{"id":194829,"date":"2025-12-19T14:50:27","date_gmt":"2025-12-19T14:50:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/194829\/"},"modified":"2025-12-19T14:50:27","modified_gmt":"2025-12-19T14:50:27","slug":"fogos-de-artificio-sao-vistos-apos-colisoes-violentas-ao-redor-de-estrela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/194829\/","title":{"rendered":"&#8220;Fogos de artif\u00edcio&#8221; s\u00e3o vistos ap\u00f3s colis\u00f5es violentas ao redor de estrela"},"content":{"rendered":"<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Astr\u00f4nomos observaram efeitos semelhantes a fogos de artif\u00edcio resultantes de duas colis\u00f5es ao redor de uma estrela chamada Fomalhaut. O astro est\u00e1 localizado em um sistema estelar pr\u00f3ximo ao nosso, de acordo com os pesquisadores. O fen\u00f4meno foi descrito em estudo publicado na quinta-feira (18) na revista cient\u00edfica Science.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Colis\u00f5es violentas s\u00e3o comuns em sistemas estelares jovens. Rochas, cometas, asteroides e objetos maiores colidem um com os outros e, ocasionalmente, se fundem, transformando gradualmente a poeira e o gelo primordiais de uma nebulosa estelar em planetas e luas.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No entanto, espera-se que as maiores dessas colis\u00f5es sejam raras ao longo das centenas de milh\u00f5es de anos necess\u00e1rias para a forma\u00e7\u00e3o de um sistema planet\u00e1rio \u2014 talvez uma a cada 100.000 anos.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1126\/science.adu6266\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">artigo recente<\/a>, os astr\u00f4nomos afirmam ter visto as consequ\u00eancias de duas colis\u00f5es poderosas em um per\u00edodo de 20 anos ao redor da Fomalhaut &#8212; a primeira ocorreu em 2004 e a segunda em 2023. Segundo os pesquisadores, essas observa\u00e7\u00f5es podem ser fruto do acaso ou podem ser um ind\u00edcio de que as colis\u00f5es s\u00e3o mais frequentes do que o previsto durante a forma\u00e7\u00e3o de planetas.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">&#8220;Acabamos de testemunhar a colis\u00e3o de dois planetesimais e a nuvem de poeira expelida por esse evento violento, que come\u00e7a a refletir a luz da estrela hospedeira&#8221;, afirma Paul Kalas, professor adjunto de astronomia da Universidade da Calif\u00f3rnia, Berkeley, e primeiro autor do relat\u00f3rio. &#8220;N\u00e3o vemos diretamente os dois objetos que colidiram, mas podemos observar as consequ\u00eancias desse enorme impacto&#8221;, completa.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Segundo o pesquisador, a poeira ao redor de Fomalhaut estaria &#8220;brilhando com essas colis\u00f5es&#8221;, como fogos de artif\u00edcio ou luzes de Natal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/colisao.jpg\" alt=\"Esta imagem composta do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble mostra o anel de detritos e as nuvens de poeira cs1 e cs2 ao redor da estrela Fomalhaut \u2022 NASA, ESA, Paul Kalas\/UC Berkeley. Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)\/Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"849\" height=\"477\" class=\"flex size-full object-cover\" loading=\"lazy\"\/>Esta imagem composta do Telesc\u00f3pio Espacial Hubble mostra o anel de detritos e as nuvens de poeira cs1 e cs2 ao redor da estrela Fomalhaut \u2022 NASA, ESA, Paul Kalas\/UC Berkeley. Processamento de imagem: Joseph DePasquale (STScI)\/Reprodu\u00e7\u00e3o<br \/>\nNuvens de poeira disfar\u00e7adas de exoplanetas<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Fomalhaut \u00e9 uma estrela de 440 milh\u00f5es de anos e, por isso, \u00e9 considerada jovem. Ela est\u00e1 localizada na constela\u00e7\u00e3o austral de Piscis Austrinus, a 25 anos-luz da Terra, e serve como um modelo de como era o nosso <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/nascimento-de-planetas-fora-do-sistema-solar-e-detectado-pela-1a-vez-veja\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">sistema solar<\/a> em seus anos de forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A estrela \u00e9 16 vezes mais luminosa que o nosso Sol e uma das estrelas mais brilhantes do c\u00e9u. Kalas come\u00e7ou a pesquisar por um disco de poeira ao redor de Fomalhaut em 1993, mas foi somente em 2004, gra\u00e7as ao Telesc\u00f3pio Espacial Hubble da Nasa, que ele descobriu um cintur\u00e3o de detritos poeirentos a uma dist\u00e2ncia de 133 unidades astron\u00f4micas (UA) da estrela, mais de o triplo da dist\u00e2ncia entre a estrela e o Sol do que a dist\u00e2ncia do Cintur\u00e3o de Kuiper em nosso sistema solar. Uma UA \u00e9 a dist\u00e2ncia m\u00e9dia entre a Terra e o Sol, ou 150 milh\u00f5es de quil\u00f4metros.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Para Kalas, a borda interna afiada do cintur\u00e3o sugeria que ele havia sido esculpido por planetas. Ap\u00f3s uma segunda observa\u00e7\u00e3o em 2006, ele concluiu que um ponto brilhante no cintur\u00e3o externo, vis\u00edvel tanto nas imagens de 2004 quanto nas de 2006, era, na verdade, um planeta. Ele reconheceu na \u00e9poca que poderia ser uma nuvem de poeira muito brilhante causada por uma colis\u00e3o no disco, mas a probabilidade disso parecia muito baixa.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Esse planeta foi chamado, por Kalas, de Fomalhaut b, seguindo a conven\u00e7\u00e3o de nomenclatura para <a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/tecnologia\/evidencia-de-exoplaneta-proximo-a-terra-com-zona-habitavel-e-encontrada\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">exoplanetas<\/a>. Diante disso, o pesquisador agendou quatro observa\u00e7\u00f5es de acompanhamento da estrela com o Hubble: em 2010, 2012, 2013 e 2014. Na \u00faltima, por\u00e9m, Fomalhaut b n\u00e3o foi detectado.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Nove anos depois, ap\u00f3s tr\u00eas tentativas frustradas de obter imagens da estrela, ele conseguiu uma nova imagem que revelou outro ponto brilhante n\u00e3o muito distante do primeiro, agora denominado Fomalhaut cs1, abrevia\u00e7\u00e3o de fonte circunstelar 1.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Com base em sua localiza\u00e7\u00e3o, no entanto, o novo ponto, chamado Fomalhaut cs2, n\u00e3o poderia ser uma reapari\u00e7\u00e3o de Fomalhaut cs1. Devido ao hiato de nove anos entre 2014 e 2023, n\u00e3o se sabe ao certo quando Fomalhaut cs2 surgiu.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No novo artigo, Kalas e uma equipe internacional de astr\u00f4nomos analisaram a imagem de Fomalhaut de 2023 e uma imagem subsequente, embora de baixa qualidade, obtida em 2024, e conclu\u00edram que ela s\u00f3 poderia ser luz refletida de uma nuvem de poeira produzida pela colis\u00e3o de dois planetesimais.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Kalas observou que, inicialmente, Fomalhaut cs1 se movia como um exoplaneta, mas em 2013 sua trajet\u00f3ria havia se curvado, afastando-se da estrela. Esse tipo de movimento \u00e9 comum para part\u00edculas muito pequenas sendo impulsionadas para fora pela press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o da luz estelar. O surgimento de cs2 corrobora a ideia de que cs1 era, na verdade, uma nuvem de poeira.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Kalas compara esses eventos \u00e0 nuvem de poeira gerada em 2022, quando a miss\u00e3o DART (Double Asteroid Redirection Test) da Nasa colidiu com a pequena lua Dimorphos, que orbitava o asteroide Didemos. A nuvem ao redor de Fomalhaut \u00e9 cerca de um bilh\u00e3o de vezes maior, segundo estimativas da equipe.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Kalas recebeu tempo de observa\u00e7\u00e3o pelos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos para usar a C\u00e2mera de Infravermelho Pr\u00f3ximo (NIRCam) do Telesc\u00f3pio Espacial James Webb e o Telesc\u00f3pio Espacial Hubble (HST) para observar Fomalhaut e acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o da nuvem, a fim de verificar se ela aumenta de tamanho e determinar sua \u00f3rbita.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Diante das descobertas, o pesquisador alerta outros astr\u00f4nomos para ficarem atentos a nuvens de poeira que se disfar\u00e7am de planetas.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">&#8220;Essas colis\u00f5es que produzem nuvens de poeira acontecem em todos os sistemas planet\u00e1rios&#8221;, diz. &#8220;Quando come\u00e7armos a sondar estrelas com telesc\u00f3pios futuros sens\u00edveis, como o Observat\u00f3rio de Mundos Habit\u00e1veis, que visa obter imagens diretas de um exoplaneta semelhante \u00e0 Terra, teremos que ser cautelosos, porque esses pontos de luz t\u00eanues orbitando uma estrela podem n\u00e3o ser planetas.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Astr\u00f4nomos observaram efeitos semelhantes a fogos de artif\u00edcio resultantes de duas colis\u00f5es ao redor de uma estrela chamada&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":194830,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-194829","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115746794990394629","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=194829"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/194829\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/194830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=194829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=194829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=194829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}