{"id":193564,"date":"2025-12-18T17:16:15","date_gmt":"2025-12-18T17:16:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193564\/"},"modified":"2025-12-18T17:16:15","modified_gmt":"2025-12-18T17:16:15","slug":"desemprego-e-precariedade-elevaram-pessoas-em-situacao-de-sem-abrigo-acima-das-14-400-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193564\/","title":{"rendered":"Desemprego e precariedade elevaram pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo acima das 14.400 | Pobreza"},"content":{"rendered":"<p>Mais de 14.400 pessoas estavam em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo no final de 2024, segundo o mais recente inqu\u00e9rito de caracteriza\u00e7\u00e3o, divulgado esta quinta-feira pela Estrat\u00e9gia Nacional para a Integra\u00e7\u00e3o de Pessoas em Situa\u00e7\u00e3o de Sem-Abrigo (ENIPSSA). Estes n\u00fameros traduzem um agravamento relativamente \u00e0s 13.128 pessoas que, no final do ano anterior, estavam em id\u00eantica situa\u00e7\u00e3o. O aumento traduziu-se assim em 1348 pessoas, ainda assim abaixo dos 2355 novos casos que haviam sido registados no final de 2023.<\/p>\n<p>Contas feitas, por cada mil residentes havia 1,41 <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/12\/10\/sociedade\/noticia\/numero-pessoas-abrigo-portugal-continental-aumentou-13-mil-2023-2115131\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo<\/a>.<\/p>\n<p>Por outro lado, os 14.476 cidad\u00e3os que no final de 2024 estavam em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo repartiam-se entre 9403 pessoas sem tecto e 5073 pessoas sem casa, segundo a <a href=\"https:\/\/www.enipssa.pt\/documents\/10180\/11876\/Inqu%C3%A9rito+Caracteriza%C3%A7%C3%A3o+das+Pessoas+em+Situa%C3%A7%C3%A3o+de+Sem-Abrigo+-+31+de+dezembro+2024+-+Quadros\/77733784-0f2a-44fd-aa3d-9e9ba6611ddc\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ENIPSSA<\/a>. Clarifiquemos: na categoria dos sem-tecto enquadram-se as pessoas que vivem na rua, num abrigo de emerg\u00eancia ou noutro local prec\u00e1rio, e na condi\u00e7\u00e3o de sem casa inserem-se aquelas que vivem num alojamento tempor\u00e1rio.<\/p>\n<p>No universo destes mais de 14.400 sem-abrigo, foram sinalizados 1686 casais em situa\u00e7\u00e3o de sem tecto e 263 sem casa. Somando, 60% destes residem na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa. De resto, e sem surpresas, esta zona geogr\u00e1fica congrega 3122 sem-abrigo. Concomitantemente, <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2024\/07\/17\/local\/noticia\/lisboa-594-pessoas-situacao-abrigo-dormir-rua-200-2022-2097958\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Lisboa surge \u00e0 cabe\u00e7a<\/a> na lista dos munic\u00edpios com maior n\u00famero de pessoas nesta situa\u00e7\u00e3o, com 4704 casos. Seguem-se Moura (634) e o Porto (553). Voltando \u00e0s \u00e1reas metropolitanas, a do Porto surge logo a seguir a Lisboa, com um total de 1438 pessoas em <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/11\/07\/local\/noticia\/crise-habitacao-fez-aumentar-numero-semabrigo-amadora-loures-2153805\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo<\/a>.<\/p>\n<p>Numa caracteriza\u00e7\u00e3o apressada, o relat\u00f3rio cont\u00e9m v\u00e1rios indicadores que permitem perceber melhor esta realidade: s\u00e3o maioritariamente homens, portugueses, com idades entre os 45 e os 64 anos, solteiros e benefici\u00e1rios do Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o (RSI). Tamb\u00e9m em pinceladas gerais, conclui-se que a maioria est\u00e1 na rua por um per\u00edodo que varia entre um a cinco anos.<\/p>\n<p>E porqu\u00ea? Em 4195 dos casos, o desemprego ou a precariedade laboral preponderam entre os gatilhos que empurraram estas pessoas para a situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo. Seguem-se a depend\u00eancia de \u00e1lcool ou de outras subst\u00e2ncias psicoactivas (2926 casos).<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p>\n<p>&#13;<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2025\/10\/17\/sociedade\/noticia\/rede-antipobreza-pede-aumento-rsi-garantir-vida-digna-pobres-2151232\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Rendimento Social de Inser\u00e7\u00e3o<\/a> (RSI) \u00e9 a principal fonte de rendimento das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo em todas as regi\u00f5es, atingindo uma percentagem mais elevada no Alentejo (82%), seguindo-se o Centro (71%). No Norte, 64% das pessoas sem-abrigo dependem deste tipo de presta\u00e7\u00e3o, enquanto no Algarve esta parcela chega aos 54% e aos 35% na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa (AML).<\/p>\n<p>Escolaridade baixa<\/p>\n<p>O n\u00edvel de escolaridade das pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo \u00e9 globalmente baixo, com predomin\u00e2ncia do ensino b\u00e1sico e com uma frequ\u00eancia residual do ensino superior. Neste n\u00edvel, em todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, a fatia de pessoas com um <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/2014\/02\/12\/sociedade\/noticia\/cerca-de-5-dos-semabrigo-de-lisboa-tem-um-curso-superior-1623375\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">curso superior n\u00e3o vai al\u00e9m dos 4% do total<\/a>, atingindo este valor apenas na AML.<\/p>\n<p>De resto, no Algarve sobressaem 49% do total de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo cujo n\u00edvel de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 desconhecido, seguido pelos 2.\u00ba ou 3.\u00ba ciclos (5.\u00ba e 6.\u00ba anos de escolaridade e 7.\u00ba ao 9.\u00ba anos, respectivamente), com 21%, o 1.\u00ba ciclo (1.\u00ba ao 4.\u00ba anos) com 12% e o secund\u00e1rio (10.\u00ba ao 12.\u00ba) com 6%. H\u00e1 ainda a apontar 11% da popula\u00e7\u00e3o sem-abrigo desta regi\u00e3o sem qualquer n\u00edvel de escolaridade completo.<\/p>\n<p>No Alentejo verifica-se um peso percentual maior das pessoas que n\u00e3o conclu\u00edram nenhum ciclo de estudo, atingindo 36% do total. Ou seja, est\u00e3o em causa traject\u00f3rias educativas que foram interrompidas ou inexistentes.<\/p>\n<p>Por outro lado, no Norte, na AML e no Centro do pa\u00eds predominam as pessoas com o 2.\u00ba ou o 3.\u00ba ciclos terminados, de acordo com os dados do relat\u00f3rio (40%, 38% e 30%, respectivamente).<\/p>\n<p>O inqu\u00e9rito revela ainda que o Alentejo \u00e9 a regi\u00e3o com a maior percentagem de pessoas sem-abrigo h\u00e1 dez anos ou mais (45%). No Centro a fatia de pessoas na mesma situa\u00e7\u00e3o h\u00e1 dez ou mais anos tamb\u00e9m \u00e9 elevada e chega aos 39% do total nesta regi\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Lisboa predominam as pessoas que est\u00e3o em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo num per\u00edodo entre um ano e menos de cinco, ascendendo esta parcela a 40%, e a 30% no Norte. No Algarve, 36% das pessoas est\u00e3o nesta situa\u00e7\u00e3o h\u00e1 um ano ou menos e em 29% dos casos este per\u00edodo era desconhecido.<\/p>\n<p>No ano passado, foram 1345 as pessoas que deixaram a situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo, das quais a maioria na regi\u00e3o Norte (444) e na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa (314). \u00c9 uma melhoria face aos n\u00fameros do ano anterior, que fixavam em 987 as pessoas que conseguiram abandonar aquela situa\u00e7\u00e3o por terem conseguido aceder a uma habita\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mais de 14.400 pessoas estavam em situa\u00e7\u00e3o de sem-abrigo no final de 2024, segundo o mais recente inqu\u00e9rito&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":193565,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[27,28,5777,15,16,301,14,25,26,797,21,22,12,13,19,20,8337,462,32,23,24,33,8476,58,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-193564","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-principais-noticias","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-demografia","11":"tag-featured-news","12":"tag-featurednews","13":"tag-governo","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-lisboa","18":"tag-main-news","19":"tag-mainnews","20":"tag-news","21":"tag-noticias","22":"tag-noticias-principais","23":"tag-noticiasprincipais","24":"tag-pobreza","25":"tag-porto","26":"tag-portugal","27":"tag-principais-noticias","28":"tag-principaisnoticias","29":"tag-pt","30":"tag-sem-abrigo","31":"tag-sociedade","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115741706486248631","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193564","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193564\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/193565"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193564"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193564"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}