{"id":196386,"date":"2025-12-20T20:19:12","date_gmt":"2025-12-20T20:19:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196386\/"},"modified":"2025-12-20T20:19:12","modified_gmt":"2025-12-20T20:19:12","slug":"imigracao-pior-do-que-nao-ter-dados-e-ter-dados-que-nao-sao-fiaveis-diz-diretor-do-observatorio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196386\/","title":{"rendered":"Imigra\u00e7\u00e3o. &#8220;Pior do que n\u00e3o ter dados, \u00e9 ter dados que n\u00e3o s\u00e3o fi\u00e1veis&#8221;, diz diretor do observat\u00f3rio"},"content":{"rendered":"<p>H\u00e1 meses que o tema dos n\u00fameros de imigrantes em Portugal tem sido discutido. <strong>As diferen\u00e7as entre os dados da Ag\u00eancia para a Integra\u00e7\u00e3o, Migra\u00e7\u00f5es e Asilo (AIMA) e do Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) geram d\u00favidas sobre estas informa\u00e7\u00f5e<\/strong>s. Na avalia\u00e7\u00e3o de Pedro G\u00f3is, diretor cient\u00edfico do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es, <strong>\u201cpior do que n\u00e3o ter dados \u00e9 ter dados que n\u00e3o s\u00e3o fi\u00e1veis\u201d, disse em entrevista ao DN.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o investigador, o observat\u00f3rio, que retomou as atividades este ano, est\u00e1 a acompanhar o assunto de perto. \u201c<strong>O observat\u00f3rio est\u00e1 a trabalhar para ter dados mais fi\u00e1veis.<\/strong> Temos de ter a certeza de que estamos a falar da mesma popula\u00e7\u00e3o. E, a nosso ver, isso nem sempre acontece\u201d, referiu.<\/p>\n<p>O diretor cient\u00edfico refere-se, por exemplo, ao facto de uma coisa ser um cidad\u00e3o estrangeiro em Portugal e outra ser um trabalhador imigrante. Ali\u00e1s, este tema foi abordado num dos pain\u00e9is da confer\u00eancia <strong><a aria-label=\"content\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.dn.pt\/sociedade\/antnio-vitorino-mais-fcil-culpar-os-imigrantes-disto-tudo-do-que-assumir-que-so-os-problemas-nossos\" rel=\"nofollow noopener\">\u201cObservat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es: Caminhos para o Futuro\u201d<\/a>,<\/strong> realizada para assinalar o Dia Internacional das Migra\u00e7\u00f5es, na quinta-feira, 18 de dezembro.<\/p>\n<p>Os dados da AIMA, por exemplo, s\u00e3o de car\u00e1ter administrativo<strong>, baseados nos atendimentos e nos documentos emitidos aos imigrantes.<\/strong> O INE \u00e9 quem det\u00e9m as estat\u00edsticas sobre a popula\u00e7\u00e3o residente em Portugal, seja nacional ou estrangeira.<\/p>\n<p>O investigador defende que os dados precisam de ser muito corretos quando s\u00e3o apresentados. <strong>\u201cTemos de ter muita seguran\u00e7a quando analisamos a imigra\u00e7\u00e3o em Portugal nas suas diferentes perspetivas, a partir de diferentes fontes\u201d<\/strong>, complementou.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um dos v\u00e1rios planos do Observat\u00f3rio das Migra\u00e7\u00f5es para 2026, <strong>al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de documentos<\/strong>. \u201cEstamos a fazer um trabalho de mapeamento das boas pr\u00e1ticas de integra\u00e7\u00e3o de migrantes que ocorreram primeiro em Portugal e depois na Europa nos \u00faltimos dez anos\u201d, contou ao jornal.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 ter <strong>\u201cuma esp\u00e9cie de cat\u00e1logo em que as autarquias, os munic\u00edpios e as associa\u00e7\u00f5es possam ir buscar boas ideias que sejam importantes\u201d.<\/strong> Ser\u00e1 tamb\u00e9m criado um \u201cnovo indicador de integra\u00e7\u00e3o\u201d, que possa \u201cser usado de forma ampla\u201d.<\/p>\n<p>Revis\u00e3o dos n\u00fameros<\/p>\n<p>Na sexta-feira, 19 de novembro, o Expresso noticiou que o INE suspendeu as estat\u00edsticas e admitiu reavaliar os n\u00fameros. Mais tarde, em declara\u00e7\u00f5es aos jornalistas, Ant\u00f3nio Leit\u00e3o Amaro comentou a quest\u00e3o. <strong>\u201cO que est\u00e1 a acontecer \u00e9 normal\u201d, come\u00e7ou por explicar.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o ministro da Presid\u00eancia, o problema est\u00e1 nos dados que n\u00e3o foram contabilizados nos \u00faltimos anos. \u201cQuando, durante anos, se esconderam estat\u00edsticas, quando havia processos que estavam na gaveta e que, por isso, n\u00e3o eram contados, <strong>h\u00e1 um processo que tem de ser s\u00e9rio de identifica\u00e7\u00e3o, contabiliza\u00e7\u00e3o e de retirar da gaveta e da escurid\u00e3o\u201d,<\/strong> salientou.<\/p>\n<p>O INE e a AIMA t\u00eam um protocolo para fazer o cruzamento dos dados, comentou o governante. \u201cA estat\u00edstica da imigra\u00e7\u00e3o \u00e9 feita a partir dos n\u00fameros da AIMA. \u00c9 a AIMA que tem o contacto com os cidad\u00e3os estrangeiros e que emite os t\u00edtulos de resid\u00eancia, reportando-os, como sabem. <strong>A AIMA finalizou o seu reporte em 15 de outubro e o INE come\u00e7a a an\u00e1lise com base nesses dados e faz uma s\u00e9rie de outras verifica\u00e7\u00f5es, cruzando-os com outras fontes<\/strong>\u201d, detalhou.<\/p>\n<p>De acordo com Ant\u00f3nio Leit\u00e3o Amaro, \u00e9 <strong>\u201cexatamente isso que o INE est\u00e1 a fazer agora\u201d.<\/strong> A AIMA tamb\u00e9m alterou a metodologia de apresenta\u00e7\u00e3o dos dados anuais. Diferentemente dos anos anteriores, o relat\u00f3rio deste ano, divulgado em outubro, trouxe detalhes sobre quando terminou o processo que resultou na atribui\u00e7\u00e3o de um t\u00edtulo de resid\u00eancia. Os n\u00fameros j\u00e1 inclu\u00edram parte dos imigrantes atendidos pela Estrutura de Miss\u00e3o da AIMA.<\/p>\n<p>amanda.lima@dn.pt<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"H\u00e1 meses que o tema dos n\u00fameros de imigrantes em Portugal tem sido discutido. 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