{"id":194352,"date":"2025-12-19T06:06:22","date_gmt":"2025-12-19T06:06:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/194352\/"},"modified":"2025-12-19T06:06:22","modified_gmt":"2025-12-19T06:06:22","slug":"cometa-interestelar-3i-atlas-atinge-o-ponto-de-maior-aproximacao-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/194352\/","title":{"rendered":"Cometa interestelar 3I\/ATLAS atinge o ponto de maior aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/ciencia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ci\u00eancia<\/a><\/p>\n<p>Passa a cerca de 270 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, sem representar qualquer perigo para a Terra. <\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766124382_477_original.webp\" alt=\"O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA voltou a observar o cometa interestelar 3I\/ATLAS no dia 30 de novembro com o seu instrumento Wide Field Camera 3. Nessa altura, o cometa encontrava-se a cerca de 286 milh\u00f5es de km da Terra. O Hubble seguiu o rasto do cometa enquanto se movia pelo c\u00e9u e as estrelas de fundo aparecem como rastos de luz.\"\/><\/p>\n<p>O Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da NASA\/ESA voltou a observar o cometa interestelar 3I\/ATLAS no dia 30 de novembro com o seu instrumento Wide Field Camera 3. Nessa altura, o cometa encontrava-se a cerca de 286 milh\u00f5es de km da Terra. O Hubble seguiu o rasto do cometa enquanto se movia pelo c\u00e9u e as estrelas de fundo aparecem como rastos de luz.<\/p>\n<p>NASA, ESA, STScI, D. Jewitt (UCLA). Image Processing: J. DePasquale (STScI)<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\"><strong>O cometa interestelar 3I\/ATLAS atinge hoje o ponto de maior aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0 Terra, a cerca de 270 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, sem representar qualquer perigo para o nosso planeta. Detetado no in\u00edcio de julho, este \u00e9 apenas o terceiro objeto conhecido proveniente de fora do Sistema Solar e est\u00e1 a ser seguido de perto por telesc\u00f3pios e sondas espaciais.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Durante esta passagem, o cometa n\u00e3o se aproxima mais do que cerca de 1,8 unidades astron\u00f3micas da Terra, quase o dobro da dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre a Terra e o Sol, segundo dados da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Comet_3I_ATLAS_frequently_asked_questions\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA)<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">O cometa foi oficialmente designado\u00a0<strong>3I\/ATLAS &#8211;<\/strong>\u00a0\u201c3I\u201d marca de que se trata do\u00a0<strong>terceiro objeto interestelar<\/strong>\u00a0detetado (a seguir ao \u2019<a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2017-12-13-Cientistas-investigam-asteroide-interstelar-em-busca-de-tecnologia-extraterrestre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">Oumuamua<\/a>, em 2017, e ao\u00a0<a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/mundo\/2019-09-25-Confirmado-segundo-visitante-interestelar-no-nosso-Sistema-Solar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">2I\/Borisov, em 2019<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Assim que foi identificado, astr\u00f3nomos de todo o mundo come\u00e7aram a recuperar imagens antigas para determinar h\u00e1 quanto tempo o cometa se encontrava na vizinhan\u00e7a do Sistema Solar. As observa\u00e7\u00f5es de pr\u00e9-descoberta, recolhidas por v\u00e1rios telesc\u00f3pios ATLAS e pelo Observat\u00f3rio Palomar, na Calif\u00f3rnia, recuam at\u00e9 14 de junho.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Desde ent\u00e3o, o cometa tem sido seguido de perto por uma rede global de telesc\u00f3pios no\u00a0Hawaii, Chile, Australia para monitorizar o seu progresso.<\/p>\n<p><strong>Observa\u00e7\u00f5es a partir do espa\u00e7o<\/strong><\/p>\n<p>O observat\u00f3rio espacial XMM-Newton, da Ag\u00eancia Espacial Europeia, captou o brilho do cometa interestelar 3I\/ATLAS em raios X, numa observa\u00e7\u00e3o realizada no in\u00edcio de dezembro. \u00c0 dist\u00e2ncia de quase 300 milh\u00f5es de quil\u00f3metros da sonda, o cometa surge na imagem como uma mancha avermelhada, resultado da intera\u00e7\u00e3o entre os gases libertados pelo n\u00facleo e o vento solar, um fen\u00f3meno que produz radia\u00e7\u00e3o invis\u00edvel a olho nu.<\/p>\n<p>ESA\/XMM-Newton\/C. Lisse, S. Cabot &amp; the XMM ISO Team<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Nos \u00faltimos meses, a ESA aproveitou ainda a posi\u00e7\u00e3o privilegiada de v\u00e1rias sondas interplanet\u00e1rias para estudar o cometa a partir de diferentes \u00e2ngulos. As miss\u00f5es <a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Mars_Express\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Mars Express<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Human_and_Robotic_Exploration\/Exploration\/ExoMars\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">ExoMars<\/a>Trace Gas Orbiter e Jupiter Icy Moons Explorer (<a href=\"https:\/\/www.esa.int\/Science_Exploration\/Space_Science\/Juice\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Juice<\/a>) foram temporariamente direcionadas para observar este visitante interestelar.<\/p>\n<p>A fotografia foi captada a 2 de novembro, dois dias antes da maior aproxima\u00e7\u00e3o de Juice ao cometa, a cerca de 66 milh\u00f5es de quil\u00f3metros. A pequena por\u00e7\u00e3o de imagem descarregada pela equipa revelou uma surpresa: o cometa surgiu nitidamente vis\u00edvel e com sinais de intensa atividade. A sua coma, o halo brilhante de g\u00e1s que envolve o n\u00facleo, destaca-se. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m distinguir as suas duas caudas: a cauda de plasma, composta por g\u00e1s eletricamente carregado, estende-se para o topo do enquadramento, enquanto uma segunda, mais t\u00e9nue, formada por part\u00edculas de poeira, parece prolongar-se para o canto inferior esquerdo.<\/p>\n<p>ESA\/Juice\/NavCam<\/p>\n<p>Primeiras imagens mais pr\u00f3ximas<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Durante o momento de maior aproxima\u00e7\u00e3o ao Planeta Vermelho, a 3 de outubro, o cometa encontrava-se a cerca de 30 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de Marte, a menor dist\u00e2ncia registada por sondas da ESA, proporcionando uma oportunidade rara para estudar um objeto vindo de fora do Sistema Solar.<\/p>\n<p>O ExoMars TGO captou uma s\u00e9rie de imagens com o seu Sistema de Imagens de Superf\u00edcie Coloridas e Est\u00e9reo (CaSSIS).\u00a0O Cometa 3I\/ATLAS \u00e9 o ponto branco ligeiramente difuso que se desloca para baixo junto ao centro da imagem. Este ponto \u00e9 o centro do cometa, compreendendo o seu n\u00facleo rochoso e gelado e a\u00a0nuvem de poeira e gases ao seu redor.<\/p>\n<p><strong>Um forasteiro vindo de outro sistema estelar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Planetas, luas, asteroides e cometas do Sistema Solar partilham uma origem comum, formada a partir da mesma nuvem de g\u00e1s e poeira. J\u00e1 corpos interestelares como o cometa 3I\/ATLAS s\u00e3o verdadeiros \u201cforasteiros\u201d, transportando consigo <strong>pistas valiosas sobre a forma\u00e7\u00e3o de outros sistemas planet\u00e1rios.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Segundo os cientistas, o 3<strong>I\/ATLAS poder\u00e1 ter tido origem num sistema estelar muito mais antigo do que o Sistema Solar<\/strong>, o que faz deste objeto uma rara oportunidade para estudar materiais formados noutros ambientes c\u00f3smicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Observa\u00e7\u00f5es realizadas no final de agosto pelo telesc\u00f3pio espacial James Webb, centradas na <strong>coma, a nuvem de g\u00e1s e poeira que envolve o n\u00facleo do cometa, revelaram a liberta\u00e7\u00e3o de di\u00f3xido de carbono, \u00e1gua, mon\u00f3xido de carbono e oxissulfeto de carbono<\/strong> \u00e0 medida que o 3I\/ATLAS se aproximava do Sol e aquecia.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Em mar\u00e7o, o cometa dever\u00e1 atingir a sua maior aproxima\u00e7\u00e3o a J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar, passando a cerca de 53 milh\u00f5es de quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Depois de atravessar o Sistema Solar interior, o 3I\/ATLAS seguir\u00e1 o seu caminho de regresso ao espa\u00e7o interestelar, um processo que dever\u00e1 estar conclu\u00eddo em meados da d\u00e9cada de 2030, segundo Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Pr\u00f3ximos da Terra da NASA.<\/p>\n<p style=\"text-align: start;\">Com ESA, NASA e ag\u00eancias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ci\u00eancia Passa a cerca de 270 milh\u00f5es de quil\u00f3metros, sem representar qualquer perigo para a Terra. 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