{"id":193586,"date":"2025-12-18T17:32:15","date_gmt":"2025-12-18T17:32:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193586\/"},"modified":"2025-12-18T17:32:15","modified_gmt":"2025-12-18T17:32:15","slug":"a-incrivel-casa-submarino-de-campos-do-jordao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193586\/","title":{"rendered":"A incr\u00edvel Casa Submarino de Campos do Jord\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Por Rudi Ribeiro Arena<\/p>\n<p><strong>A Estadia na Casa Submarina<\/strong><\/p>\n<p>Por obra do acaso, a estadia da \u00faltima viagem do Piramba acabou sendo em lugar espetacular, e muito pela beleza das montanhas da Serra da Mantiqueira ao redor da casa onde ficamos. Mas n\u00e3o s\u00f3 por isso, principalmente por ela ser muito diferente, n\u00e3o s\u00f3 a sua arquitetura que \u00e9 o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o a primeira vista, como dos m\u00f3veis e utens\u00edlios presente no seu interior.\u00a0<\/p>\n<p>Assim, n\u00e3o poderia deixar de fazer este v\u00eddeo exclusivo dessa fant\u00e1stica Casa Submarino que fica na zona rural de Campos do Jord\u00e3o-SP. O im\u00f3vel \u00e9 de uma arquitetura t\u00e3o moderna que foi objeto de um artigo da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e com base nesses estudos \u00e9 que foi escrito o presente texto, mas com o interesse de ir al\u00e9m em algumas quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Neste texto, apresentamos imagens in\u00e9ditas do mirante, tamb\u00e9m registramos fotos de objetos e \u00e2ngulos da casa que o artigo da USP n\u00e3o abarcou. A proposta desta postagem \u00e9 ir al\u00e9m da abordagem puramente arquitet\u00f4nica, e registrar novas imagens e com mais detalhes desta casa que \u00e9 para l\u00e1 de diferenciada, um patrim\u00f4nio hist\u00f3rico\/arquitet\u00f4nico, e de t\u00e3o peculiar que \u00e9, deve ser preservado. Outra inten\u00e7\u00e3o deste texto, \u00e9 tamb\u00e9m o de procurar reconstruir um pouco da hist\u00f3ria e perfil do grande autor dessa verdadeira obra de arte.<\/p>\n<p>Passar quatro noites nessa casa foi uma experi\u00eancia incr\u00edvel e uma oportunidade \u00fanica. Logo que cheguei ao local fiquei surpreso e maravilhado com a forma daquela casa de campo que logo remetia a um submarino. Campos do Jord\u00e3o \u00e9 famosa por ser o munic\u00edpio mais frio do Estado de S\u00e3o Paulo, e esta casa fica ainda em um lugar bem mais alto do que a cidade, cercado de vegeta\u00e7\u00e3o de montanhas, por isso al\u00e9m de muito belo o entorno, o frio que se faz ali \u00e9 muito severo.<\/p>\n<p>Teve uma noite que tivemos uma visita noturna e sorrateira de um morcego dentro da casa, mas n\u00e3o ficou muito tempo, logo se foi, n\u00e3o ficou muito \u00e0 vontade conosco.<\/p>\n<p>Para conhecer melhor a casa, um dia a noite, subimos uma escadaria antiga de madeira para conhecer o mirante. \u00a0Aproveitamos a exist\u00eancia da lareira e o frio intenso para por fogo na lenha e assim esquentar a sala todas as noites. Na falta de TV, fic\u00e1vamos conversando e muitas vezes, sobre as caracter\u00edsticas dos m\u00f3veis do lugar e sua qualidade, a antiguidade e a engenhosidade dos objetos, tudo isso chamava muito a nossa aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ouvimos falar de que quem construiu a casa tinha sido um senhor considerado judeu que tinha receio de persegui\u00e7\u00e3o nazista e que o mirante e a localiza\u00e7\u00e3o remota da casa era um sinal de que esta poderia ser uma op\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio em caso de alguma necessidade. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expans\u00e3o urbana de Campos do Jord\u00e3o, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas do munic\u00edpio. Ent\u00e3o \u00e9 de se imaginar como seria no final dos anos 40 do s\u00e9culo passado, h\u00e1 quase 80 anos atr\u00e1s, devia ser um lugar ainda mais isolado, sem d\u00favidas, um \u00f3timo esconderijo.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu tamb\u00e9m outras duas edifica\u00e7\u00f5es com mirantes. Parece que ele tinha uma certa fixa\u00e7\u00e3o em poder ter uma boa vis\u00e3o dos arredores, s\u00f3 n\u00e3o sabemos se \u00e9 simplesmente para apreciar a vista ou se havia ainda um outro interesse, como para fins de seguran\u00e7a, que serviria como esp\u00e9cie de guarita para ter melhor vis\u00e3o dos arredores.<\/p>\n<p><strong>As Refer\u00eancias a um Submarino<\/strong><\/p>\n<p>A chamin\u00e9 da lareira \u00e9, literalmente, um mirante, como tamb\u00e9m o \u00e9 a vela do submarino. Aberturas na forma de escotilhas, uma sequ\u00eancia de blocos de vidro que repetem ao mesmo ritmo e lembram pequenas aberturas dos submarinos, dutos que se assemelham \u00e0 diversos perisc\u00f3pios e a rela\u00e7\u00e3o do elemento vertical da lareira com a curvatura da eleva\u00e7\u00e3o sul, refor\u00e7am a refer\u00eancia \u00e0 linguagem formal dos submarinos nucleares da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/72cc885ef94392a0c67afbfce74d23f53f4c53ab.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/0c4c7ec19d4c1ba0acdb5ef3e27d572138ef35a3.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/c9b33be3ae9ccee0f2a523de18e46f10e973ddce.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/0902102f317cd1d0b00e96fba9527f8aa3e4f577.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/2caad004d4675bc19fd4689ca4d60040fb7397b3.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><strong>Sobre a Casa Submarina\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A casa Klabin foi constru\u00edda, muito provavelmente, entre os anos de 1948 e 1956 Fica em uma \u00e1rea de 121.000 m\u00b2, aproximadamente \u00e0 14 km do centro de Campos do Jord\u00e3o e foi uma das primeiras casas constru\u00eddas no Parque do Ferradura, um loteamento empreendido pela Companhia Imobili\u00e1ria e Financeira \u2013 C.I.F., de Paulo Pl\u00ednio da Silva Prado, nos anos 1940, que ainda \u00e9 pouco ocupado e apresenta caracter\u00edsticas bastante rurais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/b9824865508df6838d8a32cc42ccee6b839aaf48.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p>Implantada seguindo orienta\u00e7\u00e3o rigorosa norte-sul para as maiores eleva\u00e7\u00f5es, no pico mais alto do terreno, a casa se assenta em uma \u00e1rea aplanada, de forma aproximada de uma elipse. \u00c9 certo que se destaca em rela\u00e7\u00e3o a paisagem, \u00e0s outras pequenas constru\u00e7\u00f5es do entorno, entretanto, a vegeta\u00e7\u00e3o densa e alta que margeia o terreno junto \u00e0 estrada a isola, esconde e protege.<\/p>\n<p>A casa apresenta certa figuratividade. Faz alus\u00e3o ora ao submarino, a partir da eleva\u00e7\u00e3o sul, ora ao transatl\u00e2ntico, com a sinuosidade dos planos de fechamento da cobertura de acentuada inclina\u00e7\u00e3o. Refor\u00e7a estas refer\u00eancias o volume vertical da chamin\u00e9 da lareira, que al\u00e9m de concentrar parte da infraestrutura de calefa\u00e7\u00e3o (lareira, caldeira e aquecedor), tamb\u00e9m comporta um mirante, cujo acesso se d\u00e1 atrav\u00e9s de uma escada-al\u00e7ap\u00e3o, engenhosamente constru\u00edda.<\/p>\n<p><strong>Imagens da Chamin\u00e9 Mirante<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/7477f1260b920e6362c0a0598651130da464c9c7.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/fa76c1816b29d29ba1e7bc1ba393ad841dca5555.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/9e534be83c2961342aca0ae17717e8ab63764da7.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/75305d1be71d31c091a315fdf7c3867afd6c9a75.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/893a5a1b6dff1303b518e7b41994664d0697aa65.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><strong>M\u00f3veis Racionalistas e Engenhosos<\/strong><\/p>\n<p>Nos m\u00f3veis concebido por E. Klabin, \u00e9 importante destacar n\u00e3o s\u00f3 a presen\u00e7a de um design bastante elaborado, como de alta qualidade na execu\u00e7\u00e3o e do material utilizado. Chama aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 conjuntos e pe\u00e7as sobre rod\u00edzios, os objetos articulados, modulados, que expandem e retraem, como o grande cubo-adega ou os pequenos arm\u00e1rios-cubo da cozinha, mas principalmente aqueles que est\u00e3o imbricados \u00e0s paredes, portas e janelas.\u00a0<\/p>\n<p>Interessante pensar que a flexibiliza\u00e7\u00e3o que pressup\u00f5e, ou mesmo a racionaliza\u00e7\u00e3o do uso dos espa\u00e7os que possibilitam, estaria fortemente associado a uma ideia de m\u00e1ximo aproveitamento do espa\u00e7o, o que parece n\u00e3o ser necess\u00e1rio no contexto em quest\u00e3o. Arm\u00e1rios embutidos em nichos ou junto \u00e0s paredes, ou mesmo formando divis\u00f3ria entre ambientes, foram exaustivamente explorados no contexto do modernismo dos anos 1920 e 1930, quando a pauta era a discuss\u00e3o da habita\u00e7\u00e3o m\u00ednima urbana. Seriam eles aqui, artif\u00edcios que dotaria a casa de certo ar de modernidade? Ou seriam tamb\u00e9m apenas \u201cexperimentos\u201d como talvez o fossem os dispositivos como o brise m\u00f3vel, ou mesmo a parede-abertura articulada?<\/p>\n<p>A parte interior da casa sugere certo rigor, certo apego a procedimentos que remetem a princ\u00edpios \u00a0funcionais, racionalistas, de flexibilidade. O exterior, ainda que apresente um jogo volum\u00e9trico marcante e conciso, recorre, como procedimento, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de uma diversidade de elementos com um apelo figurativo, prioriza certo tratamento \u201cfachadista\u201d, que lhe imprime uma atmosfera fake, estranha, por vezes provocativa, bem mais pr\u00f3xima de uma outra vanguarda, literalmente, p\u00f3s-moderna. O que parece claro, \u00e9 que, independentemente do processo projetual de E. Klabin ser convencional ou n\u00e3o, de ser referendado por uma forma\u00e7\u00e3o formalista, sua pr\u00e1tica estava imbu\u00edda da no\u00e7\u00e3o da \u201cconstru\u00e7\u00e3o como todo\u201d, da premissa de que o design integra a obra nas suas diferentes escalas, assim como pensavam alguns not\u00f3rios que foram seus contempor\u00e2neos. Talvez seja exatamente aqui que o modernismo em arquitetura se materialize na casa de Campos do Jord\u00e3o. \u201c<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/92dc5a46790e8e47efa34ec710d5ca7c9b37bd77.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/aca9b0462b41055292e2e8bbe7825387a5f16c8a.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/8ad7a03df9c62cad49bccbb98688bd84d38009d9.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/601f96c230389900747ffd0b7f0d1d877521ab86.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/c4501b938539febfaa95eab5fd9d279b71a130c8.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/bf9f5ddc950a94424fee3249f03a1c3f04bef234.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><strong>T\u00e9cnicas Utilizadas na Casa<\/strong><\/p>\n<p>Sugere certo apego a procedimentos e princ\u00edpios racionalistas. Se, por um lado, o car\u00e1ter pl\u00e1stico formal da casa chama aten\u00e7\u00e3o, seu autor tamb\u00e9m se destaca. Irm\u00e3o de Mina Kablin e cunhado de Gregori Warchavchik, esteve em contato direto com um contexto de efervesc\u00eancia cultural, especialmente ligado a arquitetura modernista no Brasil de meados dos anos 1920 e 1930, al\u00e9m de ser um empreendedor do setor imobili\u00e1rio que se mantinha pr\u00f3ximo ao canteiro de obras.<\/p>\n<p>Na obra \u00fanica, isolada e declaradamente autoral, para deleite dom\u00e9stico, explora\u00e7\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es parecem poder florescer, entrar em a\u00e7\u00e3o, assim como certo descompromisso com regras e princ\u00edpios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser amb\u00edguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitima\u00e7\u00e3o, sem querer ser exemplar, emblem\u00e1tico. Ou mesmo precisar seguir legisla\u00e7\u00e3o e c\u00f3digos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que est\u00e1 alheia \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o urbana, est\u00e1 tamb\u00e9m livre dos ju\u00edzos de qualquer natureza. Seu autor tem tamb\u00e9m, como talvez desejado, garantido o anonimato.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/c2473cacfa199a6493a72c487476417ca4bd5be1.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/fc6d4a10233b2723940fe7fffb8f18430c671aa0.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p><strong>Emmanuel Klabin, Um Rico Ermit\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>O autor do projeto e primeiro propriet\u00e1rio da casa localizada no Parque do Ferradura, em Campos do Jord\u00e3o, foi Emmanuel Klabin , Nascido em 1902 e falecido em 1985, foi o filho mais novo do industrial, imigrante lituano de origem judaica, Maur\u00edcio Freeman Klabin e de Berta Osband Klabin. Era irm\u00e3o de Jenny Klabin, casada com o pintor Lasar Segall, e Mina Klabin, casada com o arquiteto Gregori Ilitch Warchavchik e de Lu\u00edsa Klabin, casada com m\u00e9dico Ludwig Lorch (VALADARES, 2011).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1c7f1fab5eaddf6471ed817c034dca75662a4c44.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p>Sabe-se que Emmanuel Klabin teria estudado engenharia el\u00e9trica, primeiro na Escola Polytechnica de S\u00e3o Paulo (instalada em 1894), depois em Edimburgo, na Esc\u00f3cia. Com o falecimento do pai, em 1923, Emmanuel Klabin, ainda muito jovem, passa a assumir parte da administra\u00e7\u00e3o dos bens da fam\u00edlia, que inclu\u00edam vastas por\u00e7\u00f5es de terras em v\u00e1rios bairros da cidade de S\u00e3o Paulo, e ainda, alguns dos recursos provenientes de indeniza\u00e7\u00e3o recebida com a sa\u00edda da fam\u00edlia da empresa Klabin Irm\u00e3os &amp; Cia. (KIC), fundada pelo pai em 1899.<\/p>\n<p>E. Klabin era avesso \u00e0s rela\u00e7\u00f5es familiares, cultivava poucas amizades, mantinha-se, de certa forma, isolado, o que levou alguns entrevistados a descrev\u00ea-lo como ermit\u00e3o. Ainda que seja demasiado arriscado incorrer em imprecis\u00f5es, \u00e9 marcante as descri\u00e7\u00f5es quanto ao distanciamento que estabelecia, deliberadamente, da sua fam\u00edlia, mesmo tendo tantos neg\u00f3cios em comum.<\/p>\n<p><strong>Poss\u00edvel Elo com o Modernismo \u00a0 \u00a0<\/strong>\u00a0<\/p>\n<p>N\u00e3o se sabe se ser\u00e1 poss\u00edvel recuperar as circunst\u00e2ncias em que esse distanciamento foi estabelecido, e de que forma, mas ele justamente contradiz uma das proposi\u00e7\u00f5es primeiras que se elaborou quando se visitou pela primeira vez a casa Klabin em Campos do Jord\u00e3o: a de que ela teria sido concebida sobre a influ\u00eancias de princ\u00edpios modernistas em fun\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre a fam\u00edlia Klabin e o arquiteto G. Warchavchik. Lira (2007, pg. 145), um dos principais estudiosos sobre este arquiteto, apresenta-o como \u201celo fundamental entre arquitetura e modernismo no Brasil\u201d, elo corroborado pela historiografia em maior ou menor grau, com matizes diferentes, como se sabe.<\/p>\n<p>Entretanto relatos parecem delinear uma personalidade \u00edmpar, n\u00e3o s\u00f3 avessa \u00e0s formalidades, mas provocadora em certos momentos e que fazia quest\u00e3o de manter dist\u00e2ncia dos c\u00edrculos em que atuavam suas irm\u00e3s e seus j\u00e1 not\u00f3rios cunhados, G. Warchavchik e L. Segall. No trabalho de Forte (2008) o nome de E. Klabin figura como um dos membros da SPAM Sociedade Pr\u00f3-Arte Moderna, uma agremia\u00e7\u00e3o idealizada e dirigida por L. Segall entre os primeiros anos da d\u00e9cada de 1930, formada por artistas e intelectuais de elite, \u201cnum processo de continuidade aos procedimentos da Semana de 1922\u201d (FORTE, 2008, p.10).<\/p>\n<p>Ainda que elencado como membro desse grupo na categoria \u201cAmigos das Artes\u201d, fica a d\u00favida se ele realmente participou das atividades do grupo. Ou se tratou de mais uma prerrogativa das atividades \u201cobrigat\u00f3rias\u201d relacionadas \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia, seja em \u00e2mbito social, jur\u00eddico-legal, ou ainda, no plano dos neg\u00f3cios, em que seu nome aparecia sem que ele, necessariamente, estivesse, de fato, envolvido com as a\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. Exemplo disso pode ser ilustrado pelas atua\u00e7\u00f5es como representante legal dos herdeiros de Maur\u00edcio Klabin nos processos protocolados junto \u00e0 prefeitura para a obten\u00e7\u00e3o de Alvar\u00e1 de Constru\u00e7\u00e3o, apresentados por Invamoto (2012). Em 1927, ele assinou os pedidos iniciais de dois projetos de G. Warchavchik, a serem constru\u00eddos em terrenos dos Klabin: o da famosa casa da Rua Santa Cruz7 , na mesma Vila Mariana, e do conjunto de casas Bar\u00e3o de Jaguaja, na Mo\u00f3ca.<\/p>\n<p>\u201cA t\u00edtulo de curiosidade h\u00e1 inclusive uma carta que documenta a queixa de Emmanuel Klabin de que sempre ficava com os piores terrenos, de maior declividade s\u00f3 porque era engenheiro\u201d (INVAMOTO, 2012, p. 224).<\/p>\n<p>Se esses relatos atestam a proximidade entre E. Klabin com os membros da fam\u00edlia. Constru\u00edda em 1928 para ser resid\u00eancia do pr\u00f3prio arquiteto e de sua esposa, essa casa \u00e9, segundo Lira (2007, pg. 164), \u201cconsiderada a primeira obra brasileira de arquitetura moderna, sal\u00e3o modernista dos mais importantes da cidade\u201d que eram protagonistas e ativistas em um \u201cmomento construtivo mais amplo na hist\u00f3ria cultural no modernismo brasileiro\u201d (LIRA, 2007, pg. 145), ao mesmo tempo, n\u00e3o atestam sobre o car\u00e1ter dessa proximidade.<\/p>\n<p>O que parece importante destacar aqui \u00e9 que, ainda que avesso a sociabilidades, e aparentemente se mostrando alheio e pouco engajado com as \u201cquest\u00f5es modernas\u201d, especialmente voltadas a arte, arquitetura e constru\u00e7\u00e3o, E. Klabin esteve em contato direto com contexto de efervesc\u00eancia cultural que estava \u00e0 sua volta, seja no c\u00edrculo familiar, seja no circuito da elite local \u00e0 qual pertencia. Parece ineg\u00e1vel que tenha tido, especialmente quando jovem adulto, no Brasil e exterior, contato com intelectuais e artistas, pessoas que \u201cemprestaram seus esp\u00edritos irrequietos \u00e0 busca de supera\u00e7\u00e3o de paradigmas, atentos ao que se passava em \u00e1reas, pa\u00edses e culturas distintos dos seus, dispostos a colocar seu trabalho em prol da redefini\u00e7\u00e3o de linguagens e de referenciais.<\/p>\n<p>Entretanto, ao que tudo indica, esse contato parece ter reverberado apenas em numa inst\u00e2ncia de pr\u00e1tica privada, e para ser apropriada de forma espor\u00e1dica, como nas casas de campo. Sua \u201cprodu\u00e7\u00e3o rentista\u201d, urbana, an\u00f4nima at\u00e9 ent\u00e3o, passou despercebida ao lado do conjunto dos empreendimentos habitacionais patrocinados pela iniciativa privada.<\/p>\n<p>Na obra \u00fanica, isolada e declaradamente autoral, para deleite dom\u00e9stico, explora\u00e7\u00f5es e inquieta\u00e7\u00f5es parecem poder florescer, entrar em a\u00e7\u00e3o, assim como certo descompromisso com regras e princ\u00edpios previamente estabelecidos e demarcados. Pode-se ser amb\u00edguo, ousado, pode-se brincar. Sem necessidade de legitima\u00e7\u00e3o, sem querer ser exemplar, emblem\u00e1tico. Ou mesmo precisar seguir legisla\u00e7\u00e3o e c\u00f3digos de posturas. A casa, que se situa longe da cidade, que est\u00e1 alheia \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o urbana, est\u00e1 tamb\u00e9m livre dos ju\u00edzos de qualquer natureza. Seu autor tem tamb\u00e9m, como talvez desejado, garantido o anonimato.<\/p>\n<p>O contato com fluxos e redes de atores envolvidos com a moderniza\u00e7\u00e3o nos anos 1920 e 1930, com um circuito cultural atualizado, de renova\u00e7\u00e3o em amplo sentido, teria de certa forma condicionado, determinado, modelado o projeto da casa de Campos do Jord\u00e3o, realizada vinte anos mais tarde? Os estudos em engenharia, as atividades de empreendedor realizadas t\u00e3o proximamente aos canteiros de obras, teriam influenciado as \u201cengenhosidades\u201d curiosas, com car\u00e1ter de maquinaria, da casa de Campos de Jord\u00e3o, apresentadas abaixo? Quais resson\u00e2ncias da cultura arquitet\u00f4nica teriam influenciado E. Klabin? Embora ainda seja dif\u00edcil sugerir qualquer aproxima\u00e7\u00e3o, a indaga\u00e7\u00e3o primeira permanece: a casa \u00e9 demasiado referenciada para ser fruto apenas do poss\u00edvel g\u00eanio inventivo do seu autor.<\/p>\n<p><strong>O Anonimato da Casa? \u00a0Poderia ser Emanuel Klabin um Judeu discreto com Medo do Partido Nazista do Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m ouvimos atrav\u00e9s do pessoal que cuidou do invent\u00e1rio da Casa Submarino que quem construiu a casa tinha sido um judeu que tinha medo de persegui\u00e7\u00e3o nazista e que o mirante para n\u00e3o ser pego de surpresa e a localiza\u00e7\u00e3o remota da casa, pode ser um sinal de que gostaria de ter uma op\u00e7\u00e3o de ref\u00fagio em algum caso em que se fizesse necess\u00e1rio. E realmente, ainda hoje com todo o desenvolvimento e expans\u00e3o urbana de Campos do Jord\u00e3o, o local continua bem escondido entre as montanhas e vegeta\u00e7\u00e3o caracter\u00edsticas do munic\u00edpio. Ent\u00e3o \u00e9 de se imaginar como seria no final dos anos 40 do s\u00e9culo passado, h\u00e1 quase 80 anos atr\u00e1s devia ser um lugar muito mais escondido ainda, um \u00f3timo esconderijo se preciso fosse.<\/p>\n<p>E tem uma outra curiosidade, este engenheiro judeu construiu outras duas edifica\u00e7\u00f5es com mirantes, ele tinha uma certa fixa\u00e7\u00e3o em poder ter uma boa vis\u00e3o dos arredores, s\u00f3 n\u00e3o sabemos se \u00e9 simplesmente para apreciar a vista ou se havia tamb\u00e9m outro interesse ou tamb\u00e9m por seguran\u00e7a, ou quem saiba os dois.<\/p>\n<p>E que tamb\u00e9m existiu uma outra casa de campo projetada e constru\u00edda por E. Klabin nos arredores de S\u00e3o Paulo, pr\u00f3xima \u00e0 Rodovia Anchieta, na qual tamb\u00e9m seria destaque uma torre-mirante, que abrigaria uma caixa-d\u2019\u00e1gua e uma adega. Segundo Mauris I. K. Warchavchik (2016), o tio construiu essa grande torre porque \u201cele queria ver o mar\u201d. A sua pr\u00f3pria casa da Vila Mariana, localizada na esquina das ruas Tirso Martins e Capit\u00e3o Rosendo, parece que tamb\u00e9m foi constru\u00edda seguindo suas orienta\u00e7\u00f5es, e possu\u00eda alguns dispositivos da mesma natureza aos apresentados abaixo, na casa de Campos do Jord\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma Informa\u00e7\u00e3o interessante que muitos n\u00e3o sabem, \u00e9 que foi o Brasil que abrigou o segundo maior partido nazista do mundo depois da Alemanha com mais 100 mil membros e espalhados em 17 estados da federa\u00e7\u00e3o. Se o boato \u00e9 verdadeiro, realmente pela \u00e9poca e circunst\u00e2ncia, poderia sim existir bons motivos para ter um esconderijo.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que muito pouca coisa se sabe sobre o assunto para poder responder afirmativamente, na aus\u00eancia de provas seria leviano dizer que Emanuel Klabin tinha receio de ser perseguido por nazistas no Brasil. Mas, como j\u00e1 tivemos o maior partido nazista fora da Alemanha , e onde h\u00e1 fuma\u00e7a, pode realmente ter fogo nessa hist\u00f3ria, pois se tiver consci\u00eancia do contexto pol\u00edtico e social da \u00e9poca nas d\u00e9cadas de 40 e 50 do s\u00e9culo XX e especialmente no Vale do Para\u00edba, n\u00e3o seria de estranhar de um rico judeu, sabendo que existia muitos adeptos da ideologia nazista no Brasil, seria justificado um poss\u00edvel medo que fosse descoberta a sua origem, e assim sofresse as consequ\u00eancia em caso de ascens\u00e3o do partido nazista no pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria: A Vinda de Maur\u00edcio Klabin e Fam\u00edlia para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Moishe Elkana nasceu na aldeia de Pazelva, parte da localidade de \u017delva, na atual Litu\u00e2nia, \u00e0 \u00e9poca parte do Imp\u00e9rio Russo, onde nasceu em 1860 e viveu at\u00e9 os 25 anos. N\u00e3o se sabe com que dinheiro Moishe Elkana comprou terras na R\u00fassia, pelo menos um peda\u00e7o de terra, o que era proibido. Por decreto do tsar Alexandre III, judeus n\u00e3o podiam ser donos de terras. Denunciado pelo sujeito de quem a comprou, lan\u00e7ou-se numa fuga desenfreada, percorrendo hora de carro\u00e7a e hora ap\u00e9 Pol\u00f4nia e Alemanha at\u00e9 chegar, de navio, \u00e0 Inglaterra.\u00a0<\/p>\n<p>Quando soube, dois anos depois, que um imperador estava oferecendo terras de gra\u00e7a num pa\u00eds a milhares de quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia do qual nunca tinha ouvido falar, viu a\u00ed a sua oportunidade.[1]<\/p>\n<p>Em 1889, ent\u00e3o renomeado Maur\u00edcio Freeman Klabin chega ao Brasil, desembarcando no Porto de Santos e depois subindo a serra para a cidade de S\u00e3o Paulo. Conseguiu ent\u00e3o um emprego numa pequena tipografia de um casal idoso, sem filhos, que fazia livros em branco para o com\u00e9rcio. Em pouco tempo, com um portugu\u00eas razo\u00e1vel, passou a representar a gr\u00e1fica pelo interior do estado de S\u00e3o Paulo, quando assumiu de vez a gr\u00e1fica que lhe fora ofertada. Apesar de pouco capital, empenhou-se para honrar os compromissos e em 1890 tornou-se propriet\u00e1rio da pr\u00f3pria empresa, ber\u00e7o de uma holding conhecida no mundo todo, 100 anos depois de sua funda\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 com 35 anos, os neg\u00f3cios estavam bem pr\u00f3speros e foi ent\u00e3o que ele pediu para vir da Litu\u00e2nia seus pais, Leon Klabin e Sara, a irm\u00e3, Nessel, e uma jovem de 27 anos, Bertha Osband, sua noiva. Mais tarde chamou o tio, Zelman Lafer com o filho Miguel Lafer (pai de Hor\u00e1cio Lafer) e, dos Estados Unidos, seus irm\u00e3os Salom\u00e3o, Hessel e Luiz Klabin. Nessa \u00e9poca, vieram tamb\u00e9m para o Brasil mais os primos Wolff Kadischevitz Klabin, Max, Lazar e Henrique, filhos de Fanny, irm\u00e3 de Leon, seu pai.[2]<\/p>\n<p><strong>Funda\u00e7\u00e3o da Klabin Irm\u00e3os &amp; Cia<\/strong><\/p>\n<p>Em 1\u00ba de fevereiro de 1899, dez anos depois da chegada de Maur\u00edcio, ele e os irm\u00e3os Salom\u00e3o e Hessel e mais o seu cunhado Miguel Lafer fundaram a empresa Klabin Irm\u00e3os &amp; Cia. \u2013 KIC, que incorporou a antiga tipografia, um novo neg\u00f3cio para importa\u00e7\u00e3o de artigos de escrit\u00f3rio e um dep\u00f3sito pr\u00f3ximo \u00e0 Avenida Tiradentes, no maior centro econ\u00f4mico e financeiro do pa\u00eds, S\u00e3o Paulo. Nascia ali o Grupo KLABIN.<\/p>\n<p>Em 1934, com apoio de um financiamento do governo, o grupo adquiriu a Fazenda Monte Alegre, regi\u00e3o que na \u00e9poca pertencia ao munic\u00edpio de Tibagi, hoje Tel\u00eamaco Borba, no interior do Paran\u00e1, construindo o maior complexo industrial papeleiro da Am\u00e9rica Latina.[4]<\/p>\n<p>Maur\u00edcio Klabin morreu em 21 de setembro de 1923, na Alemanha, aonde fora tratar da sa\u00fade.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"env\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/d15d45f9d460d91c3e9604ae1ec043826224c98b.webp.webp\" alt=\"Foto\"\/><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><strong>Fontes:<\/strong><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/namidia.fapesp.br\/a-incrivel-casa-submarino-de-campos-do-jordao\/194885\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/namidia.fapesp.br\/a-incrivel-casa-submarino-de-campos-do-jordao\/194885<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=EJdRDwAAQBAJ&amp;pg=PT305&amp;lpg=PT305&amp;dq=emmanuel+klabin+coment%C3%A1rio&amp;source=bl&amp;ots=TobSs7HQty&amp;sig=wgSc0dqmV_IoXnruemOvJ4dhM78&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjMv8eeotXfAhUFiJAKHXPUCzMQ6AEwDHoECAMQAQ#v=onepage&amp;q=emmanuel%20klabin%20coment%C3%A1rio&amp;f=false\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">h<\/a><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=EJdRDwAAQBAJ&amp;pg=PT305&amp;lpg=PT305&amp;dq=emmanuel+klabin+coment%C3%A1rio&amp;source=bl&amp;ots=TobSs7HQty&amp;sig=wgSc0dqmV_IoXnruemOvJ4dhM78&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjMv8eeotXfAhUFiJAKHXPUCzMQ6AEwDHoECAMQAQ#v=onepage&amp;q=emmanuel%20klabin%20coment%C3%A1rio&amp;f=false\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ttps:\/\/books.google.com.br\/books?id=EJdRDwAAQBAJ&amp;pg=PT305&amp;lpg=PT305&amp;dq=emmanuel+klabin+coment%C3%A1rio&amp;source=bl&amp;ots=TobSs7HQty&amp;sig=wgSc0dqmV_IoXnruemOvJ4dhM78&amp;hl=pt-BR&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwjMv8eeotXfAhUFiJAKHXPUCzMQ6AEwDHoECAMQAQ#v=onepage&amp;q=emmanuel%20klabin%20coment%C3%A1rio&amp;f=false<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/translate.google.com\/translate?hl=pt-BR&amp;sl=en&amp;u=https:\/\/www.myheritage.com\/names\/emmanuel_klabin&amp;prev=search\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/translate.google.com\/translate?hl=pt-BR&amp;sl=en&amp;u=https:\/\/www.myheritage.com\/names\/emmanuel_klabin&amp;prev=search<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Maur%C3%ADcio_Freeman_Klabin<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus12\/secs\/submitted\/virus_12_submitted_12_pt.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus12\/secs\/submitted\/virus_12_submitted_12_pt.pdf<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus12\/?sec=4&amp;item=12\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus12\/?sec=4&amp;item=12<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.usp.br\/agen\/repgs\/2004\/pags\/009.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.usp.br\/agen\/repgs\/2004\/pags\/009.htm<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/www.google.com\/search?client=firefox-b-d&amp;ei=KBW8XNvaJ9XD5OUP9NSjwAw&amp;q=brasil+o+maior+partido+nazista+fora+do+brasil&amp;oq=brasil+o+maior+partido+nazista+fora+do+brasil&amp;gs_l=psy-ab.3...6651.20401..20784...2.0..0.246.6659.0j46j1......0....1..gws-wiz.....0..0i71j0i131j0j0i67j0i131i67j0i10j0i22i30j33i22i29i30j33i160.LPzMoNrbES0\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Maior partido nazista fora da Alemanha Jornal: Gazeta do Povo<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8138\/tde-10072007-113709\/pt-br.php\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/8\/8138\/tde-10072007-113709\/pt-br.php<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/os-espioes-de-hitler-no-brasil-c05onsu7hqyijslqhn7bzyp8u\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/vida-e-cidadania\/os-espioes-de-hitler-no-brasil-c05onsu7hqyijslqhn7bzyp8u\/<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/historia\/nazistas-entre-nos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/super.abril.com.br\/historia\/nazistas-entre-nos<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; text-align: justify; line-height: normal;\"><a href=\"http:\/\/www.memorialdaresistenciasp.org.br\/memorial\/upload\/memorial\/bancodedados\/131919609048689013_FICHA_CAMPOPINDA_2017.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Click to access 131919609048689013_FICHA_CAMPOPINDA_2017.pdf<\/a><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">BIAGIONI, Benedita Costa. Benedita Costa Biagioni: entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise M\u00f4naco dos Santos. Registro sonoro 00:46:44.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">BONDUKI, Nabil G. Origens da habita\u00e7\u00e3o social no Brasil: arquitetura moderna, lei do inquilinato e difus\u00e3o da casa pr\u00f3pria. 5.ed. S\u00e3o Paulo: Esta\u00e7\u00e3o Liberdade, FAPESP, 2011.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">CHINA\u2019S new nuclear-armed submarine fleet could upset the balance of power in Asia. Business Insider Australia. Imagem. 2014. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.businessinsider.com.au\/chinas-submarines-changing-balance-of-power-2014-10&amp;gt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.businessinsider.com.au\/chinas-submarines-changing-balance-of-power-2014-10&amp;gt<\/a>; Acesso em 18 mai. 2016.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">DOMINGUES, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio. Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Domingues: entrevista concedida [jun. 2016]. Entrevistador: Denise M\u00f4naco dos Santos. Registro sonoro 00:45:31.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">FORTE, Graziela N. CAM e SPAM: arte, pol\u00edtica e sociabilidade na S\u00e3o Paulo moderna, do in\u00edcio dos anos 1930. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria Social) \u2013 Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas, Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2008.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">INVAMOTO, Denise. Futuro pret\u00e9rito: historiografia e preserva\u00e7\u00e3o na obra de Gregori Warchavchik. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo) \u2013 Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">LARA, Fern\u00e3o L. G. de. Moderniza\u00e7\u00e3o e desenvolvimentismo: forma\u00e7\u00e3o das primeiras favelas de S\u00e3o Paulo e a favela do Vergueiro. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Geografia Humana) \u2013 Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas, Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2012.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">LIRA, Jos\u00e9 T. C. de. Ruptura e constru\u00e7\u00e3o. Gregori Warchavchik, 1917-1927. Novos Estudos, S\u00e3o Paulo, Cebrap, n. 78, jul. 2007, p. 145-167.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">MARTINS, Carlos Alberto Ferreira (Org.). Gregori Warchavchik. Arquitetura do s\u00e9culo XX e outros escritos. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2006.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">R\u00daSSIA desmantelar\u00e1 o primeiro submarino nuclear sovi\u00e9tico. O Informante [Blog]. Imagem. 2013. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/codinomeinformante.blogspot.com.br\/2013\/03\/russia-desmantelara-o-primeiro.html&amp;gt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/codinomeinformante.blogspot.com.br\/2013\/03\/russia-desmantelara-o-primeiro.html&amp;gt<\/a>; Acesso em 18 mai. 2016.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">SALLA, Nat\u00e1lia M. Produzir para construir: a ind\u00fastria cer\u00e2mica paulistana no per\u00edodo da Primeira Rep\u00fablica (1889-1930). Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Hist\u00f3ria Econ\u00f4mica) \u2013 Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas, Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2014.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">V!RUS 12: Modernos Radicais. Chamada de trabalhos. V!RUS, S\u00e3o Carlos, n. 11, 2015. [online] Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus11\/?sec=11&amp;item=1&amp;lang=pt&amp;gt\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">http:\/\/www.nomads.usp.br\/virus\/virus11\/?sec=11&amp;item=1&amp;lang=pt&amp;gt<\/a>; Acesso em: 12 Mai. 2016.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">VALADARES, Paulo. Lafer-Klabin de Poselvja: empreendedores e intelectuais brasileiros. Boletim Hist\u00f3rico do Arquivo Judaico Brasileiro, S\u00e3o Paulo, v.48, p. 36-40, out 2011.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto; line-height: normal;\">WARCHAVCHIK, Mauris Ilia Klabin. Mauris Ilia Klabin Warchavchik: Entrevista concedida [mai. 2016]. Entrevistador: Denise M\u00f4naco dos Santos. Registro sonoro 00:32:20.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por Rudi Ribeiro Arena A Estadia na Casa Submarina Por obra do acaso, a estadia da \u00faltima viagem&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":193587,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[144],"tags":[207,205,206,203,201,202,204,114,115,32,33],"class_list":{"0":"post-193586","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-arte-e-design","8":"tag-arte","9":"tag-arte-e-design","10":"tag-artedesign","11":"tag-arts","12":"tag-arts-and-design","13":"tag-artsanddesign","14":"tag-design","15":"tag-entertainment","16":"tag-entretenimento","17":"tag-portugal","18":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115741769682564268","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193586"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193586\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/193587"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}