{"id":192461,"date":"2025-12-17T20:03:08","date_gmt":"2025-12-17T20:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/192461\/"},"modified":"2025-12-17T20:03:08","modified_gmt":"2025-12-17T20:03:08","slug":"ja-foi-um-destino-de-ferias-de-sonho-agora-e-uma-cidade-abandonada-com-praias-selvagens-nit","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/192461\/","title":{"rendered":"J\u00e1 foi um destino de f\u00e9rias de sonho. Agora \u00e9 uma cidade abandonada com praias selvagens \u2014 NiT"},"content":{"rendered":"<p>De destino de sonho a uma cidade em ru\u00ednas e edif\u00edcios abandonados. Durante v\u00e1rios anos, Perlora, na comunidade aut\u00f3noma das Ast\u00farias, em Espanha, foi cen\u00e1rio de f\u00e9rias e era mesmo apontado como um dos mais procurados no pa\u00eds. Havia hot\u00e9is, parques de campismo, capelas e praias quase intoc\u00e1veis \u200b\u200bpor todo o lado. Mas tudo foi deixado para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>Desde 2006 que os 274 edif\u00edcios que comp\u00f5em a regi\u00e3o est\u00e3o devolutos, segundo o jornal \u201cAsturias con Encanto.\u201d<strong> Todos foram originalmente concebidos para receber milhares de veraneantes e foi isso que fizeram ao longo de v\u00e1rias d\u00e9cadas.<\/strong><\/p>\n<p>A cidade, que se estende por 20 hectares, come\u00e7ou a ser constru\u00edda durante a ditadura franquista, em 1952, por iniciativa do Sindicato do Trabalho para a Educa\u00e7\u00e3o e Lazer. A organiza\u00e7\u00e3o do regime promovia a constru\u00e7\u00e3o de est\u00e2ncias de f\u00e9rias em diferentes pontos de Espanha.<\/p>\n<p>A primeira foi Jacobo Campuzano, um hotel com 90 quartos que abriu a 1 de julho de 1954. Nessa altura, o sucesso foi tanto que a organiza\u00e7\u00e3o teve de investir em mais unidades e, dois anos depois, arrancou a comercializa\u00e7\u00e3o da primeira fase de vivendas, que viria a ser a Cidade Residencial Perlora, tamb\u00e9m conhecida como \u201ccidade de f\u00e9rias.\u201d<\/p>\n<p>Nos anos 60, a zona continuou a desenvolver-se. Come\u00e7aram a surgir apartamentos, resid\u00eancias privadas de diferentes dimens\u00f5es e estilos, e mais espa\u00e7os dedicados ao turismo.<\/p>\n<p>O complexo apostou tamb\u00e9m escrit\u00f3rios, bares, lojas, restaurantes, uma capela, um teatro ao ar livre, uma biblioteca, um parque infantil, campos desportivos e\u00a0espa\u00e7os verdes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-1551583 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/f1f5fd64def215d151e909bc06163968.png\" alt=\"\" width=\"1400\" height=\"738\"  \/>A regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No seu auge, Perlora chegou a empregar cerca de 200 pessoas e a receber, anualmente, mais de dois mil visitantes. Im dos pontos altos eram as praias paradis\u00edacas que rodeavam o complexo tur\u00edstico, como as de Huelgues, Carranques e Madrebona.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou a mudar nos anos 70, ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o para a democracia. Mais tarde, em 1982, a gest\u00e3o do complexo foi transferida do Estado para o Governo do Principado das Ast\u00farias \u2014 foi o princ\u00edpio do fim.<\/p>\n<p>A falta de investimento e as dificuldades em adaptar as infraestruturas \u00e0s novas exig\u00eancias do governo fez com que, aos poucos, Perlora se fosse deteriorando. Para tentar evitar o decl\u00ednio, chegou a surgir a ideia de privatizar a gest\u00e3o da cidade, o que acabou por n\u00e3o acontecer.<\/p>\n<p>Em 2005, o hotel Jacobo Campuzano foi demolido e no ano seguinte, os alojamentos foram encerrados. <strong>Hoje, a cidade continua a ser visitada, mas h\u00e1 pouco para fazer: os visitantes aproveitam para passear pelas ruas e jardins vazios<\/strong> e ir a algumas das praias, que continuam a atrair dezenas de pessoas no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>Em agosto deste ano, o Governo do Principado das Ast\u00farias revelou planos para o restauro da zona e preserva\u00e7\u00e3o da paisagem original. O documento prev\u00ea ainda limitar a edifica\u00e7\u00e3o do recinto em 20 por cento em rela\u00e7\u00e3o ao planeamento anterior, para evitar a sobre-explora\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p>Entre os edif\u00edcios que dever\u00e3o ser conservados, est\u00e1 a capela, o bar La Caba\u00f1a e o Villa Homes. A previs\u00e3o \u00e9 que o documento urban\u00edstico seja aprovado no pr\u00f3ximo ano, para os trabalhos arrancarem.\u00a0<\/p>\n<p>Carregue na galeria para ver algumas fotografias de Perlora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"De destino de sonho a uma cidade em ru\u00ednas e edif\u00edcios abandonados. 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