{"id":196337,"date":"2025-12-20T19:32:18","date_gmt":"2025-12-20T19:32:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196337\/"},"modified":"2025-12-20T19:32:18","modified_gmt":"2025-12-20T19:32:18","slug":"cientistas-imitam-visao-de-calor-das-cobras-para-criar-sensor-infravermelho-portatil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196337\/","title":{"rendered":"Cientistas imitam vis\u00e3o-de-calor das cobras para criar sensor infravermelho port\u00e1til"},"content":{"rendered":"\n<p>N\u00e3o se espante com esse carinha te xeretando na imagem acima. Ele enxerga o mundo de um jeito que voc\u00ea nem consegue imaginar.<\/p>\n<p>Trata-se de uma v\u00edbora-de-fosseta (ou Crotalinae, subfam\u00edlia das v\u00edboras). Elas t\u00eam uma <a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/coluna\/oraculo\/por-que-nossa-visao-e-restrita-as-cores-entre-o-vermelho-e-o-violeta\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">vis\u00e3o colorida<\/a> como a nossa, que usam para ca\u00e7ar de dia. Mas, no cair da noite, quem entra em cena s\u00e3o os orif\u00edcios que ficam logo ao lado das narinas.<\/p>\n<p>Eles n\u00e3o s\u00e3o meros buraquinhos. S\u00e3o fossetas loreais, \u00f3rg\u00e3os sensoriais usados para sentir o calor das presas em meio ao breu e convert\u00ea-lo em sinal el\u00e9trico, criando uma segunda \u201cvis\u00e3o\u201d do mundo, em infravermelho. Essa faixa de radia\u00e7\u00e3o, dos 750\u2009nan\u00f4metros a 1\u2009mil\u00edmetro, \u00e9 emitida por todos os seres e coisas em temperaturas acima do <a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/coluna\/oraculo\/e-possivel-alcancar-o-zero-absoluto-na-natureza\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">zero absoluto<\/a>.<\/p>\n<p>Compartilhe essa mat\u00e9ria via:<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica curiosa das v\u00edboras inspirou cientistas chineses a desenvolverem um sistema de imageamento infravermelho que produz imagens em alta resolu\u00e7\u00e3o de ambientes de pouca visibilidade \u2013 e que pode caber no seu bolso. A tecnologia permite expandir em 14 vezes as frequ\u00eancias de luz observ\u00e1veis pelo ser humano.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/revistas.ufrj.br\/index.php\/FilosofiaClassica\/article\/view\/16970\/10328\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Arist\u00f3teles<\/a> j\u00e1 dizia, dois mil\u00eanios atr\u00e1s, que as cria\u00e7\u00f5es do ser humano eram todas imita\u00e7\u00f5es da natureza. A nova pesquisa refor\u00e7a esse pensamento: a ideia \u00e9 imitar as fossetas das cobras para criar um mecanismo composto por camadas de materiais diversos que filtram a radia\u00e7\u00e3o. A imagem resultante \u00e9 projetada em 4K sobre um disco de aproximadamente 20 cent\u00edmetros. Os pesquisadores detalham toda a engenharia em um artigo publicado no peri\u00f3dico <a rel=\"sponsored nofollow noopener\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41377-025-02001-x#Fig5\" target=\"_blank\">Light: Science and Applications<\/a> da Nature.<\/p>\n<p>Inicialmente, a inven\u00e7\u00e3o precisou contornar um problema fundamental: a radia\u00e7\u00e3o infravermelha \u00e9 tamb\u00e9m calor, e sensores dessa natureza t\u00eam muita dificuldade de detectar ondas de comprimento m\u00e9dio e curto sob condi\u00e7\u00f5es de temperatura ambiente. Isso porque o pr\u00f3prio aparelho que mede a frequ\u00eancia tamb\u00e9m emite calor, o que gera um ru\u00eddo na leitura que s\u00f3 \u00e9 resolvido com um sistema de refrigera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi empilhar tudo de um jeito bem espec\u00edfico. Primeiro, vai o sensor de infravermelho, uma camada composta de min\u00fasculas nanopart\u00edculas de merc\u00fario e tel\u00fario que emitem el\u00e9trons quando absorvem a radia\u00e7\u00e3o. Depois, v\u00e3o outras camadas que servem para limpar o ru\u00eddo antes que ele chegue em um <a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/tecnologia\/um-passo-a-frente-do-oled\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">OLED<\/a> (um emissor de luz feito de material org\u00e2nico), onde os el\u00e9trons passam por furos em que n\u00e3o h\u00e1 outros el\u00e9trons e geram energia, que \u00e9 convertida por mol\u00e9culas fosforescentes em luz verde. A luz vai para uma camada de semicondutores feitos de silicone e vira, finalmente, imagem.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>No fim das contas, essa opera\u00e7\u00e3o toda cria uma vis\u00e3o artificial que n\u00e3o custa muito caro ou ocupa muito espa\u00e7o. As aplica\u00e7\u00f5es v\u00e3o desde novas c\u00e2meras e smartphones at\u00e9 aparatos de vis\u00e3o noturna, equipamentos para a agricultura e recursos para inspe\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o se espante com esse carinha te xeretando na imagem acima. 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