{"id":191803,"date":"2025-12-17T09:58:37","date_gmt":"2025-12-17T09:58:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191803\/"},"modified":"2025-12-17T09:58:37","modified_gmt":"2025-12-17T09:58:37","slug":"transporte-aereo-gera-mais-lucros-do-que-nunca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191803\/","title":{"rendered":"Transporte a\u00e9reo gera mais lucros do que nunca"},"content":{"rendered":"<p><b\/><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<b>As companhias a\u00e9reas internacionais registaram um recorde de vendas e de lucros em 2025.<\/b> Um ano marcado, no entanto, por alguma turbul\u00eancia: a guerra comercial lan\u00e7ada por Donald Trump e a escassez de aeronaves. De acordo com dados da Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transporte A\u00e9reo (IATA), as <b>companhias a\u00e9reas ter\u00e3o um lucro l\u00edquido de 40 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares este ano.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>Dados da avia\u00e7\u00e3o civil e comercial melhores do que o previsto<br \/>\n\u00c9 muito melhor do que as previs\u00f5es feitas na primavera passada, quando o mundo econ\u00f3mico tremia perante as tarifas proibitivas introduzidas pela administra\u00e7\u00e3o americana a pedido de Donald Trump.<\/p>\n<p>As campe\u00e3s da rentabilidade continuam a ser as companhias a\u00e9reas do Golfo. Apresentam uma margem l\u00edquida superior a 9%, com cerca de 29 d\u00f3lares de lucro gerado por passageiro. S\u00e3o quase mais 20 d\u00f3lares do que na Europa e na Am\u00e9rica do Norte. Segundo a IATA, a boa sa\u00fade do transporte a\u00e9reo explica-se pela retoma da atividade de transporte de mercadorias. A associa\u00e7\u00e3o considera que esta \u00e9 a prova de que o com\u00e9rcio mundial se adaptou ao protecionismo americano. A IATA congratula-se, em particular, com a agilidade da China, que reorientou os seus fluxos de exporta\u00e7\u00e3o para outras regi\u00f5es do mundo, nomeadamente a Europa, depois de ter sido exclu\u00edda dos Estados Unidos.Transporte a\u00e9reo gera mais lucros do que nunca<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDepois de se ter sa\u00eddo melhor do que o esperado em 2025, o <b>setor prepara-se para ultrapassar a marca dos 40 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares de lucro em 2026<\/b>. E s\u00e3o as companhias a\u00e9reas europeias que est\u00e3o a fazer subir os n\u00fameros, ultrapassando pela primeira vez as rivais norte-americanas. <b>\u00c9 preciso dizer que nunca houve tanta gente nos avi\u00f5es. O tr\u00e1fego mundial de passageiros dever\u00e1 voltar a aumentar no pr\u00f3ximo ano.<\/b><\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nApesar do crescimento anual, as margens das companhias a\u00e9reas continuar\u00e3o a ser inferiores a 4% em 2026. E, ano ap\u00f3s ano, o setor queixa-se de ser sobrecarregado com uma s\u00e9rie de custos adicionais. A escassez de avi\u00f5es, os famosos 5.300 avi\u00f5es em falta na frota mundial, ligada aos atrasos de entrega da Airbus e da Boeing, a que se junta a escassez de pe\u00e7as sobressalentes. Uma escassez que representaria 11 mil milh\u00f5es de d\u00f3lares em custos adicionais para as companhias a\u00e9reas. Por \u00faltimo, salienta a IATA, o custo adicional \u00e9 tamb\u00e9m gerado pela falta de combust\u00edvel sustent\u00e1vel dispon\u00edvel.&#13;\n<\/p>\n<p>Redu\u00e7\u00e3o da pegada de carbono<br \/>&#13;<\/p>\n<p>\nO setor das companhias a\u00e9reas, respons\u00e1vel por 2 a 3% das emiss\u00f5es globais de CO2, est\u00e1 sob press\u00e3o para reduzir a pegada de carbono.<\/p>\n<p><b>Os combust\u00edveis de avia\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel s\u00e3o vistos como a principal alavanca para a descarboniza\u00e7\u00e3o nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas,<\/b> mas o recurso \u00e9 escasso e caro. S\u00e3o produzidos a partir de biomassa, \u00f3leos usados e, eventualmente, a partir de hidrog\u00e9nio produzido a partir de eletricidade descarbonizada, uma t\u00e9cnica que ainda \u00e9 dispendiosa e complexa.<\/p>\n<p>A partir deste ano, o combust\u00edvel utilizado pelos avi\u00f5es que partem dos aeroportos da Uni\u00e3o Europeia deve ser constitu\u00eddo por, pelo menos, 2% de combust\u00edveis sustent\u00e1veis, propor\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 aumentar para 6% em 2030 e progressivamente para 70% em 2050.<\/p>\n<p>Mas a realidade \u00e9 mais dif\u00edcil: em 2024, a produ\u00e7\u00e3o mundial de combust\u00edveis sustent\u00e1veis representava apenas 0,53% do consumo de combust\u00edvel mais ecol\u00f3gico. Em cinco anos, a produ\u00e7\u00e3o atual ter\u00e1 de aumentar dez vezes para atingir o objetivo de 2030.<b> O fosso entre a ambi\u00e7\u00e3o e a realidade \u00e9 ainda imenso. Mas \u00e0 medida que os lucros aumentam, aumenta tamb\u00e9m a necessidade de coer\u00eancia clim\u00e1tica.<\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nDiane Burghelle-Vernet \/ 15 dezembro 2025 09:50 GMT&#13;<br \/>\n&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o e Tradu\u00e7\u00e3o \/ Joana B\u00e9nard da Costa &#8211; RTP&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; As companhias a\u00e9reas internacionais registaram um recorde de vendas e de lucros em 2025. 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