{"id":191584,"date":"2025-12-17T03:20:53","date_gmt":"2025-12-17T03:20:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191584\/"},"modified":"2025-12-17T03:20:53","modified_gmt":"2025-12-17T03:20:53","slug":"lua-foi-ejetada-pela-terra-propoe-novo-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191584\/","title":{"rendered":"Lua foi \u201cejetada\u201d pela Terra, prop\u00f5e novo estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"fitec-embcmp\"><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgsvZy8xMjFqY2oxMw\" target=\"_blank\" class=\"ftecmp-button\" rel=\"nofollow noopener\">Siga o Olhar Digital no Google Discover<\/a><\/p>\n<p>Um artigo publicado na revista<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s11631-025-00834-2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\"> Acta Geochimica<\/a> prop\u00f5e uma explica\u00e7\u00e3o alternativa para a origem da Lua: em vez do impacto de um corpo do tamanho de <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/12\/09\/ciencia-e-espaco\/primeiros-astronautas-em-marte-devem-procurar-sinais-de-vida\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Marte<\/a>, chamado Theia, ou da antiga hip\u00f3tese de fiss\u00e3o por rota\u00e7\u00e3o extrema, a Lua teria se formado a partir da eje\u00e7\u00e3o explosiva de material da <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/12\/15\/ciencia-e-espaco\/campo-magnetico-da-terra-transporta-atmosfera-ate-a-lua\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Terra <\/a>jovem.\u00a0<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2025-12-moon-event-explosive-ejection-giant.html\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">Segundo Matthew R. Edwards<\/a>, colaborador acad\u00eamico associado \u00e0 Universidade de Toronto, no Canad\u00e1, e autor do novo estudo, a energia necess\u00e1ria teria vindo de um processo chamado \u201cluminosidade Lambda\u201d, capaz de converter lentamente energia gravitacional interna em calor; esse calor se acumulou no n\u00facleo e foi canalizado por megaplumas em regi\u00f5es profundas conhecidas como grandes prov\u00edncias de baixa velocidade (LLVPs), concentrando-se at\u00e9 deflagrar um evento capaz de lan\u00e7ar rochas do manto e da crosta \u00e0 \u00f3rbita terrestre e, assim, dar origem ao sat\u00e9lite.<\/p>\n<p><strong>Origem da Lua: principais pontos do novo estudo<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O trabalho prop\u00f5e que a \u201cluminosidade Lambda\u201d aqueceu o interior da proto-Terra, acumulando energia no n\u00facleo;<\/li>\n<li>Megaplumas ligadas \u00e0s LLVPs teriam concentrado calor e elementos leves em regi\u00f5es espec\u00edficas do limite entre n\u00facleo e manto;<\/li>\n<li>Uma explos\u00e3o localizada teria ejetado material terrestre para a \u00f3rbita, explicando a semelhan\u00e7a isot\u00f3pica entre Terra e Lua;<\/li>\n<li>A hip\u00f3tese busca contornar os impasses do cen\u00e1rio de impacto com Theia e da fiss\u00e3o por rota\u00e7\u00e3o muito r\u00e1pida;<\/li>\n<li>O autor defende implica\u00e7\u00f5es mais amplas para geodin\u00e2mica, cosmologia e a evolu\u00e7\u00e3o de \u00f3rbitas planet\u00e1rias.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Modelo-de-ejeo-lunar-explosiva-1024x576.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1234423\"  \/>Modelo de eje\u00e7\u00e3o lunar explosiva. O aquecimento do n\u00facleo gera o cintur\u00e3o Ma-Tkal\u010di\u0107 e dois proto-LLVPs enriquecidos com elementos leves. Devido ao aprisionamento de energia, zonas supercr\u00edticas surgem nos proto-LLVPs com press\u00f5es e temperaturas elevadas. Uma explos\u00e3o no proto-LLVP do Pac\u00edfico ejeta o material formador da Lua. Cr\u00e9dito: Matthew R. Edwards<strong>Luminosidade Lambda, LLVPs e a forma\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite<\/strong><\/p>\n<p>O debate sobre a origem da Lua ganhou for\u00e7a quando amostras das miss\u00f5es Apollo mostraram composi\u00e7\u00f5es isot\u00f3picas lunar e terrestre notavelmente pr\u00f3ximas. Isso foi um desafio ao cen\u00e1rio do grande impacto, que previa forte <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/04\/24\/ciencia-e-espaco\/o-que-aconteceu-com-o-planeta-que-a-terra-engoliu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">contribui\u00e7\u00e3o de Theia<\/a> na composi\u00e7\u00e3o do sat\u00e9lite. A hip\u00f3tese de fiss\u00e3o por rota\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/rstl\/article\/doi\/10.1098\/rstl.1879.0073\/119115\/XIII-On-the-precession-of-a-viscous-spheroid-and\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener sponsored nofollow\">sugerida no s\u00e9culo 19 por George Darwin<\/a>, tamb\u00e9m perdeu tra\u00e7\u00e3o porque exigia uma Terra primitiva girando r\u00e1pido demais, em desacordo com o momento angular do sistema atual Terra-Lua.<\/p>\n<p>Nos anos recentes, alguns pesquisadores consideraram a possibilidade de um evento explosivo ter \u201cajudado\u201d a fiss\u00e3o, mas essa ideia esbarrava na necessidade de concentrar grande quantidade de elementos f\u00edsseis em um ponto espec\u00edfico do planeta \u2013 algo para o qual faltam evid\u00eancias geoqu\u00edmicas. O novo estudo busca contornar esse obst\u00e1culo ao apontar uma fonte de energia alternativa: a chamada luminosidade Lambda, processo pelo qual parte da energia gravitacional interna se transformaria lentamente em calor ao longo do tempo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"686\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/coliso-theia-terra-1024x686.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-1180467\"  \/>Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da hip\u00f3tese mais aceita, de que uma colis\u00e3o de um proto-planeta do tamanho de Marte com a Terra deu origem \u00e0 Lua. Cr\u00e9dito: NASA\/JPL-Caltech<\/p>\n<p>De acordo com o autor, esse aquecimento teria sido particularmente eficiente na Terra primitiva, quando mecanismos de resfriamento como a tect\u00f4nica de placas ainda n\u00e3o operavam plenamente. \u201cA energia do n\u00facleo poderia ter se acumulado ao longo de milh\u00f5es de anos \u2013 at\u00e9 que houvesse o suficiente para impulsionar a eje\u00e7\u00e3o lunar\u201d, afirma. O trabalho sugere que, paralelamente, duas grandes anomalias t\u00e9rmicas antipodais \u2013 as LLVPs, hoje situadas sob o <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/2025\/11\/03\/ciencia-e-espaco\/estacao-espacial-internacional-vai-parar-em-cemiterio-no-pacifico\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Pac\u00edfico <\/a>e sob a \u00c1frica \u2013 funcionariam como condutos para o calor e para elementos leves, canalizando-os para regi\u00f5es supercr\u00edticas no limite entre o n\u00facleo e o manto.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, uma explos\u00e3o localizada na proto-LLVP do Pac\u00edfico teria atuado de modo semelhante a uma erup\u00e7\u00e3o de kimberlito em escala planet\u00e1ria, lan\u00e7ando material do manto e da crosta para a \u00f3rbita da Terra, onde se agregou para formar a Lua. A proposta busca explicar simultaneamente o parentesco isot\u00f3pico entre as rochas lunares e terrestres e evitar a necessidade de uma rota\u00e7\u00e3o inicial extrema da proto-Terra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"593\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/lua-terra-apogeu-1024x593.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-634666\"  \/>\u00danico sat\u00e9lite natural permanente da Terra, a Lua teria sido parte do pr\u00f3prio planeta. Cr\u00e9dito: Paul Prescott \u2013 Shutterstock <\/p>\n<p><strong>Leia mais:<\/strong><\/p>\n<p>O trabalho tamb\u00e9m insere a luminosidade Lambda em um quadro mais amplo. O autor argumenta que o processo poderia influenciar a din\u00e2mica de estrelas compactas e fornecer alternativas conceituais em cosmologia, al\u00e9m de participar de fen\u00f4menos geodin\u00e2micos como a ascens\u00e3o de plumas mant\u00e9licas.\u00a0<\/p>\n<p>Ele menciona ind\u00edcios de expans\u00e3o m\u00ednima do raio terrestre observados por sat\u00e9lites, interpretando-os como sinal de que plumas podem transportar minerais a condi\u00e7\u00f5es de menor densidade no manto superior. Em sua vis\u00e3o, a luminosidade Lambda teria \u201cmoldado toda a evolu\u00e7\u00e3o da Terra\u201d e, em momentos cr\u00edticos, deflagrado eventos catastr\u00f3ficos. \u201c\u00c9 um processo implac\u00e1vel que desencadeou a maioria dos grandes eventos de extin\u00e7\u00e3o em massa e voltar\u00e1 a faz\u00ea-lo\u201d, escreve, ressaltando tratar-se de uma hip\u00f3tese que exige novas valida\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A proposta reacende debates sobre o papel das LLVPs \u2013 j\u00e1 vistas em estudos sismol\u00f3gicos como poss\u00edveis feixes de plumas termoqu\u00edmicas \u2013 e sobre a origem do calor profundo que alimenta a convec\u00e7\u00e3o do manto. O autor tamb\u00e9m especula que o processo poderia levar, em longas escalas de tempo, a um afastamento gradual de \u00f3rbitas, algo que ajudaria a manter a habitabilidade da Terra por mais tempo, ao compensar o aumento de luminosidade do Sol no futuro distante.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Siga o Olhar Digital no Google Discover Um artigo publicado na revista Acta Geochimica prop\u00f5e uma explica\u00e7\u00e3o alternativa&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":191585,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-191584","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115732760983999982","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191584","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191584"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191584\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/191585"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191584"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191584"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191584"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}