/p>\n<p>O maior desafio ainda \u00e9 o preconceito<\/p>\n<p>Se a medicina avan\u00e7ou, o estigma e preconceito infelizmente ainda persistem. Para \u00c9rico Arruda, esse \u00e9 o ponto que mais afeta a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV hoje.\u201cDo ponto de vista cl\u00ednico, conseguimos reverter a infec\u00e7\u00e3o pelo HIV rapidamente com a <strong>terapia antirretroviral<\/strong>, que \u00e9 gratuita e eficaz. Mas o preconceito ainda limita a vida dessas pessoas e pesa muito\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Viver com HIV hoje n\u00e3o significa viver limitado. Com o tratamento adequado, \u00e9 poss\u00edvel ter sa\u00fade, planos, projetos e longevidade. Para Credileuda, entender isso \u00e9 fundamental para acolher, apoiar e garantir dignidade \u00e0s pessoas que vivem com o v\u00edrus. \u201cSomos pessoas com sentimentos, desejos e sonhos e n\u00e3o um v\u00edrus que o preconceito mata\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#13; &#13; &#13; &#13; &#13; &#13; 16 de dezembro de 2025 &#8211; 09:35&#13; #dezembro vermelho #doen\u00e7as infecciosas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":190668,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[35359,4774,116,1175,21321,32,33,117],"class_list":{"0":"post-190667","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-dezembro-vermelho","9":"tag-doencas-infecciosas","10":"tag-health","11":"tag-hiv","12":"tag-hospital-sao-jose","13":"tag-portugal","14":"tag-pt","15":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115729528731991392","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190667","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=190667"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/190667\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/190668"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=190667"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=190667"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=190667"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}