{"id":193947,"date":"2025-12-18T22:30:45","date_gmt":"2025-12-18T22:30:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193947\/"},"modified":"2025-12-18T22:30:45","modified_gmt":"2025-12-18T22:30:45","slug":"escombros-de-lava-submarina-atuam-como-uma-esponja-para-dioxido-de-carbono-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/193947\/","title":{"rendered":"Escombros de lava submarina atuam como uma esponja para di\u00f3xido de carbono, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p>Uma pesquisa recente indica que o material vulc\u00e2nico acumulado no fundo do oceano possui a capacidade de armazenar quantidades significativas de di\u00f3xido de carbono, funcionando como uma esp\u00e9cie de \u201cesponja\u201d gigante. Este estudo, publicado no dia 24 de novembro na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41561-025-01839-5\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">revista Nature Geoscience<\/a>, analisa n\u00facleos coletados na regi\u00e3o sul do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Oceano_Atl%C3%A2ntico\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Oceano Atl\u00e2ntico<\/a> e revela que essa rocha vulc\u00e2nica armazena entre duas a 40 vezes mais di\u00f3xido de carbono em compara\u00e7\u00e3o com a crosta superior do fundo marinho.<\/p>\n<p>O ciclo do carbono no planeta ocorre ao longo de milh\u00f5es de anos, envolvendo tanto a atmosfera quanto a crosta terrestre. A atividade vulc\u00e2nica em dorsais meso-oce\u00e2nicas, que s\u00e3o cadeias montanhosas subaqu\u00e1ticas formadas pelo afastamento das placas tect\u00f4nicas, libera di\u00f3xido de carbono para os oceanos e para a atmosfera, al\u00e9m de criar rochas vulc\u00e2nicas no fundo do mar. No entanto, os oceanos tamb\u00e9m atuam como um reservat\u00f3rio para esse g\u00e1s.<\/p>\n<p><strong>Rosalind Coggon<\/strong>, coautora do estudo e pesquisadora da crosta oce\u00e2nica na <a href=\"https:\/\/www.southampton.ac.uk\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Universidade de Southampton<\/a>, no Reino Unido, enfatiza que \u201cas bacias oce\u00e2nicas n\u00e3o s\u00e3o apenas um recipiente para a \u00e1gua do mar\u201d. Segundo <strong>Coggon<\/strong>, a \u00e1gua do mar penetra nas fendas das lavas resfriadas por milh\u00f5es de anos, reagindo com as rochas e transferindo elementos entre o oceano e a crosta terrestre. Esse processo resulta na remo\u00e7\u00e3o do CO2 da \u00e1gua e seu armazenamento em minerais como o carbonato de c\u00e1lcio contidos nas rochas.<\/p>\n<p>O material vulc\u00e2nico rico em minerais, denominado brecha, pode oferecer informa\u00e7\u00f5es sobre como processos submarinos influenciaram as concentra\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas de di\u00f3xido de carbono ao longo das eras e suas implica\u00e7\u00f5es sobre o clima global.<\/p>\n<p>Para o estudo, <strong>Coggon<\/strong> e sua equipe realizaram perfura\u00e7\u00f5es profundas na crosta terrestre no fundo do Oceano Atl\u00e2ntico Sul a fim de coletar amostras para an\u00e1lise adicional. \u201cNossos esfor\u00e7os de perfura\u00e7\u00e3o recuperaram os primeiros n\u00facleos desse material depois que ele passou dezenas de milh\u00f5es de anos sendo transportado pelo fundo do mar enquanto as placas tect\u00f4nicas da Terra se afastavam\u201d, destacou <strong>Coggon<\/strong>, de acordo com o portal Live Science.<\/p>\n<p>Os pesquisadores coletaram n\u00facleos de uma crosta com 61 milh\u00f5es de anos que inclu\u00eda sedimentos e brechas. Essas amostras apresentavam caracter\u00edsticas porosas e fragmentadas, com crescimento de carbonato de c\u00e1lcio nos espa\u00e7os abertos e entre os fragmentos dos n\u00facleos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise revelou que o di\u00f3xido de carbono convertido em minerais carbonatados representava em m\u00e9dia 7,5% do peso dos n\u00facleos analisados. Este valor \u00e9 consideravelmente superior ao encontrado em amostras previamente coletadas da crosta superior do oceano. Os pesquisadores estimaram que as brechas poderiam armazenar at\u00e9 20% do di\u00f3xido de carbono liberado durante a forma\u00e7\u00e3o da crosta subjacente.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Coggon<\/strong>, \u201cas brechas funcionam como como uma esponja para o carbono no ciclo do carbono a longo prazo\u201d. A capacidade das brechas para armazenar di\u00f3xido de carbono depende da quantidade desse g\u00e1s presente nos oceanos, da espessura das brechas no fundo do mar e da velocidade com que as placas tect\u00f4nicas se afastam nas dorsais meso-oce\u00e2nicas. Altera\u00e7\u00f5es passadas nesses fatores poderiam ter influenciado o papel das brechas no ciclo do carbono e no <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/historia-hoje\/trilha-de-cometa-teria-transformado-o-clima-da-terra-ha-12-mil-anos.phtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">clima da Terra<\/a>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam que a quantidade adicional de carbono armazenada nos materiais vulc\u00e2nicos ainda n\u00e3o havia sido contabilizada anteriormente. As novas descobertas t\u00eam potencial para aprimorar a compreens\u00e3o dos mecanismos que controlaram o clima terrestre ao longo da hist\u00f3ria geol\u00f3gica.<\/p>\n<p>        <a href=\"https:\/\/aventurasnahistoria.com.br\/noticias\/author\/giovanna-gomes\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n          <img loading=\"lazy\" alt=\"Giovanna Gomes\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766097045_144_33b368a526ac26c2f7de6462fce3004285811f04809ed05857f30d16a462d4c5\"  class=\"avatar avatar-115 photo rounded-circle mr-3\" height=\"115\" width=\"115\" decoding=\"async\"\/>        <\/a><\/p>\n<p>Giovanna Gomes \u00e9 jornalista e estudante de Hist\u00f3ria pela USP. Gosta de escrever sobre arte, arqueologia e tudo que diz repeito \u00e0 cultura e \u00e0 hist\u00f3ria do ser humano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma pesquisa recente indica que o material vulc\u00e2nico acumulado no fundo do oceano possui a capacidade de armazenar&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":193948,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,7396,38875,38876,38877,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-193947","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-dioxido-de-carbono","12":"tag-esponja","13":"tag-fundo-do-oceano","14":"tag-material-vulcanico","15":"tag-portugal","16":"tag-pt","17":"tag-science","18":"tag-science-and-technology","19":"tag-scienceandtechnology","20":"tag-technology","21":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115742941405077835","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193947","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=193947"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/193947\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/193948"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=193947"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=193947"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=193947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}