{"id":195919,"date":"2025-12-20T11:38:18","date_gmt":"2025-12-20T11:38:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/195919\/"},"modified":"2025-12-20T11:38:18","modified_gmt":"2025-12-20T11:38:18","slug":"sofia-deixou-berlim-porque-queria-ter-filhos-em-portugal-joao-foi-para-berlim-para-ter-mais-50-000e-ano-a-fazer-la-o-que-faria-ca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/195919\/","title":{"rendered":"Sofia deixou Berlim porque queria ter filhos em Portugal, Jo\u00e3o foi para Berlim para ter mais 50.000\u20ac\/ano a fazer l\u00e1 o que faria c\u00e1"},"content":{"rendered":"<p>\t                Em Berlim h\u00e1 um pr\u00e9dio de bet\u00e3o de Siza com Bonjour Tristesse escrito no topo. A mesma fachada, anos depois, ganhou um segundo aviso, mais urgente que po\u00e9tico: BITTE LEBN, &#8220;por favor vive&#8221;. Entre estas duas frases, como entre os lados menos tur\u00edsticos da trilogia de Berlim de David Bowie, cabe uma gera\u00e7\u00e3o portuguesa que fez as malas na grande crise da troika, deixou recibos verdes e chaves de casa em cima da mesa e foi aprender para Berlim como se respira noutra l\u00edngua. Esta \u00e9 a terceira e \u00faltima reportagem de uma trilogia que segue algumas dessas vidas adiadas, divididas entre o pa\u00eds que empurrou e a cidade que acolheu: trabalho qualificado pago como se fosse favor, invernos que n\u00e3o acabam, l\u00ednguas que se aprendem \u00e0 pressa, regressos que tanto salvam como doem. Mais do que hist\u00f3rias de emigra\u00e7\u00e3o, s\u00e3o tr\u00eas cartas escritas de Berlim para um lugar chamado Portugal, a tentar dizer, com todas as s\u00edlabas: adeus, tristeza<\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>\n    ADEUS, TRISTEZA &#8211; TRILOGIA\n  <\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>\n   A dada altura ela estava no cora\u00e7\u00e3o da Europa, em Bruxelas, e teve de regressar a Portugal, n\u00e3o gostou nada disso: a ideia de ficar c\u00e1 tornou-se sufocante e por isso foi de novo &#8211; Bruxelas outra vez, Reino Unido a seguir, finalmente Berlim. E que surpresa: descobriu na capital da Alemanha uma cidade \u201cmenos elitista\u201d, \u201ch\u00e1 um bocado mais de ostenta\u00e7\u00e3o em Lisboa do que em Berlim\u201d. S\u00f3 que: \u201cNo in\u00edcio nem me esfor\u00e7ava por conhecer muitos portugueses porque n\u00e3o os queria ver, \u00e0 medida que o tempo vai passando \u00e9 ao contr\u00e1rio, preciso dessa conex\u00e3o\u201d. E ent\u00e3o Sofia regressou a Portugal, Jo\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o: tem 75.000 raz\u00f5es para n\u00e3o o fazer, \u201cat\u00e9 porque em Berlim podes ser jovem para sempre\u201d\n <\/p>\n<p>\n    \u201c\u00c0s vezes sinto necessidade de seguir em frente, ent\u00e3o preparo uma mala e sigo\u201d\n  <\/p>\n<p>\n   fa\u00e7a scroll para ler o cap\u00edtulo 3\n <\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>\n    IN\u00cdCIO DE REPORTAGEM\n  <\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>Sofia est\u00e1 dentro de casa, abre a porta, convida a entrar: sorriso aberto, rosto fresco, 34 anos que nem sequer parecem ser 30 &#8211; o cabelo curto e a roupa primaveril tiram-lhe cinco anos. Pelo menos cinco.\u00a0<\/p>\n<p>Mochi est\u00e1 atr\u00e1s dela, Mochi \u00e9 um gato com dois grandes olhos azuis no meio de uma sala bem decorada, uma sala que replica dentro de portas aquilo que acontece fora delas, \u00e9 \u201cuma mistura de coisas antigas com coisas novas\u201d, diz Sofia sobre a sua sala mas tamb\u00e9m sobre o seu bairro &#8211; Alvalade, em Lisboa, que \u00e9 a coisa mais ou menos nova na vida de Sofia depois da coisa-vida antiga em Berlim.\u00a0<\/p>\n<p>Em Alvalade j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 fachadas gigantes em bet\u00e3o nem quarteir\u00f5es sovi\u00e9ticos com grafitis e cartazes colados: aqui os pr\u00e9dios s\u00e3o baixos, t\u00eam tons rosa ou amarelo-ovo, as portas exibem pedra trabalhada e os pequenos varandins ostentam floreiras orgulhosas. Os vizinhos reconhecem-se da janela e ouvem-se os sinos da igreja e a passagem dos avi\u00f5es. Portugal.<\/p>\n<p>Sofia, Sofia Gon\u00e7alves, deixou Berlim h\u00e1 dois anos porque queria \u201cter filhos perto da fam\u00edlia\u201d. Trouxe o namorado, espanhol, que tamb\u00e9m ficou mais perto de casa. O primeiro filho de ambos nasceu pouco tempo depois na Lisboa para onde Sofia veio da Guarda quando tinha 18 anos: escolheu Economia na Universidade NOVA, onde \u201ctoda a gente fazia Erasmus\u201d. \u201c\u00c9 considerado parte normal da tua licenciatura ganhar experi\u00eancia no estrangeiro porque, para come\u00e7ar, na NOVA tu j\u00e1 tens imensas aulas em ingl\u00eas, ent\u00e3o logo a\u00ed tu v\u00eas que as pessoas que estudam l\u00e1 j\u00e1 t\u00eam um n\u00edvel de ingl\u00eas bastante bom que permite viver no estrangeiro. N\u00e3o sei, nem sequer pensei duas vezes. Parecia uma coisa bastante normal.\u201d Foi.<\/p>\n<p>2011, Sofia chega a Bruxelas. Seis meses no cora\u00e7\u00e3o da Europa, a meio da licenciatura, levam-na a concluir que \u201ca nacionalidade n\u00e3o era assim t\u00e3o importante e voltar a Portugal n\u00e3o era assim t\u00e3o apelativo\u201d. E depois: \u201cComecei a namorar com um alem\u00e3o, a ter amizades de outros s\u00edtios e a sentir-me mais europeia\u201d. Entretanto tem de regressar a Lisboa, \u201cn\u00e3o gostei nada de ter de fazer isso\u201d, mas h\u00e1 que acabar o curso. As cadeiras voltam a ser te\u00f3ricas e \u201csupermais restritas\u201d, em anfiteatros cheios onde nenhum professor sabe que Sofia se chamava dessa maneira &#8211; \u00e9 s\u00f3 uma cara ali. As pessoas n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros, as pessoas t\u00eam nomes. Sofia fica com a sensa\u00e7\u00e3o de estar mais uma vez a olhar o mundo \u00e0 dist\u00e2ncia a partir da janela que \u00e9 Lisboa.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, a perspetiva de ficar \u201cs\u00f3\u201d em Portugal torna-se sufocante. Termina um mestrado em Lisboa em 2014, regressa a Bruxelas para um est\u00e1gio de cinco meses no Comit\u00e9 Econ\u00f3mico e Social Europeu (CESE) e Berlim surge em 2015 \u2013 com uma curta experi\u00eancia no Reino Unido pelo meio. Descobre na capital da Alemanha uma cidade \u201cmenos elitista\u201d que a capital portuguesa, pelo menos na forma como se ocupa o tempo livre.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 claro que l\u00e1 \u00e9 importante ter algum dinheiro para sobreviver, mas as atividades que tu fazes &#8211; por exemplo, ir a um parque beber um copo ou ir a um bar &#8211; n\u00e3o dependem assim tanto do teu tipo de posi\u00e7\u00e3o numa empresa.\u201d Em Lisboa, pelo contr\u00e1rio, \u201cas atividades que tu fazes no teu tempo livre dependem mais do teu n\u00edvel de rendimento, h\u00e1 um bocado mais de ostenta\u00e7\u00e3o do que em Berlim\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 h\u00e1bitos dos quais sente falta todos os dias: no ver\u00e3o, \u201ctoda a gente em Berlim sai do trabalho e vai para um parque, h\u00e1 mil parques por onde escolher\u201d, ningu\u00e9m fica a trabalhar at\u00e9 \u00e0s 19:00 porque pelas 17:00 ou 18:00 j\u00e1 se estende uma manta na relva e uma cerveja na m\u00e3o, \u201ctenho imensas saudades de ir para um parque num s\u00edtio aleat\u00f3rio\u201d. Em Lisboa as pessoas saem mais tarde e \u201cn\u00e3o h\u00e1 essa cultura de ir para o parque\u201d, no dia anterior Sofia tinha ido ao Jardim da Estrela e o relvado estava cheio mas \u201colhas \u00e0 volta e ningu\u00e9m \u00e9 portugu\u00eas\u201d. Em Berlim ou Londres cada raio de sol \u00e9 um evento, em Portugal o sol \u00e9 um dado adquirido.<\/p>\n<p>Passa a visitar Portugal uma vez por ano de 2015 em diante, prefere usar os dias de f\u00e9rias para viajar para destinos desconhecidos, afinal Sofia fala cinco l\u00ednguas, tem amigos espalhados por cidades de muitas fronteiras, quando perguntam a Sofia \u201cde onde \u00e9s?\u201d Sofia responde \u201csou da Europa\u201d. Regressa a Portugal no ver\u00e3o de 2023 para ter os filhos que decidiu que nascessem c\u00e1 mas nota que h\u00e1 h\u00e1bitos, ritmos e prioridades que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o inteiramente os mesmos, Portugal mudou &#8211; as pessoas n\u00e3o s\u00e3o n\u00fameros mas o n\u00famero de anos muda as pessoas.\u00a0<\/p>\n<p>Sofia continua a sentir aquela necessidade de preparar a mala e de seguir em frente para um s\u00edtio qualquer, ir ou ficar \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica que atormenta a matem\u00e1tica dos viajantes compulsivos, enquanto isso no quarto ao lado est\u00e1 um ber\u00e7o que assinala as ra\u00edzes e \u00e0s vezes \u00e9 preciso ter algo que nos lembre a que s\u00edtio pertencemos, \u201cno in\u00edcio nem me esfor\u00e7ava por conhecer muitos portugueses porque n\u00e3o os queria ver, \u00e0 medida que o tempo vai passando \u00e9 ao contr\u00e1rio, preciso dessa conex\u00e3o\u201d. Portanto: no fim sentimo-nos todos portugueses, n\u00e3o \u00e9, Sofia?, Sofia hesita, por fim Sofia responde &#8211; com o mantra: \u201cSinto-me europeia\u201d.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>\n    &#8220;Demasiada gente nova, demasiado dinheiro para ser verdade&#8221;\n  <\/p>\n<p>\n    \u00a0\n  <\/p>\n<p>Carcavelos, fim de tarde, o c\u00e9u est\u00e1 ba\u00e7o, o mar est\u00e1 no s\u00edtio de sempre: Jo\u00e3o Goul\u00e3o, 32 anos, corre para a \u00e1gua de prancha no bra\u00e7o, fato de surf preto no corpo, carac\u00f3is castanhos no vento.<\/p>\n<p>Na areia, Raj Vijayan, 34 anos: amigo de Jo\u00e3o, f\u00e9rias de 10 dias em Portugal, tira fotografias ao horizonte. \u00c9 de Chennai, \u00cdndia, vive em Berlim h\u00e1 cerca de cinco anos, conheceu Jo\u00e3o h\u00e1 quatro, em contexto profissional. Foram ao Porto, a Aveiro, a Lagos, Lisboa \u00e9 o destino final.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cCarcavelos \u00e9 a praia de todos, fica a 15 minutos da cidade\u201d, Jo\u00e3o regressa do mar, sacode o sal do cabelo, pousa a prancha e despe o fato at\u00e9 \u00e0 cintura. \u201cTenho de ver a praia sempre que estou de visita, mesmo que esteja a chover &#8211; s\u00f3 para me lembrar.\u201d Depois: a comida da av\u00f3 ou da m\u00e3e, ou at\u00e9 a do restaurante, e ainda: \u201cs\u00f3 a luz, s\u00f3 a luz na rua \u00e9 automaticamente um antidepressivo\u201d. Portugal.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"1080\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/694666e9d34e3caad84ca05b.webp\" width=\"1920\"\/> <\/p>\n<p>    Jo\u00e3o Goul\u00e3o levou o amigo Raj\u00a0Vijayan a conhecer o seu pa\u00eds, de norte a sul <\/p>\n<p>Jo\u00e3o visita Portugal \u201cpelo menos quatro vezes por ano\u201d, quase sempre por per\u00edodos de duas semanas: vem buscar combust\u00edvel \u00e0 energia que s\u00f3 encontra em Lisboa, at\u00e9 porque descobriu que \u201cse podes olhar v\u00ea, se podes ver repara\u201d acontece nos livros de Saramago e quando se come\u00e7a a viver fora do pa\u00eds, \u201ccomecei a apreciar coisas que antes nem sequer apreciava\u201d em Portugal. Ah, Portugal.<\/p>\n<p>Cresceu entre Lisboa e Castelo Branco, deixou a casa dos pais aos 18 e foi estudar marketing. Em vez de seguir o caminho cl\u00e1ssico depois do canudo \u2013 trabalhar, esperar, subir devagar \u2013 decide guiou-se por uma m\u00e1xima que apurou com o tempo, \u201co conforto \u00e9 inimigo da descoberta\u201d. Aos 23 anos foi descobrir para a Tail\u00e2ndia, onde se voluntariou para dar aulas de ingl\u00eas durante quatro meses.<\/p>\n<p>J\u00e1 no mestrado passou por Istambul em Erasmus, ficou por l\u00e1 quase um ano, regressou a Portugal para se tentar dedicar \u00e0 consultoria e finan\u00e7as, \u201cn\u00e3o posso dizer que n\u00e3o tentei porque tentei e tive algum sucesso\u201d. Mas percebeu que a vida podia organizar-se \u00e0 volta de uma combina\u00e7\u00e3o de trabalho remoto e viagens desde que houvesse um s\u00edtio onde pousar com regularidade, esse lugar tornou-se Berlim &#8211; quase por acidente.<\/p>\n<p>A oportunidade apareceu numa confer\u00eancia, pessoas que trabalhavam na \u00e1rea de dados e tecnologia mostraram o caminho, mais tarde surgiu uma vaga para a qual se candidatou e o contrato que o levou para a capital alem\u00e3 em 2020. \u201cA mudan\u00e7a foi estruturada, n\u00e3o planeada.\u201d<\/p>\n<p>Jo\u00e3o nunca esteve verdadeiramente \u201csem ch\u00e3o\u201d, uma parte significativa dos seus c\u00edrculos j\u00e1 vivia ou viria a viver na cidade &#8211; n\u00e3o apenas portugueses mas amizades constru\u00eddas noutras paragens que reapareceram ali, como se a capital alem\u00e3 fosse um reencontro marcado sem ningu\u00e9m o ter anunciado. \u201cRealmente Berlim parece que \u00e9 um \u00edman, atrai pessoas que pensam da mesma maneira.\u201d<\/p>\n<p>O sol j\u00e1 se p\u00f4s. Numa esplanada de madeira, sentados de frente para o mar, Jo\u00e3o e Raj levantam os copos de cerveja. Brinde. Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o \u00e9 analista financeiro numa empresa alem\u00e3. O ordenado \u00e9 pago em \u201ceuros germ\u00e2nicos\u201d\u2019: 75.000\u20ac por ano, na mesma posi\u00e7\u00e3o em Portugal seria \u201c\u00e0 volta de 25.000\u20ac\u201d. Consegue pagar em Berlim uma renda de 1500\u20ac\/1600\u20ac m\u00eas, tem margem para ter duas vidas: a que leva em Berlim, com rendimentos est\u00e1veis, e estes regressos regulares a Portugal, ah Portugal. De vez em quando pode at\u00e9 trabalhar a partir de c\u00e1, ah as empresas alem\u00e3s, \u201cconsidero-me uma pessoa privilegiada por poder fazer isso\u201d. Quando o inverno agride Berlim, Jo\u00e3o tem uma regra, \u201cuma viagem longa, \u00e9 tradi\u00e7\u00e3o\u201d: \u201cDesde os \u00faltimos anos, a seguir ao meu anivers\u00e1rio, em novembro, Berlim fica imposs\u00edvel, \u00e9 superdeprimente, tens tr\u00eas horas de sol &#8211; quando tens sol\u201d.<\/p>\n<p>Costuma ir para a \u00c1sia ou para a Am\u00e9rica do Sul, n\u00e3o s\u00f3 pelo clima mas pelo surf, \u201ctrato do que tenho a tratar e vou embora durante uns tempos para um s\u00edtio mais quente, faz-me sentir bem\u201d, depois Jo\u00e3o explica porque passa o resto dos meses em Berlim: da maneira que a descreve parece que fala sobre um velho amigo cujos defeitos conhece de cor e subitamente: \u201cA escolha de Berlim \u00e9 um bocado existencial, primeiro de tudo porque \u00e9 uma cidade onde podes ser jovem para sempre, as pessoas n\u00e3o te perguntam o que \u00e9 que fazes, que idade \u00e9 que tens e de onde \u00e9 que vens. Ningu\u00e9m faz compara\u00e7\u00f5es sobre aquilo que \u00e9s na vida, cada um est\u00e1 no seu pr\u00f3prio ritmo a fazer a sua pr\u00f3pria cena &#8211; desde que n\u00e3o interfiras com a minha liberdade eu n\u00e3o interfiro com a tua. \u00c9 essa a raz\u00e3o\u201d. Ri-se, conclui o racioc\u00ednio: \u201cMesmo face ao resto da Alemanha, Berlim devia ser considerada um pa\u00eds \u00e0 parte\u201d. Ou como dizem os pais de Jo\u00e3o: \u201cBerlim \u00e9 demasiada gente nova, demasiado dinheiro e demasiado tempo livre para ser verdade\u201d. Por isso deixou Portugal para move on para Berlim, mas ainda assim: \u201cSe me perguntares a longo prazo onde \u00e9 que eu vou viver, eu digo: vai ser em Portugal\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em Berlim h\u00e1 um pr\u00e9dio de bet\u00e3o de Siza com Bonjour Tristesse escrito no topo. 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