{"id":191901,"date":"2025-12-17T11:29:07","date_gmt":"2025-12-17T11:29:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191901\/"},"modified":"2025-12-17T11:29:07","modified_gmt":"2025-12-17T11:29:07","slug":"bruxelas-cede-a-alemanha-e-faz-marcha-atras-nos-carros-a-gasolina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/191901\/","title":{"rendered":"Bruxelas cede \u00e0 Alemanha e faz marcha-atr\u00e1s nos carros a gasolina"},"content":{"rendered":"<p>        Fran\u00e7a e Espanha defendiam manuten\u00e7\u00e3o da meta para 2035, mas Alemanha e It\u00e1lia levaram a melhor. \u201cO diabo est\u00e1 nos detalhes\u201d, disse a associa\u00e7\u00e3o europeia de construtores que defende que algumas medidas precisam de ser trabalhadas e que as metas de 2030 tamb\u00e9m precisam de revis\u00e3o.    <\/p>\n<p>European Commission President Ursula von der Leyen speaks during an opening ceremony of the industry trade fair Hannover Messe with a focus on carbon-neutral production, industries 4.0, energy for industry, artificial intelligence, hydrogen and fuel cells at the Congress Center, in Hanover, Germany April 21, 2024.  REUTERS\/Annegret Hilse\/File Photo<\/p>\n<p>Foi uma vit\u00f3ria em toda a linha para a Alemanha e a It\u00e1lia que obrigaram a Comiss\u00e3o Europeia a ceder nas suas metas para os motores a combust\u00e3o a partir de 2035.<\/p>\n<p>Fran\u00e7a e Espanha bem que defendiam que o fim de carros t\u00e9rmicos devia manter-se, mas a Comiss\u00e3o de Ursula von der Leyen cedeu \u00e0 press\u00e3o de Berlim e Roma, mas tamb\u00e9m dos maiores fabricantes europeus.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio chanceler alem\u00e3o tinha defendido o fim da meta. \u201cA realidade \u00e9 que v\u00e3o haver milh\u00f5es de carros t\u00e9rmicos em todo o mundo em 2035, 2040 e 2050\u201d, segundo Friedrich Merz.<\/p>\n<p>O tamb\u00e9m alem\u00e3o l\u00edder do Partido Popular Europeu Manfred Weber tamb\u00e9m considerava que a decis\u00e3o de banir os t\u00e9rmicos era um \u201cs\u00e9rio erro de pol\u00edtica industrial\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 Madrid e Paris defendiam que o futuro da ind\u00fastria europeia seria \u201cel\u00e9trico\u201d e que a meta \u201cn\u00e3o deve ser questionada\u201d.<\/p>\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o datada de 2023 ditava que a partir de 2035 as vendas de carros e de carrinhas na UE teriam de ser livres de emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Construtores Autom\u00f3veis (ACEA) congratulou-se com a decis\u00e3o. \u201cA proposta reconhece a necessidade de mais flexibilidade e neutralidade tecnol\u00f3gica para fazer da transi\u00e7\u00e3o verde um sucesso. \u00c9 uma grande mudan\u00e7a comparada com a lei atual\u201d, disse o diretor-geral da ACEA Sigrid de Vries.<\/p>\n<p>No entanto, considera que o \u201cdiabo est\u00e1 nos detalhes. Vamos agora estudar o pacote e trabalhar com os co-legisladores para refor\u00e7ar fortemente as propostas onde for necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o pediu mais \u201cmedidas decisivas para facilitar a transi\u00e7\u00e3o\u201d, incluindo um al\u00edvio nas metas para ligeiros e carrinhos at\u00e9 2030.<\/p>\n<p>O que muda agora? A partir dessa data, os fabricantes precisam de reduzir em 90% as emiss\u00f5es dos novos ve\u00edculos, com os restantes 10% a serem compensados atrav\u00e9s de biocombust\u00edveis ou combust\u00edveis sint\u00e9ticos, ou atrav\u00e9s do uso de a\u00e7o de baixo carbono nos ve\u00edculos produzido na UE, segundo a proposta anunciada pela Comiss\u00e3o Europeia na ter\u00e7a-feira.<\/p>\n<p>Desta forma, os ve\u00edculos h\u00edbridos plug-in, h\u00edbridos el\u00e9tricos, EREV (motor 100% el\u00e9trico alimentado por um pequeno motor a gasolina) ou ve\u00edculos a combust\u00e3o interna \u201cainda v\u00e3o desempenhar um papel al\u00e9m de 2035\u201d, em conjunto com os 100% el\u00e9tricos e ve\u00edculos a hidrog\u00e9nio.<\/p>\n<p>Os fabricantes de autom\u00f3veis v\u00e3o tamb\u00e9m ter direito a \u2018super-cr\u00e9ditos\u2019 para os pequenos carros el\u00e9tricos, mais baratos, produzidos na UE. \u201cIsto vai incentivar a chegada ao mercado de mais carros el\u00e9tricos pequenos\u201d.<\/p>\n<p>O pacote autom\u00f3vel, no lado da oferta, rev\u00ea assim as regras de CO2 para ligeiros e carrinhas; do lado da procura, prop\u00f5e uma iniciativa para descarbonizar frotas de empresas com metas nacionais para ve\u00edculos carbono zero ou baixas emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cInova\u00e7\u00e3o. Mobilidade limpa. Competitividade. Este ano, estas foram as nossas maiores prioridades nos nossos di\u00e1logos intensos com o setor autom\u00f3vel, sociedade civil e partes interessadas E hoje, estamos a resolver todas. \u00c0 medida que a tecnologia transforma rapidamente a mobilidade e a geopol\u00edtica altera a competi\u00e7\u00e3o global, a Europa continua na frente da transi\u00e7\u00e3o limpa global\u201d, disse hoje a presidente Ursula von der Leyen.<\/p>\n<p>Qualquer altera\u00e7\u00e3o ter\u00e1 de ser apoiada pelos pa\u00edses da UE e pelo Parlamento Europeu antes de ser aprovada.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que as marcas chinesas de carros el\u00e9tricos apertaram o cerco \u00e0 ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia, marcas como a Volkswagen e a Stellantis tentaram aliviar as metas.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o el\u00e9trica tem sido dominada por marcas exteriores \u00e0 UE, como a americana Tesla ou a chinesa BYD.<\/p>\n<p>As marcas europeias tentam arrepiar caminho, mas a procura n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 ainda. Pre\u00e7os mais caros, falta de autonomia, rede de carregamentos insuficiente, todos estes fatores pesam na hora de comprar um ve\u00edculo el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>A press\u00e3o europeia sobre os carros chineses, com a imposi\u00e7\u00e3o de tarifas, s\u00f3 vieram complicar num momento em que as marcas chinesas oferecem pre\u00e7os competitivos: Bruxelas quer apostar na mobilidade el\u00e9trica, mas impede os europeus de terem acesso a modelos mais competitivos? A bota n\u00e3o batia com a perdigota.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Fran\u00e7a e Espanha defendiam manuten\u00e7\u00e3o da meta para 2035, mas Alemanha e It\u00e1lia levaram a melhor. \u201cO diabo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":191902,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[83],"tags":[1305,1835,88,23653,1834,89,428,90,233,32,33],"class_list":{"0":"post-191901","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-empresas","8":"tag-alemanha","9":"tag-bruxelas","10":"tag-business","11":"tag-combustao","12":"tag-comissao-europeia","13":"tag-economy","14":"tag-eletricos","15":"tag-empresas","16":"tag-italia","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115734679598560502","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191901","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=191901"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/191901\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/191902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=191901"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=191901"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=191901"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}