{"id":195794,"date":"2025-12-20T09:00:11","date_gmt":"2025-12-20T09:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/195794\/"},"modified":"2025-12-20T09:00:11","modified_gmt":"2025-12-20T09:00:11","slug":"maior-lua-de-saturno-tera-lama-e-gelo-em-vez-de-vasto-oceano-liquido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/195794\/","title":{"rendered":"Maior lua de Saturno ter\u00e1 lama e gelo em vez de vasto oceano l\u00edquido"},"content":{"rendered":"<p class=\"category\"><a href=\"https:\/\/sicnoticias.pt\/ciencia\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Ci\u00eancia<\/a><\/p>\n<p>Tit\u00e3 pode n\u00e3o ter um vasto oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua superf\u00edcie gelada, como se pensava, revela um novo estudo da NASA.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/1766221211_635_original.webp\" alt=\"As seis imagens infravermelhas de Tit\u00e3 acima foram criadas compilando os dados recolhidos ao longo da miss\u00e3o Cassini. Mostram como a superf\u00edcie de Tit\u00e3 se apresenta sob a atmosfera nebulosa, destacando a superf\u00edcie vari\u00e1vel da lua.\"\/><\/p>\n<p>As seis imagens infravermelhas de Tit\u00e3 acima foram criadas compilando os dados recolhidos ao longo da miss\u00e3o Cassini. Mostram como a superf\u00edcie de Tit\u00e3 se apresenta sob a atmosfera nebulosa, destacando a superf\u00edcie vari\u00e1vel da lua.<\/p>\n<p>NASA<\/p>\n<p><strong>Tit\u00e3, a maior lua de Saturno, pode n\u00e3o ter um vasto oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua superf\u00edcie gelada, como se pensava, revela um novo estudo.<\/strong><\/p>\n<p>Um novo estudo coordenado pela NASA, publicado na revista Nature, questiona a exist\u00eancia de um vasto oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a superf\u00edcie gelada de Tit\u00e3.<\/p>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/cassini-spacecraft-finds-ocean-may-exist-beneath-titans-crust\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">rean\u00e1lise de dados da sonda Cassini <\/a>sugere que a maior lua de Saturno possui mais gelo, lama e apenas bolsas de \u00e1gua l\u00edquida em vez de um oceano global, alterando as perspetivas sobre poss\u00edvel vida extraterrestre.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;Em vez de um oceano aberto, como o que temos na Terra, estamos provavelmente a falar de algo mais parecido com gelo marinho no \u00c1rtico ou aqu\u00edferos, o que tem implica\u00e7\u00f5es para o tipo de vida que [supostamente] poderia ser encontrada, mas tamb\u00e9m para a disponibilidade de nutrientes, energia&#8230;&#8221;, sustentou Baptiste Journaux, um dos autores do estudo, que leciona Ci\u00eancias da Terra e do Espa\u00e7o na Universidade de Washington, nos Estados Unidos.<\/p><\/blockquote>\n<p>No estudo, os cientistas modelaram Tit\u00e3 com um oceano, mas os resultados n\u00e3o bateram certo com a conclus\u00e3o anterior de que a lua de Saturno tinha um grande oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua superf\u00edcie de gelo.<\/p>\n<p>A nova an\u00e1lise dos dados da <a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/mission\/cassini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\">sonda espacial Cassini <\/a>levou a uma nova conclus\u00e3o: <strong>debaixo do gelo exterior da lua haver\u00e1 mais gelo<\/strong>, muito menos \u00e1gua l\u00edquida (apenas bolsas de \u00e1gua fruto do degelo) e mais lama (t\u00faneis) perto do n\u00facleo rochoso.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A deforma\u00e7\u00e3o [do interior de Tit\u00e3] que detet\u00e1mos durante a an\u00e1lise inicial dos dados da miss\u00e3o Cassini poderia ter sido compat\u00edvel com um oceano global, mas sabemos agora que esta n\u00e3o \u00e9 a hist\u00f3ria completa&#8221;, assinalou Baptiste Journaux, citado pela Universidade de Washington em comunicado.<\/p><\/blockquote>\n<p>Segundo o novo estudo, a altera\u00e7\u00e3o da forma de Tit\u00e3 ocorre com um atraso de cerca de 15 horas em rela\u00e7\u00e3o ao pico da for\u00e7a gravitacional de Saturno.<\/p>\n<blockquote><p>&#8220;A medi\u00e7\u00e3o deste atraso permitiu aos cientistas determinarem quanta energia \u00e9 necess\u00e1ria para alterar a forma de Tit\u00e3, possibilitando infer\u00eancias sobre a viscosidade do seu interior&#8221;, descreve o comunicado da Universidade de Washington, real\u00e7ando que &#8220;a quantidade de energia perdida, ou dissipada, em Tit\u00e3 foi muito maior do que os investigadores esperavam observar no cen\u00e1rio oce\u00e2nico global&#8221;, pois &#8220;\u00e9 necess\u00e1ria mais energia para mover uma subst\u00e2ncia espessa e viscosa do que \u00e1gua l\u00edquida&#8221;.<\/p><\/blockquote>\n<p>De acordo com o estudo, a lama ser\u00e1 espessa o suficiente para explicar este atraso, mas ainda cont\u00e9m \u00e1gua, permitindo que o interior de Tit\u00e3 se deforme por a\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de gravidade de Saturno.<\/p>\n<p>A existir vida em Tit\u00e3 seria semelhante \u00e0 dos ecossistemas polares da Terra, dominada por microrganismos, defendem os autores do trabalho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ci\u00eancia Tit\u00e3 pode n\u00e3o ter um vasto oceano de \u00e1gua l\u00edquida sob a sua superf\u00edcie gelada, como 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