{"id":196906,"date":"2025-12-21T10:03:11","date_gmt":"2025-12-21T10:03:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196906\/"},"modified":"2025-12-21T10:03:11","modified_gmt":"2025-12-21T10:03:11","slug":"pode-ser-doloroso-para-alguns-mas-e-hora-de-reconhecer-a-internet-millennial-esta-morta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/196906\/","title":{"rendered":"Pode ser doloroso para alguns, mas \u00e9 hora de reconhecer: a internet Millennial est\u00e1 morta"},"content":{"rendered":"<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Em 2026, os membros mais novos da <strong>gera\u00e7\u00e3o Millennial<\/strong> se tornar\u00e3o trint\u00f5es. \u00c9 um marco que sinaliza para os nascidos entre 1981 e 1996 a plenitude da vida adulta. Para alguns deles pode ser doloroso, mas junto desta celebra\u00e7\u00e3o \u00e9 chegado tamb\u00e9m o momento de reconhecer: a \u2018internet Millennial\u2019, tal como a conhecemos nos \u00faltimos 25 anos, est\u00e1 morta. <\/p>\n<p>Isso n\u00e3o significa que as pessoas nesta faixa et\u00e1ria estejam abandonando a rede, ou deixando de se adaptar aos novos formatos e linguagens \u2014 elas ainda est\u00e3o l\u00e1, mas algo mudou. As formas de express\u00e3o, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials est\u00e3o desaparecendo ou perdendo relev\u00e2ncia em uma inevit\u00e1vel troca de guarda geracional sobre a relev\u00e2ncia do dom\u00ednio digital. <\/p>\n<p>Se voc\u00ea acha que \u201cfds\u201d significa \u201cfinal de semana\u201d no dialeto atual da internet, ou se acha que o emoji de caveira tem conota\u00e7\u00e3o negativa, a sua era de protagonismo na rede passou. Saem os Millenials, entra a gera\u00e7\u00e3o Z.<\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>As formas de express\u00e3o, os artefatos digitais e a cultura online associados aos Millennials est\u00e3o desaparecendo ou perdendo relev\u00e2ncia em uma inevit\u00e1vel troca de guarda geracional sobre a relev\u00e2ncia do dom\u00ednio digital\u00a0Foto:  Ilustra\u00e7\u00e3o: Carina Bessell<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relev\u00e2ncia \u00e9 extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/mais-passivas-profissionais-e-nocivas-as-redes-sociais-mudaram-na-ausencia-do-orkut\/?srsltid=AfmBOoouiZdpRKhTSw0wyXvkRjyj7FuKSI42__ro2sryHHP1xI6rYqI0\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/mais-passivas-profissionais-e-nocivas-as-redes-sociais-mudaram-na-ausencia-do-orkut\/?srsltid=AfmBOoouiZdpRKhTSw0wyXvkRjyj7FuKSI42__ro2sryHHP1xI6rYqI0\"><strong>Orkut<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/fotolog-chega-ao-fim-apos-marcar-epoca\/?srsltid=AfmBOopJJFw9EStWhb82ZLClrNRz6whi7bxOChrzPoNPf5EnUUN0Byv2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/fotolog-chega-ao-fim-apos-marcar-epoca\/?srsltid=AfmBOopJJFw9EStWhb82ZLClrNRz6whi7bxOChrzPoNPf5EnUUN0Byv2\"><strong>Fotolog<\/strong><\/a>, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/sobrevivente-da-internet-brasileira-flogao-chega-ao-fim-depois-de-15-anos\/?srsltid=AfmBOoqh_lYHtzxKv22dA_fRA-Y6GkMeBHBJUOcUf8-t8If5ZpztT6Qe\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/sobrevivente-da-internet-brasileira-flogao-chega-ao-fim-depois-de-15-anos\/?srsltid=AfmBOoqh_lYHtzxKv22dA_fRA-Y6GkMeBHBJUOcUf8-t8If5ZpztT6Qe\"><strong>Flog\u00e3o<\/strong><\/a>, Trama Virtual, <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/myspace\/?srsltid=AfmBOooSMZfG_CmtGItcuxEMQJC5iaKN8HL4mdI_2Zbu5eTqwM---krK\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/myspace\/?srsltid=AfmBOooSMZfG_CmtGItcuxEMQJC5iaKN8HL4mdI_2Zbu5eTqwM---krK\"><strong>MySpace<\/strong><\/a>, MSN, Blogger, <strong>Google Reader<\/strong> e todos os servi\u00e7os de compartilhamentos de arquivos. Quando os anos 2010 entram no radar, surgem nomes como BuzzFeed, VICE, Gawker Media, Tumblr e at\u00e9 o \u201cFacebook do velho testamento\u201d (quando a rede de Mark Zuckerberg tinha aspecto mais social). N\u00e3o d\u00e1 nem para dizer que os GIFs, os filtros de fotos do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/instagram\/?srsltid=AfmBOop_YvD5slz3TRGST-rmqFmy6X1MY_Njy74HZ0N_wRQIdyicRa3n\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/instagram\/?srsltid=AfmBOop_YvD5slz3TRGST-rmqFmy6X1MY_Njy74HZ0N_wRQIdyicRa3n\"><strong>Instagram<\/strong><\/a> e o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/twitter\/?srsltid=AfmBOoowGt_zH7te_63W0-Urhr_jCPWz7K6XHpf3q-TVtT-0U6DwPwFf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/twitter\/?srsltid=AfmBOoowGt_zH7te_63W0-Urhr_jCPWz7K6XHpf3q-TVtT-0U6DwPwFf\"><strong>Twitter<\/strong><\/a> (hoje chamado de X) gozam do mesmo prest\u00edgio de outrora. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 os servi\u00e7os e ferramentas que se tornaram obsoletos: o ambiente que permitia a exist\u00eancia desta internet tamb\u00e9m j\u00e1 saiu de cena. \u201cCom o avan\u00e7o das tecnologias e a ascens\u00e3o das big techs, as pessoas acabaram ficando muito mais acomodadas\u201d, diz Alexandre Inagaki, consultor de redes sociais e pioneiro dos blogs no Brasil. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Ele faz refer\u00eancia ao fato de que a estrutura da internet Millennial exigia que os usu\u00e1rios fossem proativos. A rede era aberta e fragmentada em diversos servi\u00e7os, longe da l\u00f3gica de plataforma fechada que ganhou for\u00e7a na segunda metade dos anos 2010 com a economia dos apps. Construir e consumir algo naquela \u00e9poca exigia uma certa l\u00f3gica punk de \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d \u2014 \u00e9 dessa l\u00f3gica que surge a internet colaborativa, batizada de \u201c<strong>web 2.0<\/strong>\u201d. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">O que substitui esse modelo a partir da segunda metade dos anos 2010 \u00e9 uma estrutura de plataformas controladas por gigantes da tecnologia, que disputam intensamente a aten\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios por meio de algoritmos viciantes. As conex\u00f5es sociais como mediador da cultura digital perdem protagonismo e a internet se torna mais passiva, com os algoritmos fazendo a entrega dos conte\u00fados. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cAcho que fomos roubados. Para um Millennial, d\u00f3i saber como a internet era e o que ela se tornou. As big techs est\u00e3o tentando tirar nossa autonomia. Elas querem controlar e filtrar a informa\u00e7\u00e3o que chega na gente. Querem controlar como a gente consome, procura e busca informa\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 um projeto de poder\u201d, afirma Manuela Barem, fundadora e ex-editora chefe do BuzzFeed Brasil. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Indiretamente, Manuela destaca uma caracter\u00edstica desenvolvida pelos Millennials criados na web: o ceticismo. Nascidos pouco antes da ascens\u00e3o da web, essa gera\u00e7\u00e3o vivenciou o \u201cvelho oeste digital\u201d e o desenvolvimento das redes sociais \u2014 e isso resultou em uma gera\u00e7\u00e3o que foi letrada digitalmente enquanto constru\u00eda (e perdia) caminhos na rede. \u00c9 uma experi\u00eancia coletiva bastante diferente de quem chega na internet dos dias atuais, quando os pilares da cultura digital j\u00e1 est\u00e3o estabelecidos. \u201cSinto que as novas gera\u00e7\u00f5es foram injusti\u00e7adas. Elas n\u00e3o tiverem oportunidade de entender como as coisas funcionam para sequer ser informado com o b\u00e1sico\u201d, diz ela. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>A lista de artefatos digitais dos Millenials que desapareceu ou perdeu relev\u00e2ncia \u00e9 extensa. Ao olhar para os anos 2000, a fila de aposentados inclui Orkut, Fotolog, Flog\u00e3o, Trama Virtual, MySpace, MSN, Blogger, Google Reader e todos os servi\u00e7os de compartilhamentos de arquivos\u00a0Foto:  Ilustra\u00e7\u00e3o: Carina Bessell<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Para ela, o ponto de virada na internet Millennial foi o fim do Google Reader, em 2013. O agregador de RSS foi aposentado apesar de ter uma base de usu\u00e1rios fiel e de ser um produto funcional \u2014 para alguns \u00e9 motivo de luto at\u00e9 hoje. A ferramenta, no entanto, permitia a exist\u00eancia de uma internet descentralizada, o que nem sempre esteve alinhado com o plano de uma internet movida a engajamento. Para Inagaki, por\u00e9m, h\u00e1 outro marco bem mais prosaico para o decl\u00ednio Millennial na rede: a escolha por filmar e postar v\u00eddeos na vertical. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">A pr\u00e1tica que ganhou for\u00e7a com a gera\u00e7\u00e3o Z \u2014 e que ainda confunde alguns Millennials \u2014 foi disseminada por <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/tiktok\/?srsltid=AfmBOooIpONrjPCzb_mzLoxCJIP3SgPB6zUXh3fKJ2fwmgAUNd09vM0C\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/tiktok\/?srsltid=AfmBOooIpONrjPCzb_mzLoxCJIP3SgPB6zUXh3fKJ2fwmgAUNd09vM0C\"><strong>TikTok<\/strong><\/a> e <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/snapchat\/?srsltid=AfmBOooBMDWEMu_FDqcST40mIWP3EEw32ntruLvp-ui2dj-qLUiILfue\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/snapchat\/?srsltid=AfmBOooBMDWEMu_FDqcST40mIWP3EEw32ntruLvp-ui2dj-qLUiILfue\"><strong>Snapchat<\/strong><\/a> e foi transportada para o Instagram (vale sempre lembrar: o app que hoje pertence \u00e0 Meta nasceu como um servi\u00e7o que permitia apenas fotos quadradas). Isso simboliza a ascens\u00e3o do v\u00eddeo em substitui\u00e7\u00e3o do texto, que de certa forma, virou um nicho de comunica\u00e7\u00e3o dentro da internet \u2014 quantos de voc\u00eas, leitores, frequentam os corredores do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/gerenciador-de-newsletters-substack-promete-vida-alem-das-redes-sociais\/?srsltid=AfmBOorEh-d4U7IF7AUB9FxIwxVBFPwtYtG62o51BVDOjCr55cwlTcYY\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/gerenciador-de-newsletters-substack-promete-vida-alem-das-redes-sociais\/?srsltid=AfmBOorEh-d4U7IF7AUB9FxIwxVBFPwtYtG62o51BVDOjCr55cwlTcYY\"><strong>Substack<\/strong><\/a>? <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Os n\u00fameros mostram essa mudan\u00e7a. Uma pesquisa do Pew Research Center nos EUA mostra a lideran\u00e7a da gera\u00e7\u00e3o Z no uso de plataformas de v\u00eddeo. Entre pessoas de 18 a 29 anos, 63% usam o TikTok, enquanto esse n\u00famero cai para 44% entre pessoas de 30 a 49 anos. A compara\u00e7\u00e3o para Instagram e Snapchat tamb\u00e9m mostra os Millennials atr\u00e1s: 80% contra 62% para a primeira e 58% a 31% para a segunda. Nas plataformas de v\u00eddeo, h\u00e1 um quase empate apenas para o YouTube: 95% dos mais novos contra 92% dos mais velhos. J\u00e1 o Facebook, que ainda v\u00ea predom\u00ednio de texto e fotos, tem vit\u00f3ria dos Millennials, com 68% para os usu\u00e1rios entre 18 e 29 anos contra 80% para 30-49. <\/p>\n<p>Essa mudan\u00e7a na prefer\u00eancia pelo v\u00eddeo tamb\u00e9m \u00e9 refletida em pesquisas brasileiras. A Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) j\u00e1 registrava que o uso de internet para 87,6% dos brasileiros era sin\u00f4nimo de assistir v\u00eddeos. Esse n\u00famero cai para 69% quando o objetivo \u00e9 a leitura de jornais, not\u00edcias, livros ou revistas digitais. <\/p>\n<p>Tudo mudou <\/p>\n<p>Junto com a mudan\u00e7a nos formatos e no controle da rede, novos comportamentos e prefer\u00eancias nasceram entre as gera\u00e7\u00f5es mais novas. O fato de as redes sociais deixarem de ser um gr\u00e1fico social e se tornarem principalmente m\u00eddia para consumo de conte\u00fado, coincide com a ascens\u00e3o dos influenciadores e a profissionaliza\u00e7\u00e3o do ambiente digital. <\/p>\n<p>Embora os Millennials tenham inventado a selfie (sim, essa gera\u00e7\u00e3o eternamente carregar\u00e1 a vergonha pelo \u201c<strong>pau de selfie<\/strong>\u201d) e tenham sido seduzidos pelo prazer da superexposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, foi a internet de v\u00eddeos mediada por algoritmos que resultou na era dos influencers, hoje parte comum da internet pilotada pela gera\u00e7\u00e3o Z. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Com a concentra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em influenciadores profissionais, as respostas de chatbot de IA, a centraliza\u00e7\u00e3o em plataformas fechadas e o decl\u00ednio das buscas em texto, um dos pilares da internet Millennial est\u00e1 ferido de morte\u00a0Foto:  Ilustra\u00e7\u00e3o: Carina Bessell<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cA pessoa que quer ser um influenciador digital profissional j\u00e1 chega com tudo estruturado. Voc\u00ea tem um monte de cursos no Instagram que supostamente ensinam como voc\u00ea consegue usar ganchos para conseguir atrair a aten\u00e7\u00e3o das pessoas. Antes realmente n\u00e3o havia absolutamente nada disso. Essa profissionaliza\u00e7\u00e3o tem seus pr\u00f3s e seus contras, mas isso \u00e9 o fim da rom\u00e2ntica da internet, n\u00e9?\u201d, afirma Inagaki. <\/p>\n<p>A for\u00e7a dos v\u00eddeos tamb\u00e9m alterou profundamente uma pr\u00e1tica t\u00e3o comum da internet. O <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/google\/?srsltid=AfmBOooNfMXAb2TpGHKTh8eh6AkXdfjBfjd_OI-CzgnYOKyaPtvxzICc\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/google\/?srsltid=AfmBOooNfMXAb2TpGHKTh8eh6AkXdfjBfjd_OI-CzgnYOKyaPtvxzICc\"><strong>Google<\/strong><\/a> passou a perder espa\u00e7o para o TikTok e outras plataformas de v\u00eddeo \u2014 o tal do \u201cjoga no Google\u201d n\u00e3o \u00e9 mais um movimento instintivo de quem precisa descobrir algo. \u201cO algoritmo do TikTok \u00e9 um grande s\u00edmbolo dessa fase. A nova gera\u00e7\u00e3o tem pequenas informa\u00e7\u00f5es sobre os seus h\u00e1bitos e as suas prefer\u00eancias registadas, que ela usa para servir conte\u00fados. Isso resulta na perda n\u00e3o apenas o aspecto mais proativo na rede, mas a pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de pesquisar na internet se perde\u201d, diz Carlos Affonso Souza, professor da Faculdade de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS). <\/p>\n<p>\u00c9 uma tend\u00eancia que deve aumentar ainda mais com a populariza\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/inteligencia-artificial\/?srsltid=AfmBOooAYj0Lt9H5XVmu_6VKUV2jzXTivFuqkrQmZ-X6HEWyD7RSymhR\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/inteligencia-artificial\/?srsltid=AfmBOooAYj0Lt9H5XVmu_6VKUV2jzXTivFuqkrQmZ-X6HEWyD7RSymhR\"><strong>intelig\u00eancia artificial (IA)<\/strong><\/a>. Com os chatbots, como o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/chatgpt\/?srsltid=AfmBOope9It53UZaGAunQrMe4eSdFtsUdS17RZlIMC8ZJRLLHraSC66P\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/chatgpt\/?srsltid=AfmBOope9It53UZaGAunQrMe4eSdFtsUdS17RZlIMC8ZJRLLHraSC66P\"><strong>ChatGPT<\/strong><\/a>, a rela\u00e7\u00e3o com a web fica mais centralizada e distante dos pilares da internet Millennial. Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 encabe\u00e7ada pela gera\u00e7\u00e3o Z. Segundo o TIC Domic\u00edlios 2025, 55% dos usu\u00e1rios de internet do Brasil entre 16 e 24 anos j\u00e1 usam ferramentas de IA. Entre 25 e 34 anos, o n\u00famero \u00e9 de 44%. Entre 35 e 44 anos, a marca cai para 30%. <\/p>\n<p>Outra pesquisa do Pew Research Center mostrou que apenas 1% dos usu\u00e1rios do Google clicam em links que aparecem em resumos de IA disponibilizados pela ferramenta. O estudo, realizado em mar\u00e7o de 2025, detectou que 58% dos usu\u00e1rios do Google receberam resumos de IA como resposta para as suas perguntas no buscador da gigante. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Com a concentra\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em influenciadores profissionais, as respostas de chatbot de IA, a centraliza\u00e7\u00e3o em plataformas fechadas e o decl\u00ednio das buscas em texto, um dos pilares da internet Millennial est\u00e1 ferido de morte. \u201cH\u00e1 uma perda de relev\u00e2ncia do hiperlink na internet. Os blogs eram portas de entrada para outros sites interessantes, por exemplo. Havia curadoria interessante nisso, havia uma valoriza\u00e7\u00e3o de links externos. Penso no quanto gente perde quando deixa de clicar em links externos para saber mais\u201d, pensa Inagaki. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u00c9 um cen\u00e1rio improv\u00e1vel para <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/acervo\/personalidades\/tim-bernes-lee\/?srsltid=AfmBOooSmXTxTaQjqJfbgEb_h-4fZO5maFqSeoZUO_h1GdzaHKzWyPCj\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/acervo\/personalidades\/tim-bernes-lee\/?srsltid=AfmBOooSmXTxTaQjqJfbgEb_h-4fZO5maFqSeoZUO_h1GdzaHKzWyPCj\"><strong>Tim Berners-Lee<\/strong><\/a>, que inventou o HTTP com o objetivo de permitir a transfer\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es entre p\u00e1ginas da web. E, talvez, isso n\u00e3o importe mais para a gera\u00e7\u00e3o Z. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>a primeira troca geracional do mundo digital levanta uma quest\u00e3o importante. A internet \u00e9 um local feito para jovens? \u00a0Foto:  Ilustra\u00e7\u00e3o: Carina Bessell<\/p>\n<p>Aceita que d\u00f3i menos <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Ao longo das d\u00e9cadas, \u00e9 normal que as novas gera\u00e7\u00f5es tentem destruir e se desvincular dos artefatos culturais, s\u00edmbolos e express\u00f5es de quem os precedeu \u2014 a vergonha alheia que os jovens atuais sentem da <strong>cal\u00e7a skinny<\/strong> e das <strong>piadas sobre boleto<\/strong> n\u00e3o deixam mentir. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Mas a primeira troca geracional do mundo digital levanta uma quest\u00e3o importante. A internet \u00e9 um local feito para jovens? <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cSe internet \u00e9 uma coisa para jovens, a gera\u00e7\u00e3o que ajudou a construir a cara da internet brasileira n\u00e3o \u00e9 mais jovem. Ent\u00e3o, nessa troca de guarda, a gera\u00e7\u00e3o anterior pula para algum outro lugar ou ela acessa partes da internet na qual os jovens n\u00e3o v\u00e3o?\u201d, questiona Souza, do ITS. Em estudo recente do Pew Research Center mostrou que entre adolescentes americanos (com idades entre 13 e 17 anos), apenas 16% frequentam o X (antigo Twitter) \u2014 a plataforma onde j\u00e1 pulsou a identidade Millennial na internet \u00e9 o \u00faltimo local de prefer\u00eancia do grupo. Quando o TikTok \u00e9 o foco, esse n\u00famero pula para 68%. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cN\u00e3o acho que internet \u00e9 coisa de jovem. A internet \u00e9 para todo mundo, depende da plataforma, depende do uso. Existem grandes nichos para tudo\u201d, argumenta Manuela, ex-BuzzFeed Brasil. \u201cO jovem talvez esteja na linha de frente, experimentando mais e aparecendo mais. O jovem n\u00e3o dita tend\u00eancias, porque muita coisa nem \u00e9 org\u00e2nica, mas ele tem papel de impulsionar tend\u00eancias\u201d, afirma. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Para Souza, h\u00e1 outros dois componentes importantes nessa f\u00f3rmula. \u201cConforme uma gera\u00e7\u00e3o envelhece, o vigor dela para produzir cultura digital tende a diminuir, e voc\u00ea fica mais amarrado. Se por um lado na internet cabe todo mundo, nem todos os espa\u00e7os v\u00e3o receber a mesma aten\u00e7\u00e3o. Na medida em que eu tenho uma cultura jovem e vibrante que produz conte\u00fado de uma nova forma, \u00e9 isso que receber\u00e1 aten\u00e7\u00e3o\u201d, argumenta. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Ent\u00e3o, se o que est\u00e1 no \u201cmainstream\u201d da internet s\u00e3o v\u00eddeos profissionais distribu\u00eddos por algoritmos de gigantes da tecnologia em plataformas fechadas, h\u00e1 alguma esperan\u00e7a para para uma cultura digital org\u00e2nica na internet da gera\u00e7\u00e3o Z? Certamente. Alguns dos comportamentos que surgiram entre os jovens da atualidade em oposi\u00e7\u00e3o ao que faziam aos Millennials apontam para caminhos alternativos importantes. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cA gera\u00e7\u00e3o Z me parece dotada de habilidades sobre uma constru\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica da intimidade com um uso de redes sociais\u201d, diz Souza. Ao contr\u00e1rio dos Millennials, que caminharam para a cultura do compartilhamento integral de suas vidas, as novas gera\u00e7\u00f5es veem isso com restri\u00e7\u00f5es. \u201cTem um primeiro olhar aqui no espelho que pode gerar um estranhamento entre gera\u00e7\u00f5es. A gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 um pouco mais cuidadosa, seletiva e det\u00e9m as habilidades para saber quem \u00e9 que vai ver aquilo que voc\u00ea est\u00e1 postando\u201d, diz ele. <\/p>\n<p><img  loading=\"lazy\" class=\"lazy-load-img\"\/><\/p>\n<p>Talvez, essa seja uma li\u00e7\u00e3o para os Millennials: \u00e9 hora de desapegar do protagonismo do espa\u00e7o digital \u2014 ainda que a internet tenha tomado uma rota nem t\u00e3o animadora, o que nos trouxe at\u00e9 aqui j\u00e1 ficou para a hist\u00f3ria\u00a0Foto:  Ilustra\u00e7\u00e3o: Carina Bessell<\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">\u201cA cria\u00e7\u00e3o daqueles <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/o-que-e-dix-entenda-os-diferentes-tipos-de-perfil-da-geracao-z-nas-redes-sociais-nprei\/?srsltid=AfmBOopRYK1xXHKznZgDUDTHGv_aBs68lu7dRcBlcHszZVklAvDFwCkW\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/cultura-digital\/o-que-e-dix-entenda-os-diferentes-tipos-de-perfil-da-geracao-z-nas-redes-sociais-nprei\/?srsltid=AfmBOopRYK1xXHKznZgDUDTHGv_aBs68lu7dRcBlcHszZVklAvDFwCkW\"><strong>perfis Dix<\/strong><\/a> \u00e9 uma das maneiras como as novas gera\u00e7\u00f5es conseguiram ter um pouco mais de privacidade j\u00e1 que elas n\u00e3o conhecem um mundo sem internet\u201d, lembra Inagaki. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">J\u00e1 Manuela aponta para outra caracter\u00edstica dos mais novos, que pode alterar os caminhos da internet. \u201cOs Millennials t\u00eam lealdade com servi\u00e7os e tend\u00eancias digitais que a gera\u00e7\u00e3o Z n\u00e3o tem. Eles aderem e soltam muito r\u00e1pido tend\u00eancias, comportamentos, plataformas. \u00c9 muito r\u00e1pido e muito f\u00e1cil. Isso me d\u00e1 esperan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o a essa internet que tem gatekeepers\u201d, diz ela. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Um exemplo da lealdade Millennial ocorreu quando o Ministro do <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/stf-supremo-tribunal-federal\/?srsltid=AfmBOoo-f770GuON8XIG7VKZk9hGbGlzzjXXa9B42KPiYoYPmt5BNuFX\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/tudo-sobre\/stf-supremo-tribunal-federal\/?srsltid=AfmBOoo-f770GuON8XIG7VKZk9hGbGlzzjXXa9B42KPiYoYPmt5BNuFX\"><strong>Supremo Tribunal Federal (STF)<\/strong><\/a> Alexandre de Moraes determinou o <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/blog-do-fausto-macedo\/moraes-stf-determina-suspensao-x-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/politica\/blog-do-fausto-macedo\/moraes-stf-determina-suspensao-x-brasil\/\"><strong>bloqueio do X por 40 dias no Brasil<\/strong><\/a>. Parte importante dos usu\u00e1rios Millennials correu para tentar <a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/bluesky-ganha-um-milhao-de-novos-usuarios-em-tres-dias\/?srsltid=AfmBOoqNK4le_jExk_1kuSBXC_YWfDo1vsbQvHA-nanePkTxaNNp3OdV\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer nofollow noopener\" title=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/link\/bluesky-ganha-um-milhao-de-novos-usuarios-em-tres-dias\/?srsltid=AfmBOoqNK4le_jExk_1kuSBXC_YWfDo1vsbQvHA-nanePkTxaNNp3OdV\"><strong>reconstruir suas comunidades em servi\u00e7os como Bluesky<\/strong><\/a> e Reddit. Para Manuela, esse n\u00e3o \u00e9 o instinto natural da gera\u00e7\u00e3o Z, que demonstra menos apego a servi\u00e7os. <\/p>\n<p data-component-name=\"paragraph\" class=\"styles__ParagraphStyled-sc-6adecn-0 gsLklW  \">Talvez, essa seja uma li\u00e7\u00e3o para os Millennials: \u00e9 hora de desapegar do protagonismo do espa\u00e7o digital \u2014 ainda que a internet tenha tomado uma rota nem t\u00e3o animadora, o que nos trouxe at\u00e9 aqui j\u00e1 ficou para a hist\u00f3ria. E esse pode n\u00e3o ser o melhor obitu\u00e1rio da gera\u00e7\u00e3o Millennial, mas \u00e9 o obitu\u00e1rio poss\u00edvel. Afinal, como todo Millennial, eu tamb\u00e9m estou cansado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2026, os membros mais novos da gera\u00e7\u00e3o Millennial se tornar\u00e3o trint\u00f5es. \u00c9 um marco que sinaliza para&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":196907,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[6263,14075,13679,10332,9837,642,109,107,108,14076,14698,3587,4995,6553,10338,13688,9836,7113,2430,21690,32,33,105,103,104,1007,3173,106,110,29455,39291],"class_list":{"0":"post-196906","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ai","9":"tag-anthropic","10":"tag-application","11":"tag-artificial","12":"tag-chatbot","13":"tag-chatgpt","14":"tag-ciencia","15":"tag-ciencia-e-tecnologia","16":"tag-cienciaetecnologia","17":"tag-claude","18":"tag-copilot","19":"tag-deepseek","20":"tag-gemini","21":"tag-grok","22":"tag-intelligence","23":"tag-logo","24":"tag-meta-ai","25":"tag-mobile","26":"tag-openai","27":"tag-perplexity","28":"tag-portugal","29":"tag-pt","30":"tag-science","31":"tag-science-and-technology","32":"tag-scienceandtechnology","33":"tag-smartphone","34":"tag-software","35":"tag-technology","36":"tag-tecnologia","37":"tag-tools","38":"tag-vision"},"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/115756990688228301","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196906","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=196906"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/196906\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/196907"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=196906"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=196906"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=196906"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}