{"id":191040,"date":"2025-12-16T19:16:09","date_gmt":"2025-12-16T19:16:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191040\/"},"modified":"2025-12-16T19:16:09","modified_gmt":"2025-12-16T19:16:09","slug":"bruxelas-recua-na-proibicao-de-carros-a-combustao-em-2035-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191040\/","title":{"rendered":"Bruxelas recua na proibi\u00e7\u00e3o de carros a combust\u00e3o em 2035 \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o Europeia recuou na proibi\u00e7\u00e3o total de venda de carros a combust\u00e3o a partir de 2035, ao atenuar as metas de emiss\u00f5es, mas ainda assim limitando a venda de autom\u00f3veis mais poluentes.<\/p>\n<p>Segundo anunciado esta ter\u00e7a-feira, a partir de 2035 os construtores autom\u00f3veis t\u00eam de \u201ccumprir um objetivo de redu\u00e7\u00e3o de 90% das emiss\u00f5es de escape, ao passo que os restantes 10% de emiss\u00f5es ter\u00e3o de ser compensados atrav\u00e9s de dois mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o que contemplem a utiliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7o hipocarb\u00f3nico fabricado na Uni\u00e3o e a redu\u00e7\u00e3o efetiva das emiss\u00f5es dos combust\u00edveis sint\u00e9ticos e biocombust\u00edveis colocados no mercado durante um ano espec\u00edfico\u201d. Ou seja baixa-se o objetivo de emiss\u00f5es zero para redu\u00e7\u00e3o de 90%. O que, na pr\u00e1tica, significa que v\u00e3o continuar a poder vender-se carros a combust\u00e3o al\u00e9m dessa meta.<\/p>\n<p>Nas palavras da Comiss\u00e3o Europeia, \u201ca proposta permitir\u00e1 que os h\u00edbridos recarreg\u00e1veis (PHEV),\u00a0os extensores de autonomia, os h\u00edbridos ligeiros e os\u00a0ve\u00edculos com motor\u00a0de combust\u00e3o interna\u00a0continuem a desempenhar um papel para al\u00e9m de 2035, para al\u00e9m dos ve\u00edculos\u00a0totalmente el\u00e9tricos\u00a0(EV) e a hidrog\u00e9nio\u201d.<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o Europeia aligeirou, por outro lado, a meta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO2 nos ve\u00edculos comerciais ligeiros el\u00e9tricos, passando de 50% para 40% em 2030.<\/p>\n<p>As redu\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa com combust\u00edveis de s\u00edntese e biocombust\u00edveis ser\u00e3o contabilizadas como cr\u00e9ditos para os fabricantes continuarem com combust\u00e3o. \u201cEstes cr\u00e9ditos de combust\u00edvel podem contribuir at\u00e9 3% para o objetivo de refer\u00eancia de 2021\u201d, indica Bruxelas. Por outro lado, a utiliza\u00e7\u00e3o de a\u00e7o hipocarb\u00f3nico fabricado na Uni\u00e3o nos ve\u00edculos podem contribuir com at\u00e9 7% dos objetivos de refer\u00eancia para 2021.<\/p>\n<p>E por fim os pequenos autom\u00f3veis el\u00e9tricos a pre\u00e7os acess\u00edveis que venham a ser fabricados na Uni\u00e3o Europeia ser\u00e3o considerados \u201csupercr\u00e9ditos\u201d, \u201cem vez de serem contabilizados como 1 ser\u00e3o contabilizados como 1,3, o que incentivar\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o desses pequenos ve\u00edculos el\u00e9tricos fabricados na UE\u201d.<\/p>\n<p>Estas altera\u00e7\u00f5es europeias s\u00e3o vistas como uma ced\u00eancia em particular \u00e0 Alemanha, It\u00e1lia e Fran\u00e7a, numa semana em que a Volkswagen fechou pela primeira vez na sua hist\u00f3ria de 88 anos uma f\u00e1brica na Alemanha. Apesar disso, a Comiss\u00e3o Europeia garante que mant\u00e9m o objetivo de neutralidade clim\u00e1tica at\u00e9 2050. Para Bruxelas, \u201co pacote apresentado mant\u00e9m um forte sinal de mercado para os ve\u00edculos com n\u00edvel nulo de emiss\u00f5es\u201d, no entanto salienta que \u201co setor autom\u00f3vel tem sido fundamental para a for\u00e7a industrial da Europa durante d\u00e9cadas, sustentando milh\u00f5es de postos de trabalho e impulsionando a inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica\u201d.<\/p>\n<p>A proposta ir\u00e1 agora entrar em processo de negocia\u00e7\u00e3o com o Parlamento Europeu e com o Conselho da Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>Em Portugal, a ACAP (Associa\u00e7\u00e3o Autom\u00f3vel de Portugal) diz que a ind\u00fastria j\u00e1 vinha a exigir o cumprimento de metas com uma maior flexibilidade. \u201cTal como era esperado, e a Ind\u00fastria Autom\u00f3vel vinha a exigir, a Comiss\u00e3o regressou ao princ\u00edpio que defendemos logo em 2019, da designada neutralidade tecnol\u00f3gica. Ou seja, permitir o cumprimento de metas com uma maior flexibilidade. Os Construtores de Autom\u00f3veis, n\u00e3o podem correr o risco de pagar milh\u00f5es de euros de penaliza\u00e7\u00e3o, por n\u00e3o atingirem as metas rigorosas definidas por Bruxelas\u201d, diz em comunicado a ACAP, real\u00e7ando que \u201cos construtores de autom\u00f3veis investiram centenas de milh\u00f5es de euros na mobilidade el\u00e9trica e colocaram no mercado mais de 300 modelos de ve\u00edculos eletrificados. N\u00e3o pode, por isso, existir qualquer d\u00favida quanto ao seu compromisso neste tipo de mobilidade\u201d, salientando que, no entanto, \u201c\u00e9 ainda necess\u00e1rio alargar a rede de carregamento assim como introduzir uma verdadeira pol\u00edtica de incentivo \u00e0 mobilidade el\u00e9trica\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 a associa\u00e7\u00e3o ambientalista Zero contesta esta medida, dizendo que \u201cenfraquece significativamente\u201d os compromissos da Uni\u00e3o Europeia em mat\u00e9ria de sa\u00fade p\u00fablica e de descarboniza\u00e7\u00e3o do transporte rodovi\u00e1rio, e considera que se trata de \u201cum dos maiores retrocessos nas pol\u00edticas ambientais da UE nos \u00faltimos anos\u201d, segundo a Lusa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Comiss\u00e3o Europeia recuou na proibi\u00e7\u00e3o total de venda de carros a combust\u00e3o a partir de 2035, ao&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":191041,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[2702,27,28,14190,476,6515,445,15,16,14,7269,25,26,21,22,62,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-191040","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-auto","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-comissu00e3o-europeia","12":"tag-economia","13":"tag-elu00e9tricos","14":"tag-europa","15":"tag-featured-news","16":"tag-featurednews","17":"tag-headlines","18":"tag-indu00fastria","19":"tag-latest-news","20":"tag-latestnews","21":"tag-main-news","22":"tag-mainnews","23":"tag-mundo","24":"tag-news","25":"tag-noticias","26":"tag-noticias-principais","27":"tag-noticiasprincipais","28":"tag-portugal","29":"tag-principais-noticias","30":"tag-principaisnoticias","31":"tag-pt","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115730853778670959","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191040","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191040"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191040\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/191041"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191040"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191040"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191040"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}