{"id":19511,"date":"2025-08-07T10:00:23","date_gmt":"2025-08-07T10:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19511\/"},"modified":"2025-08-07T10:00:23","modified_gmt":"2025-08-07T10:00:23","slug":"humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/19511\/","title":{"rendered":"Humanos t\u00eam os mesmos genes dos animais que hibernam e isso pode revolucionar tratamento de doen\u00e7as"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Animais hibernantes\" title=\"Animais hibernantes\" data-image=\"wh7rkclk2e4s\"\/>A hiberna\u00e7\u00e3o \u00e9 um estado fisiol\u00f3gico complexo, envolvendo uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e metab\u00f3licas. Fotos: Canva   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/katia-catulo.jpg\" alt=\"Katia Catulo\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/katia-catulo\/\" title=\"Katia Catulo\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Katia Catulo<\/a>       06\/08\/2025 07:19   8 min   <\/p>\n<p>Para sobreviver durante <strong>meses sem comida nem \u00e1gua<\/strong>, os animais que hibernam <strong>ultrapassam todas as fronteiras da biologia<\/strong>. Os seus <strong>m\u00fasculos<\/strong> n\u00e3o atrofiam, a <strong>temperatura do corpo<\/strong> cai para pr\u00f3ximo do zero, enquanto o <strong>c\u00e9rebro<\/strong> e o <strong>metabolismo<\/strong> desaceleram drasticamente. <\/p>\n<p>Apesar das bruscas altera\u00e7\u00f5es, estas esp\u00e9cies s\u00e3o capazes de conservar a sua sa\u00fade e, ainda mais espantoso, <strong>recuperar de condi\u00e7\u00f5es que se assemelham a doen\u00e7as humanas<\/strong>, como Alzheimer, AVC ou diabetes.<\/p>\n<p>Essas habilidades h\u00e1 muito fascinam os investigadores, mas, at\u00e9 hoje, <strong>ningu\u00e9m tinha perguntado se tamb\u00e9m n\u00f3s, os humanos, poder\u00edamos fazer o mesmo<\/strong>. Essa \u00e9 a hip\u00f3tese que uma equipa de <strong>investigadores da Universidade de Utah<\/strong>, nos Estados Unidos, colocou agora em cima da mesa.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754560822_630_humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"DNA humano\" title=\"DNA humano\" data-image=\"phbagyikh953\"\/>O estudo publicado na Science revelou que regi\u00f5es do DNA relacionadas \u00e0 capacidade de hibernar tamb\u00e9m est\u00e3o presentes no DNA humano. Foto: Canva<\/p>\n<p>O estudo publicado na revista Science sugere que, embora <strong>oculta no nosso organismo<\/strong>, tamb\u00e9m n\u00f3s carregamos essa <strong>resili\u00eancia no nosso DNA<\/strong>. Ou seja, os <strong>genes que alimentam a hiberna\u00e7\u00e3o<\/strong> e que, at\u00e9 agora pareciam ser exclusivos do reino animal e vegetal, podem estar, afinal, <strong>adormecidos dentro de n\u00f3s<\/strong>. Compreender e desvendar os seus <strong>mecanismos<\/strong> pode vir a representar um <strong>passo revolucion\u00e1rio no tratamento de doen\u00e7as cr\u00f3nicas e neurodegenerativas<\/strong>.<\/p>\n<p>Anatomia da hiberna\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para <strong>desmontar a engrenagem da hiberna\u00e7\u00e3o<\/strong>, os cientistas focaram-se num cluster de <strong>genes FTO<\/strong> (do ingl\u00eas fat mass and obesity associated\u2013 associado \u00e0 massa gorda e <strong>obesidade<\/strong>). Os animais que hibernam usam-no para <strong>controlar o armazenamento de gordura e energia durante o inverno<\/strong>.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, humanos, essa <strong>sequ\u00eancia espec\u00edfica do DNA<\/strong> \u00e9 um fator de <strong>risco<\/strong> <strong>gen\u00e9tico<\/strong> mais forte para a <strong>obesidade<\/strong>. Nos animais que hibernam, contudo, essa regi\u00e3o serve para <strong>ativar ou desativar a atividade dos genes<\/strong>. <\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/ciencia\/por-que-hibernam-os-animais-e-as-plantas-a-ciencia-concluiu-que-se-trata-afinal-de-um-ato-de-pura-bondade.html\" title=\"Por que hibernam os animais e as plantas? A ci\u00eancia concluiu que se trata, afinal, de um ato de pura bondade\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/por-que-hibernam-os-animais-e-as-plantas-a-ciencia-concluiu-que-se-trata-afinal-de-um-ato-de-pura-bo.jpeg\"  width=\"320\" height=\"225\" alt=\"Por que hibernam os animais e as plantas? A ci\u00eancia concluiu que se trata, afinal, de um ato de pura bondade\"\/><\/a><\/p>\n<p>O que estes <strong>controladores<\/strong> fazem n\u00e3o \u00e9 alterar os genes em si. Em vez disso, <strong>regulam o seu comportamento<\/strong>, atuando como um <strong>maestro<\/strong> que, diante de uma <strong>orquestra<\/strong> de m\u00fasicos, <strong>ajusta o volume e a intensidade dos instrumentos<\/strong>.<\/p>\n<p>S\u00e3o essas regi\u00f5es n\u00e3o codificantes que ajudam os seres hibernantes a ganhar peso antes do inverno e a queimar gordura de forma eficiente enquanto dormem.<\/p>\n<p> Ao <strong>inserir os clusters de genes FTO no DNA de ratinhos<\/strong>, os resultados mostraram que <strong>alguns ganharam ou perderam peso<\/strong> consoante a <strong>dieta<\/strong> a que foram sujeitos. Outros apresentaram ainda <strong>altera\u00e7\u00f5es na recupera\u00e7\u00e3o da temperatura corporal ou no metabolismo<\/strong>.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754560822_101_humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Homem obeso\" title=\"Homem obeso\" data-image=\"1l1gnru1vcr5\"\/>Os genes da obesidade (FTO), que os humanos tamb\u00e9m possuem, s\u00e3o usados pelos animais hibernantes para controlar o armazenamento de gordura e de energia durante o inverno. Foto: Canva<\/p>\n<p>&#8220;Quando <strong>eliminamos um dos elementos<\/strong> nessa pequena e aparentemente insignificante regi\u00e3o do DNA, a <strong>atividade de centenas de genes muda<\/strong>&#8220;, explicou Susan Steinwand, coautora do estudo, citada no comunicado da Universidade de Utah.<\/p>\n<p>Os desinibidores do metabolismo<\/p>\n<p>Esses reguladores de DNA n\u00e3o criam genes. Em vez disso, <strong>removem os bloqueios que limitam a flexibilidade do metabolismo<\/strong>. Os cientistas desconfiam que os <strong>animais hibernantes podem ter evolu\u00eddo para perder este tipo de restri\u00e7\u00f5es<\/strong>. <\/p>\n<p>A capacidade permite-lhes <strong>alternar<\/strong> facilmente <strong>entre os estados de vig\u00edlia e de inatividade<\/strong>. Se n\u00f3s tamb\u00e9m consegu\u00edssemos regular esses genes, poder\u00edamos <strong>superar doen\u00e7as como o diabetes tipo 2<\/strong> da mesma forma, ali\u00e1s, que estas esp\u00e9cies despertam da hiberna\u00e7\u00e3o e regressam a um estado metab\u00f3lico normal.<\/p>\n<p>A principal <strong>diferen\u00e7a entre humanos e animais hibernantes<\/strong> pode estar, ent\u00e3o, na <strong>forma como este conjunto de genes \u00e9 regulado<\/strong>. Essa habilidade poder\u00e1 tamb\u00e9m significar que <strong>poderemos, um dia, ajustar o nosso metabolismo de formas semelhantes<\/strong>. <\/p>\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica<\/p>\n<p>Para encontrar essas pistas gen\u00e9ticas, a <strong>equipa de geneticistas<\/strong> <strong>procurou<\/strong> primeiro as <strong>regi\u00f5es de DNA<\/strong> que permaneceram <strong>est\u00e1veis<\/strong> na maioria dos mam\u00edferos por mais de <strong>100 milh\u00f5es de anos<\/strong>, mas que revelaram <strong>mudan\u00e7as<\/strong> <strong>recentes e dr\u00e1sticas em esp\u00e9cies que hibernam<\/strong>. H\u00e1 forte ind\u00edcios de que essas altera\u00e7\u00f5es repentinas no DNA s\u00e3o resultado de adapta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas ao comportamento de hiberna\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Com esses clusters de genes identificados, os investigadores estudaram, de seguida, ratinhos em jejum. A <strong>abstin\u00eancia<\/strong> reflete certas <strong>condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas observadas na hiberna\u00e7\u00e3o<\/strong>, incluindo a <strong>redu\u00e7\u00e3o da ingest\u00e3o de energia e o metabolismo mais lento<\/strong>. <\/p>\n<p>A priva\u00e7\u00e3o de alimentos desencadeia uma cascata complexa de atividade gen\u00e9tica. <\/p>\n<p>A equipa identificou os <strong>genes ativados ou desativados<\/strong> durante esse per\u00edodo e mapeou aqueles denominados de \u201c<strong>centrais<\/strong>\u201d e que s\u00e3o <strong>respons\u00e1veis por ajustar as redes regulat\u00f3rias gen\u00e9ticas mais amplas<\/strong>. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754560822_424_humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Ratinho de laborat\u00f3rio\" title=\"Ratinho de laborat\u00f3rio\" data-image=\"9eafwqq43a2u\"\/>Para entender os processos biol\u00f3gicos da hiberna\u00e7\u00e3o, os geneticistas testaram os genes que aumentam ou diminuem durante o jejum em ratinhos, desencadeando altera\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas semelhantes \u00e0 hiberna\u00e7\u00e3o. Foto: Adobe Stock<\/p>\n<p>Muitas <strong>regi\u00f5es<\/strong> <strong>alteradas<\/strong> em seres <strong>hibernantes<\/strong>, curiosamente, estavam <strong>localizadas perto desses genes centrais<\/strong>. Essas <strong>sobreposi\u00e7\u00f5es<\/strong> indicam que as mudan\u00e7as evolutivas podem ter <strong>modificado<\/strong> os <strong>interruptores de controle gen\u00e9tico<\/strong> para suportar a hiberna\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Esses <strong>elementos regulat\u00f3rios<\/strong> identificados parecem ser <strong>cruciais<\/strong> para <strong>coordenar fun\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas e neurol\u00f3gicas<\/strong> e, segundo os autores do estudo, s\u00e3o agora <strong>alvos-chave<\/strong> para <strong>futuras investiga\u00e7\u00f5es<\/strong> gen\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Aprender com os animais<\/p>\n<p>Em vez de inventar novas caracter\u00edsticas, a <strong>evolu\u00e7\u00e3o em animais hibernantes pode ter quebrado bloqueios metab\u00f3licos<\/strong>. Embora os <strong>humanos <\/strong>n\u00e3o tenham ainda esses bloqueios, os seus genes <strong>possuem as mesmas ferramentas b\u00e1sicas<\/strong>.<\/p>\n<p>Significa isto que, tendo uma <strong>estrutura gen\u00e9tica id\u00eantica a destas esp\u00e9cies<\/strong>, s\u00f3 precisamos <strong>identificar os interruptores de controle<\/strong> para <strong>ativar<\/strong> essas <strong>caracter\u00edsticas<\/strong> t\u00edpicas dos <strong>animais que hibernam<\/strong>. <\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1754560822_412_humanos-tem-os-mesmos-genes-dos-animais-que-hibernam-e-isso-pode-revolucionar-tratamento-de-doencas-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Rostos humanos\" title=\"Rostos humanos\" data-image=\"v2gpedagaxms\"\/>Os humanos possuem as mesmas ferramentas gen\u00e9ticas b\u00e1sicas que os animais hibernantes, mas a ci\u00eancia tem ainda de descobrir como podem ser usadas para controlar o metabolismo. Fotos: Canva<\/p>\n<p>As descobertas podem vir a ser um ponto de partida para <strong>novas investiga\u00e7\u00f5es<\/strong>, abrindo in\u00fameras <strong>possibilidades<\/strong> para a <strong>medicina<\/strong> e para a <strong>gen\u00e9tica<\/strong>. Se identificarmos e <strong>aproveitarmos esses interruptores regulat\u00f3rios<\/strong>, poderemos encontrar <strong>novas formas de os humanos sobreviverem ao stress metab\u00f3lico extremo<\/strong>, reverter o <strong>decl\u00ednio relacionado com o envelhecimento<\/strong> ou tratar <strong>doen\u00e7as<\/strong> <strong>cr\u00f3nicas<\/strong>.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/actualidade\/hibernacao-tardia-origina-ataques-de-ursos-no-japao-habitat.html\" title=\"Hiberna\u00e7\u00e3o tardia origina ataques de ursos no Jap\u00e3o\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/hibernacao-tardia-origina-ataques-de-usos-no-japao-1701778748451_320.jpg\"  width=\"320\" height=\"225\" alt=\"Hiberna\u00e7\u00e3o tardia origina ataques de ursos no Jap\u00e3o\"\/><\/a><\/p>\n<p>Compreender os <strong>processos gen\u00e9ticos <\/strong>ligados \u00e0 <strong>hiberna\u00e7\u00e3o<\/strong> poder\u00e1, como tal, ser uma <strong>oportunidade <\/strong>para encontrar novas <strong>abordagens<\/strong> <strong>no tratamento de doen\u00e7as <\/strong>degenerativas e metab\u00f3licas. Se estes <strong>mecanismos<\/strong> est\u00e3o <strong>ocultos<\/strong> no <strong>genoma humano<\/strong>, temos ent\u00e3o de encontrar <strong>formas de ativ\u00e1-los<\/strong> e <strong>aprender com os hibernantes a melhorar a nossa pr\u00f3pria sa\u00fade<\/strong>.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p>Susan Steinwand, Cornelia Stacher H\u00f6rndli, Elliott Ferris, Jared Emery, Josue D. Gonzalez Murcia, Adriana Cristina Rodriguez, Riley J. Spotswood, Amandine Chaix, Alun Thomas, Crystal Davey &amp; Christopher Gregg. <a href=\"https:\/\/www.science.org\/doi\/10.1126\/science.adp4701\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Conserved noncoding cis elements associated with hibernation modulate metabolic and behavioral adaptations in mice<\/a>. Science<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A hiberna\u00e7\u00e3o \u00e9 um estado fisiol\u00f3gico complexo, envolvendo uma s\u00e9rie de altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas e metab\u00f3licas. 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