{"id":192829,"date":"2025-12-18T02:26:49","date_gmt":"2025-12-18T02:26:49","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/192829\/"},"modified":"2025-12-18T02:26:49","modified_gmt":"2025-12-18T02:26:49","slug":"ren-diz-que-nao-ha-nada-que-possa-evitar-novos-apagoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/192829\/","title":{"rendered":"REN diz que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 nada que possa evitar&#8221; novos apag\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"inread\">Na audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Ambiente e Energia, no \u00e2mbito do Grupo de Trabalho sobre o apag\u00e3o de 28 de abril 2025, o presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, afirmou que o operador das redes nacionais faz &#8220;tudo para evitar&#8221; estes eventos, mas sublinhou que &#8220;n\u00e3o h\u00e1 nada que possa evitar&#8221; que voltem a acontecer.<\/p>\n<p>&#8220;O nosso servi\u00e7o \u00e9 um dos melhores da Europa e as coisas est\u00e3o bem, mas estamos sujeitos a acidentes, estamos sujeitos \u00e0 ciberseguran\u00e7a e estamos sujeitos a desastres naturais&#8221;, afirmou. &#8220;<strong>A \u00fanica coisa que h\u00e1 a fazer \u00e9 estar bem preparados<\/strong> para recuperar&#8221; em caso de novo apag\u00e3o.<\/p>\n<p>Rodrigo Costa defendeu que essa prepara\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode estar limitada ao operador da rede de transporte, devendo envolver &#8220;o ex\u00e9rcito, a pol\u00edcia, todos os servi\u00e7os cr\u00edticos e os operadores de telecomunica\u00e7\u00f5es&#8221;.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro1\">A apresenta\u00e7\u00e3o da REN, feita em conjunto com o administrador executivo Jo\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o no arranque da reuni\u00e3o do grupo de trabalho, come\u00e7ou por caracterizar o estado do sistema ib\u00e9rico antes das 11.33 horas de 28 de abril, quando ocorreu o colapso. Em Portugal, a <strong>produ\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel representava cerca de 62% do consumo<\/strong>, enquanto em Espanha atingia 92%, com forte peso da energia solar.<\/p>\n<p>Segundo a REN, o sudoeste espanhol concentrava uma produ\u00e7\u00e3o muito elevada &#8211; cerca de 16.000 megawatts de solar e e\u00f3lica &#8211; para um consumo reduzido, com grande parte da energia a ser exportada para outras zonas de Espanha e para Portugal.<\/p>\n<p>Os respons\u00e1veis destacaram ainda que Espanha operava com uma derroga\u00e7\u00e3o europeia que permite n\u00edveis de tens\u00e3o at\u00e9 435 kV, acima do padr\u00e3o praticado em Portugal, onde as redes de muito alta tens\u00e3o operam at\u00e9 cerca de 420 kV.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro2\">De acordo com Jo\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o, <strong>ambos os sistemas cumpriam os n\u00edveis m\u00ednimos<\/strong> de in\u00e9rcia definidos pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E), mas o controlo de tens\u00e3o no sistema espanhol n\u00e3o estava a seguir a curva objetivo em v\u00e1rios momentos.<\/p>\n<p>Segundo Jo\u00e3o Concei\u00e7\u00e3o, Portugal e Espanha cumpriam os n\u00edveis m\u00ednimos de in\u00e9rcia exigidos pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E), mas o sistema espanhol n\u00e3o estava a responder adequadamente no controlo da tens\u00e3o, um dos fatores que esteve na origem do colapso.<\/p>\n<p>&#8220;A causa principal que est\u00e1 identificada \u00e9 um problema de muito alta tens\u00e3o, que se inicia claramente no sistema espanhol e que se propaga para o sistema portugu\u00eas&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Apag\u00e3o em abril foi &#8220;excecional e grave&#8221;<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro3\">\u00c0s 11.33 horas, a perda s\u00fabita de cerca de 2200 megawatts de produ\u00e7\u00e3o solar no sudoeste de Espanha desencadeou um desequil\u00edbrio em cascata que levou, em cerca de quatro segundos, ao <strong>colapso total dos sistemas espanhol e portugu\u00eas<\/strong>.<\/p>\n<p>Nesse intervalo, os planos de emerg\u00eancia do Sistema El\u00e9trico Nacional atuaram e a REN desligou faseadamente cerca de 4200 megawatts de consumo, come\u00e7ando pela bombagem h\u00eddrica e avan\u00e7ando para consumos progressivamente mais cr\u00edticos.<\/p>\n<p>O sistema portugu\u00eas, que estava a importar energia, passou momentaneamente a exportar cerca de 2.400 megawatts, numa tentativa autom\u00e1tica de apoiar o sistema espanhol, esfor\u00e7o que n\u00e3o foi suficiente para evitar o colapso.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro4\">A <strong>recupera\u00e7\u00e3o iniciou-se de forma aut\u00f3noma<\/strong>, com o arranque de duas centrais em modo &#8220;blackstart&#8221;, em Castelo de Bode e na Tapada do Outeiro, e a cria\u00e7\u00e3o de ilhas energ\u00e9ticas, num processo que a REN descreveu como &#8220;muito meticuloso&#8221;, devido ao risco permanente de nova perda de sistema.<\/p>\n<p>O apoio externo s\u00f3 come\u00e7ou a chegar ao final da tarde, atrav\u00e9s da interliga\u00e7\u00e3o do Douro Internacional, permitindo acelerar a reposi\u00e7\u00e3o da energia e garantir o fornecimento a consumos priorit\u00e1rios, como hospitais e servi\u00e7os de seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>A REN sublinhou que tem vindo a aplicar uma abordagem conservadora na reposi\u00e7\u00e3o da capacidade comercial das interliga\u00e7\u00f5es e que est\u00e3o em curso medidas nacionais e europeias para <strong>reduzir o risco de novos eventos<\/strong>, embora tenha reiterado que a complexidade crescente do sistema torna imposs\u00edvel eliminar totalmente esse risco.<\/p>\n<p data-remotead-prev-elm=\"true\" data-remotead-elm-id=\"centro5\">O apag\u00e3o de 28 de abril foi classificado pela Rede Europeia de Gestores de Redes de Transporte de Eletricidade (ENTSO-E, na sigla em ingl\u00eas) como &#8220;excecional e grave&#8221;, tendo tido entre consequ\u00eancias imediatas o encerramento de aeroportos, congestionamento nos transportes e falta de combust\u00edveis.<\/p>\n<p>No relat\u00f3rio preliminar conhecido a 3 de outubro, o grupo de peritos confirmou que o apag\u00e3o teve origem em Espanha e foi provocado por uma sucess\u00e3o de desligamentos s\u00fabitos de produ\u00e7\u00e3o renov\u00e1vel, e subsequente perda de sincronismo com a rede continental europeia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Na audi\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Ambiente e Energia, no \u00e2mbito do Grupo de Trabalho sobre o apag\u00e3o 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